LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 31 DE DEZEMBRO DE
IV. Responsabilidade Social
4. QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR
4.2. Principais Projectos do Ano
4.2.1. Distribuição Portugal
No ano de 2005, em Portugal, foram concluídos os projectos de implementação, de revisão e de certificação dos Sistemas de Segurança Alimentar e Gestão Ambiental iniciados em 2004.
Neste sentido, obtiveram-se as seguintes certificações:
• Lojas Recheio Cash&Carry – certificação do seu Sistema HACCP, segundo o Codex Alimentarius CAC/RCP-1-1969, Rev.4 (2003), em 19 Lojas, sendo a primeira certificação multi–site em HACCP a ser conseguida por uma cadeia de Distribuição grossista em Portugal.
• Armazéns Gestiretalho – certificação, pela APCER, da conformidade do seu Sistema de Gestão Integrado (Gestão de Segurança Alimentar HACCP segundo a DS 3027E: 2002 e Gestão Ambiental NP EN ISO 14001: 2004), implementado nos armazéns de Guardeiras, Vila do Conde e Azambuja, que se tornaram, assim, os primeiros armazéns da Distribuição Moderna em Portugal a receber a certificação deste sistema.
• Plataforma de Food Service Recheio/Masterchef do Mercado Abastecedor Região de Lisboa – certificação do Sistema de Segurança Alimentar segundo o Codex Alimentarius CAC/RCP-1-1969, Rev.4 (2003).
• Plataforma de Food Service Recheio/Masterchef do Mercado Abastecedor do Porto – certificação do Sistema de Segurança Alimentar segundo o Codex Alimentarius CAC/RCP-1-1969, Rev.4 (2003).
A obtenção da certificação premiou o empenho das várias equipas envolvidas (Controlo da Qualidade e Ambiente, Operações, Logística, Comerciais, Manutenção, Recursos Humanos, Auditoria Interna, entre outras), ao longo de 18 meses, nas diversas actividades necessárias ao sucesso destes projectos, das quais se destacam:
• Identificação das oportunidades de melhoria dos sistemas;
• Identificação das necessidades de renovação/adequação das infra-estruturas das lojas, plataformas e armazéns;
• Revisão da documentação:
• Manuais de Segurança Alimentar e Manual de Gestão Integrada; • Produção/reformulação de toda a documentação de suporte aos
sistemas a certificar (instruções de trabalho, planos de inspecção, Código de Boas Práticas, modelos de registos dos sistemas, entre outros);
• Formação dos recursos humanos afectos às Companhias envolvidas nestes processos (Recheio e Gestiretalho), sempre que a revisão ou reformulação dos procedimentos assim o determinava;
• Realização das auditorias internas necessárias à avaliação do estado de implementação e maturidade dos sistemas.
Se 2004 foi o ano dedicado à concepção, ao desenvolvimento e à implementação dos sistemas, o foco em 2005 foi a validação da sua operacionalidade e na conclusão do processo de certificação.
O trabalho desenvolvido com vista à obtenção da certificação pode ser ilustrado com os seguintes dados quantitativos:
• 376 horas de formação aos diversos colaboradores (Recheio e Gestiretalho, incluindo colaboradores de empresas subcontratadas, designadamente de transportes, limpeza, manutenção, entre outras);
• Mais de 2.000 horas de trabalho directo das equipas de projecto;
• 32 auditorias internas para identificar oportunidades de melhorar os sistemas e a sua implementação.
Na sequência dos projectos anteriores, tornou-se necessário rever e tornar mais exigentes os critérios para a selecção de fornecedores. Assim, procedeu-se à revisão do Manual de Avaliação e Selecção de Fornecedores, o qual, para além de descrever os procedimentos de selecção e avaliação, determina o modo como os relatórios de auditoria devem ser apresentados e as evidências de Segurança Alimentar a observar e registar.
Os critérios a ter em conta durante as auditorias aos fornecedores estão enunciados em três documentos anexos ao Manual: a Norma Técnica Alimentar; a Norma Técnica Ambiental e a Norma Técnica Não-Alimentar (esta última só aplicável a fornecedores de Marca Própria).
À luz de uma relação de transparência e parceria do Grupo com os seus fornecedores, e com o objectivo de divulgar junto deles o conteúdo deste novo Manual e os critérios que lhe estão subjacentes, foram organizados diversos workshops dirigidos aos fornecedores nacionais de Perecíveis e de produtos de Marca Própria, tendo-se contado com a participação de 267 representantes de empresas.
4.2.2. Polónia
Em 2005, com vista a promover a melhoria contínua, foram realizadas auditorias internas, nos centros de distribuição, às Boas Práticas de Manuseamento, Boas Práticas de Higiene e ao Sistema HACCP, tendo os resultados constituído a base para aperfeiçoar a construção de novos padrões.
Adicionalmente, nos centros de distribuição foram iniciados programas de controlo periódico de produtos de marca da Indústria e de controlo periódico de grupos de produtos de papel.
Ao nível do controlo e acompanhamento de fornecedores, a Biedronka desenvolveu uma check-list simplificada, com base nas normas de Segurança Alimentar do British Retail Consortium (BRC), por forma a ajudar os seus fornecedores de menor dimensão a melhorarem as suas condições de produção. São também realizadas regularmente auditorias gratuitas para medir e avaliar o grau de evolução.
Tanto em Portugal como na Polónia, o Grupo Jerónimo Martins continuou, em 2005, envolvido no desenvolvimento e implementação de sistemas de rastreabilidade de todos os produtos alimentares, em parceria com agricultores, fabricantes, EAN, entre outros.
4.2.3. Indústria
As unidades fabris do Grupo desenvolvem a sua actividade observando determinados princípios e boas práticas, entre os quais se destacam:
• A utilização dos equipamentos e tecnologias mais adequados para a produção, de acordo com exigentes padrões de qualidade, evitando-se a geração de produtos não-conformes e os custos da não–qualidade;
• A aposta na formação e sensibilização dos Operadores para os potenciais riscos associados, no âmbito da Qualidade e Segurança Alimentar, quer através de acções genéricas quer de acções mais específicas;
• A realização de análises, em regime de auto-controlo, sempre que aplicável e tecnicamente possível, de modo a envolver directamente os Operadores; • A utilização da metodologia HACCP, tendo como meta os “zero incidentes”
na área alimentar.
A avaliação das práticas e procedimentos existentes é efectuada através da realização de auditorias da Qualidade, recorrendo-se para o efeito a equipas internas a cada unidade fabril ou a equipas inter-fábricas, e aproveitando-se e fomentando-se a partilha de práticas e de conhecimentos.
No que respeita à formação, foram leccionadas 468 horas nas áreas de Qualidade e Segurança Alimentar (FimaVG, Iglo e Víctor Guedes) e da Qualidade (Lever).
Em 2005, as unidades fabris do Grupo consolidaram as suas certificações segundo a NP EN ISO 9001:2000 (Qualidade). A unidade fabril da FimaVG foi auditada pela Unilever em termos da Qualidade e Segurança Alimentar, tendo obtido o score “A”, que representa o nível máximo neste tipo de auditorias, uma classificação que premeia o esforço de todos os envolvidos e reconhece a sustentabilidade do sistema implementado.
No âmbito da melhoria contínua, a Víctor Guedes desenvolveu uma análise detalhada a todos os processos produtivos com o objectivo de optimizar e aplicar as mais recentes tecnologias, nomeadamente no que se refere a Segurança Alimentar. No que respeita ao Total Productive Maintenance (TPM), a unidade fabril da IgloOlá consolidou, durante 2005, todo o trabalho desenvolvido neste âmbito e expandiu a metodologia do TPM para áreas externas à produção, com especial enfoque na área da Qualidade, um dos pilares do TPM amplamente desenvolvido ao longo do ano. Os padrões da Qualidade utilizados na unidade fabril da IgloOlá foram “reinventados”, de acordo com directrizes da categoria de Gelados da Unilever, dando origem aos Standards da Qualidade Relevantes para o Consumidor.
Esta nova metodologia, aliada às Matrizes da Qualidade que começaram em 2005 a ser desenvolvidas em duas linhas-piloto de fabrico, tem como objectivo a satisfação do consumidor e como meta o fabrico de gelados com zero defeitos.
Embora com origem na fábrica da IgloOlá, as Matrizes da Qualidade, que serão aprofundadas no âmbito do TPM, passaram também a ser “linguagem comum” nas restantes unidades fabris.
A Victor Guedes atingiu o Nível II do TPM, sendo-lhe atribuído o "Award for Excellence in Consistence TPM Commitment 2005" pelo Japonese Institute of Plant Maintenance (JIPM).
A FimaVG e a Victor Guedes implementaram um projecto que permite desenvolver, através de recurso a sistemas informáticos, o processo de rastreabilidade a
ingredientes e materiais, de uma forma mais rápida e eficaz. O grande projecto de 2005 na área alimentar foi, no entanto, o início da produção de caldos em Santa Iria, que passou a fazer parte integrante da unidade fabril da FimaVG.
No último trimestre do ano, o desafio mais assinalável, e que se manterá também durante 2006, foi o da optimização de recursos e da integração de sistemas, tendo como objectivos finais a garantia da qualidade dos produtos, a segurança dos consumidores e a salvaguarda das necessidades e expectativas dos clientes.