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SERVIÇOS DE MARKETING, REPRESENTAÇÕES E RESTAURAÇÃO

EBITDA 2005 Cash &

7. SERVIÇOS DE MARKETING, REPRESENTAÇÕES E RESTAURAÇÃO

7.1.2. Divisão Cosmética

A Divisão de Cosmética teve um ano francamente positivo, com assinaláveis crescimentos de vendas. Depois de um primeiro semestre pouco dinâmico, o novo lançamento da Calvin Klein - Euphoria -, revelou-se um sucesso de vendas, superando todas as expectativas. Num mercado altamente fragmentado e com elevados níveis de inovação, o lançamento do ano é determinante para o desempenho da marca e, em 2005, uma vez mais, a Calvin Klein apresentou um novo produto que surpreendeu os consumidores portugueses. É assinalável a vitalidade que a marca continua a demonstrar e é, igualmente, notável a sua capacidade de inovação. Espera-se que este sucesso da Divisão seja o mote para um novo ano de boas vendas no exercício de 2006.

Em termos organizacionais, importa evidenciar o encerramento da operação de logística da JMD. Mais do que as poupanças dela resultantes, esta opção tem, sobretudo, a vantagem de capacitar a Companhia para responder às necessidades futuras e em permanente mutação, quer de parceiros, quer, principalmente, de clientes. Este outsourcing logístico irá aumentar não só a flexibilidade e a eficiência logísticas como os níveis de serviço prestado aos clientes.

Em termos de custos de exploração, manteve-se a orientação dos últimos anos, dando-se continuidade à racionalização dos custos de estrutura e à contenção dos restantes custos operacionais. Foi esta política de racionalização de custos e processos que permitiu consolidar a operação, tornando-a mais flexível e adaptável a alterações do portefólio de negócios.

Para 2006, as prioridades mantêm-se claras: (i) continuar a procura selectiva de novos parceiros de negócio, quer para a Divisão Alimentar quer para a Divisão de Cosmética; (ii) continuar a apostar na racionalização de processos e em novas tecnologias de informação. Os ganhos de eficiência daí resultantes irão permitir reforçar as estruturas comerciais, por forma a garantir a prestação de um serviço de excelência aos parceiros de negócio.

PGJM

2005 foi o primeiro exercício completo da joint-venture com o Grupo Puig, que será recordado pelo bom desempenho ao nível das vendas, para o qual contribuíram de forma determinante dois factores: por um lado, e principalmente, o grande sucesso da maior aposta comercial do ano - o lançamento da fragrância Spirit, de António Banderas -, e, por outro lado, a conquista da representação de uma das marcas mais emblemáticas do mercado mass market português – a gama Denim.

O comportamento das restantes marcas foi também francamente positivo, o que, aliado à eficaz parceria com o Grupo Puig, justifica o êxito de vendas obtido no ano em análise.

Em 2006, a estrutura comercial própria será reforçada, ao mesmo tempo que se aprofundará a proximidade e o acompanhamento da estrutura comercial da JMD que assegura as vendas nos canais indirectos.

7.1.3. Caterplus

O sector da Restauração foi dos mais afectados pela conjuntura económica desfavorável, com clientes a registarem dificuldades de pagamento e alguns até a encerrarem actividade.

Foi neste contexto adverso que esta Companhia de Food Service operou no ano de 2005, pelo que os resultados alcançados não podem deixar de ser considerados positivos.

As vendas cresceram, os saldos de clientes foram mantidos sob controlo, bem como os custos operacionais. Este conjunto de realizações traduzem o rigor que se aplicou à gestão da Companhia ao longo do passado exercício.

O próximo ano não se antecipa mais fácil ou concorrencialmente menos agressivo, colocando-se à Caterplus dois grandes desafios: (i) reestruturar as operações para trabalhar com margens operacionais mais competitivas; (ii) garantir o aumento da cobertura de mercado, incrementando com isso a capilaridade das vendas. Este último ponto irá implicar o reforço da estrutura de vendas, uma vez que a Companhia tem capacidade para crescer e desenvolver o negócio, mesmo em situações concorrenciais adversas.

7.2. Hussel

A Hussel foi, em 2005, confrontada com condições de mercado muito difíceis, já que, para além das circunstâncias concorrenciais adversas, teve também de fazer face à notória retracção no consumo por parte dos clientes da cadeia.

No entanto, o desempenho registado foi positivo, com crescimento das vendas totais e das vendas like-for-like.

Em termos de expansão, foi inaugurada uma loja em Viseu, tendo-se preparado também a abertura de uma loja no novo shopping de Loures, o que acontecerá no início de 2006.

7.3. Jerónimo Martins Restauração & Serviços

Esta área registou uma dinâmica de inovação assinalável com o lançamento de novos conceitos no mercado português.

A diversidade de marcas e conceitos do portefólio foi identificada como um factor crítico de sucesso do negócio, numa área em que o objectivo é ser um dos operadores de referência na Restauração em Portugal.

Nesta fase de desenvolvimento, o enfoque foi para a selecção de parceiros de negócio com dimensão, know-how e conceitos passíveis de serem exportados para outras realidades e culturas empresariais compatíveis com a da Companhia.

A principal prioridade para o próximo ano passa por validar e consolidar os projectos lançados em 2005, por forma a assegurar o crescimento sustentado de

uma área de negócio que se considera estratégica para a diversificação de actividades da Jerónimo Martins Distribuição.

O exercício de 2005 foi francamente positivo para a cadeia de quiosques de café Jeronymo, com crescimentos consideráveis nas vendas like-for-like. No ano em análise, foi aberta uma nova loja e concluído um acordo de distribuição com a cadeia Pingo Doce para o abastecimento, com a marca Jeronymo, de todas as suas cafetarias (cerca de 60 pontos de venda).

A prioridade em 2006 é abrir novas unidades, especialmente nos centros comerciais com inauguração prevista para 2006.

2005 foi o ano de arranque da exploração, pela JM Restauração & Serviços, das geladarias Olá, tendo encerrado com oito lojas a operarem sob responsabilidade directa da Companhia, sendo a expansão a grande prioridade para o exercício de 2006. Neste sentido, foram já identificadas novas localizações, dando-se, contudo, continuidade à procura de novos pontos de venda.

A 30 de Agosto de 2005, abriu as portas a primeira loja Ben & Jerry’s em Portugal, seguida da inauguração de mais duas lojas na área de Lisboa. Estas primeiras unidades integram um grupo de lojas-piloto que visa testar a aceitação deste conceito premium de geladarias em Portugal.

A primeira loja Subway sob a gestão da Companhia foi inaugurada em Outubro de 2005, em Lisboa. Depois dessa, abriram-se duas outras unidades, na Covilhã e em Loures. O primeiro objectivo passa por avaliar a receptividade em Portugal a esta proposta de sanduíches saudáveis e por promover eventuais adaptações e afinações que venham a ser ditadas pelos consumidores portugueses, antes de se iniciar um plano de expansão mais ambicioso.

Garantir o alinhamento dos objectivos de negócio e individuais de cada colaborador com os objectivos estratégicos do Grupo, tendo em vista a excelência do nível de serviço a clientes e consumidores, tem sido uma aposta contínua do Grupo Jerónimo Martins.

Nesse sentido, a cooperação estreita entre a Direcção de Recursos Humanos e Organização da Holding e os Departamentos de Recursos Humanos das Companhias operacionais assume-se como factor crítico. Procura-se, deste modo, assegurar e garantir a aplicação, de forma horizontal, das estratégias, políticas, normas e procedimentos a todos os Quadros, assim como potenciar o sucesso de projectos funcionais.

Em 2005, deu-se continuidade ao processo de desenvolvimento, inovação e reforço das políticas de recursos humanos.

Na área da Distribuição em Portugal, e como forma privilegiada de renovar e reforçar a actual base de Quadros com profissionais de elevado potencial de evolução, foram admitidos 13 recém-licenciados, maioritariamente das áreas das Engenharias Alimentares ou similares.

Janeiro foi marcado pela inauguração da Escola de Formação Jerónimo Martins Portugal, que, em 2005, totalizou 16.889 horas de formação, 97 acções de formação e 1.209 formandos oriundos das várias Insígnias do Grupo. Na sua maioria, as acções foram desenvolvidas e ministradas por formadores internos, sendo de realçar, a este propósito, que cerca de 70 formadores internos frequentaram o curso de Formação Pedagógica de Formadores.

No que se refere às políticas de remuneração, assistiu-se, ainda, à optimização dos sistemas de remuneração variável em vigor nas diversas Companhias do Grupo, bem como à redefinição dos benefícios existentes para Quadros Médios e Superiores, em virtude da implementação de novos instrumentos de gestão de recursos humanos.

Tendo sempre em mente o “princípio da tolerância zero” e a existência de práticas e de condições de trabalho sãs e seguras, a área de Segurança e Higiene no Trabalho continuou a investir em acções de formação, informação e sensibilização, assim como na aquisição de equipamentos de protecção individual e na segurança das instalações.

A área de Recursos Humanos é desenvolvida com maior detalhe no ponto 3 do capítulo relativo à Responsabilidade Social.

Colaboradores do Grupo Jerónimo Martins a 31 de Dezembro de 2005

Holding 71 Distribuição Portugal 15.866 Distribuição Polónia 13.472 Indústria e Serviços 1.344 TOTAL 30.753

8. RECURSOS HUMANOS

A orientação estratégica de Jerónimo Martins e, como tal, a das áreas de negócio que fazem parte do Grupo é no sentido do crescimento rentável.

A sustentabilidade futura da nova fase de crescimento encetada pelas diversas áreas do Grupo no ano de 2005 depende do grau de competitividade dos respectivos modelos de negócio.

Neste contexto, o projecto de Simplificação de Processos de Gestão Interna (SPGI), iniciado em 2003, prossegue de forma transversal à Organização, com o objectivo de encontrar e corrigir ineficiências, mas também de permitir pensar novas formas de gerir os negócios.

9.1. Distribuição Portugal

No ano de 2005, grande parte dos projectos identificados em 2003/4 foi concluída, tendo estes sido mencionados no Relatório relativo ao ano anterior como devidamente integrados no Scorecard Estratégico do Grupo. Destes projectos, destacam-se os seguintes:

ƒ Implementação, em regime de outsourcing, das compras de economato, dos produtos e serviços associados ao Marketing e dos artigos de exploração de lojas;

ƒ Celebração de contrato de outsourcing com a HP, o qual abrange o fornecimento e a gestão das infra-estruturas de sistemas de informação, nomeadamente os sistemas centrais (data centers) e a continuidade das operações (disaster recovery). Ainda neste âmbito, foi também celebrado um contrato com a Fujitsu para a prestação de serviços aos utilizadores, nomeadamente nas áreas de sistemas distribuídos (servidores, redes locais, PC´s e impressoras);

ƒ Continuidade do programa de prevenção de quebras iniciado em 2004;

ƒ Optimização dos processos administrativos relacionados com as operações de Pingo Doce e Feira Nova;

ƒ Optimização dos processos nas áreas comercial e logística, nomeadamente a implementação do sistema de workflow de artigos (fase I), bem como a definição e o arranque da centralização no Feira Nova.

Devido à sua especificidade, alguns dos processos ainda em aberto terão continuidade em 2006, em simultâneo com a introdução da nova versão “SAP Retail”.

9.2. Distribuição Polónia

Ao longo do ano, e a par da performance operacional, a Companhia manteve-se focada no desenvolvimento da eficiência operacional e organizacional. A produtividade logística continuou a aumentar, através da optimização e estandardização de processos de reaprovisionamento de armazém e transporte. O

9. SIMPLIFICAÇÃO DE PROCESSOS DE GESTÃO