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Braz. j. . vol.83 número5

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www.bjorl.org

Brazilian

Journal

of

OTORHINOLARYNGOLOGY

ARTIGO

ORIGINAL

Encoding

of

speech

sounds

at

auditory

brainstem

level

in

good

and

poor

hearing

aid

performers

Hemanth

Narayan

Shetty

e

Manjula

Puttabasappa

AllIndiaInstituteofSpeechandHearing,DepartmentofAudiology,Mysuru,Karnataka,Índia

Recebidoem5defevereirode2016;aceitoem20dejunhode2016 DisponívelnaInternetem29dejunhode2017

KEYWORDS

Frequencyfollowing response;

Acceptablenoise level;

Hearingaid performer

Abstract

Introduction:Hearingaidsareprescribedtoalleviatelossofaudibility.Ithasbeenreported thatabout31%ofhearingaidusersrejecttheirownhearingaidbecauseofannoyancetowards backgroundnoise.Thereasonfordissatisfactioncanbelocatedanywherefromthehearingaid microphonetilltheintegrityofneuronsalongtheauditorypathway.

Objectives:Tomeasurespectrafromtheoutputofhearingaidattheearcanalleveland fre-quencyfollowing responserecordedattheauditorybrainstemfromindividualswithhearing impairment.

Methods:Atotalofsixtyparticipantshavingmoderatesensorineuralhearingimpairmentwith agerangefrom15to65yearswereinvolved.EachparticipantwasclassifiedaseitherGoodor PoorHearingaidPerformersbasedonacceptablenoiselevelmeasure.Stimuli/da/and/si/were presentedthroughloudspeakerat65dBSPL.Attheearcanal,thespectraweremeasuredin theunaidedandaidedconditions.Atauditorybrainstem,frequencyfollowingresponsewere recordedtothesamestimulifromtheparticipants.

Results:Spectrummeasuredineachconditionatearcanalwassameingoodhearingaid perfor-mersandpoorhearingaidperformers.Atbrainstemlevel,betterF0encoding;F0andF1energies weresignificantlyhigheringoodhearingaidperformersthaninpoorhearingaidperformers. Thoughthehearingaidspectrawerealmostsamebetweengoodhearingaidperformersand poorhearingaidperformers,subtlephysiologicalvariationsexistattheauditorybrainstem.

Conclusion:Theresultofthepresentstudysuggeststhatneuralencodingofspeechsoundat thebrainstemlevelmightbemediateddistinctlyingoodhearingaidperformersfromthatof poorhearing aid performers.Thus,itcanbe inferredthatsubtlephysiological changesare evidentattheauditorybrainsteminapersonwhoiswillingtoacceptnoise fromthosewho arenotwillingtoacceptnoise.

© 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Published by Elsevier Editora Ltda. This is an open access article under the CC BY license (http://

creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

DOIserefereaoartigo:http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2016.06.004

Comocitaresteartigo:ShettyHN,PuttabasappaM.Encodingofspeechsoundsatauditorybrainstemlevelingoodandpoorhearingaid

performers.BrazJOtorhinolaryngol.2017;83:512---22. ∗Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](H.N.Shetty).

ArevisãoporparesédaresponsabilidadedaAssociac¸ãoBrasileiradeOtorrinolaringologiaeCirurgiaCérvico-Facial.

(2)

PALAVRAS-CHAVE

Frequênciaseguida deresposta; Nívelderuído aceitável;

Usuáriodeaparelho auditivo

Codificac¸ãodossonsdafalanoníveldotroncoencefálicoauditivoembonsemaus

usuáriosdeaparelhosauditivos

Resumo

Introduc¸ão: Osaparelhosauditivossãoprescritosparaaliviaraperdadeaudibilidade.Temsido relatadoque31%dosusuáriosrejeitamseuaparelhoauditivodevidoaodesconfortocomoruído defundo.Arazãoparaainsatisfac¸ãopodeestarsituadaemqualquerlocaldesdeomicrofone doaparelhoauditivoatéaintegridadedeneurôniosaolongodaviaauditiva.

Objetivos: Medirespectros desde asaída do aparelho auditivo nonível do meato acústico externo e frequência de resposta (FFR) registrada no tronco encefálico de indivíduos com deficiênciaauditiva.

Método: Foramselecionados60participantescomdeficiênciaauditivaneurossensorial mode-rada, de 15 a 65 anos. Cada participante foi classificado como usuário bom ou mau de próteseauditiva(GHPouPHP)combasenamedidadenívelderuído aceitável(ANL). Estí-mulos/da/e/si/foramapresentadosemalto-falantea65dBSPL.Nomeatoacústicoexterno, osespectrosforammedidosnascondic¸õessemaparelhoecomaparelho.Notroncoencefálico auditivo,FFRforamregistradasparaosmesmosestímulosdosparticipantes.

Resultados: Osespectrosmedidosemcadacondic¸ãonomeatoacústicoexternoforamos mes-mosemGHPePHP.Noníveldotroncocerebral,melhorcodificac¸ãoF0;energiasdeF0eF1 foramsignificativamentemaioresemGHPdoqueemPHP.Emboraosespectrosdoaparelho audi-tivofossemquaseosmesmosentreGHPePHP,existemvariac¸õesfisiológicassutisnotronco encefálicoauditivo.

Conclusão:Oresultadodopresenteestudosugerequeacodificac¸ãoneuraldosomdafalano níveldotroncoencefálicopodesermediadadistintamenteemGHPemcomparac¸ãocomPHP. Assim,pode-seinferirquemudanc¸asfisiológicassutissãoevidentesnotroncoencefálicoem uma pessoaque estádispostaaaceitaroruídoem comparac¸ãocomaquelesquenão estão dispostosaaceitaroruído.

© 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este ´e um artigo Open Access sob uma licenc¸a CC BY (http://

creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

Introduc

¸ão

O aparelho auditivo é uma das medidas comuns de

reabilitac¸ãopara pessoascom deficiência auditiva

perma-nente.Em alguns casosde perdas auditivas,elepode ser

usadodemaneiratransitória.Noentanto,osusuários

mui-tasvezes sequeixamdoruídode fundo,o queresultana

rejeic¸ão.1Kochkin2relatouque31%dosusuáriosrejeitamo

aparelhoauditivoporcausadoruídodefundo.Várias

medi-dasdedesfecho,queconsideramoruídodefundocomoum

dosfatoresquetêmefeitosobreasatisfac¸ãocomo

apare-lhoauditivo,estãodisponíveis.Infelizmente,essasmedidas

dedesfechodevemseradministradasdepoisdeumperíodo

deexperiênciacomoaparelho.Alémdisso,medidascomo

afalanotestederuído,falarápidanotestederuído,teste

deruídoconcorrenteeaudic¸ãoemtestederuídotêmsido

usadas para prever o seu benefício3 Embora esses testes

sejamsensíveisparamedirodesempenhodafalanoruídoe

administradosnomomentodoajustedoaparelhoauditivo,

elesnãoconseguempreverobenefícioe/ouasatisfac¸ãodos

aparelhosauditivosnapráticaclínica.4Esseproblemaé

par-cialmenteabordadocomamensurac¸ãodonívelaceitávelde

ruído(NAR)introduzidaporNabeleketal.,5 naqualo

cli-enteclassificaoincômododecorrentedoruídodefundona

presenc¸adefala.

Nabeleketal.6demonstraramqueovalordeNAR

conse-guepreverbonsemaususuáriosdeaparelhoauditivocom

precisão de85%. O NAR nãoé afetado pelo tipoderuído

defundo,5preferênciadesonsdefundo,7idiomaprincipal

doouvinte,8níveisdeapresentac¸ãodafala,7idade,

sensi-bilidadeauditivae teor dalíngua9 oupelosinaldefala e

sexo do falante.10 Harkrider11 estudou a correlac¸ão

fisio-lógicadoNAR envolvidonoscentrosauditivossuperiorese

usou a medic¸ão eletrofisiológica. Em indivíduos com NAR

baixos (ou seja, maior aceitac¸ão de ruído de fundo), as

amplitudesdeondaVderespostaauditivadotronco

ence-fálico(ABR),oscomponentesdarespostademédialatência

(RML)earespostadelatênciatardia(RLT)foramobservados

como significativamenteprolongados, quando comparados

comosindivíduos queobtiveram NARelevados (aceitac¸ão

deruídodefundomaisbaixa).Issosedeveaomecanismo

eferentemaisforte,detalmodoqueasentradassensoriais

sãosuprimidase/ouomecanismoaferentecentralémenos

ativo.12Assim,demonstrou-sequeoNARéumamedida

fisio-logicamentesensível.Noentanto,éinteressanteconhecera

maneirapelaqualafalaamplificadaérepresentada

fisiolo-gicamenteembonsemaususuáriosdeaparelhosauditivos.

Apesardoavanc¸onatecnologiadeaparelhosauditivos,

algunsindivíduososaceitam e outrosrejeitam,apesarde

aperdaauditivasersemelhanteemtermosdegrau,tipoe

configurac¸ão.Avariabilidadenasatisfac¸ãodeumdispositivo

dereabilitac¸ãopodeserdecorrentedosparâmetrosde

pro-cessamentodo aparelhoauditivoe/ou dainterac¸ão entre

apotênciadoaparelhoe seusparâmetrosacústicos

trans-mitidosatravés dediferentes partesdavia auditiva.13 No

presenteestudo,aproduc¸ãodoaparelhoauditivoé

inves-tigadano meato acústico externoe no tronco encefálico

(3)

Há décadas os pesquisadores usam o EIFtema Probe TubeMicrophone (PTM) para medir o efeito do

processa-mento do aparelho auditivo sobre a acústica da fala. A

medic¸ão doPTM refleteo efeito acústicodefatores, tais

comopavilhãoauricular,meatoacústico,cabec¸aetronco.14

Primariamente,o PTM é usadopara aprimorar/verificar o

ganho do aparelho auditivo para combinar com o

ganho--alvo em frequências diferentes, conforme prescrito pela

fórmuladeajuste.15 Estábemestabelecidoqueasaídado

aparelhonomeatoacústicoiráalterar amplitudes de

for-mantes que levam à má interpretac¸ão. Um experimento

foiconduzidoporStelmachowicz etal.,16 que registraram

asaídadoaparelhoauditivonomeatocom usode

apare-lhosauditivoslinearesenãolinearesemtrêsouvintescom

perdaauditivaneurossensorialleveamoderada.Eles

fize-ramanáliseespectralsobreessesestímulosregistrados.Os

resultadosrevelaramumavazãoprecipitadanarespostade

altafrequência,quelimitouasinformac¸õesdeexemplosde

consoantes.Emumalinhasemelhante,SouzaeTremblay17

fizeramumestudo paracorrelacionarerros deconsoantes

com a análise acústica dafala amplificada em indivíduos

comperdaauditivaneurossensorialleve amoderada.Eles

observaramque o estímulo/da/ foiconsistentemente mal

percebidocomo/ga/.Essefatofoiatribuídoàamplitudedo

espectroexplosivoauxiliar de/da/, quese verificoucomo

semelhanteàamplitudedoespectroexplosivonão

proces-sadode/ga/.Kewley-Port18 relatou quea identificac¸ãode

consoantes oclusivas na posic¸ão inicial requer o espectro

deexplosãocomooexemploprimárioparareconhecimento

dafala.Assim,após a amplificac¸ão, asconsoantes

oclusi-vas são maispropensas a apresentar erros de local.17 No

entanto,acombinac¸ãoamplificadaconsoante-vogalda

fri-cativa ou africativa tende a apresentar erros de modo,

à medida que a má percepc¸ão consistente de sons da

fala/i/por/di/19forpercebida.Quandoaproduc¸ão

acús-tica do aparelho auditivo foi analisada, revelou-se que o

espectro de amplitude da fricativa/i/era semelhante à

amplitudedoespectro nãoprocessadodaafricativa/di/.

Assim, fazer análise espectral da produc¸ão do aparelho

auditivo registrada no meato acústico lanc¸a luz sobre os

parâmetros de processamento do aparelho auditivo. Há

casos em que pistas acústicas são distorcidas, mas um

ouvinteainda reconhece corretamente. Isso podeocorrer

devidoàredundânciaouem decorrênciadepistas

contex-tuaisda fala.Em algunsoutros casos pistasacústicas são

preservadas,masumouvintenãoconseguereconhecersons

dafala.Possivelmente,issopodeocorrerdevidoà

sensibi-lidadeinsuficientenacócleae/oumudanc¸asconcomitantes

nosdiferentesníveis davia auditiva. Assim,umpotencial

evocadoregistradopara estímulos dafala deveser usado

para validar a percepc¸ão registrada em diferentes níveis

da via auditiva. No presente estudo, a resposta evocada

detroncoencefálico auditivode bonse maususuáriosde

aparelhosauditivoséinvestigado.

Asfrequênciasseguidasderesposta(FSR)têmsido

exten-sivamenteestudadasparasecompreenderoprocessamento

fisiológicodafalanoníveldotroncoencefálicoauditivo.A

FSR é umaresposta decaptura de fase aaspectos

perió-dicos de estímulos, inclusive a fala até 1.000Hz20,21 da

populac¸ão neural do colículo inferior do tronco

encefá-lico rostral.22 A FSR foi registrada de maneira confiável

para sons consoante-vogal/da/.23---26 Além disso, FSR para

estímulo/da/foi investigada em condic¸ões monaurais27 e

binaurais;28napresenc¸aderuídodefundo;27eestimulac¸ão

daorelha direita ouesquerda.29 A FSR foiregistrada com

sucessocomalto-falantecomotransdutorparadistribuiros

estímulos/da/e/si/.30 A partir daí, é evidente que FSR é

uma respostacontingente ao estímuloque é mais

consis-tenteparafrequênciasmédiasebaixas.Emboraaresposta

defrequênciadoaparelhoauditivosejadeaté6.500Hz,a

FSRéumaferramentasensívelaqualqueralterac¸ãono

pro-cessamento dotronco encefálico auditivo,detal maneira

querespondeàperguntasobrecomoossonsdafala

ampli-ficadossãocodificadosem frequênciasmédiasebaixasde

bonsemaususuáriosdeaparelhosauditivos.

Apartir daliteratura existente,pode-se inferirque as

análises espectraisdaproduc¸ãodoaparelhoauditivo

obti-dascomoPTMdãoinformac¸õessobreoprocessamentodo

aparelhoauditivononíveldomeatoacústico. Alémdisso,

oestímulodomeatoacústicoétransmitidoparaoníveldo

troncoencefálico auditivoe émedidocomFSR.OFSRvai

ajudara inferiracodificac¸ão neuraldodiscursocontínuo.

Essasmedidasforneceminsightssobreamaneirapelaqual

afalaéneuralmentecodificadanoníveldotronco

encefá-lico,emindivíduoscomdeficiênciaauditivaneurossensorial,

que são classificados como bonse maus usuários de

apa-relhos auditivos, têm tipo, grau e configurac¸ão da perda

auditivacomparáveis.Portanto,opresenteestudo

preten-deu investigara produc¸ão doaparelhonomeato acústico

para determinar aextensão daalterac¸ão causada porele

nosparâmetrosespectrais.Alémdisso,amaneirapelaqual

afalaamplificadaérepresentadanoníveldotronco

encefá-licoembonsemaususuáriosdeaparelhosauditivostambém

temsidoinvestigada.Osobjetivosformuladosparaoestudo

foramcomparar:1)mudanc¸asespectraisentreBUAAeMUAA

em condic¸õescomesemaparelhonomeatoacústicocom

PTM; e 2)codificac¸ãoneural dos sons dafala nonível do

troncoencefáliconoBUAAeMUAA.

Método

Participantes

Foram selecionados 60 pacientes que apresentavam

perda auditiva neurossensorial bilateral moderada com

configurac¸ão plana. A configurac¸ão plana foi

operacio-nalmente definida como a diferenc¸a entre os limiares

condutivosmaisemenoselevadosinferioresa20dBno

inter-valode0,25a8kHz.31Afaixadosparticipantesfoide15a

65anos.Elestinhamescoresdeidentificac¸ãodafala(EIF)

maioresouiguaisa75%a40dBSL(re:limiarderecepc¸ãoda

fala,LRF).Aorelhadetestetinhaestadonormaldaorelha

média,comoindicadoportimpanogramatipo‘A’com

pres-sãodepicodaorelhamédiaquevarioude50daPa a-100

daPa,eaentradavarioude0,5mLa1,75mL.Arespostado

troncoencefálicoauditivo(ABR)foigravadaemduastaxas

derepetic¸ãode11,1segundose90,1segundosa90dBnHL

paragarantirquenãohaviadoenc¸aretrococlear.

Observou--sequeadiferenc¸adelatênciadepicoVdeABRéinferior

a0,8msentreasduastaxasderepetic¸ão.Todosos

partici-panteseramusuáriosiniciaisdeaparelhosauditivos enão

haviahistóriaautorrelatadadeoutrosproblemasotológicos

(4)

Tabela1 Dadosdemográficosdosparticipantesdoestudo

NE Idade (anos)

Sexo Orelha ATP dBHL

EIF (máx,25)

Diferenc¸adelatência depicoVemduas velocidadesde repetic¸ão(ms)

Agrupamento baseadoem NAR

Escores deNAR (emdB)

1 15,00 F D 58,30 20,00 0,38 BUAA 3,00

2 18,00 M E 45,00 21,00 0,44 BUAA 6,00

3 18,00 F D 56,60 20,00 0,35 BUAA 6,00

4 19,00 M D 48,30 21,00 0,46 BUAA 6,00

5 19,00 M E 53,30 25,00 0,27 BUAA 3,00

6 25,00 F D 55,00 21,00 0,46 MUAA 14,00

7 27,00 M E 50,00 19,00 0,65 MUAA 15,00

8 27,00 F D 51,60 19,00 0,55 MUAA 15,00

9 27,00 M D 51,60 21,00 0,25 MUAA 16,00

10 32,00 M D 53,30 20,00 0,41 BUAA 6,00

11 32,00 M D 55,30 22,00 0,33 MUAA 17,00

12 35,00 M D 51,60 23,00 0,56 BUAA 6,00

13 26,00 F D 55,00 22,00 0,30 BUAA 6,00

14 37,00 M E 51,60 21,00 0,34 MUAA 14,00

15 40,00 F E 50,00 20,00 0,30 BUAA 6,00

16 41,00 M E 50,00 20,00 0,27 MUAA 17,00

17 42,00 M E 50,00 25,00 0,37 MUAA 14,00

18 43,00 M E 55,00 20,00 0,25 BUAA 6,00

19 47,00 F D 55,60 23,00 0,38 BUAA 4,00

20 47,00 M D 46,60 19,00 0,37 MUAA 14,00

21 49,00 M D 53,30 20,00 0,38 BUAA 6,00

22 50,00 F D 53,30 23,00 0,30 MUAA 14,00

23 50,00 M E 45,00 25,00 0,55 BUAA 5,00

24 53,00 M E 45,00 21,00 0,22 MUAA 13,00

25 54,00 F D 51,60 24,00 0,39 MUAA 14,00

26 54,00 M D 48,30 24,00 0,28 BUAA 5,00

27 54,00 M E 41,00 23,00 0,30 BUAA 2,00

28 54,00 M E 41,60 23,00 0,57 BUAA 4,00

29 55,00 F E 55,00 21,00 0,24 MUAA 18,00

30 55,00 F D 53,30 23,00 0,50 BUAA 3,00

31 55,00 F E 50,00 23,00 0,58 BUAA 2,00

32 51,00 M E 45,00 24,00 0,50 BUAA 6,00

33 56,00 F E 46,60 23,00 0,24 BUAA 4,00

34 58,00 M D 45,00 24,00 0,34 BUAA 6,00

35 58,00 M E 48,30 24,00 0,32 BUAA 6,00

36 58,00 M D 45,00 24,00 0,24 BUAA 4,00

37 58,00 M E 45,00 24,00 0,34 BUAA 2,00

38 60,00 F D 41,60 21,00 0,32 BUAA 6,00

39 60,00 F E 53,30 21,00 0,22 BUAA 2,00

40 60,00 F D 45,00 24,00 0,54 MUAA 15,00

41 60,00 M D 55,00 20,00 0,43 MUAA 14,00

42 60,00 M E 43,30 25,00 0,55 BUAA 3,00

43 60,00 M D 46,30 24,00 0,37 MUAA 15,00

44 60,00 M E 46,30 24,00 0,23 MUAA 14,00

45 60,00 M D 58,30 20,00 0,34 MUAA 16,00

46 61,00 F E 55,00 23,00 0,44 BUAA 5,00

47 61,00 F D 58,30 24,00 0,36 BUAA 6,00

48 61,00 M D 41,60 24,00 0,70 MUAA 16,00

49 61,00 M D 55,00 21,00 0,42 MUAA 14,00

50 62,00 M D 55,00 19,00 0,26 BUAA 2,00

51 62,00 M E 51,60 25,00 0,28 MUAA 13,00

52 62,00 F D 50,00 24,00 0,34 MUAA 14,00

53 64,00 M E 45,00 20,00 0,23 MUAA 16,00

54 64,00 F E 55,30 22,00 0,28 BUAA 5,00

55 65,00 M E 51,60 21,50 0,28 MUAA 14,00

56 65,00 M D 55,00 24,00 0,32 BUAA 5,00

57 65,00 M D 46,60 21,50 0,30 BUAA 5,00

58 65,00 M D 43,30 20,00 0,35 BUAA 6,00

59 65,00 M D 50,00 18,00 0,68 BUAA 6,00

60 65,00 F D 56,60 24,00 0,45 MUAA 14,00

(5)

GHP

0

20

40

60

Limiar (dB NA)

80

100

0,25 0,50 1

Frequência (kHz)

8 4 2

PHP

Figura1 Audiogramasdebonsemaususuáriosdeaparelhos auditivos.

oumaususuáriosdeaparelhoauditivo(BUAAouMUAA)por meiodouso donível aceitável deruído (NAR).6 Os

parti-cipantes que obtiveram umescore de NAR de≤ 7 foram

consideradoscomobonsusuários deaparelhosauditivos e

comumescore≥13foramconsideradoscomomaus

usuá-riosdeaparelhosauditivos.6Osdadosdemográficosdecada

participantenogrupoclínicosãoapresentadosnatabela1.

Oslimiaresauditivos em cadafrequênciaaudiométricada

orelhadetestedosbonsemaususuáriosdeaparelhos

audi-tivosestãorepresentadosnafigura1.Oestudofoiaprovado

peloComitê deÉticapara pesquisa em sereshumanos do

AllIndiaInstituteofSpeechandHearing.Oconsentimento

informadofoiobtidodecadaparticipante.

Estímulos

Tokens consoante-vogal (CV) produzidos naturalmente

foramusadoscomo estímulosdeteste.Umhomemadulto

com voz normal foi usado para gravar os tokens de

CV. As durac¸ões dos estímulos/da/e/si/foram de 94ms e

301ms,respectivamente. Para/da/,o tempo deinício da

sonorizac¸ãofoide18ms,adurac¸ãodaexplosãode5ms,a

durac¸ãodatransic¸ãode37mseadurac¸ãodavogalde34ms.

Para/si/,adurac¸ãofricativafoidem159,3ms,durac¸ãoda

transic¸ãode47,1msedurac¸ãodavogalde94,6ms.Ambos

osestímulos foramconvertidosapartir deformato ‘.wav’

para‘.avg’ comwavtoavgdem-filedaBrainstemtoolbox.

Oformato ‘.avg’ deambos osestímulos foi filtradoscom

filtro passa-faixa de 30-3000Hz com Neuroscan (Scan

2-versão4.4)parasaberarelac¸ãofuncionalentrea

estru-tura acústica da fala e a respostado tronco encefálico à

fala. As formas de onda ‘stimulus.avg’ e espectrogramas

dos dois tokens de CV estão representados na figura 2. A

tabela 2 resume afrequência fundamental (F0) e asduas

primeirasfrequênciasformantes(F1eF2)dosestímulosdo

componente devogal/da/e/si/.Oiníciodoestado

estaci-onário F0, F1 e F2 dentrodo períodode transic¸ão (37ms)

doestímulode/da/ecomponentesdefrequênciadentroda

durac¸ãodatransic¸ão(42ms)daporc¸ão/i/doestímulode/si/

forammedidoscomosoftwarePraat(versão5.1.29).

Alémdisso,apassagemKannadadesenvolvidaporSairam

eManjula32foilidaemvozaltacomesforc¸ovocalnormalpor

umafalantedosexofemininoegravadacomsoftwareAdobe

Audition(versão3).Essapassagemregistradafoiusadapara

determinar onível aceitávelderuído (NAR).Um testefoi

feitoparaverificaraqualidadedapassagemKannada

gra-vada,noqualdezouvintescomaudic¸ãonormalavaliarama

passagemparanaturalidade.

Aparelhoauditivo

O aparelho auditivo digital retroauricular (BTE) foi usado

paragravarasaídanomeatoacústicoena resposta

audi-tivadotroncoencefálico decadaparticipante.Deacordo

com as especificac¸ões técnicas, a gama de frequência

do aparelho auditivo teste variou de 0,210 a 6,5kHz.

Oganhocompletodepicofoide58dBeoganhocompleto

médio de alta frequência foi de 49dB. O funcionamento

doaparelhoauditivofoiasseguradonoiníciodacoletade

dadoserepetidoperiodicamenteduranteacoletadedados.

Procedimento

Cadaparticipantefoiclassificadocomobomemauusuário

de aparelho auditivo por meio do teste NAR

comporta-mental. O aparelho auditivo teste com molde auricular

personalizado foi ajustado em cada participante e o seu

ganhofoiaprimorado.Paramelhoraroresultadodo

apare-lhoauditivo,seissílabasdeLingforamapresentadasemum

nívelcalibradode65dBNPSpormeiodoaudiômetroemum

camposonoro.Oganhoearespostadefrequênciado

apa-relhoauditivoforammanipuladosparaaudibilidadedecada

umadasseissílabasdeLing,pormeiodaopc¸ãodeajuste

fino. Para saber em que medida a característica

espec-tral é preservada pelo aparelho auditivo, a produc¸ão do

Tabela2 Frequênciafundamentaleasduasfrequênciasformantes(emHz)nadurac¸ãodatransic¸ãodaversãooriginalefiltrada deestímulos/a/e/si/

Estímulo F0(Hz) F1(Hz)v F2(Hz)

Início Estadoestacionário Início Estadoestacionário Início Estadoestacionário

Versãooriginal /a/ 135,7 131,2 519,8 556,3 1.822,4 1.677,7

/si/ 145,7 137,5 345,4 308,8 2.268,5 2.451,5

Versãofiltrada /a/ 135,7 131,2 519,8 556,3

/si/ 145,7 137,5 345,4 308,8

F0,frequênciafundamental;F1eF2,primeiraesegundafrequênciasformantes;F2paraversãofiltradanãoéaplicável,poisafrequência

(6)

Estímulo /da/

Amplitude (

µ

V)

Frequência (Hz)

Estímulo /si/

Explosão/Início Limite CV

5 msec.

C

F

B

E

A

D

37 msec. 34 msec.

f5

f5

f4 f4

0

0 50 94 150 301

Tempo (mseg)

f3 f3

f2 f2

f1

f1 159,3 msec.

94,6 msec. 47,1 msec. Transição Estado estacionário TransiçãoEstado

estacionário Duração da fricativa

VOT 18 mseg

Figura2 A)eD)sãoosespectrogramasdeestímulos/da/e/si/.AlinhasólidapretaemambososestímulosindicaaF0,quetem umpadrãodequeda.Asfrequênciasformantessãorepresentadasporlinhasbrancas.AF1eF2do/da/tempadrãoplano.AF1de estímulo/si/tempadrãodequedaeF2tempadrãodeelevac¸ão;C)eF)sãoformasdeondadosestímulos/da/e/si/.Parasom/da/, otempodeiníciodevozfoide18ms,adurac¸ãodaexplosãode5ms,adurac¸ãodatransic¸ãode37mseadurac¸ãodavogalde 34ms.Paraosom/si/,adurac¸ãodafricativafoide159,3ms,durac¸ãodatransic¸ãode47,1msedurac¸ãodavogalde94,6ms.

aparelhoparacadaestímulofoigravadanomeatoacústico com a medida do microfone sonda.Além disso, a FSR no níveldotroncoencefálicofoigravadaparacadaestímulo, emambasascondic¸ões,comesemaparelho.

Nívelaceitávelderuído

Onívelaceitávelderuído(NAR)avaliaareac¸ãodoouvinte aoruídodefundoenquantoouveumafala.Paraamedic¸ão doNAR,ométodofornecidoporNabeleketal.5foiadotado.

Cadaparticipantedoestudofoisentadoconfortavelmente

emumacadeira,emfrenteaoalto-falantedoaudiômetro,

queestavaa1mdedistânciae45◦deazimute.Paracalcular

oNAR,oníveldemaisconforto(NMC)eonívelderuídode

fundo(NRF)forammedidos.

ApassagemKannadaregistradafoiacompanhadadesde

aentradaauxiliaratéoalto-falantedoaudiômetro.Onível

deapresentac¸ãofoi definidononívelde SRT.Aospoucos,

elefoiajustadoemetapasde5dBparaestabeleceronível

maisconfortável(NMC)e,emseguida,emetapasdemenor

tamanhode+1e-2dB,atéqueoNMCfoiestabelecido de

maneiraconfiável.ApósoNMCserestabelecido,oruídona

falafoiintroduzidoa30dBNA.Ograudesseruídofoi

aumen-tadoemetapasde5dBinicialmenteedepoisemetapasde

2DB,atéumpontoemqueoparticipanteestivessedisposto

a aceitar o ruído sem sentir cansac¸o ou fadiga enquanto

ouviaeacompanhavaaspalavrasdahistória.Ograumáximo

queelepoderiaaceitaroutolerarcomoruídonafalasemse

cansarfoiconsideradocomoonívelderuídodefundo(NRF).

Onívelderuídonafalafoiajustadoatéoparticipanteser

capazdesuportaroruídoenquantoacompanhavaahistória.

OgrauresultantefoioNRF.ONARquantificaonível

aceitá-velderuídodefundoeécalculadocomoadiferenc¸aentre

NMC(dBNA)eNRF(dBNA).4CombasenosNAR,cada

par-ticipantefoiclassificadocomobom(NARde≤7dB)oumau

(NARde≥13dB)usuáriodoaparelhoauditivo.4O

procedi-mentodeNAR foirepetido duasvezes ea médiadosdois

valoresfoiconsideradacomooNARparacadaparticipante.

Aprimoramentodoganhocomaparelhoauditivo

Cada participante foi equipado com o aparelho auditivo

testeBTEdigitalpersonalizadocomummoldedeprotec¸ão

macio.Oaparelhofoiprogramadocomumafórmula

pres-critivadeNAL-NL1.Amedic¸ãorealdaorelhafoifeitapara

combinarobjetivamenteoganhodoaparelhoauditivocomo

estabelecidocomoalvo.Alémdisso,seissonsdafaladeLing

foramapresentadosa65dBNPSparaaprimoraroganhodo

aparelhoauditivo.Pormeiodaopc¸ãodeajustefino,oganho

eafrequênciadoaparelhoauditivoforamaprimoradospara

aaudibilidadedosseissonsdeLing.

Falaprocessadadoaparelhonomeatoacústico

O nível de cada sinal (armazenado no computador

(7)

medida foi de 65dB NPS no medidor de nível sonoro. O

medidordenívelsonoro(MNS) damarcaLarson Davis824

foiposicionadona orelhatestedoparticipante.OMNSfoi

fixadoemfunc¸ãodeponderac¸ãorápidaeprocurou-se

confir-marseosestímulosde/da/e/si/foramapresentadosa65dB

NPS,combasenoníveldeamplitudedepicolidonoMNS.

Apósa confirmac¸ão dacalibrac¸ão dos estímulos,o

espec-trodesaídanomeatoacústicofoiregistradocomamedic¸ão

commicrofonesonda,tantocomcomosemoaparelho

audi-tivo.Omicrofonesondanomeatoacústicocaptaasenergias

espectraisembandasdeaproximadamentemeiaoitavade

0,25kHza8kHzparacadaestímulodefala.Osníveis,como

func¸ãodafrequênciade0,25kHza8kHz,emoitavas,foram

anotadosparacadaestímulo,emcondic¸õescomesem

apa-relho.

Aquisic¸ãodafrequênciaseguidaderesposta

Cada participante foi confortavelmente sentado em uma

cadeirareclinávelcombrac¸o.Oslocaisdoseletrodosforam

limposcomgeldepreparac¸ãoparaapele.Eletrodos

reves-tidos de prata do tipo discoforam colocados com gel de

conduc¸ãonoslocaisdeteste.AFSR foigravadacom

mon-tagemvertical.Oeletrodonãoinversor(+)foiposicionado

novértice(Cz),oeletrodoterranapartesuperiordatesta

(Fpz)e oeletrodo deinversão(-)no nariz.Foi assegurado

queaimpedânciadoeletrodoerainferiora5Kohmspara

cadaumdoseletrodosequeaimpedânciaentreeletrodos

erainferiora2Kohms.

Antes dagravac¸ão,a calibrac¸ão dos estímulosfoi

con-firmada com o MNS do Sistema Larson Davis 824. O MNS

foi posicionado no ponto de referência, o local onde

a orelha de teste do participante seria posicionada no

momentodaavaliac¸ão.AMNSfoiestabelecida em func¸ão

deponderac¸ãorápida.Certificou-sedeque ambosos

estí-mulos/da/e/si/foramapresentadosa65dBNPS, combase

noníveldeamplitudedepicolidonoMNS.

O alto-falante do equipamento de potencial evocado

auditivofoicolocadoa45◦ azimuteapartirdaorelhateste

doparticipante,naposic¸ãocalibradade12polegadasde

dis-tância.Aalturadoalto-falantefoiajustadaparaonívelda

orelhadoparticipante.Oparticipantefoiinstruídoaignorar

oestímuloeassistiraumfilme,quefoisilenciadoerodado

emumnotebookoperadoporbateria.Tambémfoisolicitado

aoparticipantequereduzisseomovimentodosolhose da

cabec¸a.

Para registrar a FSR com e sem aparelho, o

estí-mulo/da/foi apresentado com o alto-falante no nível de

apresentac¸ãode65dBNPSparaaorelhateste.Osistemade

potencialevocadocombaseemumPC,Neuroscan4.4(Stim

2-versão4.4),controlouotempodeapresentac¸ãodo

estí-muloedistribuiuumgatilhoexternoaosistemadegravac¸ão

dopotencialevocado,Neuroscan(Scan2-versão4.4).Para

possibilitarumperíodorefratáriosuficiente dentroda

var-reduradoestímulo,enquantoerareduzidootempototalde

gravac¸ão,umintervalointerestímulos(ISI)de93msdesde

acompensac¸ãoatéoiníciodopróximoestímulofoiincluído

paragravarFSRparaestímulo/da/.Umprocedimento

seme-lhantefoirepetidoparagravara FSRcome semaparelho

para o estímulo/si/. No entanto, para a gravac¸ão desse

FSR, usou-se um ISI de 113ms. A ordem de estímulos ao

Limite CV

Transição

1

0 –1

–30 6 42 78 114 150

Latência (mseg)

186 222 258 294 330

Estímulo

Resposta

Amplitude (

µ

V) Autocorrelação (FBrainstem toolbox (energias F0) 0 e F1)

Figura3 Respostadetransic¸ãodaFSRobtidadeestímulo/si/

emcondic¸ãocomaparelho.

testarcadaparticipantefoicontrabalanc¸ada.AFSRfoi

gra-vadaa partirde1.500varredurascada empolaridadesde

condensac¸ãoerarefac¸ão,distribuídasemumtrem

homogê-neocomosoftwaredeapresentac¸ãodoestímuloNeuroscan

4.4(Stim2-versão4.4).

Agravac¸ãoda FSR foiiniciada após a obtenc¸ão deum

eletroencefalograma(EEG)estável.OEEGcontínuofoi

con-vertidodeanalógicoparadigitalcomataxade20.000Hz.

OEEGcontínuofoifiltradoon-linecomfiltrapassa-faixade

30a3000Hzcomroll-offde12dB/oitava.Posteriormente,

foiarmazenadoemdiscoparaanáliseoff-line.

Análisedosdados

A produc¸ão do aparelho de audic¸ão no meato acústico

paracada estímulonascondic¸ões come semaparelhofoi

analisada paraespectros. Além disso,a FSR registradafoi

analisada para F0, energia F0 e energia F1 obtidas para

cadaestímulo.OsdadosdeEEGcontínuosforam

processa-dos(epoch)sobreumajanelade160msparaestímulo/da/

(queincluiuumperíodopré-estímulode30mseumtempo

pós-estímulode130ms).Arespostaparaoestímulo/si/foi

processada sobre uma janela de 360ms (que incluiu um

períodopré-estímulode30mseumperíodopós-estímulode

330ms).Asformasdeondaprocessadas(epoch)foram

cor-rigidasparamomentobasal.Asrespostasforamponderadas

e filtradasoff-line apartir de0,030kHz(filtro passa-alta,

12dB/oitava) a 3kHz (filtro passa-baixa, 12dB/oitava).

Todos os artefatos acima de±35 microvolts foram

rejei-tados, enquanto erafeita amédia daresposta para cada

respostamédia,empolaridadederarefac¸ãoecondensac¸ão.

Ummínimode1.450 épocaslivres deartefatofoi

assegu-rado.Asformasdeondamédiasdepolaridadederarefac¸ão

e condensac¸ão foram adicionadas. Além disso, as formas

deondaadicionadasforamcriadasaosefazeramédiade

doisensaiosgravadosparacadaestímulo,emcondic¸õessem

aparelhoecomaparelho.

Paratodos osparticipantes, asrespostas semaparelho

estavam ausentespara ambos osestímulos. Da FSR

regis-tradaparaoestímulo/da/comaparelho,alatênciadopico

‘V’foiidentificadaporinspec¸ão visual.Opadrão

MATLAB--códigodeautocorrelac¸ãofoiusado,noqualumafaixade

latência foiespecificada para obter F0 na FSR, isto é, da

latênciadopico‘V’observadoatéadurac¸ãodetransic¸ão.

Enquantoisso,alatênciade‘a1’correspondenteaolimite

CV30 naFSR foi identificadaparao estímulo/si/e é

apre-sentada na figura 3. A latência de ‘a1’′ até a durac¸ão

(8)

Explosão/Início

A

B

VOT

1

0

–1

25

F0

F1

GHP PHP

20

15

10

Amplitude (Unidade arbitrária) 5

0

500 1.000

Frequência (Hz)

1.500 –30 –14 2 18 34 50

Latência (mseg)

66 82 98 114 130 Transição

Estímulo

Amplitude (

µ

V)

Autocorrelação – F0

Brainstem toolbox energia F0 e energia F1

Figura4 A)Respostaquecorrespondeaoestímulonaporc¸ão

detransic¸ãodoestímulo/da/;B)Mostragrandeespectromédio de subgrupo BUAA e MUAA. B) Frequência fundamental e frequênciadoprimeiroformanteemFSRparaestímulo/da/.

MATLABparaobterF0naFSR.Alémdisso,foram

determina-dasenergiaF0eenergiaF1,comBrainstemtoolboxqueusaa

técnicaFFT(fig.4),apartirdarespostatransitória(pico‘V’

paraestímulo/da/;e‘a1’paraestímulo/si/)atédurac¸ãoda

transic¸ãoespecificada(37msparaestímulo/a/;e47,1ms

paraestímulo/si/).33

Resultados

Osdadosespectraisobtidosnomeatoacústicocomusoda

medic¸ão com sonda e FSR no nível do tronco encefálico

foramanalisadosembonsemaususuáriosdoaparelho

audi-tivo.OsoftwareStatisticalPackagefortheSocialSciences

(SPSSparaWindows,versão17)foiusadoparafazeras

análi-sesestatísticas.Osresultadosobtidosforamdiscutidoscom

relac¸ãoacadaobjetivo.

Produc¸ãodafaladoaparelhoauditivonomeato acústico

A energia espectral em frequências de 0,25 a 8kHz (em

oitavas) com e sem aparelhos, para ambos os estímulos,

foianalisada.Foifeitaparadeterminararepresentac¸ãode

energia por meio de frequências no meato acústico, em

bons e maus usuários de aparelho auditivo. Os dados de

energia espectralsatisfizeram asuposic¸ão de distribuic¸ão

Espectro de estímulo /si/ com e sem aparelho 120

100

80

60

Intensidade (dB NPS)

Frequência (kHz) 40

0.25 0.50 1 2 4 8

Sem aparelho

Com aparelho

Figura 5 Desvio médio e padrão de intensidade de

estí-mulo/si/comofunc¸ãodafrequênciaem condic¸õescomesem aparelho.

Espectro de estímulo /da/ com e sem aparelho

120

100

80

60

Intensidade (dB NPS)

Frequência (kHz) 40

0.25 0.50 1 2 4 8

Sem aparelho

Com aparelho

Figura 6 Desvio médio e padrão de intensidade de

estímulo/a/comofunc¸ãodafrequênciaemcondic¸õescome semaparelho.

normal no teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov

(p>0,05) e homogeneidade noteste de Levene (F<2). A

energiaespectral(0,5kHza 8kHzemoitavas) paraambos

os estímulos obtidos de ambos os grupos, em condic¸ões

com e sem aparelhos, foi submetida a Manova. O

resul-tadorevelouquenãohaviadiferenc¸asignificativaentreos

gruposnaenergiaespectralemcadafrequênciadeoitava,

tantoemcondic¸õescomaparelhocomosemaparelho,para

estímulos/a/e/si/.Assim, osdadosde energiaespectral

foramcombinadosentreosgrupos.Aanálisedescritivafoi

feita separadamente nas condic¸ões sem aparelho e com

aparelho.Paraestímulo/a/(fig. 5),noextremodebaixa

frequência(0,25kHz)eemfrequênciasextremamentealtas

(4kHze 8kHz),a energiaem ambas ascondic¸ões,com e

semaparelho,érelativamentemínimaemrelac¸ãoaoutras

(0,5kHz,1kHz e 2kHz). Para estímulo/si/ (fig. 6), a

bai-xasfrequências extremas(0,25kHz)e em alta frequência

extrema(8kHz),aenergiaemambasascondic¸ões,come

semaparelho,érelativamentemínima,emcomparac¸ãocom

(9)

P = ,001

150

100

50

0

Estímulo /da/ Estímulo /si/ P = ,006

GHP

Média ± DP de F0 de FSR

PHP

Figura7 Desviomédio,padrãoevalorpdetestetde

amos-trasindependentesemF0deFSRparacadaestímulo,nosgrupos BUAAeMUAA.

Comparac¸ãodeFSRemtermosdeF0,energiaF0 eenergiaF1embonsemaususuáriosdeaparelhos auditivos

AF0, a energiaF0 e a energia F1 de FSR entreos grupos

paracadaestímulosatisfizeramasuposic¸ãodedistribuic¸ão

normal no teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov

(p>0,05) e o teste de homogeneidade de Levene (F<2)

tambémfoi feito.Assim,foi feitoumtestetdeamostras

independentesemcadaumdosdadosdeFSRentreosgrupos

deBUAA(n=34)eMUAA(n=24).Apartirdovalormédiode

F0deFSR(fig.7),pode-seinferirqueF0foimaisbem

repre-sentada em BUAA doque em MUAA, para cada estímulo.

Alémdisso,F0daFSRfoicomparadaentreBUAAeMUAAcom

o teste de amostras independentes. O resultado mostrou

quehaviaumaF0significativamentemelhorquecodificava

em BUAA do que em MUAA para o estímulo/da/(t=3,41,

p=0,001)eestímulo/si/(t=2,84,p=0,006).

Além disso, as energias F0 e F1 da FSR foram

compa-radas entre os grupos BUAA e MUAA para cada estímulo.

Na figura 8, observou-se que a média e o desvio padrão

daenergia F0 e da energiaF1 de FSR paracada estímulo

forammaioresemBUAAdoqueemMUAA.Alémdisso,para

sabersehaviaalgumadiferenc¸asignificativaentreBUAAe

MUAAna média daenergiaF0 e a energiaF1 daFSR para

cada estímulo,umteste tdeamostras independentes foi

feito.OresultadorevelouumaenergiaF0significativamente

maiornoBUAAdoqueemMUAAparaestímulo/da/(t=6,80,

p=0,000) e estímulo/si/ (t=6,20, p=0,000). Além disso,

observou-se uma energia F1 significativamente maior em

BUAAdoqueemMUAAparaestímulo/da/(t=3,11,p=0,002)

eestímulo/si/(t=5,20,p=0,000).

Discussão

Oobjetivodoestudofoiinvestigararepresentac¸ãodafala

amplificadanomeatoacústicoenotroncoencefálico

audi-tivodebonsemaususuáriosdeaparelhosauditivos.

Efeitodoprocessamentodoaparelhoauditivo nosparâmetrosespectraisdeestímulosdafala

Nacondic¸ãosemaparelhoparaestímulos/da/e/si/,a

ener-gia medida a 2kHz foi relativamente maior do que em

P = ,000

20

15

10

5

0

15

10

5

0

P = ,000

P = ,002

P = ,000

Média ± DP de F0 de FSR

Média ± DP de F1 de FSR

Estímulo /da/ Estímulo /si/

Estímulo /da/

GHP PHP

Estímulo /si/

Figura8 DesviomédioepadrãodeenergiasF0eF1paracada

estímuloemgruposdeBUAAeMUAA.

outras frequências (em oitavas). Além disso, houve uma

queda na energia depois de 4kHz, ou seja, cerca de

10dB poroitavaparaestímulo/da/e12dBporoitavapara

estímulo/si/(figs.5e6).Esse padrãoderepresentac¸ãode

energia em func¸ão dafrequência, para ambos os

estímu-los, poderia ser por causa da resposta de frequência de

microfoneusadaparagravarosestímulosdeteste-alvo.Na

condic¸ãocomaparelhoparaestímulo/da/eestímulo/si/,a

energiamedidafoirelativamentemenornosdoisextremos

defrequênciasdecorte,queembaixafrequênciaficaabaixo

de0,25kHzeemaltasfrequênciasacimade4kHz.Assim,

com frequências extremas, a energia média em ambas

as condic¸ões, com e sem aparelho, foi menor. Em baixa

frequência,aenergiareduzidapoderiaserjustificadapelo

menor ganhonaquelaregiãode frequênciafornecida pela

fórmula prescritiva.34 Além disso, a baixa energia

obser-vada na região de baixa frequênciade estímulo/da/e/si/

tambémocorreriadevidoàrespostadefrequênciado

apa-relhoauditivo.Ocortedabaixafrequênciadarespostade

frequênciadoaparelhoauditivodetestefoide0,21kHz.Em

altasfrequências,ouseja,acimade4kHz,aenergiareduziu

aproximadamenteàtaxa de10dBporoitavapara

estímu-los/da/e14dBporoitavaparaestímulo/si/.Essapoderiaser

arespostadefrequênciadosestímulos/da/e/si/quetinham

energiaaté4kHz,comoobservadonacondic¸ãosem

apare-lho.Noentanto,outrajustificativapodesedeveraofatode

queemboraarespostadefrequênciadoaparelhoauditivo

tivesse0,216a6,5kHz,aenergiaapós4kHzgradualmente

reduziupor oitava.Assim,observou-seenergianotávelna

(10)

queháumaamplificac¸ãorelativamentemaisaltanaregião

de frequência média do aparelho auditivo do que outras

duasfrequênciasextremasdecorte(baixaealta).

Informal-mente,osparticipantesforaminstruídosarepetirassílabas

apresentadas aleatoriamentepor três vezes. Na condic¸ão

semaparelho,osparticipantesforamincapazesde

identifi-carostokensdeCVquandooníveldeapresentac¸ãofoide

65dBNPSenãoconseguiramchegaràfaixadeaudibilidade.

Noentanto,nacondic¸ãocomaparelho,todosos

participan-tesconsistentementeidentificaramsílabas.Alémdisso,na

análise espectral,observou-se quea amplitude do

espec-trodeexplosivascomaparelhode/da/erasemelhanteao

espectrodaamplitudedeexplosivanãoprocessadade/da/.

Observou-setambémqueoespectrodeamplitudede

frica-tiva/si/erasemelhanteàamplitudedoespectrodefricativa

não processada de/si/. Infere-seque o aparelho auditivo

preservapistasdefalainerentesaomeatoacústico.

Comparac¸ãodeF0daFSR,energiaF0eenergiaF1 embonsemaususuáriosdeaparelhosauditivos

A FSR em ambas as condic¸ões com e sem aparelho foi

obtidadetodososparticipantes.Nacondic¸ãosemaparelho,

as respostas dotronco encefálico estavam ausentes, pois

osestímulos (/da/e/si/)foramapresentados a65dBNPS,

que não conseguiram chegar à audibilidade. Na condic¸ão

com aparelho, a representac¸ão na FSR para cada

estí-mulo (/da/e/si/) manteve-se substancial e semelhante à

do estímulo bruto filtrado não processado. Isso indicou

queoconteúdoespectralpreservado doaparelhoauditivo

é transmitido para o nível de tronco encefálico auditivo.

Para estímulo/da/,aF0média deFSRfoi maioremBUAA

(133,46Hz)doqueemMUAA(128,84),detalmodoquese

observou que a diferenc¸a era significativamente variada.

Isso foiverdadeiro para F0 daFSR para estímulo/si/entre

BUAA (134,42Hz) e MUAA (130,84Hz). Além disso, F0 do

estímulo de/da/com aparelho foi 134,95Hz e para/si/foi

144,74Hz.Adiferenc¸aemF0(emHz),entrecodificac¸ãode

F0noníveldotroncoencefálicoeF0 deestímulodeteste

comaparelho,foi de1Hz emBUAA e 6Hzem MUAA para

estímulo/da/. Da mesma maneira, a diferenc¸a observada

foide10HznoBUAAe14HzemMUAAparaestímulo/si/.

A diferenc¸a média entre BUAA e MUAA na codificac¸ão

deF0foide5Hzparaestímulo/da/e4Hzpara/si/.Embora

essadiferenc¸atenhasidosignificativanacodificac¸ãodeF0

entreBUAAeMUAAparaambososestímulos,issopodenão

trazer uma mudanc¸a na identidade do falante. Isso

por-que,deacordocomIles35 umamudanc¸adeaté±25Hzna

F0 nãoprovoca umamudanc¸ana identidadedofalante. O

achadodoestudoestádeacordocomorelatóriodepesquisa

feitopor Horii,36 que relatou que umadiferenc¸asuperior

a 25Hz na F0 entre os mesmos dois estímulos não causa

diferenc¸adeidentidadedofalante.Além disso,a

variabi-lidade intraindividual de F0 em um esforc¸o vocal normal

variouentre±9,6Hz.37Assim,pode-seinferirqueF

0média

deFSR paraestímulos/da/e/si/foi neuralmente maisbem

representadaemBUAAdoqueemMUAAequeambosos

gru-posforamcapazesdereconheceraidentidadedofalante.

Alémdisso,observou-sequeaenergiaF0eaenergiaF1

deFSRparacada estímuloforamsignificativamente

maio-resem BUAAdoque emMUAA. Asenergias maiselevadas

de F0 e F1 em BUAA podem ser causadas por fibras

efe-rentesmaisfortes,queinibemoutrosharmônicosque não

correspondem à frequênciafundamental e àsfrequências

formantes.Issoestádeacordocomosrelatosdapesquisa

deAshmore38eKnight.39 Parasermaisespecífico,o

meca-nismoaferentecentralseriamaisfortenogrupodeBUAA,

detal modoqueosneurônios nocolículoinferior

dispara-riam precisamentepara osharmônicos correspondentes a

F0 eF1.Além disso, o mecanismoeferente podeser mais

forte,demodoqueasfibraseferentesinibemoutros

harmô-nicosquenãocorrespondemàfrequênciafundamentaleàs

frequênciasformantes,ajustamassimaentradaauditiva.Os

mecanismosexcitatórioseinibitóriosdeneurôniosdo

gera-dorneuralsubjacentedocolículoinferioremBUAAdisparam

demaneira maisoumenos precisaaos componentes F0 e

F1 correspondentes doestímulo.A inferênciadopresente

estudosustentaosachados deKrishnan.40 Eledemonstrou

queaviaauditivaeferentesuprimeenergiasadjacentesaos

harmônicoscorrespondentesaF0eF1 daFSR.Juntamente

comumaviaaferenteativa,onervoauditivoaferentegera

aatividadeelétricaecorrespondemaisprecisamenteaF0e

F1doestímulo.Issoenvolve aliberac¸ãode

neurotransmis-sor,reduzi,assim,olimiartransmembrana e umaumento

nodisparoneural.Emmaususuáriosdeaparelhosauditivos,

emborahajapresenc¸adeatividadefisiológicasemelhante,

provavelmenteuma falta de precisão na atividade neural

devidoaaferentesmenossensíveiseviaauditivaeferente

podeterfalhadoemfornecermaiorenergiaemharmônicos

correspondentesaF0 e F1decada estímulo.Assim,

pode--seinferir, a partir do presente estudo, que as variac¸ões

fisiológicassutispodemestarpresentesnocolículoinferior

da via auditiva nos maus usuários de aparelhos

auditi-vos, com relac¸ão àquelas em bons usuários de aparelho

auditivo.

Conclusão

Emboraoaparelhoauditivotenhapreservadopistas

ineren-tesnassílabasdefala,odesconforto comoruídoalteraa

codificac¸ão neural nonível auditivodotronco encefálico.

Oestudo concluique aspistasacústicas transferidaspelo

aparelhoauditivosãotransmitidascomsucessononívelde

troncoencefálico,masalterac¸õesfisiológicassutisse

encon-trampresentesnotroncoencefálicoauditivonosindivíduos

desconfortáveis com ruído, em comparac¸ão com aqueles

semdesconforto.

Implicac

¸ão

O estudo apresenta umaevidência do uso de abordagens

objetivasparavalidaraproduc¸ãodoaparelhoparaaudic¸ão

no meato acústico e no nível do tronco encefálico

audi-tivo. O uso da medic¸ão real da orelha para analisar a

produc¸ãodoaparelhonomeatoacústicoajudaráa

conhe-cerarepresentac¸ãodepistasespecíficasdafala.Oestudo

dacodificac¸ãodafalaamplificadaemindivíduoscom

defici-ência auditivacom o seu nível dedesconforto demonstra

umpapel crítico da resposta de estímulo contingente na

avaliac¸ãodealgoritmosdeaparelhosauditivos.Eleresolve

algunsdosproblemaspráticosenfrentadospelos

(11)

nofornecimentomáximodeinformac¸ãousável.Osachados

dopresenteestudoajudamofonoaudiólogono

aconselha-mento de um usuário de aparelho auditivo em relac¸ão à

extensãodobenefícioobtidocomomelhoraparelho

audi-tivoprescrito.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Agradecimentos

Ao diretor e ao HOD-Audiologia, Instituto All India de

Fonoaudiologia,porpermitiremoestudo.Eatodosos

par-ticipantespelacooperac¸ão.

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Imagem

Tabela 1 Dados demográficos dos participantes do estudo NE Idade
Tabela 2 Frequência fundamental e as duas frequências formantes (em Hz) na durac ¸ão da transic ¸ão da versão original e filtrada de estímulos/a/e/si/
Figura 2 A) e D) são os espectrogramas de estímulos/da/e/si/. A linha sólida preta em ambos os estímulos indica a F 0 , que tem um padrão de queda
Figura 3 Resposta de transic ¸ão da FSR obtida de estímulo/si/
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