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Concepções de enfermagem, saúde e ambiente: abordagem ecossistêmica da produção coletiva de saúde na atenção básica.

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Academic year: 2017

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CONCEPÇÕES DE ENFERMAGEM, SAÚDE E AMBI ENTE: ABORDAGEM ECOSSI STÊMI CA DA

PRODUÇÃO COLETI VA DE SAÚDE NA ATENÇÃO BÁSI CA

Mar t a Regin a Cezar - Vaz1 Ana Luiza Muccillo- Baisch2 Jor gana Fer nanda de Souza Soar es3 Alísia Helena Weis4 Valdecir Zav ar ese da Cost a5 Mar ia Cr ist ina Flor es Soar es6

O pr esent e est udo pr ocur ou com pr eender os significados da cat egor ia conceit ual am bient e, pr oduzidos pelas en fer m eir as at u an t es em at en ção básica. Tr in t a en fer m eir as par t icipar am do est u do. Os dados for am obt idos por ent r ev ist a sem idir igida. A análise foi r ealizada pelo m ét odo t em át ico dos significados em pír icos, ancorado na abordagem ecossist êm ica do t rabalho. O est udo m ost rou os significados de am bient e nos lim it es do espaço das r elações hum anas, sej am essas pr oduzidas no t r abalho, na abr angência fam iliar e da com unidade em geral, em um a sist em át ica t ransversal que viabiliza relações de t roca m út ua pela própria condição hum ana n a sociedade. A com pr een são f in al é qu e o desen v olv im en t o n o cam po da en f er m agem , n u m a abor dagem ecossist êm ica da saúde hum ana, exige a const rução de est rat égicas int egradas do m eio am bient e para a prom oção da saúde. A ciência da enferm agem pode ser um aliado na const rução de am bient es saudáveis e sust ent áveis.

DESCRI TORES: enfer m agem em saúde pública; m eio am bient e; at enção pr im ár ia à saúde

NURSI NG, ENVI RONMENT AND HEALTH CONCEPTI ONS: AN ECOSYSTEMI C APPROACH OF

THE COLLECTI VE HEALTH PRODUCTI ON I N THE PRI MARY CARE

The present st udy aim ed t o underst and t he m eanings of t he concept ual environm ent cat egory, produced by nurses act ing in t he prim ary healt h care. A t ot al of 30 nurses part icipat ed in t he st udy. Dat a were collect ed t hr ough sem i- dir ect ed int er v iew s. The analy sis w as per for m ed t hr ough t he t hem at ic m et hod of t he em pir ical m eanings, based on t he ecosyst em ic approach of work. The st udy showed t he m eanings of environm ent in t he space lim it s of t he hum an relat ions, w het her t hey are produced at work, in t he fam ily scope or in t he general com m unit y, in a t ransversal syst em t hat allows relat ionships of m ut ual exchange by t he hum an condit ion it self in t he societ y . Concluding, t he dev elopm ent in t he nur sing ar ea, in an ecosy st em ic appr oach of t he hum an healt h, dem ands t he const r uct ion of m anagem ent st r at egies int egr at ed t o t he env ir onm ent for t he pr om ot ion of healt h. The nur sing science can be an ally in t he const r uct ion of healt hy and sust ainable envir onm ent s.

DESCRI PTORS: public healt h nur sing; env ir onm ent ; pr im ar y healt h car e

CONCEPCI ONES DE ENFERMERÍ A, SALUD Y AMBI ENTE: UN ENFOQUE ECOSI STÉMI CO DE

LA PRODUCCI ÓN COLETI VA DE SALUD EN LA ATENCI ÓN BÁSI CA

El present e est udio buscó com prender los significados de la cat egoría concept ual am bient e est ablecido por las enfer m er as que t r abaj an en la at ención básica. Tr eint a enfer m er as par t icipar on del est udio. Los dados fuer on r ecolect ados a t r avés de ent r evist a sem i- dir igida. El análisis r ealizado a t r avés del m ét odo t em át ico de los significados em píricos, fundam ent ado en el enfoque ecosist ém ico del t rabaj o. El est udio m ost ró los significados del am bient e dent ro del lím it e de espacio para las relaciones hum anas, est ablecidas en el t rabaj o, en la fam ilia y en la com unidad en general; a t ravés de la sist em át ica t ransversal se pudo est ablecer relaciones de int ercam bio m ut uo ent r e los ser es hum anos en la sociedad. Se com pr ende finalm ent e que el desar r ollo en el cam po de la en fer m er ía, en u n en foqu e ecosist ém ico, ex ige la con st r u cción in t egr ada de est r at egias de m edio am bien t e para la prom oción de la salud. La ciencia de enferm ería puede ser una aliada en la const rucción de am bient es salu dables y su st en t ables.

DESCRI PTORES: enfer m er ía en salud pública; am bient e; at ención pr im ar ia de salud

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I NTRODUÇÃO

P

r iv ileg ian d o o t r ab alh o d a en f er m ag em com o cam po de ação de dom ínio ecossist êm ico, no q u a l o s n ú cl e o s co n ce i t u a i s sa ú d e , t r a b a l h o e am bient e se im plicam num silogism o dialét ico, t endo o t r a b a l h o co m o t er m o cen t r a l , est e est u d o d e e x p l i ca çã o i n t e r p r e t a t i v a d o f e n ô m e n o s a ú d e e

e n f e r m a g e m se b aseou n a in d ag ação n or t ead or a so b r e q u a i s sã o o s p r i n ci p a i s d el i n ea m en t o s d e significados ex pr essos de am bient e na r elação com o t r abalho desenv olv ido pelas enfer m eir as da r ede básica de at enção à saúde, com base na abordagem ecossist êm ica( 1) na produção de saúde( 2- 3).

Essa a b o r d a g e m t r a z co m o p r e m i ssa d eco m p o r o s el em en t o s d o t r ab al h o ( f i n al i d ad e, necessidade, obj et o/ suj eit o, inst rum ent o e produt o) co m o co m p o n e n t e s q u e e st r u t u r a m , d e f o r m a si st ê m i ca n a a çã o , a p r o d u çã o d e sa ú d e n a or gan ização colet iv a do t r abalh o, aqu i n o foco da e n f e r m a g e m . Ne sse se n t i d o , o s e l e m e n t o s q u e possuem car act er íst icas ecossist êm icas ant er ior es a ação no t r abalho, adquir em significado concr et o ao ser em assu m idos e t r an sfor m ados n o pr ocesso. O t r a b a l h o , n o se u i n t e r i o r, se co n cr e t i za p e l a a b o r d a g e m e co ssi st ê m i ca d e se u s e l e m e n t o s, ex t er n alizan d o seu s com p on en t es sist êm icos, n o sen t ido da t en t at iv a da su per ação do pr essu post o “ b i o cl ín i co ” p r e d o m i n a n t e n a a t e n çã o à sa ú d e . Por t ant o, nest e est udo, a noção de t r abalho com o u m ecossist em a social, est á sen do aplicada com o u n i d a d e a n a l ít i ca d o f e n ô m e n o e n ã o e n t i d a d e biológica( 1).

No cont eúdo do t ex t o, pr essupondo que o conhecim ent o aderido aos fenôm enos sócio- hist óricos e am bient ais se const it ui em inst rum ent o t ecnológico à consecução do t rabalho na produção de saúde( 2- 4), o obj e t ivo é ident ificar os significados de am bient e r elacionados com a pr odução de saúde, ex pr essos pelas enferm eiras at uant es na at enção básica, j unt o às Secret arias Municipais de Saúde, que com põem a Terceira Coordenadoria Regional de Saúde ( 3ª CRS) , na zona sul do Estado do Rio Grande do Sul.

Assum ir o t rabalho da área da saúde com o cam po am bient al abr angent e a pr odução de saúde p o r s i s ó , p o r t a n t o , e x i b e b r e c h a s p a r a a com pr een são das r elações v it ais do com plex o ser hum ano/ am bient e ecossist êm ico e const it ui espaço p r of ícu o p ar a a en f er m ag em e d em ais p r of issões

in t er essadas n as qu est ões r efer en t es à saú de das hum anidades, na pr odução de conhecim ent os e na a d e q u a çã o d a s d i f e r e n t e s p r á t i ca s, a p a r t i r d e est r at égias abr angent es( 1) à m elhor a da qualidade de v ida dos ser es h u m an os e su st en t abilidade de biot as n at u r ais e sociais. Todos os esfor ços n esse est u do, assim , pr iv ilegiam a in ser ção do t r abalh o d a en f er m ag em d e saú d e colet iv a( 5 ) n a est r u t u r a m odelar de produção de saúde ( com o m at erialidade p r e s e n t e n o Si s t e m a d e Sa ú d e Pú b l i c a , n a par t icular idade da r ede de at enção básica) , dent r o d o e n f o q u e e c o s s i s t ê m i c o( 1 ), n o q u a l s a ú d e e am bient e são cat egorias int rínsecas à sobrevivência dos seres hum anos e se encont ram relacionadas nos esp aços con cr et os d as ações h u m an as, com o n o espaço do t r abalho em saúde.

O trânsito, no processo de análise, expõe que os diferent es processos sist êm icos, hist óricos, sociais e am bientais de produção e reprodução de saúde, no conj unt o coordenado de suas ações no t rabalho( 3- 4), só apar ecem e são possív eis nos am bient es físicos ( ecossistem as físicos) e nas relações hum anas a partir de est r ut ur as indiv iduais e colet iv as ( ecossist em as sociais) . Significa com isso afirm ar que o t rabalho é vist o com o um ecossist em a com plexo( 6) que produz e r ep r od u z saú d e( 3 ), a q u al t r an sp ar ece, em seu conceito abstrato concreto( 3), com o um fenôm eno cuj a m at er ialidade é apr eendida nos am bient es biofísico e so ci a l , n o su j e i t o i n d i v i d u a l e n a s d i f e r e n t e s est rut uras e grupos sociais.

Na et apa de apr esent ação e discussão dos result ados se privilegia o sist em a de significados na com pr een são dos f en ôm en os a par t ir do t r abalh o desenvolvido pelas enferm eiras, ou sej a, no obj et o/ agent e do t r abalho, com apr oxim ações aos núcleos conceit uais do silogism o que env olv e a saúde e o am bient e, desdobrado na relação com o produt o do t rabalho, m at erializado com o produção de saúde.

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DELI NEAMENTO METODOLÓGI CO

Tr at a- se de est udo ex plorat ór io, descr it iv o, analógico e com abor dagem dialét ica do fenôm eno que é sócio- histórico. O contorno dialético( 7) ao obj eto d o e st u d o e x i g e co m p r e e n d e r a r e l a çã o d e exterioridade entre o suj eito ( pesquisador) e o obj eto ( a co n f i g u r a çã o d a r e l a çã o d e si g n i f i ca d o s d e am bient e no t rabalho da enferm eira na produção de saúde) , cuj os t erm os est ão separados e em oposição ent r e si, com o necessidade do pr ópr io pr ocesso de pesquisa. Nessa dir eção, o obj et o é const r uído de f o r m a a p e r t e n ce r à q u e l e p r o ce sso d e desenvolvim ento m útuo entre ele e o m undo, no qual o pr ópr io su j eit o passa a fazer par t e( 7 ). O qu e se pretende dizer é que a análise representa um contexto teórico e filosófico que desenha o obj eto de pesquisa e o f a z n u m t e m p o e sp a ci a l i za d o e , p o r t a n t o , socialm ent e const it uído e t ransform ado.

O espaço de desenv olv im ent o da pesquisa foi o am bient e de t r abalho da enfer m eir a na Rede Básica de Ser v iços Pú blicos de Saú de da Ter ceir a Coor den ador ia Region al de Saú de ( 3 ª CRS) do Rio Grande do Sul - sede em Pelotas, que, na ocasião, se constituía de vinte e dois ( 22) m unicípios, localizados na planície cost eir a sul do Est ado, às m ar gens dos est uários da Lagoa dos Pat os e da Lagoa Mirim . No p er íod o d o d elin eam en t o d a p esq u isa d e cam p o, prim eiro sem est re de 2003, a 3º CRS int egrava um a rede de atenção básica à saúde estruturada em cento e quarent a e seis ( 146) Unidades Básicas de Saúde ( UBS) , nas quais at uav am cent o e quar ent a e t r ês ( 143) enfer m eir as.

Para a seleção do grupo de suj eit os/ agent es part icipant es do est udo foram considerados crit érios com o: o d elin eam en t o t eór ico e m et od ológ ico, a r epr esen t at iv idade n u m ér ica ( per cen t u al) de cada m unicípio sobre o t ot al de profissionais enferm eiras at uant es na rede básica, o cronogram a de realização d o t r a b a l h o d e ca m p o , o s r e cu r so s f i n a n ce i r o s d isp on ív eis p ar a os d eslocam en t os, b em com o o acesso a alguns desses. Definiu- se que o gr upo do e st u d o se co m p o r i a d e 3 0 su j e i t o s/ a g e n t e s, cor r esp on d en d o a 2 1 % d a p op u l ação t ot al . Pel a r e p r e se n t a t i v i d a d e d o s m u n i cíp i o s f i ca r a m , inicialm ent e, nov e ( 9) enfer m eir as de Pelot as nov e ( 9) enferm eiras de Rio Grande e duas ( 2) enferm eiras d e San t a Vit ór ia d o Palm ar. Dad o q u e os ou t r os dezenov e ( 19) m unicípios da r egional cont em plam e m t o r n o d e 1 % d a a m o st r a ca d a u m , f i co u

p r e j u d i ca d a a o p çã o d e se l e çã o p e l a representatividade num érica. Optou- se por um critério co m p l e m e n t a r, o u se j a , f o r a m se l e ci o n a d o s o s m u n icípios qu e se en con t r av am m ais dist an t es do cent r o de r efer ência da 3ª CRS, em Pelot as, quais sej am : Am aral Ferrador, Arroio Grande, Chuí, Crist al, Her v al, Jaguar ão, Pedr as Alt as, Pinheir o Machado, Piratini e Santana da Boa Vista. Depois de delim itados os m unicípios, a seleção dos suj eit os/ agent es deu- se por sort eio sim ples ent re as enferm eiras, que foram identificadas e codificadas por núm eros. Constituindo-se, dessa form a, am ostra representativa da população no próprio foco do estudo, pois esse assum e o obj eto com o hist órico- social( 7- 8).

A ent r ev ist a sem idir igida( 9) e docum ent ada em fit a m agnét ica foi a t écnica par a obt enção dos dados em píricos relativos ao estudo. O procedim ento, a part ir de um prot ocolo com quest ões nort eadoras, pr ev iam ent e elabor ado e t est ado, per m it iu que as t r ab alh ad or as d iscor r essem sob r e a est r u t u r a d o t rabalho em que se incluem , evidenciando as ações e m o v i m e n t o s r e l a t i v o s à ca t e g o r i a a m b i e n t e , buscando sit uações que propiciassem respost as, nas quais as concepções transparecessem na internalidade d o s d e p o i m e n t o s, o u se j a , n o q u e co n ce r n e à apr eensão dos significados da cat egor ia conceit ual d o a m b i e n t e , co n st r u íd a s n o t r a b a l h o d a s en f er m eir as.

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Os d e p o i m e n t o s f o r a m t r a n scr i t o s e selecionados em seus t r echos de int er esse que, na seqüência, ilustram o texto e m otivam as análises. A seleção d os t r ech os f oi d esen v olv id a p or et ap as seqüenciais na referência da análise t em át ica( 8), na qual os sentidos expressos nos exem plos representam o conj unt o possível na análise efet uada. O conj unt o de dados obt ido n o t r abalh o de cam po, por t an t o, com põe a font e prim ária da pesquisa e apresent a- se com o subsídio às análises, a qual tem com o referência o con ceit o de saú de( 2 - 4 ), com o u m sist em a sócio-hist ór ico e am bient al de pr odução e r epr odução de saúde( 2- 3) pelo t r abalho, e o conceit o de am bient e/ e co ssi st e m a , b a se a d o n o co n t e ú d o d o sa b e r am bient al( 11- 13). A ut ilização de exem plos das falas, expressa o conjunto de sujeitos, portanto, sua seleção está centrada na m aneira m ais abrangente do conteúdo apresentado pelo grupo dos trinta sujeitos, bem com o a possibilidade lim it e da apresent ação nest e espaço textual. Ao final de cada citação, sem identificação do su j e i t o / a g e n t e e n t r e v i st a d o , a ssi n a l a - se , e n t r e parênteses, a ordem da entrevista ( E. nº ) .

A P R ES EN T A ÇÃ O E A N Á LI S E D O S

RESULTADOS

A a b o r d a g e m e co ssi st ê m i ca d a sa ú d e hum ana im põe “ um processo de desenvolvim ent o de conhecim ent os específicos e int egr ação de at or es e d e a b o r d a g e n s, d e d i sci p l i n a s e d e se t o r e s, d e cient ist as, de aut oridades reguladoras, de polít icos e de gestores; de todos eles com o público em geral e com a sociedade civil organizada”( 1). Nesse sent ido, a pr opost a aqu i apr esen t ada se con st it u i em u m a int rodução a essa abordagem , aproxim ando a saúde, o am biente e as condições, situações e estilos de vida d e g r u p o s so ci ai s esp ecíf i co s( 1 ) co m o el em en t o s apr eendidos de significados pelo elem ent o unit ár io d o e st u d o - o t r a b a l h o e m sa ú d e . Pa r a e ssa apr esent ação t ex t ual, t ais elem ent os desdobr am - se em saú de m at er ializada pelo t r abalho desenv olv ido pelos agentes do estudo - as enferm eiras na rede de a t e n çã o b á si ca , e m a m b i e n t e i d e n t i f i ca d o s n o t r a b a l h o , co m o a m b i e n t e s d e t e r m i n a n t e s e con d icion an t es d as p r óp r ias t r ab alh ad or as e d os out r os suj eit os do t r abalho, ex post os com o obj et o/ agent e do t r abalho, os quais t r azem car act er íst icas reais diversas, que aparecem no produt o possível do t r abalho desenv olv ido.

Os seres hum anos, em seus processos vitais, desenv olv em r elações sociais, a par t ir de espaços qu e são con t ex t os ecossist êm icos( 1 , 6 ), de f or m a a provocar, direta ou indiretam ente, estados adequados ou inadequados à vida no e do próprio ecossist em a, com o sist em a de int eração ent re seres vivos e não-vivos const it uint es de com unidades, int eragindo com a f i n a l i d a d e d e p r o d u zi r e r e p r o d u zi r si t u a çõ e s f av or áv eis à con st r u ção d o am b ien t e a p ar t ir d a sust ent abilidade de com ponent es vit ais.

No s d e p o i m e n t o s, sã o r e l e v a n t e s a s referências ao significado de am bient e, com o espaço d e r e l a çõ e s h u m a n a s, n o s q u a i s a s co n d i çõ e s, si t u a çõ e s o u e st i l o s d e v i d a a p a r e ce m co m o predicat ivos seus. Assim , o am bient e, com o dest aca a fala a seguir, tem significado nos lim it es do espaço d a s r e la çõ e s h u m a n a s, sej am essas pr odu zidas no t rabalho, na abrangência fam iliar ou at é m esm o no contexto da com unidade em geral, com a intenção d e p r o d u zi r e r ep r o d u zi r si t u a çõ es f a v o r á v ei s à const r ução de int er ações saudáv eis com o obj et o/ suj eit o do t rabalho.

O am b ien t e é o lu gar , é o local [ . . . ] o am b ien t e d e

t r ab alh o é t u d o on d e a gen t e est á in ser id a. . . Aq u i n ós som os

a m aior ia, som os m u lh er es! A cid ad e t am b ém é u m a cid ad e

h osp it aleir a, as p essoas aq u i são m u it o h osp it aleir as [ . . . ]

t en t am ser m ais agr ad áv eis [ . . . ] é t u d o, m as aq u i n o local d e

t r ab alh o t em as d esav en ças, assim p or q u e t u d o d en t r o d o

q u e t em q u e ser , se t em q u e ser f eit o t em q u e ser f eit o. . . ( E.

2 3 ) .

(5)

su j eit os en v olv idos ( “ os clien t es” ) n o pr ocesso de at enção à saúde da com unidade.

As est rut uras com põem - se por com ponent es e relações que se produzem no ecossist em a que, no espaço e no t em po, concret am ent e const it uem um a unidade singular, que põe em at o a organização do t r abalho par a a const r ução do univ er sal saúde( 2- 4); um cont eúdo que se expressa de inúm eras form as, m as de tal m odo que m antém sem pre sua identidade e u n i d a d e , d e t e r m i n a n d o t a m b é m a l ó g i ca d o desenvolvim ent o que suas diversas form as hist óricas v ão assu m i r at é seu l i m i t e m áx i m o e su a au t o-organização( 4), dada as condições socioam bient ais e hist ór icas. Nessa r elação, o am bient e apar ece par a as enferm eiras com o elem ent o singular, ou sej a, ele m esm o é a esp acialização d a au t o- or g an ização( 4 ) expressa nas relações da ação prát ica do t rabalho.

Tanto a ação prática quanto as necessidades, ent ret ant o, fazem part e de um universo t ecnológico de conform ação das est rut uras de at enção à saúde, m at erializado no sist em a de saúde pública est udado, no qual se acaba m odelando, em torno das finalidades est r u t u r ais d et er m in an t es d as p r át icas sociais ( o t r abalho em saúde) , o m odo de se const r uír em os pr oblem as de saúde e os m odelos de int er v enção. Assim , o am bient e est á no sent ido das condições e m q u e v i v e m o s a g e n t e s / c l i e n t e s e a s enfer m eir as “ dev em ” conhecer essa r ealidade par a poderem se com unicar com os indivíduos. O t recho de fala a seguir elucida a im portância da aproxim ação aos client es por m eio da “ chegada na casa” de cada u m em p ar t icu lar. Essa r elação est á d ir et am en t e con t ida t an t o n a f or m a de apr een der o obj et o do t r abalho, com o um agent e cult ur al e na v alidação dessa ação de aproxim ação, com o at ravés da dúvida na fala referida ao valor possível que possa adquirir para o obj et o/ agent e ( agent e/ client e) do t rabalho.

Eu cansei de ir at rás dos pacient es nas casas deles. No

início não sabia que t inha que fazer ist o, não t inham m e avisado

[ ...] essas pessoas, para chegarem a ter essa com unicação com igo,

no início foi difícil, at é porque eles achavam que era bobagem ,

ironizavam que eu ia fazer ‘pergunt inhas’. Eu fui ent ão fazer a

invest igação, aí eu fui não só para orient ar o pacient e, m as ver as

condições dele, com o é que est á? Agora exist e um a com unicação

[ ...] se for assim com o t e falei, ali no am bient e de t rabalho, na

m inha com unicação com o pacient e, acho que foi t rabalhado, eu

acho que cada lugar, cada local, as pessoas são diferent es, a

cult ura de um local é diferent e de out ro, se aqui eles não davam

im port ância, em out ro lugar podem dar out ra im port ância e j á

seria m ais fácil de t rabalhar ( E. 24) .

A apr ox im ação ao am bient e sit uacional do obj et o/ agen t e do t r abalh o t em r elação com ou t r a d i m e n sã o d a a çã o d o t r a b a l h o , q u e a b r a n g e a possibilidade pr odu t iv a do con j u n t o das ações de assist ência à saúde. Pr odut iv a no sent ido da r azão j ustificar o feito através da satisfação de necessidades do agente/ cliente e não do agente trabalhador. Sendo assi m , a ação p o d e est ar n a m esm a d i r eção d a f i n a l i d a d e d o t r a b a l h o , q u e r e n d o n a si t u a çã o aproxim ar, pela linguagem , possibilidades de diálogos en t r e d if er en t es ag en t es n u m a m esm a sit u ação, a l g u é m co m n e ce ssi d a d e d e a t e n çã o co m su a s condições de m anifest ação e sensação orgânica.

A ação, no entanto, não retira desse construto - a atenção no am biente cultural do indivíduo - o seu valor m áxim o de troca na relação, no qual a instigação está no alcance provocado pela ação da enferm agem , com o agente de saúde inclusa no am biente particular do indivíduo doent e, aparecendo no cenário cult ural desse agent e/ obj et o, que é reconhecido com o ser de linguagem com unal.

O asp ect o n a r ef er ên cia d a com u n icação n ecessár i a, p ar a o d esen v o l v i m en t o d o t r ab al h o p r e t e n d i d o , p r e ssu p õ e a co n ce p çã o d e q u e “ a s relações ent re o ser hum ano e m eio am bient e que o rodeia t êm um a caract eríst ica em com um : enquant o os seres hum anos podem com unicar diretam ente uns com os out ros, at ravés da linguagem , não o podem f azer d i r et am en t e co m o s m ei o s am b i en t es n ão hum anos”( 14). Port ant o, os am bient es aparecem com a si g n i f i ca çã o d e esp a ço s so ci a i s ( eco ssi st em a s sociais) de concret ização da com unicação necessária à a t e n çã o , a ssu m i n d o u m a f o r m a i n d i r e t a d e instrum ento básico da atividade produtiva. Representa afir m ar que o am bient e “ não é o m undo ‘de for a’ nem um a pur a subj et iv idade e int er ior idade do ser h u m a n o [ . . . ] é a n a t u r e za e x t e r i o r i za d a , a s identidades desterritorializadas [ ...]( 13), ou sej a, existe u m a a p a r e n t e d e sf i g u r a çã o d a s ca r a ct e r íst i ca s p a r t i cu l a r e s d o s i n d i v íd u o s p e l o p r ó p r i o desconhecim ent o dessas car act er íst icas.

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negat iv as em r elação à com pr eensão da finalidade do processo de trabalho e, porque não dizer, tam bém , da resolut ividade da atenção de saúde pretendida pela en f er m agem .

Na realidade analisada do t rabalho, em sua co n st i t u i çã o co m o a çã o so ci a l e st r u t u r a d a p a r a r esponder a car ências hist ór icas, o sign ifica do de a m b ie n t e cu lt u r a l, com o cat egor ia concr et a, fica com o exem plo par t icular apr esent ado a seguir, no

n ú cle o da r e la çã o com a n a t u r e z a . A apreensão d o o b j e t o / su j e i t o o co r r e a t r a v é s d o sa b e r transform ado em ato, aqui com o significado de saber no sent ido ant erior ao t rabalho, ou sej a, com cert a característica presente no saber profissional, m as não chega a t ransform ar- se em saber t ecnológico, dado q u e o p r óp r io t r ab alh o colet iv o n ão r eq u er essa t r ansfor m ação, a não ser quando t em o significado d o sen t i d o d e am b i en t e si t u aci o n al d a co n d i ção hum ana. Por conseguinte, o trabalho, com o atividade pr odut iv a hum ana, “ r em et e à nat ur eza na m edida e m q u e o h o m e m n ã o d e i x a d e se r n a t u r a l n o m om ent o em que se sit ua com o suj eit o per ant e a natureza exterior a ele, agora obj etivada na condição de obj et o e/ ou m eio de t rabalho”( 15).

[ ...] eu sem pre uso o am bient e, conform e os pacient es

se relacionam . Com o é que poderia ser a vida deles? Dar im portância

para os problem as deles, que todo m undo tem problem as! Estim ulo

os pacient es para a int egração, o relacionam ent o ent re eles, eles

não t êm esse cost um e, eu t rabalho m uit o isso, eu desenvolvo as

relações ent re as pessoas. Moro sozinha, m as lá t em um a árvore,

eu t rabalho m uit o com a part e da nat ureza. Os pacient es t êm

bast ant e lugar para olhar a nat ureza aqui, num bairro m ais cheio

de casinhas é m ais difícil! Eu t r abalho bem nessa par t e; de

repente sair para dar um a cam inhada, prestar atenção nas árvores,

nos passarinhos, essa part e que eu falei de nat ureza, é isso aí

t am bém . Além do am bient e fam iliar, quando a coisa não est á

dando cert o na fam ília, quem sabe falar com out ra pessoa que não

sej a da fam ília. A fam ília deixa a pessoa doent e, ent ão ela t em que

procurar out ras coisas para m elhorar um pouco; m uit as vezes a

gent e sabe que aquela pessoa que t em problem a m ent al, a fam ília

é m ais doent e que ela própria [ ...] ( E. 8) .

Essa fala m ost r a ev idências da pr át ica das enfer m eir as, ao r elacionar aspect os concer nent es à cultura dos seres hum anos e o privilégio das questões nat urais, num a t ent at iva de nat uralizar os cost um es culturais, através das relações hum anas com a natureza, representa estar subsum indo o significado hum ano da nat ur eza, que só ex ist e par a o ser hum ano social,

“ porque só nest e caso é que a nat ureza surge com o

laço com o hom em, com o existência de si para os outros

e dos outros para si, e ainda com o elem ento vital da realidade hum ana: só aqui se revela com o fundam ent o

da própria experiência hum ana. Só neste caso é que a existência nat ural do hom em se tornou a sua existência

hum ana e a natureza se tornou, para ele, hum ana [ ...] . O h om em - m u it o em b or a se r ev ele assim com o indivíduo part icular, e é precisam ente esta particularidade que dele faz um indivíduo e um ser com unal individual [ ...] . Ele existe ainda na realidade com o a intuição e o espírito real da existência social, com o um a totalidade da m anifestação hum ana da vida”(16).

A enferm agem se apropria das quest ões do am bient e relacional para at uar nos agent es/ client es de seu t r abalho. Nesse pr ocesso de nat ur alização, exist e int enção fort em ent e m arcada pela necessidade de com unicação ent r e os ser es hum anos, ou sej a, com intenção de unificar a natureza e a cultura num a sist em át ica t r ansv er sal, que nat ur alm ent e v iabiliza relações de troca m útua pela própria condição hum ana n a sociedade. Sociedade qu e é h ist ór ica e t em o pot encial para possibilit ar a obj et ivação de diferent es subj et ividades na “ união per feit a do hom em com a nat ur eza, a v er dadeir a r essur r eição da nat ur eza, o naturalism o integral do hom em e o hum anism o integral da nat ureza”( 16).

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Assim , o sent ido de am bient e, assum ido na relação com o fenôm eno saúde e doença, claram ente é com p r een d id o com o colet iv o em su a d im en são so ci o b i o l ó g i ca e o d e sa f i o é a p r e e n d ê - l o n u m a dim ensão ecológica am pliada de prom oção da saúde hum ana* na relação com o seu am bient e const ruído (ecossistem a social) e natural. Esse desafio incide em u m “ pr ocesso colet iv o de saber, n o qu al cada u m a p r e n d e d e sd e se u p a r t i cu l a r [ . . . ] d i v e r so p o r ‘natureza’, re-significar e re-codificar o saber am biental para dar- lhe sua m arca pessoal, inscrever seu est ilo cult ural e re- configurar ident idades colet ivas”( 13).

A incor por ação na ação da enfer m agem de ser es h u m an os em seu s am bien t es, com o obj et o/ agent es do t rabalho, necessit a cont inuam ent e dispor de instrum entos tecnológicos ( saber transform ado em ato) adequados à observação e intervenção, de form a a pr oduzir pot ência- ação nos difer ent es am bient es sociais e hist óricos. No espaço do t rabalho cot idiano, o olhar para o am bient e no obj et o de sat isfação, ou sej a, par a alcançar a finalidade no pr odut o, diz da a b r a n g ê n ci a d o o b j e t o q u e a e n f e r m a g e m i r á transform ar para produzir o seu produto. Se o produto d e se j a d o co n t i v e r a d i m e n sã o so ci o a m b i e n t a l ( ecossist êm ica) , o pr ocesso de t r abalho ainda que de for m a insipient e se or ganizar á pelo conj unt o de ações que viabilizam a m at erialização do desej o, da a çã o i d e a l i za d a ( o p r o j e t o ) , d o a t o co n cr e t o t ransm ut ado em produt o. E, port ant o, ao obj et o de sat isf ação p ar a a su a t r an sf or m ação em p r od u t o ex ig ir á in st r u m en t os in t er d iscip lin ar es p ar a esse desej o, t r ansfor m ado colet iv am ent e em pr odut o do t rabalho, com o um produt o com plexo, necessit ando de relações de m últiplas trocas. Trocas no sentido de v i a b i l i za r co n d i çõ es p r o d u zi d a s p el o s d i f er en t es agentes da ação, agente trabalhador e agente cliente, e m su a s d i f e r e n t e s p o si çõ e s so ci a i s q u e se apr oxim am às exigências hist ór icas apr esent adas.

Com o esse produt o requerido é com plexo e a subst ância produzida é algo const ruído no próprio p r o ce sso d e t r a b a l h o , m a s n ã o a p e n a s n e sse m o m e n t o p a r t i cu l a r d a v i d a e m g e r a l , a s caract eríst icas do processo t ransform ador do agent e/ client e r equisit am par a si um cont eúdo, no m ínim o in t er disciplin ar, sej a n a r elação com a elabor ação p r o j e t a d a d o o b j e t o d e t r a n sf o r m a çã o , se j a n a e l a b o r a çã o d o sa b e r i n st r u m e n t a l d e sse o b j e t o t r ansfor m ado. Por t ant o, a com plex idade do obj et o do trabalho e sua transform ação requerem um “ saber da com plexidade am biental, para o qual a construção

ex i g e u m p r o cesso d i al ó g i co , n o i n t er câm b i o d e sa b er es, n a h i b r i d a çã o d a ci ên ci a , t ecn o l o g i a e saberes populares”( 13).

CONSI DERAÇÕES FI NAI S

O ser h u m an o, in clu in d o seu s d if er en t es am bient es relacionais, const it ui- se no obj et o/ suj eit o pr in cipal da ação da en fer m agem e de seu saber, que se incluem no t odo do t r abalho r elacionado à saúde e bem - estar dos indivíduos e dos am bientes( 11-13). Assim , os const rut os t eóricos e operat órios dessa

ci ê n ci a d e v e m co n j u n t u r a l m e n t e a p r o x i m a r a s quest ões am bient ais ger ais com o com ponent es de seus saber es.

Dest art e, se a propost a é de que a ciência d a en f er m ag em sej a a q u est ão p r im eir a p ar a se discutir o conceito de am biente e seu desdobram ento e m u m co n j u n t o d e co o r d e n a çõ e s d e a çõ e s coordenadas - o t rabalho nuclear e colet ivo - o que represent a um desafio ao cam po de invest igação da ciên cia, o olh ar t em q u e est ar p r ep ar ad o p ar a o co m p l e x o co n j u n t o d e o b se r v a çõ e s i n i ci a i s à form ulação e const rução de obj et os de pesquisa que incluam essas quest ões.

Relat ivam ent e à com plexidade inerent e aos pr ocessos cient íficos inv est igat iv os, quest iona- se o perfil predom inante na ciência possuir um a aparência no que se refere às descobert as cient íficas, ou sej a, se essas são r ef lex os da pu r a r ealidade f ísica do m undo nat ural e, ainda, se de form a relat ivam ent e d i r et a. Ob ser v a- se q u e, se assi m f or, “ a ci ên ci a pareceria, portanto, ser um a investigação da verdade em que o obj et ivo global é obt er um a reflexão clara d a n a t u r e za , o m a i s d e sp r e n d i d a p o ssív e l d e q u a i sq u e r i n f l u ê n ci a s so ci a i s e su b j e t i v a s q u e poderiam dist orcer os fat os”( 17). E essa am bigüidade estim ula a contra- ação de aprender o am biente, com o obj et o do t r abalho, a par t ir “ do pot encial ecológico da nat ureza e os sent idos cult urais que m obilizam a const rução social da hist ória”( 13).

É a part ir das m icrosit uações de vida, com o f e n ô m e n o s só ci o - h i st ó r i co s e so ci a i s, q u e a e n f e r m a g e m e st r u t u r a e p r o d u z su a s a çõ e s d e invest igação e int ervenção, nas quais se expressam a reprodução e o carát er int erat ivo dos fenôm enos. Essas r epet ições/ r epr oduções possuem , ao m esm o t em po, difer enças de sent idos que são dadas pelo cont ext o reflexivo incluso nos fenôm enos elucidados,

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n o s q u a i s a s d i f e r e n ça s so ci a i s i n t e r a g e m co m diferent es m undos num m esm o t em po hist órico. Os fenôm enos assum em car act er íst icas det er m inant es e com plex as, int uindo conhecim ent os que av ançam n a f o r m a e f u n çã o d o s e l e m e n t o s e p r o ce sso s co n st i t u t i v o s d o o b j et o i n v est i g a d o , p r o cu r a n d o am pliação no sent ido do conhecim ent o do cont ext o socioam bient al ao qual o obj et o do conhecim ent o se int egra ( nat ural e social)( 18- 19).

Assim , com o em out ros cam pos de ação em saúde, a enfer m agem t em seus saber es e pr át icas com o expressão e ext eriorização do m undo hum ano e i n cl u i - se n a i n t er d i sci p l i n ar i d ad e n ecessár i a à produção/ construção das ciências adequadas ao bem -est ar d os ser es h u m an os e su st en t ab ilid ad e d os ecossist em as sociais( 1 0 ). Por isso, seu s sab er es e práticas não se restringem a um fenôm eno único (saúde d e sco l a d a d o a m b i e n t e f ísi co e / o u so ci a l ) , sã o construtos que, nesse tem po/ espaço, se potencializam par a a saúde hum ana e dos am bient es ( sociedade sustentável com o parte de um ecossistem a vital m aior do que ela própria) e por si se m ostram com o coerentes o u n ã o a o r e t o r n o a o s e sp a ço s e m q u e f o r a m produzidos. Fenôm enos e processos que requerem o

“ aprender a com plexidade am biental por m eio de um saber ser com a outridade, que sai além do ‘conhece-t e a ‘conhece-t i m esm o’, com o a ar‘conhece-t e da vida ( ...) in‘conhece-t egra o conhecim ento do lim ite e do sentido da existência”(13), ou sej a, da pertença ao ecossistem a vital.

Finalizando essas consider ações, r eit er a- se que o desenvolvim ent o de conhecim ent os no cam po sa ú d e e e m p a r t i cu l a r n a e n f e r m a g e m , n u m a abordagem ecossist êm ica da saúde hum ana, exige a const r ução de est r at égicas de gest ão int egr ada do m eio am bient e na prom oção da saúde. Apreendendo a prom oção da saúde em seu sent ido processual, as pr át icas e os saber es est ão const it uídos, em suas r a íze s, p e l a e x i g ê n ci a d e f r u t i f i ca r e m a çõ e s int erdisciplinares, onde prom oção est á represent ando não apenas poder de ação para problem as biossociais, m a s p o d e r d e t r a n sf o r m a çã o so ci a l e , conseqüent em ent e, provocar m at erialidade social que i n cl u a a m i n i m i za çã o d a s d i f e r e n ça s e n t r e o s difer en t es gr u pos sociais, e, en t en den do a saú de, nesse pr ocesso, com o condição e condicionant e de r ealidades concr et as de vida, par a a qual a ciência da enfer m agem pode ser um aliado na const r ução de am bient es saudáveis e sust ent áveis.

REFERÊNCI AS BI BLI OGRÁFI CAS

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Referências

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1 Enferm eiro, Doutor em Enferm agem , Professor Adjunto; 2 Enferm eira, Doutor em Filosofia da Enferm agem , Professor Titular; e-m ail: [email protected] .br; 3

1 Mestre em Enferm agem , Enferm eira da Secretaria de Saúde de Maringá, Brasil, e- m ail: analuferrer@hotm ail.com ; 2 Doutor em Filosofia da Enferm agem , Docent e

em Enferm agem , Professor Adj unt o da Escola de Enferm agem da Universidade Federal da Bahia, e- m ail: lilian.enferm agem @bol.com .br; 3 Mestre em Enferm agem , Professor

1 Enferm eira; Doutor em Enferm agem , e- m ail: [email protected] .br; 2 Professor Doutor da Escola de Enferm agem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo,

2 Enferm eiro, Professor Doutor da Escola de Enferm agem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e- m ail: [email protected]; 3 Professor Doutor da Escola de Enferm agem

1 Dout or em Enferm agem , Enferm eira do Hospit al do Câncer I , Docent e do Curso de Especialização em Enferm agem Oncológica; 2 Dout or em Enferm agem ,.. Enferm eira