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Rev. Bras. Reumatol. vol.57 número6

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Academic year: 2018

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(1)

w w w . r e u m a t o l o g i a . c o m . b r

REVISTA

BRASILEIRA

DE

REUMATOLOGIA

Artigo

original

Reumatologia

intervencionista:

competência

dos

reumatologistas

brasileiros

Aline

Teixeira

de

Landa,

Jamil

Natour

e

Rita

Nely

Vilar

Furtado

UniversidadeFederaldeSãoPaulo,EscolaPaulistadeMedicina,DisciplinadeReumatologia,SãoPaulo,SP,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem24deagostode2016 Aceitoem11deabrilde2017 On-lineem24demaiode2017

Palavras-chave: Infiltrac¸ãoarticular Competência Reumatologista Treinamento

r

e

s

u

m

o

Objetivos:Descreveracompetênciadosreumatologistasbrasileirosnareumatologia inter-vencionista(RI);avaliaraassociac¸ãoentreessacapacidadeevariáveisdemográficasede treinamento.

Métodos:Fez-seumestudotransversalcom500reumatologistasbrasileiros.Osparticipantes foramavaliadosporquestionárioautoadministrado,constituídopordadosdemográficos, treinamento,práticaemconsultórioeconhecimentoemdadosdeRI.

Resultados: Analisaram-seosdadosde463participantes.Amédiafoide40,2anos(±11,2). Desses,70%fizeraminjec¸õesperiarticulares(IPA)e78%intra-articulares(IIA).Aamostrafoi divididaemtrêsgrupos:nãointervencionista,poucointervencionistaemuito intervencio-nista.Ogruponãointervencionistaapresentou(p<0,001-0,04)maiormédiadeidade,menor proporc¸ãodevínculouniversitário,menorhistóriadetreinamento,maiorproporc¸ãode gra-duadosnaRegiãoSudestedopaísemaiorproporc¸ãodegraduadosnasdécadasde1980a 1989.Ogrupomuitointervencionistaapresentou(p<0,001-0,018)maiorproporc¸ãode reu-matologiasqueatendempacientesadultos,maiorproporc¸ãodevínculouniversitário,maior tempodetreinamentodepráticadeprocedimentoscomplexos,maiorproporc¸ãode gradu-adosnosuldopaís,treinadosecomconsultórioparticularnessaregião.Asvariáveismais frequentemente associadasaosubgrupomuitointervencionistaforamrealizac¸ãodeIIA axial(OR:7,4,p<0,001),biópsiasinovial(OR:5,75,p=0,043),IIAguiadaporimagem(OR:4,16, p<0,001),viscossuplementac¸ão(OR=3,41,p<0,001),lavagemarticular(OR=3,22,p=0,019), biópsiadaglândulasalivar(OR=2,16,p=0,034)emaisdeseismesesdetreinamento(OR: 2,16;p=0,008).

Conclusões:Fazer procedimentosinvasivosmaiscomplexoseter maisde seismesesde treinamentoemRIforamasvariáveisassociadasaummaiorperfilintervencionista.

©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigoOpenAccesssobuma licenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](R.N.Furtado). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2017.04.002

(2)

Interventional

rheumatology:

the

competence

of

Brazilian

rheumatologists

Keywords: Jointinjection Competence Rheumatologist Training

a

b

s

t

r

a

c

t

Objectives:DescribeBrazilianrheumatologists’scompetenceininterventionalrheumatology (IR);assesstheassociationbetweenthisabilityanddemographicandtrainingvariables. Methods: Across-sectionalstudywith 500Brazilianrheumatologists. Participantswere assessedbyself-administeredquestionnaireconsistingofdemographics,training,practice inofficeandknowledgeinIRdata.

Results: 463participantshadtheirdataanalyzed.Themeanagewas40.2years(±11.2). 70%hadperformedperiarticularinjections(PAI)and78%hadperformedintra-articular injections(IIA).Thesamplewasdividedintothreegroups:non-interventionist,little inter-ventionistandveryinterventionist.Thenon-interventionistgroupshowed(p<0,001–0,04) highermeanage,lowerproportionofuniversitybond,lowertraininghistory,higher propor-tionofgraduatesintheSoutheastcountry,andhigherproportionofgraduatesinthe1980s to1989.Theveryinterventionistgroupshowedhigher(p<0,001-0,018)proportionofadult rheumatologist,higherproportionofuniversitybond,longertrainingtimegreaterpractice ofcomplexprocedures,higherproportionofgraduates,trainedandwithprivatepracticein theSouthcountry.Variablesmostassociatedtotheveryinterventionistsubgroup: perfor-mingaxialIIA(OR:7.4,p<0.001),synovialbiopsy(OR:5.75,p=0.043),image-guidedIIA(OR: 4.16,p<0.001)viscosupplementation(OR=3.41,p<0.001),jointlavage(OR=3.22,p=0.019), salivaryglandbiopsy(OR=2.16,p=0.034)andover6-monthtraining(OR:2.16,p=0.008). Conclusions: Performingmorecomplexinvasiveproceduresandover6-monthtraininginIR werevariablesassociatedwithenhancedinterventionalprofile.

©2017PublishedbyElsevierEditoraLtda.ThisisanopenaccessarticleundertheCC BY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

Muitosconsideramareumatologiaumaespecialidade mera-menteclínica.Mas,naverdade,apráticaenvolveumasérie de intervenc¸ões que ajudam o médico no diagnóstico e tratamento de doenc¸as reumáticas. A reumatologia inter-vencionista(RI) éparte da especialidade hámais de meio século,quandocomec¸ouapráticadeinfiltrac¸ãointra-articular (IIA)comcorticosteroides(CS).1Esseéoprocedimentomais

comumente feito pelos reumatologistas da atualidade. As infiltrac¸õesperiarticulares(IP)comCSpodemserusadaspara otratamentodereumatismosdepartesmolescomoprimeira escolhaoumesmoemcasosrefratários.Ousodetécnicasde imagempodemelhoraraefetividadedainfiltrac¸ãoarticular, tantointra-articularquantoperiarticular.Outros procedimen-tosrelacionadoscom odiagnósticodopacienteincluem as biópsiassinoviais,ósseas,muscularesedaglândulasalivar.2–5

Poucosestudosavaliamacompetênciados reumatologis-tasnapráticadeprocedimentosemtodoomundo.6–8Alguns

estudosfocamnacompetênciadoreumatologistaemfazer ultrassonografiamusculoesquelética(USM)parafins diagnós-ticosouparaguiarprocedimentos.9–13

Não foi encontrado estudo publicado que avaliasse a competênciateóricaemreumatologiaintervencionistaentre reumatologistasbrasileiros.Acredita-sequeháumagrande heterogeneidadenotreinamentoparaarealizac¸ãode proce-dimentososteoarticularesnoBrasil.

Os objetivosdeste estudo foramdescrever a competên-ciadosreumatologistasbrasileirosnaRI,avaliaraassociac¸ão entresuascompetênciasevariáveisdemográficaseentresua

formac¸ãoeducacional,paraidentificarvariáveisassociadasao maiorperfilintervencionista.

Métodos

Foi realizado um estudo transversal revisado e aprovado peloComitêde ÉticadaUniversidadeFederaldeSãoPaulo. Quinhentos reumatologistas brasileirosforam selecionados aleatoriamente edesignados para participar doestudo. Os participantesforamselecionadosduranteamaisimportante reunião anualda Sociedade Brasileira deReumatologia, na RegiãoSudestedoBrasil.

Usaram-seosseguintescritériosdeinclusão:ser reumato-logistaoualunodoúltimoanoderesidênciaemreumatologia e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Os critérios de exclusão do estudofoi:não ser reumatolo-gista(estudantesdemedicina,médicosresidentesdeoutras especialidades, médicosespecialistasemoutras áreas,sem especialidademédicaespecífica).

Avaliac¸ão

(3)

especialista,mestreoudoutoremreumatologia;vínculo uni-versitárioeconsultórioparticular.

Asegundapartedoquestionárioincluiuosseguintesitens relacionadoscomapráticaemRI:treinamentoem procedi-mentosinvasivosdurantearesidênciamédica/especializac¸ão; práticaemprocedimentosinvasivos;práticaemIPeestruturas infiltradas;práticaemIIAapendicular,articulac¸ões infiltra-daseindicac¸ãoparaoprocedimento;práticaemIIAaxiale articulac¸õesinjetadas;CSusadosnaIPerazãoparaescolha;CS usadosnaIIAerazãoparaescolha;práticaeminfiltrac¸ões gui-adasporimagemnaIPeIIAetécnicasdeimagemusadaspara guiaroprocedimento;práticaemviscossuplementac¸ão, lava-gemarticular,infiltrac¸ãoepiduralcomCSebiópsiassinovial, daglândulasalivar,ósseaemuscular.

As questões que abordaram as articulac¸ões infiltradas (IP ou IIA apendicular) foram analisadas descritivamente, mastambémcategorizadascomofáceisoudifíceisdefazer, segundoaopiniãodedoisreumatologistascomvasta experi-ênciaemreumatologiaintervencionista,comosegue:

IP:Fáceisdefazer:subacromial,epicôndilolateral, epicôn-dilo medial, bursa trocantérica, bursa isquiática, bursa anserinaefáscia plantar;difíceisdefazer:tendãoextensor curto/abdutor longodopolegar (tendinite dede Quervain), túneldocarpo,tendãoflexordosdedos(tendiniteestenosante oudedoemgatilho),cistopoplíteo,perientesitese/oubursite dotendãocalcâneo,nabainhasinovialdostendõesfibulares etibialposterior.

IIA:Fáceisdefazer:joelho;punho;tornozeloe metacarpo-falângica;difíceisdefazer:temporomandibular; acromiocla-vicular;glenoumeral;radioumeral;primeira metacarpofalân-gica,interfalângicaproximaleinterfalângicadistal;quadril; talocalcânea;intertarsalemetatarsofalângica.

Osparticipantesforaminicialmentedivididosemdois gru-pos:“nãointervencionista”,formadoporreumatologistasque nãofaziamprocedimento;e“intervencionista”,formadopor reumatologistasquefaziam pelomenosumtipo de proce-dimento. Posteriormente, foram divididos em dois grupos: 1–“muitointervencionista”,quefaziapelomenos50%das IPconsideradasfáceis,20%dasIPconsideradasdifíceis,50% dasIIAconsideradasfáceise20%dasIIAconsideradasdifíceis; 2–“poucointervencionista”,quefaziaalgunsprocedimentos invasivos,masnãoalcanc¸ouolimitepré-estabelecidopara comporoprimeirosubgrupo,bemcomoreumatologistasque nãofaziamqualquertipodeprocedimento.

QuantoàquestãodoCSmaiseficazparausointra-articular, segundoevidênciascientíficas,amelhoropc¸ãofoi conside-radaatriancinolonahexacetonida.14

Emrelac¸ãoaos procedimentosmaiscomplexosem reu-matologiaintervencionista(procedimentosguiados,biópsias, lavagemarticulareinfiltrac¸ãoepiduralcomCS),os reumato-logistastiveramquedescreversuacompetênciaparafazê-los eondeobtiveramtreinamentotécnico.

Análiseestatística

Foifeitaumaanálisedescritiva(média,desviopadrão[DP], frequênciaeporcentagem)paraacaracterizac¸ãodaamostra. Depoisdadescric¸ãodacompetênciadosreumatologistas brasileirosemRI,foramfeitasasseguintesanálises:avaliac¸ão daassociac¸ãoentreacompetênciaevariáveisdemográficas

evariáveisdetreinamento,comparac¸ãocomosgrupos“não intervencionistas”/intervencionistas” e “muito intervenci-onista/pouco intervencionista”. Além disso, foi feita uma análisepara identificarfatorespreditoresdosparticipantes pertenceremaogrupo“muitointervencionista”.

Compararam-seaidade,origemeolocaldetreinamento. Para essascomparac¸ões,usou-seo testede Mann-Whitney paravariáveiscontínuas.Asvariáveiscategóricasforam ana-lisadaspelotestedequi-quadradodePearson.

Fez-setambémumaregressãologísticamultivariada uti-lizando o método backward conditional visando identificar fatoresquepudessempredizeraprobabilidadedeo partici-pantepertenceraogrupo“muitointervencionista”.

Usou-seosoftwareSPSSversão17.0(Chicago,IL)eonível designificânciaestatísticafoide5%.

Resultados

Forampreenchidos487questionários,dosquais463se ade-quaramaoscritériosdeinclusão.Vinteequatroparticipantes foramexcluídosporquenãoeramreumatologistas.

Tabela1–Característicasdemográficasdaamostra

Amostra

Amostratotal 463

Idade(anos)média(DP) 40,2(11,2)

Atendempacientesadultosn(%) 444(95,9)

Praticantesdeprocedimentosinvasivos-n(%) 365(78,8)

Graduac¸ãoemuniversidadepúblican(%) 294(64,6)

Títulodeespecialistaemreumatologian(%) 296(64)

Mestradon(%) 105(23,1)

Doutoradon(%) 56(12,4)

Vínculocomuniversidaden(%) 185(42,2)

Consultórioparticularn(%) 321(72,6)

Recebeutreinamentoemprocedimentosinvasivos n(%)

371(81,5)

Recebeutreinamentocomdurac¸ãosuperioraseis mesesn(%)

206(57,9)

RealizouIPn(%) 323(69,9)

RealizouIIAn(%) 358(78)

RealizouIIAaxialn(%) 50(10,9)

EscolhacorretadeCEparaIPn(%) 245(72,3)

EscolhacorretadeCEparaIIAn(%) 163(43,7)

Décadadegraduac¸ão

Tempodesdeagraduac¸ão(anos)média(DP) 15,6(11,1)

Antesde1980n(%) 49(10,7)

Entre1980e1989n(%) 86(18,8)

Entre1990e1999n(%) 93(20,3)

Entre2000e2009n(%) 230(50,2)

Títulodeespecialista

Tempodesdeaobtenc¸ãodotítulo(anos)

média(DP)

12,7(10,1)

Antesde1980n(%) 8(2,9)

Entre1980e1989n(%) 43(15,5)

Entre1990e1999n(%) 72(25,9)

Entre2000e2009n(%) 95(34,2)

Após2010(%) 60(21,6)

DP, desvio padrão; IIA, infiltrac¸ão intra-articular; IP, infiltrac¸ão

(4)

7,8

53,4 51,8 36,6

48,2

67,6 47,4

38 44,6 13,6

99,4 58,4

18,8 14,1

27,7

87,6 84,4 78,7 77,7 70,4 66,9 66,6 63,4 53,8 43,9 39,8 28,3 24,5 23,9

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Temporomandibular Trapeziometacarpal Interfalângica proximal Interfalângica distal Metacarpofalângica Punho Cotovelo Acromioclavicular Glenoumeral Quadril Joelho Tornozelo Talocalcânea Mediopé Metatarsofalângica Epicondilite lateral Bursite trocantérica Epicondilite medial Dedo em gatilho Tendinite subacromial Bursite anserina Síndrome do túnel do carpo Tendinite de De Quervain Fasciite plantar Cisto poplíteo Tendinite calcânea Bursite isquiática Tendinite do tibial posterior Tendinite fibular

IP IIA

Figura1–Porcentagemdeparticipantesquefezinfiltrac¸ãoperiarticular(IP)einfiltrac¸ãointra-articular(IIA)porarticulac¸ão

ouestrutura.

As características demográficas da amostra são apre-sentadas na tabela 1. A maioria dos participantes (81,5%) declarou ter recebido treinamento em RI durante a residência/especializac¸ão. Aproximadamente 70% fize-ramIP,enquanto78%fizeramIIA.ARegiãoSudestedoBrasil foi a que obteve a maior quantidade de participantes do estudo–graduada(58,3%),treinadaemreumatologia(77,2%), com mestrado (74,8%) ou doutorado (78,8%) eatuac¸ão em consultórioparticular(62,8%).

Afigura1mostraafrequênciadeIPeIIA.Aepicondilite

lateral,abursitetrocantéricaeaepicondilite medialforam asdoenc¸as periarticularesquemais levarama infiltrac¸ões. Asarticulac¸õesapendiculares maisinfiltradasforam o joe-lho,opunhoeotornozelo.Aprincipalindicac¸ãoparaIIAfoi apresenc¸adesinovite(91,2%),seguidaporinchac¸oarticular (64,9%)edornasarticulac¸ões(27,3%).Ainstabilidadearticular foiidentificadacomoumaindicac¸ãoparaIIAemapenas1,7% dosparticipantes;50(10,9%)participantesfizeramIIAaxial.A articulac¸ãoaxialmaiscomumenteinfiltradafoia esternocla-vicular,infiltradapor76,6%dosparticipantes.

Afigura2mostraosCScomumenteusadosnasIIAeIP.Para

ambosostiposdeinfiltrac¸ões(IIAeIP),apresenc¸ade evidên-ciacientíficafoiaprincipalrazãoparaaescolhadoCS,sendo indicadapor53,8%dosparticipantesparaIPe67,5%paraIIA. Amaioriadosreumatologistas(67,3%)indicoucorretamente a triancinolona hexacetonida como o CS maiseficaz para aIIA.

AsIIA guiadasforam feitas porapenas14%dos partici-pantes,asarticulac¸õesdotornozelo(75,8%),quadril(54,8%) eglenoumeral(53,2%)foramasmaiscomumentesubmetidas àinfiltrac¸ãoguiada.OmétodomaisusadoparaguiaraIIAfoi aultrassonografia,usadapor88,7%dosreumatologistas.

Quanto à prática de viscossuplementac¸ão, observou-se que38,2%dosreumatologistasrelataramfazeresse procedi-mentoemsuapráticaclínica.Aarticulac¸ãomaissubmetidaà viscossuplementac¸ãofoiojoelho(100%doscasos).

Alavagemarticularfoioprocedimentoinvasivocomplexo maiscomumentefeito,sendorealizadopor10,6%dos reuma-tologistas.O menosfeitofoiabiópsiaóssea(1,3%). Paraos procedimentosinvasivosmenoscomuns,aresidênciafoionde amaiorpartedosparticipantesrecebeutreinamentotécnico.

Atabela2mostraacomparac¸ãodosdadosdemográficos

(5)

0,00% 20,00%

% dos médicos

40,00% 60,00% 80,00% 100,00%

Betametasona Prednisolona

Triancinolona acetonida Triancinolona he

xacetonida Hidro

cortison a

Dexametasona

Betametasona

62,20% IP

IIA

16,20% 21,20% 23,30% 2,90% 29,50%

28,70% 7% 30,80% 65,40% 2,10% 12,90%

Prednisolona Triancinolona acetonida

Triancinolona

hexacetonida Hidrocortisona Dexametasona

Figura2–Escolhadecorticosteroidesparainfiltrac¸ãoperiarticulares(IP)einfiltrac¸ãointra-articulares(IIA).

A tabela 3 mostra a comparac¸ão de dados

demográ-ficos, treinamento acadêmico e prática de procedimentos invasivos mais complexos entre os grupos “muito inter-vencionista”e“poucointervencionista”. Observou-sequeo grupo“muitointervencionista”apresentoumaiorproporc¸ão dereumatologistasqueatendiamapenasapacientes adul-tos,queeramvinculadosauniversidade,queforamtreinados RIpormaisdeseis mesesnaresidência/especializac¸ão em reumatologia, que tinham prática em IIA axial, infiltrac¸ão guiada por imagem, viscossuplementac¸ão, lavagem articu-lar, biópsia sinovial, biópsia de glândula salivar e prática em infiltrac¸ão peridural com CS. Verificou-se ainda que o grupo“poucointervencionista”tinhaumamaiorproporc¸ãode atuantesemconsultórioparticular,comformac¸ãoem medi-cinaereumatologianaRegiãoSudestedoBrasil,enquantoo grupo“muitointervencionista”tinhaumamaiorproporc¸ãode

reumatologistasquetrabalhavamemconsultórioparticular, comformac¸ãoemmedicinaereumatologianaRegiãoSuldo Brasil.

Comométodobackwardconditional,fez-seumaregressão logísticamultivariadaparaidentificarecalcular aoddsratio (OR) das variáveis maisassociadas ao grupo “muito inter-vencionista”.Asvariáveisencontradasforam:práticaemIIA axial,viscossuplementac¸ão,lavagemarticular,biópsia sino-vial, biópsia de glândula salivar,IIA guiada porimagem e treinamentoemRIpormaisdeseismeses.

(6)

Tabela2–Comparac¸ãoentreosgrupos“intervencionista”e“nãointervencionista”

Grupo intervencionista

(n=356)

Gruponão

intervencionista

(n=94)

p

Idade(anos)média(DP) 39,7(11,2) 42(10,9) 0,04

Atendempacientesadultosn(%) 353(96,7) 91(92,9) 0,088

Graduadoemuniversidadepúblican(%) 237(66,2) 57(58,8) 0,365

Tempodesdeagraduac¸ão(anos)média(DP) 15,3(11,1) 17(10,7) 0,122

Títulodeespecialistan(%) 230(63,7) 63(64,9) 0,822

Tempodesdequerecebeutítulodeespecialista(anos)média(DP) 12,3(10,1) 13,9(9,9) 0,210

Mestradon(%) 79(22,1) 26(27,1) 0,301

Doutoradon(%) 45(12,6) 11(11,3) 0,730

Vínculocomuniversidaden(%) 159(45,8) 26(28,6) 0,003

Consultórioparticularn(%) 256(73,4) 65(69,9) 0,506

Treinamentoemreumatologiaintervencionistan(%) 325(90,3) 46(48,4) <0,001

Treinamentoemreumatologiaintervencionista>6mesesn(%) 191(61,6) 15(32,6) <0,001

Regiãodegraduac¸ão(n=458) (n=361) (n=97)

Sudesten(%) 202(56) 65(67) 0,167

Nordesten(%) 56(15,5) 15(15,5)

Norten(%) 10(2,8) 3(3,1)

Suln(%) 67(18,6) 8(8,2)

Centro-oesten(%) 19(5,3) 3(3,1)

Regiãodegraduac¸ãoemreumatologia(n=439) (n=354) (n=85)

Sudesten(%) 262(74) 77(90,6)a 0,046

Nordesten(%) 15(4,2) 1(1,2)

Norten(%) 1(0,3) 0a

Suln(%) 51(14,4) 4(4,7)

Centro-oesten(%) 21(5,9) 3(3,5)

Regiãodoconsultórioparticular(n=308) (n=247) (n=61)

Sudesten(%) 149(60,3) 43(70,5)a 0,414

Nordesten(%) 37(15) 8(13,1)

Norten(%) 2(0,8) 1(1,6)

Suln(%) 43(17,4) 5(8,2)a

Centro-oesten(%) 16(6,5) 4(6,6)

Décadadegraduac¸ão(n=458) (n=361) (n=97)

Antesde1980n(%) 41(11,4) 8(8,2) 0,035

Entre1980e1989n(%) 58(16,1) 28(28,9)a Entre1990e1999n(%) 77(21,3) 16(16,5) Entre2000e2009n(%) 185(51,2) 45(46,4)

DP,desviopadrão.

Usou-seotesteUdeMann-Whitneyparadadoscategóricos;usou-seotestedequi-quadradoparadadosnuméricos. a Diferenc¸aestatisticamentesignificativaquandocomparadoaogrupo“intervencionista”.

Discussão

NoBrasil,agrandemaioriadosreumatologistastemalgum tipo de treinamento específicoem RIdurante a residência médica ou especializac¸ão. No presente estudo, a maioria dos reumatologistas brasileiros avaliados faz procedimen-tos em reumatologia, sendo as IIA mais comuns do que asIP.Fazerprocedimentosinvasivos maiscomplexos,fazer viscossuplementac¸ão e ter treinamento em reumatologia intervencionistapormaisdeseis mesesforamasvariáveis associadasaumperfilmaisintervencionista.

Segundo o Ministério da Educac¸ão, a artrocentese, a IIA e a IP são habilidades que devem ser adquiridas ao longo da residência emreumatologia, como parte do pro-gramaoficialdeformac¸ãoespecializada.Procedimentoscomo biópsias (osso, pele, glândula salivar menor, músculo e tecido subcutâneo), USM, bloqueio regional de nervos e infiltrac¸ãoperiduralsão consideradosopcionais,ainda que

recomendados.15 Apesarda existênciadesseprograma

teó-rico, sabe-se que a heterogeneidade entre os programasé grande.

Acreditamosqueoquestionáriousadonesteestudo abran-geu amaiorpartedasvariáveis relacionadascomaprática dosreumatologistasbrasileirosemreumatologia intervencio-nista.Nomomentoemqueosdadosforamcoletados,nãofoi encontradonaliteraturaoutroestudosemelhanteque envol-vesse reumatologistas brasileiros. Houve, contudo, estudos queavaliaramapráticaeaeducac¸ãodosreumatologistasem USMeapráticaetreinamentoemIIAeIPdemédicosclínicos gerais.7,8

(7)

Tabela3–Comparac¸ãoentreosgrupos“muitointervencionista”e“poucointervencionista”

Grupo“muito

intervencionista”

(n=356)

Grupo“pouco

intervencionista”

(n=94)

p

Idade(anos)média(DP) 39,5(10,9) 40,5(11,4) 0,360

Atendempacientesadultosn(%) 162(100%) 282(93,7) 0,001

Graduadoemuniversidadepúblican(%) 114(71,7) 180(60,8) 0,068

Tempodesdeagraduac¸ão(anos)média(DP) 15(10,9) 16(11,1) 0,313

Títulodeespecialistan(%) 108(68,4) 185(61,7) 0,156

Tempodesdequerecebeutítulodeespecialista (anos)média(DP)

12,8(9,5) 12,5(10,4) 0,609

Mestradon(%) 39(24,5) 66(22,4) 0,603

Doutoradon(%) 25(15,9) 31(10,5) 0,093

Vínculocomuniversidaden(%) 78(49,7) 107(38,1) 0,018

Consultórioparticularn(%) 121(77,1) 200(70,2) 0,120

Treinamentoemreumatologiaintervencionistan (%)

104(72,7) 102(47,9) <0,001

PráticaemIIAaxialn(%) 40(24,7) 10(3,4) <0,001

PráticaemIIAguiadaporimagensn(%) 45(28) 19(6,4) <0,001

Práticaemviscossuplementac¸ãon(%) 89(57,1) 67(26,6) <0,001

Práticaemlavagemarticularn(%) 32(20) 16(5,5) <0,001

Práticaembiópsiasinovialn(%) 21(13) 5(1,7) <0,001

Práticaembiópsiadasglândulassalivaresn(%) 19(11,7) 10(3,3) <0,001

Práticaembiópsiaóssean(%) 2(1,2) 4(1,3) 0,929

Práticaembiópsiamuscular-n(%) 10(6,2) 8(2,7) 0,063

Práticaeminfiltrac¸ãoepiduraln(%) 19(11,8) 6(2) <0,001

Regiãodegraduac¸ão(n=458) (n=160) (n=298)

Sudesten(%) 80(50) 187(62,8)a <0,001

Nordesten(%) 19(11,9) 52(17,4)

Norten(%) 5(3,1) 8(2,7)

Suln(%) 43(26,9) 32(10,7)a

Centro-oesten(%) 10(6,3) 12(4)

Regiãodaespecializac¸ãoemreumatologia (n=439)

(n=158) (n=281)

Sudesten(%) 108(68,4) 231(82,2)a <0,001

Nordesten(%) 5(3,2) 11(3,9)

Norten(%) – 1(0,4)

Suln(%) 33(20,9) 22(7,8)a

Centro-oesten(%) 9(5,7) 15(5,3)

Regiãodoconsultórioparticular(n=308) (n=116) (n=192)

Sudesten(%) 63(54,3) 129(67,2)a 0,007

Nordesten(%) 13(11,2) 32(16,7)

Norten(%) 2(1,7) 1(0,5)

Suln(%) 27(23,3) 21(10,9)a

Centro-oesten(%) 11(9,5) 9(4,7)

Décadadegraduac¸ão(n=458) (n=160) (n=298)

Antesde1980n(%) 15(9,4) 34(11,4) 0,858

Entre1980e1989,n(%) 29(18,1) 57(19,1) Entre1990e1999,n(%) 35(21,9) 58(19,5) Entre2000e2009n(%) 81(50,6) 149(50)

IIA,infiltrac¸ãointra-articular;DP,desviopadrão.

Usou-seotesteUdeMann-Whitneyparadadoscategóricos;usou-seotestedequi-quadradoparadadosnuméricos. a Diferenc¸aestatísticaquandocomparadocomogrupo“muitointervencionista”.

Aamostradopresenteestudofoicompostapor463 partici-pantescommédiade40,2anos.Agrandemaioria(95,9%)era dereumatologistasqueatendiaapenaspacientesadultos.A porcentagemdepraticantesdeIIAapendicular(78%)foimaior doqueadepraticantesdeIP(69,9%)eumaporcentagemmuito menorrelatouterfeitoIIAaxial(10,9%).

Entre as IP,o local mais infltrado foi o epicôndilo late-ral (87,6%), bem como em estudos feitos por Gormley em 2003 e Liddell em 2005. Entre as articulac¸ões mais comumente infiltradas, o joelho destacou-se com 99,4%.

Esse fato provavelmente é decorrente da grande varie-dadededoenc¸asreumáticaseortopédicas queafetamessa articulac¸ão. Além disso, essa é a maior articulac¸ão do sistemalocomotoreérelativamentesuperficial,oque favo-rece apossibilidadedefazercom seguranc¸aprocedimentos cegos.

(8)

Tabela4–Análisederegressãologísticaparapredizeropertencimentoaogrupo“muitointervencionista”

p OR(IC95%)

PráticaemIIAaxial <0,001 7,422(2,740-20,105)

Práticaembiópsiasinovial 0,043 5,758(1,059-31,321)

PráticaemIIAguiadaporimagem <0,001 4,169(1,888-9,204)

Práticaembiópsiadeglândulasalivar 0,034 3,445(1,098-10,810)

Práticaemviscossuplementac¸ão <0,001 3,417(1,928-6,056)

Práticaemlavagemarticular 0,019 3,221(1,213-8,550)

Treinamentoemreumatologiaintervencionista>6meses-n(%) 0,008 2,164(1,219-3,841)

IIA,infiltrac¸ãointra-articular;IC,intervalodeconfianc¸a;OR,oddsratio.

práticapotencialmenteperigosaparaopaciente,emrazãoda suacaracterísticaatrofiante.14

ParaaIIA,oCSmaisusadofoiatriancinolona hexaceto-nida(65,4%),tambémconsideradoomaiseficaz(67,3%).Na comparac¸ãodessesdadoscomaquelesencontradospor Cen-tenoetal.em1994,observou-sequeentreosreumatologistas americanosametilprednisolonafoioCSmaisusadonaIIA dejoelho,enquanto noBrasilomaisusadofoia triancino-lonahexacetonida.6Entretanto,atriancinolonahexacetonida

foiconsideradaoCSefetivoporreumatologistasamericanos ebrasileiros.

Emrelac¸ãoàsinfiltrac¸õesarticularesguiadasporimagem, verificou-se que14% dos participantes deste estudofazem esseprocedimento,especialmentenasarticulac¸õesdo torno-zelo,quadrileglenoumeral.AUSMéométodomaisusado paraguiarinfiltrac¸õesarticulares.Esseresultadoésemelhante adoisestudosquemostramque,namaioriadospaísesque compõemoEular(84,9%dospaíses),menosde10%dos reu-matologistas fizeramesse procedimento.11 NoJapão,10,8%

o fizeram.13 Países como Reino Unido eosEstados Unidos

têmumamaiorpercentagemde reumatologistasque prati-camUSM:33%e21%,respectivamente.9,12

Naamostra dopresenteestudo,poucosreumatologistas foramhabilitadosàpráticadeprocedimentosmaisinvasivos ecomplexos(lavagemarticular,biópsiasinovial,daglândula salivar,ósseaemuscular,einfiltrac¸ãoepidural).Seu treina-mentoocorreunaresidênciaemreumatologia.

Quando comparado com o grupo “intervencionista”, o grupo“nãointervencionista”apresentoumenorproporc¸ãode vínculo universitárioemenortempo detreinamento (infe-rior a seis meses) em RI. Esses achados corroboram mais umavezagrandeimportânciadotreinamentoadequadoem reumatologiaintervencionista.Encontrou-senogrupo “inter-vencionista”umamaiorproporc¸ãodegraduados naRegião SuldoBrasil.Curiosamente,aRegiãoSudestedoBrasil apre-sentouamaiorproporc¸ãodeparticipantesnogrupo“pouco intervencionista”.Essefoiumachadosurpreendenteemrazão damaiorconcentrac¸ãodereumatologistasnaRegiãoSudeste brasileira.

Demaneirasemelhante, emestudosfeitosporGormley e Liddell, verificou-se também que os clínicos gerais que trabalhavamemáreascom baixaconcentrac¸ãode especia-listas,citadosnoestudocomoregiãoruraloumista,tinham maiorpropensãoafazerinfiltrac¸õesdosistemalocomotor.7,8

Encontrou-se também que o grupo “não intervencionista” tinhaumamaiorproporc¸ãodegraduadosnadécadade1980a 1989emcomparac¸ãocomogrupo“intervencionista”.Oúltimo

resultadopodeinferirqueosmédicosgraduadosapós1990ou médicosmaisjovenssãomaisintervencionistas,atualmente. Quantoàcomparac¸ãoentreosgrupos“muito intervenci-onista”e“poucointervencionista’,verificou-se queogrupo “muito intervencionista”teve umamaiorproporc¸ãode reu-matologistas que atendem pacientes adultos, profissionais ligadosauniversidade ecom tempodetreinamentoemRI superioraseismeses.Ogrupo“muitointervencionista” tam-bémteveumamaiorproporc¸ãodepraticantesde IIAaxial, infiltrac¸õesguiadasporimagens,viscossuplementac¸ãoe pro-cedimentos invasivos maiscomplexos.Esses achadosmais provavelmenteestãorelacionadoscom otreinamentomais longoetambémrevelamoperfilmaisintervencionistadesse grupo.

Quandoserealizouumaregressãologísticamultivariada parapredizeraprobabilidadedepertenceraogrupo“muito intervencionista”,verificou-sequeasvariáveismais associa-dasaessegrupoforamapráticadeprocedimentosinvasivos maiscomplexos.Revelou-se,ainda,queaúnicavariávelde treinamentopreditivadepertenceraogrupo“muito interven-cionista”foio“tempodetreinamentoemRIsuperioraseis meses”.Issoreafirmamaisumavezanecessidadede treina-mentoformaleadequadoemreumatologiaintervencionista, especialmentedurantearesidência,paraamaior emprega-bilidadedosváriostiposdeprocedimentos diagnósticosou terapêuticos, inclusive aqueles considerados mais comple-xos,napráticadareumatologia.Esseachadoésemelhanteao estudodeGormleyetal.(2003),quetambémdescobriuqueos médicosquereceberamtreinamentoformalerammais pro-pensosafazerinfiltrac¸ãoarticular.7

Aausênciadavariável“gênero”entreosdados demográ-ficosabrangidospodeserconsiderada umalimitac¸ão deste estudo. Outras limitac¸ões são o fato de que o questioná-riofoiautoadministrado,oquefacilitariaofornecimentode informac¸õesinadequadas.Apopulac¸ãodoestudofoi recru-tadaemumeventofeitonaRegiãoSudestedoBrasil.Issopode teraumentadoaporcentagemdeparticipantesdessaregião emdetrimentodeoutras.

Agrandeaplicabilidadepráticadesteestudoéreafirmar aimportânciadotreinamentosistemáticoemRIporperíodos prolongadosduranteaformac¸ãodoreumatologista, preferen-cialmentedurantearesidênciamédica.

Conclusão

(9)

brasileirosforam:atenderpacientesadultosetervínculocom umauniversidade;fazergraduac¸ãoeterumconsultório parti-cularnaRegiãoSuldoBrasil;e,principalmente,terumtempo de treinamento em reumatologia intervencionistasuperior aseismeseserealizarprocedimentososteoarticularesmais complexos.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

r

e

f

e

r

ê

n

c

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index.php?option=comdocman&task=docdownload&gid=

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Tabela 1 – Características demográficas da amostra Amostra
Figura 1 – Porcentagem de participantes que fez infiltrac¸ão periarticular (IP) e infiltrac¸ão intra-articular (IIA) por articulac¸ão ou estrutura.
Figura 2 – Escolha de corticosteroides para infiltrac¸ão periarticulares (IP) e infiltrac¸ão intra-articulares (IIA).
Tabela 2 – Comparac¸ão entre os grupos “intervencionista” e “não intervencionista” Grupo intervencionista (n = 356) Grupo não intervencionista(n=94) p
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