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Rev. Bras. Reumatol. vol.57 número3

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ww w . r e u m a t o l o g i a . c o m . b r

REVISTA

BRASILEIRA

DE

REUMATOLOGIA

Relato

de

caso

Evoluc¸ão

clínica

da

doenc¸a

de

Behc¸et

em

paciente

com

atraso

do

diagnóstico

e

seguimento

radiológico

dos

trombos

com

angiotomografia

computadorizada:

seguimento

por

5

anos

durante

tratamento

imunossupressor

Clinical

course

of

Behcet’s

disease

in

a

patient

with

delayed

diagnosis

and

radiological

follow-up

of

the

thrombi

with

computed

tomography

angiography:

a

five-year

follow-up

under

immunosuppressive

treatment

Muhammet

Cinar

a,∗

,

Sedat

Yilmaz

a

,

Sinan

Akay

b

,

Ugur

Bozlar

b

e

Ayhan

Dinc

a

aGulhaneMilitaryMedicalAcademySchoolofMedicine,DivisionofRheumatology,Ancara,Turquia

bGulhaneMilitaryMedicalAcademySchoolofMedicine,DepartmentofRadiology,Ancara,Turquia

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem23demarçode2013 Aceitoem12deagostode2013

On-lineem5deoutubrode2014

Introduc¸ão

Adoenc¸adeBehc¸et(DB)éumadoenc¸ainflamatóriacrônica deetiologiadesconhecida.1Odiagnósticoéfeitocombasena

combinac¸ãodosachadosclínicos;portanto,nãoérarooatraso dodiagnóstico.Algumasvezes,descobre-seoenvolvimento cardiovascularepulmonarantesdesefazerodiagnósticode DB.Taismanifestac¸õespodemcolocaravidaemrisco,eafalta dediagnósticodaDB,emtalpaciente,podesermuitoséria.2–4

Nestetrabalho,descrevemosumapacientecomDB diagnosti-cadatardiamente,queapresentavatrombosintracardíacos,na

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](M.Cinar).

veiacavasuperiorebilateralmentenasartériaspulmonares. Usamosaangiotomografiacomputadorizada(ATC)para estu-daraevoluc¸ãododesenvolvimentodostrombosapartirdo momentododiagnósticoinicialedurantetodootratamento. Nesseaspecto,estaéaprimeirapublicac¸ãoausaraATCpara exploraraevoluc¸ão,nolongoprazo,detrombos intracardía-cos,naveiacavasuperiorebilateraisnasartériaspulmonares.

Relato

de

caso

Nossa paciente éuma mulher que tinha 27 anos na oca-sião do diagnóstico, e sua primeira queixa foi febre, que

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2013.08.004

0482-5004/©2014ElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/

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comec¸ou em janeiro de 2005. Antes disso, havia apresen-tadolesões aftosas,masnãohaviaprocurado atendimento médico.Emabrilde2005,investigac¸õesrevelaramníveis ele-vadosde reagentesde faseaguda, incluindovelocidadede hemossedimentac¸ão (VHS) e o nível da proteína C-reativa (PCR);os valores foram de 38mm/h e149mg/L respectiva-mente.Ela foi internada naquela ocasião.Aoexame físico, foramdetectadasmúltiplasúlcerasaftosasorais. Emboraa DBfosse considerada no diagnóstico diferencial,não rece-beuodiagnósticodadoenc¸aporqueestavamausentesoutros sinais de DB. Defato, ela apresentava uma úlcera genital, mas,infelizmente,nãofoimencionadaaomédico,ea geni-tálianãofoiexaminada.Foramrealizadosexamesexaustivos paraprocuraraetiologiadafebre;foramconsideradastodas asetiologiasinfecciosas, autoimunesemalignas.A ecocar-diografiareveloumassacardíacacom24×13mmnaparede

lateraldoventrículodireito. Issofoiconfirmadopela resso-nânciamagnética(RM)cardíaca;ficouevidente,nacavidade doventrículodireito,massadepartesmolesmedindo25×40 ×40mm.Asprincipaiscaracterísticasdessamassadepartes

molesforamseucaráterparcialmentemóvelduranteasístole eadiástole,iso-hipointensodeacordocomotecido miocár-dicoesemrealceaocontraste.Inicialmente,suspeitou-sede umtrombo cardíaco. Realizada abiópsia, não foi diagnós-tica.Subsequentemente,apacienteapresentouosprimeiros episódios de dor pleurítica ehemoptise. Foi realizada cin-tilografiapulmonardeventilac¸ão/perfusão;ficouevidente a perda de perfusão em múltiplos segmentos de ambos os pulmões. Foram procuradospossíveis focosde trombose e causasdetrombofilia.Elaeraheterozigóticaparaamutac¸ão G-A20210daprotrombina,masnãohaviamutac¸ãodogeneV

Leiden,nemdoMTHFR.Otempodetromboplastinaparcial ativadaeosníveis deanticoagulantedolúpus,proteína C, proteínaS,antitrombinaIII,anticorposanticardiolipina, anti-corposanti-beta-2-glicoproteínaehomocisteínaeramtodos normais.

Um mês mais tarde, foi biopsiada a massa ventricular direita mais uma vez, e se verificou que continha apenas fibrasmuscularescardíacasnormaisetecidoadiposo.Ocorreu novahemoptisedepoisdabiópsiaepersistiupor aproxima-damenteumasemana.FoientãorealizadaaATCpulmonare ficouevidenteumafalhadeenchimentohipodensano ven-trículo direito ena artéria pulmonardireita (fig.1 A1,B1). Portanto,comec¸ou-seaterapiacomanticoagulante(heparina combaixopesomolecular,seguidaporvarfarina).

Emsetembro de 2005, enquanto ainda emuso de tera-pia com anticoagulante, a paciente foi hospitalizada com febre,tosse, edemacervicalefacial,dispneiaepalpitac¸ões. Aoexamefísico,elatinhafebre(38,5◦C),estasejugular

bilate-ral,edemafacialecervical,osteofoliculiteeeritemanodoso na região pré-tibial direita. Além disso, foram observadas duas cicatrizes de úlceras genitais e aftas orais. Foi posi-tivo o testepara o antígeno leucocitário humano B51, eo testede patergia foi negativo,de modo quese fez o diag-nósticodeDB.AATCpulmonarfoi realizadanovamente.O trombointracardíaco(TIC)observadoanteriormentese man-teve inalterado, masagora ficaram evidentes dilatac¸ões de 2cmdoramoascendenteede2,5cmdoramodescendente daartériapulmonardireita,juntocomumadilatac¸ãode3cm doramodescendentedaartériapulmonaresquerda.Todasas

dilatac¸õesseassociaramàpresenc¸adetrombosmurais. Igual-mente,aveiabraquiocefálicadireitaeaveiacavasuperiornão puderamservisualizadasemrazãodetrombose.Osachados clínicosquesedesenvolveramaolongodoperíododenove mesesantesdotratamentosubsequentesãomostradosem ordemcronológica(tabela1).

Em primeiro lugar, a terapia com varfarina foi descon-tinuada porqueera possível que estivessem presentes um aneurismaearteritenaartériapulmonar.Foiadministrada metilprednisolona(1g/diapor3dias),seguidapor predniso-lonaoralemdosede1mg/kg/dia.Foiiniciadoumpulsode1g deciclofosfamida(CIC)e,daíemdiante,foirealizado mensal-mente.Aprednisolonafoireduzidagradualmente4semanas maistarde.OssintomasforamaliviadoseoníveldaPCReda VHScaiuaonormal.Ahemoptisediminuiugradualmentee depoisdesapareceu.

Emnovembrode2005,apacientefoireavaliada porATC pulmonar.Persistiamostrombosnaregiãointracardíaca,na veiacavasuperior(fig.1D2)eemambasasartérias pulmo-nares.Múltiplasveiasintercostaiscolaterais,quedrenama veiaázigos, estavamservindopara drenarasextremidades superiores.Foiobservadaumafalhadeenchimentonoramo descendente da artériapulmonar esquerda (fig. 1C2). Isso criou umadilatac¸ãona parede dovaso,o que seassociou aumrealcemínimoporcontrasteintraluminal.Noentanto, issonãofoiconsideradoumaneurisma.Emsetembrode2005, olaudodeumaneurismanaartériapulmonarfoirevistoe reclassificadocomodilatac¸ãodaparedecausadaportrombo intraluminal.

Onze meses mais tarde, enquanto ainda submetida ao tratamentomensalcomCIC,ocorreramfebreecalafrios nova-mente,com elevac¸ãoda VHSeda PCR(37mm/he51mg/L respectivamente). Assim sendo, foi acrescentada alfainter-ferona (5 UM três vezes por semana) à terapia, e a dose deprednisolonafoiaumentadapara1mg/kg/dia.Apaciente recebeuumtotalde15gdeCICaolongodeumperíodode 18meses.Aterapiacominterferonafoicontinuadapor apro-ximadamente11meses.Aseguir,foicomec¸adoumesquema com 150mg/dia de azatioprina e 100mg/dia de ácido ace-tilsalicílico. Na ocasiãoemque foiredigido esteoriginal, a pacientepermaneciaemtratamentoenãohaviam reapare-cidoossinaisesintomasjárelatados.

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(4)

Tabela1–Evoluc¸ãoclínicadadoenc¸adeBehc¸etemumapacientecomatrasododiagnósticoetratamento

Achadosclínicos Dez.

2004

Jan. 2005

Marc¸o 2005

Abril 2005

Maio 2005

Junho 2005

Set. 2005

Úlceragenital + – – – – – –

Lesãoaftosaorala + + + + + +

Febre + + + + + +

Palpitac¸ão + + + + +

Trombointracardíaco + + + +

Dortorácicapleurítica + + +

Hemoptise + + +

Tosse + + +

Trombonaartériapulmonar + +

Cicatrizesdeúlcerasgenitaisb +

Eritemanodoso +

Lesõesdepeleacneiformesepseudofoliculares +

Uveíte – –

Edemafacialecervical +

Estasejugular +

Testedepatergia – –

HLAB51 +

Trombonaveiacavasuperior +

Tratamento – +

–Antibióticosoraisempíricos +

–AntibióticosIV +

–HBPM,seguidaporvarfarina + –

–Ciclofosfamidaecorticosteroide +

HBPM,heparinacombaixopesomolecular.

a Elaapresentavaessaslesõesantes,maseramraras.

b Nãoexaminadaspreviamentepelomédico.

Discussão

O relato ésobre uma paciente com DB com complicac¸ões sérias,incluindoacometimentocardíacoevascular. Descreve-mososachadosclínicosantesdodiagnósticoclínico(portanto, antesdotratamento)eousodaATCparacontroledostrombos aolongode5anosdetratamento.

Aevoluc¸ãoclínicadaDBénotavelmentemaisgravenos homens.Ascomplicac¸õesgraves,comoacometimento vas-cular, neurológico e pulmonar, bem como a mortalidade, estão mais relacionadas ao gênero masculino.5 Aqui, as

complicac¸õespotencialmenteletaisdesenvolvidasdurantea avaliac¸ãodiagnósticanãoforamfatais.Aindanãosesabepor queasmulherescomcomplicac¸õesgravestêmmortalidade inferioràdoshomens.Comomecanismo,pode-seconsiderar queosestrogêniossuprimamasatividadesproinflamatórias doendotéliovascularedosneutrófilos.6Alternativamente,a

testosteronapodeaumentarafuncionalidadedosneutrófilos, especialmentenoshomens.7

Tromboflebite e trombose em grandes vasos são manifestac¸õescomunsdoacometimentovascularem pacien-tescomDB,enquantoosTICssãoextremamenteraros.1Como

emnossocaso,ascomplicac¸õespulmonaresecardíacas fre-quentementecoexistem.1,8Febre,hemoptise,dispneiaetosse

sãosintomasdeapresentac¸ãocomuns.8Afrequênciadetais

complicac¸õespodesersubestimadaporqueaapresentac¸ão clínicadosTICséinespecíficanamaioriadospacientes.

Nodiagnóstico diferencialde DB com trombose venosa eenvolvimentopulmonar,deveserconsideradaaSíndrome deHughes-Stovin(SHS). Osachadosclínicos,radiológicose

histopatológicosdaSHSedaDBsesobrepõem significativa-mente.ASHSéumtranstornomuitorarocaracterizadopor tromboflebiteepelapresenc¸ademúltiplosaneurismas pul-monarese/oubrônquicos.OspacientescomSHSgeralmente apresentamtosse,dispneia,febre,dortorácicaehemoptise; essessintomastambémficamevidentesnospacientescom DB.Especificamente,ograudeenvolvimentopulmonar cos-tumaseridênticonospacientescomambasasdoenc¸as.Na verdade, a SHS tem sido considerada umavariante da DB ouumaforma incompletada doenc¸a.Noentanto,achados associados especificamenteà DBincluemulcerac¸ãogenital recorrente,lesõesoculares,lesõesnapele,irite,artralgiaeum testedepatergiapositivo;issoajudaadistinguirDBdaSHS.9

Fatorestrombofílicossãoexpressosemalgunspacientes com DB epodem contribuir para a formac¸ãode trombos. Em nossapaciente, foidetectada amutac¸ão heterozigótica do gene G-A 20210da protrombina. Vale ressaltar que se tem relatado TIC associado à trombose venosa profunda eà tromboseda veiacava em50% e22%doscasos deDB respectivamente.10Nãoencontramosevidênciasdetrombose

venosa profunda àultrassonografia Doppler. Nospacientes comTICassociadoàDB,deveserinvestigadaapresenc¸ade emboliae/outrombopulmonar,mesmoquenãosedetecte trombosevenosa.

Aassociac¸ão deumasíndrome trombóticada veia cava superiorcom TICnãoécomumnos pacientescomDB.No entanto, a incidênciade embolia e/ou trombopulmonar é alta empacientescom DBque tambémapresentamTIC.1,8

(5)

cinco casos (incluindoo presente) foram descritos na lite-ratura.Algumasvezes,édifícildistinguirTCI, vegetac¸õese tumoresnaecocardiografia.Noentanto,tais distinc¸õessão importantesporqueostratamentoseprognósticosdiferem. AtomografiacomputadorizadaeaRMpodemseros melho-resmétodosparainvestigaraextensãodosacometimentos, comoemnossocaso.1,8 Deigualmodo,emboraasbiópsias

damassanoventrículodireitonãofossemdiagnósticaspara nossapaciente,elasnospermitiramexcluirmixoma,fibrose endomiocárdicaeendocardite.11

Hemoptiseefebresãoossintomasmaiscomunsde aco-metimentodaartériapulmonarnaDB.12Ahemoptisepode

sercausadaporaneurismaspulmonarese/ouarterite pulmo-nar.Emnossocaso,nãosedetectouaneurismae,dessemodo, consideramosqueahemoptisefossecausadaporarterite pul-monar.Aconfirmac¸ãodacausadahemoptise,emumpaciente comDB,éessencialpara orientaraescolhadotratamento apropriado.11Ahemoptisenosfezdescontinuaraterapiacom

anticoagulante.

Independentementedolocaldeenvolvimentoorgânicoda DB,oobjetivodotratamentoéprevenirlesãoirreversível,que ocorreprincipalmentenasprimeirasfasesdadoenc¸a.Desse modo,éimportanteodiagnósticoprecoce.11Emnossocaso,

odiagnósticofoifeitoaproximadamente9mesesdepoisdo iníciodossintomas;issoatrasouoiníciodaterapia imunos-supressora.Ainda nãosurgiuconsenso sobreotratamento dedoenc¸asdosgrandesvasos(comtrombos)eTICem paci-entes com DB.13 Têm sido usadas várias modalidades de

tratamento,inclusivecirurgia,medicamentos imunossupres-soreseanticoagulac¸ão,tratamentosantiplaquetárioseterapia trombolítica.10 Noentanto,nenhumestudocontrolado

ava-liouaeficáciadosváriosesquemasterapêuticos,easatuais recomendac¸õessebaseiamapenasemconsensoparcialou emestudosobservacionais.

Aterapiatrombolítica intravenosapodeserconsiderada parapacientescomDBeTICetrombosdisseminados,mas semaneurismasnaartériapulmonar.8 Éimportante

enfati-zarque, sehouversuspeita deumaembolia pulmonarem umpaciente com DB,nãose devecomec¸ar anticoagulante nemtratamentotrombolíticoantesqueaATCconfirmeque não existam aneurismas; tal tratamento estaria associado a alto risco de hemorragia se estiverem presentes aneu-rismas. A forma de oclusão da artéria pulmonar vista em pacientescomDBdiferedasemboliaspulmonaresclássicas, porqueasoclusõesdaDBrepresentamprincipalmente trom-bosinsitu,complicandovasculitesubjacente,oquetambém poderesultareminfarto,hemorragia,hemoptiseeformac¸ão de aneurismasda artéria pulmonar.8,14 Como ahemoptise

foievidente,ecomoerapossívelqueestivessepresenteuma tromboseinsitunasartériaspulmonares,evitamosousode terapiatrombolítica.

Depoisdaremoc¸ãocirúrgicadoTIC,elerecorreemalguns pacientescomDB,apesardaprescric¸ãodeterapiacom hepa-rina.Isso enfatizaorisco de queaDBpossa piorar com a cirurgia. Portanto, para evitar a cirurgia, devem ser dados imunossupressores.10,13,15,16Metilprednisolonaemaltadosee

CICdevemserotratamentodeescolha.Aalfainterferonadeve serdadaseossintomasnãoseresolveremrapidamente.11,15,17

Inicialmente,usamospulsosdemetilprednisolona,e con-tinuamoscomCICmensalmente(15gnototal)e1mg/kg/dia

deprednisolona.Onzemesesmaistarde,foiacrescentadaa alfainterferona,porcausadarecorrênciadafebreeda hemop-tise;estafoidadapor11meses.Depois,continuamoscoma azatioprina.

Umacaracterísticanotáveldesterelatodecasoéqueas complicac¸õesnãodesapareceramcompletamente,apesarda terapia imunossupressora (fig. 1 A, B, C,D). Corticosteroi-deseimunossupressores,nãoobstante,podemserbenéficos, particularmente sedadosemumafaseinicialdo desenvol-vimentodascomplicac¸ões,antesqueodanoirreversívelse desenvolva.10,13

Concluindo,ousodatécnicanãoinvasivadaATCé vali-osonodiagnósticoeseguimentodospacientescomDBque apresentam trombos intracardíacos e nos grandes vasos. Sugerimosque,nodiagnósticodiferencialdepacientescom TICefebre,tenha-seemmenteaDB.Éessenciala familiari-dadecomascaracterísticasradiológicaseclínicasdaDBpara garantir umdiagnóstico precoce acurado eum tratamento rápido.

Em2005(A1),aATCrevelouumgrandetrombohipodenso noventrículodireito(seta).Em2008(A2),otrombohavia dimi-nuído de tamanho e estava parcialmente calcificado, e tal reduc¸ãodetamanhocontinuouaté2010(A3).

Em 2005 (B1), eram evidentes as falhas de enchimento intraluminais na artéria pulmonar do lobo intermediário direito(seta).Em2008(B2)e2010(B3),eraevidenteumtrombo nessaregião,massetornouprogressivamentemenor.

Em2005(C1),eramevidentesasfalhasdeenchimentona artéria pulmonardoloboinferioresquerdo.Em2008(C2)e 2010(C3),eraevidenteumtrombonessaregião,massetornou progressivamentemenor.

Em2005(D1, D2),eraevidente atrombose naveia cava superior(setabrancaespessa),easextremidadessuperiores drenavam paraaVCSpormeio daveiaázigos(setabranca fina).Em2008(D3),aATCcoronalreveloutrombosenaveia cavasuperior(setapretaespessa).Asextremidades superio-resdrenavamparaaVCSpormeiodacirculac¸ãocolateraledas veiasintercostais(setaspretasfinas).Em2010(D4),aATCMIP (Projec¸ãodeIntensidadeMáxima)realizadanomesmonível queaATCde2008reveloupoucaalterac¸ãoocorrida.Eramuito aparentequemúltiplasveiasintercostaiscolaterais(setas pre-tasfinas)drenandoaveiaázigostambémserviamparadrenar asextremidadessuperiores.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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i

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Imagem

Figura 1 – Angiotomografia computadorizada (ATC) de cinco anos para controle dos trombos na região intracardíaca, na veia cava superior e em ambas as artérias pulmonares.
Tabela 1 – Evoluc¸ão clínica da doenc¸a de Behc¸et em uma paciente com atraso do diagnóstico e tratamento

Referências

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