Texto

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Indaial – 2019

A nálise de i nvestimentos

Profª. Estelamaris Reif

Prof. Péricles Ewaldo Jader Pereira

1a Edição

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Elaboração:

Profª. Estelamaris Reif Prof. Péricles Ewaldo Jader Pereira

Revisão, Diagramação e Produção:

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri UNIASSELVI – Indaial.

Impresso por:

R361a

Reif, Estelamaris

Análise de investimentos. / Estelamaris Reif; Péricles Ewaldo Jader Pereira. – Indaial: UNIASSELVI, 2019.

204 p.; il.

ISBN 978-85-515-0377-5

1. Investimentos - Análise. - Brasil. I.Pereira, Péricles Ewaldo Jader.

II. Centro Universitário Leonardo Da Vinci.

CDD 658.152

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A presentAção

Olá, acadêmico! Você já deve ter ouvido a famosa expressão: “Não sei se caso ou se compro uma bicicleta”? Essa ilustração serve como exemplo para os vários dilemas pelos quais passamos no dia a dia ao longo de nossas vidas quando pensamos em investimentos.

No âmbito dos negócios empresariais, a situação não é muito diferente. Várias são as dúvidas sobre investimentos, tais como: aquisição de maquinários, abertura de novas unidades, entrar no mercado de franquias, aquisição de inovações tecnológicas, equipamentos modernos, softwares e soluções de TI e por aí vai. Todos esses investimentos são feitos com o objetivo de melhorar o desempenho de uma empresa.

Como se não bastassem todas essas possibilidades de investimentos, existe ainda a opção de investir o dinheiro no mercado financeiro para fazê- lo render.

Porém, com tantas opções, como saber qual é o melhor investimento para sua empresa? O que é preciso para que um investimento crie valor?

Este livro didático busca auxiliar na resposta dessas perguntas utilizando das várias ferramentas da análise de investimentos.

O conhecimento destas ferramentas se faz necessário para contribuir com os gestores que estão à frente das tomadas de decisões, pois evidencia os prós e contras de um determinado projeto ou investimento. Seu estudo é imprescindível, pois auxiliará os gestores nas projeções presentes e futuras.

Nesse sentido, esse material tem a missão de não só auxiliar na análise de investimentos, mas também trazer dicas e mostrar algumas das melhores práticas para garantir que suas ações e metas planejadas sejam alcançadas.

Ótimos estudos.

Profª. Msª Estelamaris Reif

Prof Me. Péricles Ewaldo Jader Pereira

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Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novidades em nosso material.

Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.

O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.

Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.

Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto em questão.

Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa continuar seus estudos com um material de qualidade.

Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE.

Bons estudos!

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UNIDADE 1 – CONCEITOS BÁSICOS SOBRE A ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ... 1

TÓPICO 1 – FUNDAMENTOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ... 3

1 INTRODUÇÃO ... 3

2 INVESTIMENTO: TOMADA DE DECISÃO ... 5

3 O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO ... 10

3.1 INFLAÇÃO ... 12

3.1.1 História da inflação brasileira ... 15

4 INDICADORES ECONÔMICOS ... 17

5 FONTES DE FINANCIAMENTO ... 20

5.1 FONTES PARA FASE INICIAL ... 21

5.2 FONTES DE CAPITAL PRÓPRIO ... 21

5.3 FONTES COM PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA ... 22

5.4 FONTES COM CAPITAL ONEROSO ... 25

5.5 CUSTO DE CAPITAL ... 25

5.6 PRINCIPAIS: AGENTES E CONFLITOS... 28

RESUMO DO TÓPICO 1... 30

AUTOATIVIDADE ... 31

TÓPICO 2 – TAXAS E JUROS ... 35

1 INTRODUÇÃO ... 35

2 CONCEITOS: CAPITAL, JUROS E TAXA DE JUROS ... 35

2.1 JUROS SIMPLES ... 39

2.2 JUROS COMPOSTOS ... 41

2.2.1 Juros Simples x Juros Compostos ... 44

2.3 TAXA EFETIVA ... 45

2.4 TAXA NOMINAL ... 46

2.4.1 Taxa efetiva x taxa nominal ... 47

2.5 CET – CUSTO EFETIVO TOTAL ... 50

3 EQUIVALÊNCIA ENTRE TAXAS DE JUROS ... 53

RESUMO DO TÓPICO 2... 57

AUTOATIVIDADE ... 58

TÓPICO 3 – ENTRADA E SAÍDA DE RECURSOS ... 61

1 INTRODUÇÃO ... 61

2 FLUXO FINANCEIRO ... 62

2.1 FLUXO DE CAIXA ... 63

3 LIQUIDEZ X RENTABILIDADE ... 65

4 VALORAÇÃO DE ATIVOS (VALUATION) ... 70

5 EFEITOS TRIBUTÁRIOS ... 72

LEITURA COMPLEMENTAR ... 74

RESUMO DO TÓPICO 3... 77

AUTOATIVIDADE ... 78

s umário

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TÓPICO 1 – PROJETOS DE INVESTIMENTO ... 83

1 INTRODUÇÃO ... 83

2 INDICADORES FINANCEIROS DE INVESTIMENTO ... 83

2.1 TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE (TMA) ... 84

2.2 VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)... 85

2.3 VALOR PRESENTE LÍQUIDO ANUALIZADO (VPLa) ... 88

2.4 ÍNDICE DE BENEFÍCIO / CUSTO (IBC) ... 90

2.5 RETORNO ADICIONAL SOBRE O INVESTIMENTO (ROIA) ... 91

2.6 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) ... 92

2.7 PERÍODO DE RECUPERAÇÃO DO INVESTIMENTO (Payback) ... 94

3 MONETIZAÇÃO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO ... 97

3.1 O EFEITO SUNK COSTS EM UM PROJETO DE INVESTIMENTO ... 98

3.2 VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS DE INVESTIMENTO ... 98

RESUMO DO TÓPICO 1...100

AUTOATIVIDADE ...101

TÓPICO 2 – CUSTOS DE TRANSAÇÃO 1 INTRODUÇÃO ...103

2 CONCEITO DE CUSTOS DE TRANSAÇÃO ...103

3 CUSTO DE CAPITAL ...106

3.1 CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO ...107

3.2 CUSTO DE CAPITAL DE TERCEIROS ...111

LEITURA COMPLEMENTAR ...112

RESUMO DO TÓPICO 2...115

AUTOATIVIDADE ...116

TÓPICO 3 – PRINCÍPIOS QUALITATIVOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTO ...119

1 INTRODUÇÃO ...119

2 FLUXO DE CAIXA LIVRE ...120

2.1 FLUXO DE CAIXA LIVRE DO PROJETO FLUXO DE CAIXA LIVRE DO ACIONISTA (SÓCIOS) ...123

2.2 CAPM. FLUXO DE CAIXA LIVRE DO PROJETO ...124

2.3 FLUXO DE CAIXA LIVRE DO ACIONISTA (SÓCIO): ...124

3 FLUXO DE CAIXA INCREMENTAL ...125

4 FLUXO DE CAIXA DESCONTADO ...127

5 PLANEJAMENTO ...129

5.1 PLANEJAMENTO DE CURTO PRAZO (OPERACIONAL) ...130

5.2 PLANEJAMENTO DE MÉDIO PRAZO (TÁTICO) ...131

5.3 PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO (ESTRATÉGICO) ...132

RESUMO DO TÓPICO 3...133

AUTOATIVIDADE ...134

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INVESTIMENTOS ...137

TÓPICO 1 – TÉCNICAS PARA ANÁLISES DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS ...139

1 INTRODUÇÃO ...139

2 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE ...139

2.1 DIAGRAMA DE TORNADO ...143

3 ANÁLISE DE CENÁRIOS ...144

4 ÁRVORE DE DECISÃO ...151

5 ANÁLISE DE RISCO X RETORNO ...155

5.1 RISCO SISTEMÁTICO X RISCO NÃO SISTEMÁTICO ...158

RESUMO DO TÓPICO 1...160

AUTOATIVIDADE ...161

TÓPICO 2 – AVALIAÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS ...165

1 INTRODUÇÃO ...165

2 FLEXIBILIDADE GERENCIAL...165

2.1 TEORIA DE OPÇÕES ...167

2.1.1 Opções reais x opções financeiras ...168

3 VISÃO DO PROJETO ...175

4 INVESTIMENTOS NA PRODUÇÃO ...180

RESUMO DO TÓPICO 2...183

AUTOATIVIDADE ...185

TÓPICO 3 – PRINCÍPIOS DA APLICAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO ...187

1 INTRODUÇÃO ...187

2 CICLOS OPERACIONAL, ECONÔMICO E FINANCEIRO ...187

3 PONTO DE EQUILÍBRIO ...190

4 PLANEJAMENTO DE CURTO E LONGO PRAZO ...193

4.1 PLANEJAMENTO DE CURTO PRAZO ...194

4.2 PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO ...195

LEITURA COMPLEMENTAR ...196

RESUMO DO TÓPICO 3...198

AUTOATIVIDADE ...199

REFERÊNCIAS ...201

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UNIDADE 1

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE A ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

PLANO DE ESTUDOS

A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• conhecer e analisar decisões de investimentos;

• entender o impacto da inflação no mercado;

• aprender sobre os indicadores financeiros;

• conhecer as diversas fontes de financiamentos;

• compreender a diferença entre as taxas de juros mais utilizadas;

• analisar o fluxo financeiro empresarial;

• comparar informações empresariais como: Liquidez x Lucratividade e Ci- clo Operacional x Ciclo Financeiro.

Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – FUNDAMENTOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS TÓPICO 2 – TAXAS E JUROS

TÓPICO 3 – ENTRADA E SAÍDA DE RECURSOS

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TÓPICO 1

UNIDADE 1

FUNDAMENTOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

1 INTRODUÇÃO

O mercado financeiro brasileiro apresentou uma enorme evolução nas últimas décadas, principalmente no que se refere aos instrumentos disponíveis para investimento.

Afinal, o que vem a ser investimento? Títulos de Renda-Fixa, Taxa DI, Taxa SELIC, Ações, Fundos de Investimento Multimercados, Clubes de Investimento e Ações? Ou ainda, Investimento em Máquinas, Equipamento, Produção, Abertura de uma nova unidade? Se você respondeu a alguma das opções acima, está correto! O investimento é tudo isso e muito mais. É todo capital desprendido no desejo de se obter lucro.

Nesse sentido, a análise de investimentos torna-se necessária visando contribuir com os gestores que estão à frente das tomadas de decisões, pois buscam evidenciar os prós e contras de um determinado projeto ou investimento.

Seu estudo é imprescindível, pois auxiliará os gestores nas projeções presentes e futuras, contribuindo nas tomadas de decisões.

Aproveite ao máximo esta unidade e lembre-se da pirâmide de Glasser (1925).

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FIGURA 1 – PIRÂMIDE DE APRENDIZAGEM DE GLASSER (1925)

Ler Escutar

Ver

Ver e ouvir

Conversar,perguntar,repetir, relatar,numerar, reproduzir, recordar, debater, nomear

Explicar,resumir,estruturar,definir, generalizar,elaborar,ilustrar Escrever,interpretar,traduzir, expressar,revisar,identificar,comunicar,

ampliar,utilizar,demonstrar,praticar, diferenciar,catalogar.

COMO APRENDEMOS Pirâmide de aprendizagem de William Glasser

FONTE: <https://media.licdn.com/dms/image/C4E22AQHKdYdT-B9A3g/feedshare-shrink_1280/

0?e=1562198400&v=beta&t=hN7-bEvHsEWYR9PTeeuQHfOzXM-otITf3juyzgFJTSg>. Acesso em:

5 jun 2019.

William Glasser foi um psiquiatra americano que teve suas teorias aplicadas na educação. Segundo a pirâmide, nós aprendemos e assimilamos 10%

quando lemos, 20% quando ouvimos, cerca de 30% quando observamos e 50%

quando vemos e ouvimos o conteúdo. Porém, a efetividade aumenta cerca de 70% quando nós debatemos o conteúdo.

Por isso, temos à disposição vários materiais para lhe auxiliar nesta caminhada, além da nossa central de atendimento.

Lembre-se: Não basta saber, é preciso saber fazer.

Mãos à obra e Bons Estudos!

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2 INVESTIMENTO: TOMADA DE DECISÃO

Em um mundo globalizado, com mercados mais dinâmicos e interligados, em que o capital já não tem mais fronteiras, as inovações tecnológicas são cada vez mais frequentes e a concorrência cada vez maior, não há espaço para investimentos malsucedidos, pois estes podem comprometer a saúde financeira, a imagem e a credibilidade das empresas, bem como a continuidade dos seus negócios (CAMLOFFSKI, 2014).

Souza e Clemente (2009, p. 1) descrevem que “empresas são organizações que envolvem recursos humanos, materiais e financeiros, e que podem ser analisadas segundo diferentes pontos de vista”.

Para os autores, entre os mais variados exemplos, podemos considerar uma empresa como uma entidade de natureza política, privilegiando a análise da luta pelo poder e das formas como este é exercido.

Ou ainda, alternativamente, encarar a empresa como unidade sociocultural, ressaltando-se o contexto em que as pessoas interagem e a forma como isso influencia a sobrevivência e o crescimento da empresa.

Se analisarmos desse ponto de vista, os valores, os símbolos, os códigos, os costumes e a tradição que caracterizam a empresa e lhe emprestam certa personalidade ganham destaque.

O que é preciso deixar claro aqui, é que a análise do processo decisório de uma empresa deve levar em conta essas e demais considerações pertinentes sobre o ambiente que as cercam.

Quando falamos em tomada de decisão na análise de investimentos, um passo importante é identificar qual a maneira mais eficiente de se investir, minimizando os riscos da operação. Afinal, uma decisão errada pode trazer um grande prejuízo financeiro.

Mas por onde começar?

Primeiramente deve-se realizar a análise da viabilidade econômica da empresa, na qual os seguintes fatores devem ser analisados:

• Conhecer os números reais da empresa e os valores a serem investidos.

Aqui o gestor deve ter uma clara compreensão dos principais demonstrativos contábeis e financeiros utilizados pela empresa. Porém, torna- se necessário saber interpretá-los. Atualmente os principais demonstrativos contábeis são o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício.

Vejamos um pouco sobre cada um deles.

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O Balanço Patrimonial é uma demonstração simples e fácil de ser entendida. É muito utilizada por usuários externos à empresa: bancos, governo, fornecedores, clientes, sindicatos ou qualquer outro usuário que tenha de alguma forma interesse pela situação patrimonial da empresa (IUDÍCIBUS;

MARION, 2018).

Vejamos no quadro a seguir as informações que pertencem ao Balanço Patrimonial (BP).

QUADRO 1 – BALANÇO PATRIMONIAL E SUAS CONTAS

ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Circulante*

São contas que estão constantemente em giro – em movimento – sendo que a sua conversão em dinheiro ocorrerá, no máximo, até o próximo exercício social.

Não circulante

Compreendem todas as contas que não serão realizadas no próximo exercício social.

– Realizável a longo prazo

Incluem-se nessa conta bens e direitos que se transformarão em dinheiro após o exercício seguinte.

– Investimentos

São as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.

– Imobilizado

São os direitos que tenham por objeto bens corpóreos (palpáveis) destinados à manutenção da atividade fundamental da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à empresa os benefícios, riscos e controle desses bens.

– Intangível

São direitos que tenham por objetos bens incorpóreos, isto é, que não podem tocar, destinados à manutenção da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.

Circulante*

São obrigações exigíveis que serão liquidadas no próximo exercício social:

nos próximos 365 dias após o levantamento do balanço.

Não circulante

Compreendem todas as obrigações exigíveis que não serão liquidadas no próximo exercício social.

– Exigível a longo prazo

São obrigações exigíveis que serão liquidadas com prazo superior a um ano – dívidas a longo prazo.

Patrimônio líquido

São recursos dos proprietários aplicados na empresa. Os recursos significam o capital mais o seu rendimento – lucros e reservas. Se houver prejuízo, o total dos investimentos dos proprietários será reduzido.

* Na entidade em que o ciclo operacional tiver duração maior do que o período de 12 meses, a classificação como circulante ou não circulante terá por base o prazo do ciclo.

FONTE: Iudícibus e Marion (2018, p. 16)

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Agora é a hora de conhecermos a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), que é uma das principais demonstrações contábeis utilizadas na tomada de decisões por parte dos gestores das empresas independentemente de seu tamanho. Tem como foco principal compilar as informações do passado e dar uma visão abrangente sobre como a empresa vem se desenvolvendo. Suas informações são de grande relevância para o planejamento estratégico que vai definir que caminho a empresa vai seguir. A DRE é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses) e é apresentada de forma dedutiva (vertical).

QUADRO 2 – ESTRUTURA DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTO DO EXERCÍCIO

FONTE: Iudícibus e Marion (2018, p. 17)

QUADRO 3 – INFORMAÇÕES QUE PERTENCEM A DRE

CONTA INFORMAÇÕES

Receita Operacional Bruta (=)Total Geral das Vendas –) Deduções

Neste grupo incluem-se todos os valores que não representam sacrifícios financeiros (esforços) para a empresa, mas que são meros ajustes para se chegar a um valor mais indicativo que é Receita Líquida, como, por exemplo, Impostos cobrados do consumidor no momento da venda, as devoluções e cancelamentos de vendas.

Receita Operacional Líquida –) Custos do período

CPV – Custo dos produtos vendidos são somente os gastos da fábrica (gastos de produção), incluindo matéria-prima, mão de obra, depreciação de bens da fábrica, aluguel da fábrica, energia elétrica da fábrica etc.

CMV – Custo das mercadorias vendidas.

CSP – Custo dos serviços prestados (mão de obra, despesas necessárias para fazer os serviços).

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Lucro Bruto –) Despesas

São os gastos de escritório, gastos para administrar (despesas administrativas) a empresa como um todo: desde o esforço para colocar os produtos ao cliente (despesas de vendas: propaganda, comissão), até a remuneração ao capital de terceiros (despesa financeira: juros).

Lucro Operacional –) Perdas

Geralmente, são gastos imprevisíveis, anormais, extraordinários, que não contribuem para a obtenção de receita (vendas), por exemplo, perdas em recebimentos de crédito, quebra e obsolescência de estoque, sinistros com roubos, incêndios etc.

(–) Partic. Terceiros

Há pessoas que, voluntária ou involuntariamente, terão uma “fatia do lucro”: Governo (por meio do Imposto de Renda); administradores, empregados (gratificação) etc.

Lucro Líquido à Disposição da Empresa (ou Prejuízos) (–) Participação dos sócios/

acionistas

Sócios/Acionistas – distribuição do lucro para os sócios e dividendos no caso de acionista.

FONTE: Adaptado de Iudícibus e Marion (2018, p. 17)

• Entender a fundo o mercado de atuação da companhia.

É somente a partir do conhecimento e envolvimento gerado a respeito do mercado e do público-alvo da companhia que se pode ter êxito no negócio. Isso demanda que a companhia conheça mais sobre o mercado em que está inserido, e sobre seus consumidores (anseios e dores do seu público em questão).

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FIGURA 2 – ENTENDENDO O MERCADO

COMO FAZER?

Para fazer uma pesquisa de mercado, é necessário que você analise alguns pontos, como a análise macro-ambiental, necessidades do mercado, análise da concorrência e questão regulamentação.

Esse são os principais itens!

POR QUE FAZER?

É através dessa análise que você saberá quem é seu público-alvo, quem são seus principais concorrentes, além de estudá-los a fundo. Assim, você consegue identificar as dificuldade, vantagens, desafios e oportunidades em seu nicho de atuação.

O QUE É?

O estudo de mercado diz respeito à pesquisa realizada por empreendedores que estão criando sua empresa ou se situando melhor em seu mercado de atuação. Seu objetivo é analisar o segmento de uma empresa e aplicar estratégias com maior precisão.

PESQUISA DE MERCADO

Entenda o Conceito e saiba porque é importante para sua empresa de Turismo

FONTE: <http://envisiontecnologia.com.br/pesquisa-de-mercado/>. Acesso em: 16 fev. 2019.

Montar o fluxo de caixa, com projeções de ganhos e eventuais perdas.

Em um cenário de crise e concorrência acirrada, a empresa que mantiver melhor organização financeira sairá na frente. Não é possível uma administração eficaz sem um fluxo de caixa de alto nível. A distância entre o fracasso e o sucesso é determinada pelos detalhes.

Entende-se como fluxo de caixa projetado aquele que é a feito com base na estimativa de entradas e saídas, diferente do fluxo de caixa tradicional, que é elaborado utilizando-se as entradas e saídas de dinheiro que já aconteceram na empresa.

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IMPORTANTE

O fluxo de caixa é uma projeção e não uma adivinhação. Por isso, ele deve estar baseado em dados reais. Para isso, solicite à contabilidade uma descrição dos pagamentos e recebimentos organizados por períodos.

Definir a taxa mínima de atratividade

A taxa mínima de atratividade (TMA) é o retorno mínimo que o investidor espera ter em relação a um determinado investimento. Definir esta taxa torna-se complexa pelo fato de não existir uma regra específica para isso.

IMPORTANTE

A Taxa Mínima de Atratividade (TMA) é um conceito utilizado nas Ciências Econômicas. Representa basicamente a taxa mínima que um investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento. Sua formação é feita utilizando-se o custo de oportunidade, o risco do negócio e a liquidez do negócio.

Avaliar os riscos de sucesso ou fracasso do investimento

Esse fator deve levar em consideração o planejamento, para que se possa visualizar o futuro e prever as adversidades que serão enfrentadas durante a execução das atividades. Não temos certeza do que acontecerá no futuro, porém, com o planejamento é possível identificar e mensurar alguns riscos, bem como minimizar as incertezas.

3 O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Bruni (2013) escreve que o dinheiro representa um denominador comum nas análises e decisões tomadas com o auxílio da matemática financeira. Com o intuito de facilitar o processo de tomada de decisões, todos os aspectos inerentes à decisão são convertidos e apresentados sob a forma de dinheiro.

Exemplo: se uma empresa pensa em construir uma nova fábrica, todos os aspectos relativos a essa decisão devem ser apresentados sob a forma de dinheiro:

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as obras a serem feitas, as máquinas e equipamentos a serem comprados, os estoques de matérias-primas e produtos acabados e o treinamento dos novos funcionários. Da mesma forma, todos os benefícios e gastos decorrentes da decisão de investimento precisariam ser convertidos em dinheiro. As receitas e os gastos incrementais associados à nova fábrica precisariam ser apresentados sob a forma de dinheiro, bem como os lucros e fluxos de caixa decorrentes da decisão.

Porém, o autor complementa que só faz sentido analisar o dinheiro se esta análise for feita com base no estudo da evolução do dinheiro no tempo, variável fundamental quando se fala em dinheiro.

Mas o valor do dinheiro no tempo não é um conceito novo, pois Benjamim Franklin já teve um entendimento de como ele funcionava quando deixou de presente para as cidades de Boston e Filadélfia nos EUA, o valor de $1.000 para cada uma. Junto ao presente, deixou instruções para que as cidades emprestassem o dinheiro, com a taxa de juros em vigor no país para os aprendizes merecedores.

Então, depois que o dinheiro tivesse sido investido deste modo durante 100 anos, eles deveriam usar uma porção do investimento para construir algo de benefício para a cidade e guardar alguma parte para o futuro. Nos 213 anos em que isto foi feito, o presente de Benjamim Franklin para Boston resultou na construção do Franklin Union e ajudou incontáveis estudantes de medicina com empréstimos.

Na cidade de Filadélfia, igualmente, colheu recompensas significantes. Tenha em mente que tudo isto veio de um presente combinado de $2.000 e um pouco de ajuda séria do valor do dinheiro no tempo.

O estudo da evolução no tempo do capital emprega raciocínios, métodos e conceitos matemáticos, por isso, este estudo é conhecido também como MATEMÁTICA FINANCEIRA. Vejamos agora um exemplo prático desse conceito por meio da matemática.

Vamos supor que o preço da gasolina em 02/2019 seja R$ 3,50 por litro.

Logo, com R$ 140,00 podemos abastecer nosso carro com 40 litros da gasolina Fórmula = 140,00/3,50 = 40 litros.

Agora, se daqui há 1 ano o preço da gasolina estiver R$ 4,00 por litro, teremos duas opções:

1ª - Ou abastecemos menos combustível, com o mesmo valor de 02/2019 (140,00/4,00 = 35 litros), ou

2ª - Pagamos mais pela mesma quantidade de litros (40 litros x R$ 4,00 = 160,00) O que podemos concluir? A expectativa de aumento do combustível ocasionou uma perda no nosso poder de compra. Isso é a inflação, neste caso específico temos um aumento no preço equivalente a 14,29%, ou seja, de R$ 3,50 para R$

4,00.

FONTE: <https://calculadorajuroscompostos.com.br/o-valor-do-dinheiro-no-tempo/>. Acesso em: 18 fev. 2019.

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A maneira mais simples de entender finanças envolvendo considerações não apenas de dinheiro e tempo, mas sim de dinheiro no tempo, ou, simplesmente, o conceito de rentabilidade ou retorno, pode ser representado pelo quadro a seguir (BRUNI, 2013):

QUADRO 4 – DINHEIRO NO TEMPO E RETORNO Dinheiro

Tempo = Retorno

FONTE: Bruni (2013, p. 25)

Quando um investidor compra ações, os resultados financeiros da sua decisão devem ser apresentados sob a forma da evolução do seu dinheiro no tempo.

DICAS

Você certamente já ouviu a expressão “TEMPO É DINHEIRO”.

Sabia que Benjamin Franklin é o protagonista desta frase? Ele a escreveu em um curto artigo chamado Advice to a Young Tradesman (Conselhos para um Jovem Negociante) em 1748.

Saiba mais em: <https://founders.archives.gov/documents/Franklin/01-03-02-0130>.

3.1 INFLAÇÃO

Inflação é um dos conceitos econômicos mais comentados pelos brasileiros.

E o motivo é notório, pois a alta dos preços tem influência direta no bolso do consumidor e nos custos das empresas.

Acompanhar as mudanças na taxa de inflação é essencial para qualquer investidor. Seu conceito é muito mais abrangente do que pode parecer à primeira vista, e compreendendo-a, você certamente terá chances de obter melhores rendimentos nos investimentos.

Os índices que medem a variação dos preços, como o IGP-M, o IPCA e o INPC (sobre os quais vamos falar no próximo item), traçam uma análise do cenário econômico e refletem as medidas aplicadas pelo governo para controlar as finanças do país.

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Mas o que é inflação? É o aumento generalizado nos preços de bens e serviços. A inflação é medida por meio de uma taxa que se refere a uma média do crescimento de valores de um conjunto de bens e serviços em um determinado período.

Exemplos: nas frutas mais caras no supermercado e na mensalidade mais alta na academia. Ou seja, na prática, se a inflação aumentar e o seu salário não, você vai perder o que chamamos de poder de compra.

FIGURA 3 – IMPACTO DA INFLAÇÃO NO PODER DE COMPRA

FONTE: <https://cdn.mises.org.br/images/articles/e3fd81325c3e4999aa5d64061e499e51.jpg>.

Acesso em: 22 fev. 2019.

Tendo o mesmo dinheiro você comprará menos, pois os itens vão estar mais caros, pois seu dinheiro está desvalorizado. Esse é um dos motivos pelos quais ninguém gosta da inflação.

Para compreendermos melhor, vamos entender primeiro a história da inflação no Brasil. Especialmente antes do Plano Real, o Brasil vivenciou um período de hiperinflação, entre as décadas de 1980 e 1990. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) demonstram que, durante esse período, a inflação média no país foi de 233,5% ao ano.

Os principais motivos que levaram a inflação a sair do controle foram internos e externos:

• Elevação dos gastos públicos durante o governo militar.

• Endividamento externo (ainda mais agravado por conta de uma crise mundial derivada do aumento dos preços do petróleo).

• Retração na taxa de expansão da economia.

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Nesse período, a vida da população brasileira foi fortemente impactada, pois a hiperinflação chegou a superar os 80% ao mês. Nem mesmo os supermercados davam conta de atualizar os preços – tinham de colar uma etiqueta por cima da outra.

FIGURA 4 – INFLAÇÃO. A MÁQUINA DE ETIQUETAR EM AÇÃO: PREÇOS REMARCADOS DIARIAMENTE E PRATELEIRAS VAZIAS

FONTE: <https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/dragao-da-inflacao-assombrou-os- brasileiros-ao-longo-de-quatro-decadas-8999171>. Acesso em: 22 fev. 2019.

As prateleiras rapidamente esvaziavam-se, pois o consumidor comprava tudo em grandes quantidades, com medo da alta nos custos dos produtos que apareceria no mês seguinte.

Hoje em dia, dificilmente contemplamos esse cenário, porém, isso é um demonstrativo do quanto à inflação é capaz de impactar em um país, denotando a importância dos governantes estarem sempre atentos a ela na hora de estabelecer suas medidas econômicas.

DICAS

Quer saber mais sobre Inflação e seus impactos? Assista ao vídeo proposto que explica de maneira fácil e lúdica esse conceito. Acesse o link: <https://www.youtube.com/

watch?v=ZZEFReskU0Y>. Acesso em: 23 maio 2019.

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3.1.1 História da inflação brasileira

Para entendermos melhor o histórico da inflação brasileira, temos que analisar dois cenários: antes e após a implementação do Plano Real, em 1994.

FIGURA 5 – HISTÓRIA DO DINHEIRO BRASILEIRO

FONTE: <https://escolinhadahora.blogspot.com/2011/02/pequena-historia-do-dinheiro- brasileiro.html>. Acesso em: 22 fev. 2019.

No ano de 1980, a inflação já apresentava sinais preocupantes de descontrole, a variação anual do IPCA apontou registros de aumento de 99,7%.

Nos anos seguintes, entre quedas e elevações estrondosas, a variação anual do IPCA chegou a 1972,9% em 1989 e atingiu seu ápice de 2.477,15% em 1993, logo antes do Plano Real.

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FIGURA 6 – HISTÓRICO DA INFLAÇÃO DESDE O PLANO REAL

FONTE: <https://f.i.uol.com.br/folha/mercado/images/1801043.png>. Acesso em: 6 abr. 2019.

Observando a figura anterior, é possível se ter uma ideia de como a nova moeda (que substituiu o Cruzeiro Real) ajudou no controle inflacionário.

A inflação influencia diretamente na análise de investimento, podendo conduzir a erros. Por isso, torna-se essencial o conhecimento e o acompanhamento de indicadores econômicos financeiros para uma análise mais precisa.

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FIGURA 7 – VARIAÇÃO ANUAL DO IPCA (DEPOIS DO PLANO REAL)

FONTE: <https://f.i.uol.com.br/folha/mercado/images/1801046.png>. Acesso em: 6 abr. 2019.

Observe na figura anterior, que a inflação encerrou no ano de 2017 em 2,95%, ou seja, abaixo da meta estabelecida pelo governo que é de 4,5%.

4 INDICADORES ECONÔMICOS

A ADVFN – Advanced Financial Network (2019) relacionou os principais indicadores econômicos do Brasil utilizados para o cálculo de taxa de juros, inflação, aluguéis e demais valores contratuais.

Os dados são obtidos diretamente das fontes dos dados: Banco Central do Brasil (BCB), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os indicadores econômicos permitem a análise do desempenho econômico e as previsões de desempenho futuro. O primeiro indicador econômico que abordaremos é o INPC.

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INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é um dos principais indicadores brasileiros da variação mensal dos preços. O INPC mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre 1 e 5 salários mínimos mensais, o que representa aproximadamente 50% das famílias brasileiras.

O INPC é calculado de 1979 pelo IBGE e é muito utilizado pelo Governo como parâmetro para o reajuste de salários em negociações trabalhistas.

Taxa Selic

A Taxa SELIC é a taxa básica de juros da economia brasileira. Esta taxa básica é utilizada como referência para o cálculo das demais taxas de juros cobradas pelo mercado e para definição da política monetária praticada pelo Governo Federal do Brasil.

Criado em 1979 o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) é um sistema informatizado destinado ao registro, custódia e liquidação de títulos públicos federais.

Somente as instituições credenciadas no mercado financeiro têm acesso ao SELIC. Este sistema opera basicamente com títulos emitidos pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional, tais como: Letra do Tesouro Nacional e Nota do Tesouro Nacional.

Comumente a Taxa Selic é utilizada em operações de curto prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por pequenos prazos (geralmente um dia), oferecem títulos públicos como garantia, objetivando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros).

Quem estabelece a meta para a taxa SELIC é o Comitê de Política Monetária (COPOM).

DICAS

O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão decisório da política monetária do Banco Central do Brasil (BC) e o responsável por estabelecer a meta para a Taxa Selic. O Copom foi constituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer um ritual adequado ao processo decisório de política monetária e aprimorar sua transparência.

FONTE: <https://br.advfn.com/indicadores>. Acesso em: 23 maio 2019.

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IGPM – Índice Geral de Preços – Mercado

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice registra a inflação de produtos agropecuários e industriais vendidos no atacado, de bens e serviços vendidos ao consumidor no varejo e dos custos relacionados à construção civil. O IGP-M é utilizado como referência para o reajuste dos aumentos da energia elétrica e dos contratos de aluguéis.

Este índice tem como objetivo monitorar a variação dos custos para verificar a movimentação dos preços. Isso quer dizer que: quanto maior o valor desses itens em relação ao mês anterior, maior será o indicador. A mesma coisa se dá para o contrário, ou seja, tendo diminuição do valor desses itens de um mês para o outro, menor será o índice.

Na linguagem dos investidores, o aumento no IGP-M significa que seu dinheiro valerá um pouco menos, visto que a maioria dos rendimentos não são corrigidos de acordo com a inflação.

IMPORTANTE

Você costuma acompanhar mensalmente a evolução do IGPM? Se ainda não acompanha, deveria começar a fazê-lo, pois esse indicador afeta diretamente a vida de todo cidadão brasileiro.

IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Criado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPCA) também é conhecido como IPCA, e é o indicador oficial do Governo Federal para avaliação das metas inflacionárias.

Inicialmente o índice IPCA foi constituído com a finalidade de corrigir as demonstrações financeiras das companhias de capital aberto.

Atualmente, o IPCA mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e que tenham seu rendimento mensal entre 1 e 40 salários mínimos mensais.

Os preços utilizados nesse índice são os praticados ao consumidor, para pagamento à vista. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos.

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INCC – Índice Nacional da Construção Civil

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é o principal indicador de custo da construção civil no Brasil. Criado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice tem a função de medir a evolução dos custos de construções habitacionais nas sete principais capitais de estados do país.

Consolidou-se como o primeiro índice oficial de custo da construção civil do Brasil e teve sua primeira divulgação realizada em 1950 (porém, sua série histórica retroage a janeiro de 1944). Inicialmente, o indicador cobria apenas a cidade do Rio de Janeiro e sua sigla era ICC (Índice de Custo da Construção). Em fevereiro de 1985, a sigla ICC foi substituída pela sigla INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

Como nas décadas seguintes, a atividade econômica da construção civil se descentralizou-se, o indicador passou a acompanhar os custos de construções em outras localidades.

O INCC é uma estatística contínua, de periodicidade mensal, calculado entre o primeiro e o último dia de cada mês, e é divulgado em três diferentes versões: INCC-DI, INCC-10 e INCC-M.

Além dos indicadores mencionados acima, outros também poderão ser utilizados como: Salário Mínimo, Balança Comercial, PIB (Produto Interno Bruto) etc.

5 FONTES DE FINANCIAMENTO

Pode-se caracterizar as fontes de financiamento como sendo um conjunto de capitais internos e externos à organização utilizados para financiamento das aplicações e investimentos realizados.

Quando há necessidade de uma fonte de financiamento, a primeira grande escolha a ser feita é analisar se o financiamento deverá ser externo ou interno.

Além disso, outras questões também devem ser analisadas, como: a perda ou ganho de autonomia financeira, a facilidade ou possibilidade de acesso às fontes de financiamento, exigibilidade/prazo para a sua restituição, garantias exigidas e o custo financeiro (juros) desse financiamento.

De acordo com o site ValoreBrasil (2017). as principais fontes de investimentos de capital podem ser divididas em quatro grupos:

• Fontes para a fase inicial de um negócio (IDEIA), normalmente startups.

• Fontes de capital próprio (bootstrapping) ou subsidiado (por terceiros ou pela operação da empresa).

• Fontes com participação societária, normalmente os fundos.

• Fontes com capital oneroso, normalmente os empréstimos e financiamentos.

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Vejamos cada uma dessas fontes de forma detalhada.

5.1 FONTES PARA FASE INICIAL

Seed Capital – Também conhecido como capital semente, é a primeira rodada de capital para um negócio de startup. A base do nome vem da ideia no estágio inicial que planta uma semente para permitir que a pequena empresa cresça. O empresário deve estar comprometido e entusiasmado na busca de dinheiro semente, uma vez que ele tem pouco mais para atrair investidores.

Os únicos investidores com probabilidade de investir no novo negócio são aqueles que respeitam o julgamento e as habilidades do empreendedor. Essas pessoas são as que conhecem melhor o empreendedor. Isso se deve ao fato de ser quase impossível prever o sucesso do projeto em questão e os investidores sementes esperam participar do sucesso do empreendedor e realizar um retorno saudável, pois seu investimento se valoriza ao longo do tempo.

Aceleradoras – são empresas que têm como objetivo principal apoiar, criar atalhos e investir no rápido desenvolvimento e crescimento de empresas nascentes. Elas recrutam e selecionam empresas em fase inicial e orientadas para o crescimento, e além de recurso financeiro, oferecem também educação e mentoria.

O processo de aceleração é intenso, rápido e imersivo, pois visa acelerar o ciclo de vida das novas empresas, reduzindo anos de aprendizado para poucos meses. Como exemplo de aceleradoras temos: Dropbox e Airbnb.

5.2 FONTES DE CAPITAL PRÓPRIO

Capital próprio (boot strap) significa “recursos próprios do empreendedor”. Compreende-se em um conjunto de ações e estratégicas para iniciar um negócio sem utilizar capital oneroso. Sua expressão vem do inglês

“apertar a fivela das botas”. Sem ajuda financeira externa.

Ex.: finanças pessoais, subsídios ou das receitas operacionais da própria empresa.

FFF ou 3 F’s (Family, Friends and Fools) – Os três “F” são amigos, familiares e tolos. Um jeito popular de mostrar a importância das redes informais para se conseguir capital.

Esse público normalmente oferece ajuda financeira a custos baixos, confiável e relativamente rápida de ser adquirida. Destaca-se a importância de tomar cuidado apenas, para que as relações de negócio não prejudiquem as relações pessoais.

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Capital subsidiado (subvenção) – são fontes de recursos que disponibilizam capital ao empreendedor e que não têm o compromisso de devolver no futuro, oferecendo algo em troca para a sociedade. O empreendedor tem o compromisso de realizar o projeto e atingir os objetivos previamente acordados.

Exemplo de principais fontes com subsídio: fundações de grandes causas específicas, Governos, Fundos soberanos. Agências federais ou estaduais e ONGs.

Parcerias estratégicas – são ações comerciais com empresas que se relacionem com seu negócio. Primeiro identifica-se a complementariedade (quem mais pode se beneficiar com seu produto?) e depois faz uma proposta com diferencial para as duas empresas.

Exemplos de parcerias: Tudo Azul e Master Card – Gol e Mãe Terra.

5.3 FONTES COM PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA

São processos de negociações entre organizações ou pessoas físicas (cotistas) que objetivam a transferência de cotas sociais de uma empresa para outra empresa ou pessoa física. Divide-se em dois grandes grupos:

Investidor financeiro: quando o comprador tem interesse focado em maximizar o retorno por meio da retirada de dividendos e ganho de capital na venda do ativo em curto e médio prazos.

Investidor estratégico: quando o comprador opera no mesmo segmento da vendedora e tem interesse operacional na empresa com intuito de manter o investimento no longo prazo.

Os principais tipos de investidores dessa modalidade são:

Investidor Anjo (Angel Money) – é uma modalidade de fonte de financiamento regida pela Lei Complementar nº 155/16 e investe em pequenas startups ou empresários.

Os investidores anjos fornecem condições mais favoráveis em comparação a outros credores, tanto para o empreendedor como para o próprio investidor.

Esses investidores estão focados em ajudar nos primeiros passos, e não somente nos possíveis lucros que podem obter do negócio em curto prazo.

São indivíduos que injetam capital em troca de participação societária ou dívida conversível em participação. Alguns investidores anjos também podem investir através de plataformas de crowdfunding on-line ou criam suas próprias redes de investidores para um grupo de capital.

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Exemplos de investidores anjos e empresas que já foram investidas: Anjos do Brasil e Angels Club.

Crowdfunding Equity – é uma modalidade considerada ainda nova no Brasil. É conhecida como financiamento coletivo, pois sua captação é feita por meio de micro investidores (normalmente via internet) e esses investidores recebem participação da sociedade.

As plataformas dessa modalidade de investimento, normalmente, liberam o recurso após atingir um valor predefinido (diminuindo o risco do micro investidor). Esse financiamento coletivo, também pode praticar outras modalidades de investimento como: ONGs, filantropia, cultura, caridade, pequenos negócios, ativismo, artes, games, entre outros.

Corporate Venture – é a expressão utilizada para caracterizar o investimento de empresas (geralmente de grande porte) em negócios nascentes.

Nessa modalidade de investimento especial de capital de risco as empresas não financeiras investem em empresas-alvo, como startups ou negócio com tecnologia agregada.

O foco é inovação, porém também olham para o retorno sobre o investimento, ou seja, perseguem objetivos estratégicos no desenvolvimento de tecnologias ou campos comerciais novos ou complementares para aqueles em que a empresa já está na ativa.

Os objetivos dessas empresas compreendem o acesso ao financiamento adicional e o fortalecimento dos canais de pesquisa e desenvolvimento ou marketing e distribuição.

Exemplos de empresas com Corporate Venture: Google Ventures e Intel Capital.

Venture Capital – resume-se basicamente em uma classificação de capital de risco, na qual um investidor aplica em um negócio. Funciona como uma espécie de subsídio para que o pequeno empreendedor recebe para viabilizar a sua criação e transformá-la em rentável.

O capital de risco geralmente vem de investidores, bancos de investimento e outras instituições financeiras. Esse tipo de investidor poderá agregar não apenas financeiramente, mas também em gestão, governança, estratégias etc.

Normalmente neste tipo de investimento a participação do fundo é minoritária.

Private Equity – é uma modalidade destinada a empresas que já tenham faturamento, sejam de porte médio e tenham boa capacidade de crescimento. Em muitos casos, esse investimento antecede a entrada dessas empresas na bolsa, em que as ações, valorizadas, podem ser negociadas em condições melhores.

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O private equity é uma fonte de capital de investimento de pessoas e instituições de alto patrimônio líquido com o objetivo de investir e adquirir participações em empresas de médio e grande porte.

Gestores de fontes private equity coletam fundos e gerenciam este capital para produzir retornos favoráveis para seus clientes acionistas, geralmente com um horizonte de investimento entre quatro e sete anos. Esses fundos podem ser usados na compra de ações de empresas privadas ou públicas.

O montante mínimo de capital necessário para os investidores varia dependendo da empresa e do fundo arrecadado.

Exemplos de fundos de Private Equity: Pátria Investimentos e Gávea Investimentos.

Observe na figura a seguir a relação entre o seed money, venture capital e private equity.

FIGURA 8 – RELAÇÃO ENTRE O SEED MONEY, VENTURE CAPITAL E PRIVATE EQUITY

1- Seed Capital:

apostam na fase inicial dos negócios e, por isso, são chamados de seed capital ou capital semente. Eles fornecem recursos para estruturar e fazer essas empresas deslancharem.

2- Venture Capital Investem em empresas que já estão faturando bem, mas ainda estão em processo de crescimento e desenvolvimento.

3- Private Equity:

apontam recursos em empresas já bem desenvolvidas, em processo de consolidação de mercado, para ajudá-las a se preparar para abrir capital, fundir-se ou serem adquiridas por outras grandes empresas.

FONTE: <http://www.valorebrasil.com.br/2017/09/28/quais-sao-as-principais-fontes-de- investimento-de-capital/>. Acesso em: 22 fev. 2019.

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5.4 FONTES COM CAPITAL ONEROSO

Para analisar se um investimento é positivo ou negativo a uma empresa, é necessário utilizarmos como indicador o seu Valuation pelo método do fluxo de caixa descontado. Ele contemplará todas as nuances desta decisão: mostrará a capacidade de futura geração de caixa e o risco de sua utilização.

Outra forma financeira mais simples para identificar se esse capital é viável ou não é o indicador chamado ROI (Return on Investment), que significa retorno sobre o investimento.

Independentemente do indicador utilizado, esse tipo de fonte exige saber se o retorno que ele gerará compensa seu custo (juros).

Então, para analisar a viabilidade de investimento de capital oneroso, basta ter em mente que para cada real investido em meu negócio, deverá retornar mais que o custo desse capital junto ao financiador.

Agora vejamos as principais fontes de financiamento disponíveis no mercado de capital oneroso.

Empréstimos e financiamentos – são fontes convencionais de capital oneroso, em que a empresa passa por um processo de aprovação para determinar o valor, condições e custos do capital. São formados principalmente por bancos comerciais públicos e privados e por bancos de fomento. Exemplo de bancos de fomento: BID e BNDES.

Peer-to-Peer Lending (Lending Money) – também conhecido como empréstimo social. O P2P Lending é uma modalidade financeira, possível graças à tecnologia, que permite a um grupo de indivíduos com capital (investidores) emprestarem para indivíduos que precisam do capital (tomadores), sem o uso de uma instituição financeira oficial como intermediário. A concessão peer-to-peer remove o intermediário do processo, mas envolve mais tempo, esforço e risco do que os cenários gerais de empréstimos convencionais. Exemplos de Peer-to-Peer Lending: Nexoos e LendingClub.

5.5 CUSTO DE CAPITAL

As decisões de financiamento de uma empresa são refletidas pelo custo de oportunidade dos recursos nela investidos. Da ponderação dos custos das diferentes fontes por suas participações na estrutura de financiamento de longo prazo da entidade surge a definição de custo médio ponderado de capital também conhecido como custo de capital (BRUNI; FAMÁ, 2017).

É comum as definições de capital empregadas em finanças serem diferentes. Porém, um dos conceitos gerais mais utilizados expressa o capital

(36)

como os fundos de longo prazo usados para financiar os ativos da empresa e suas operações. As fontes de recursos da empresa podem ser classificadas quanto ao prazo de quitação ou quanto à origem dos recursos.

Vejamos essa classificação por meio do quadro a seguir.

QUADRO 5 – FORMAS DE CLASSIFICAÇÕES DO CAPITAL DA EMPRESA Prazo de quitação da fonte

de recursos Origem dos recursos

Curto prazo: geralmente com vencimento dentro de um horizonte de 12 meses. Como exemplos citam-se: contas a pagar, salários a pagar, empréstimos de curto prazo e impostos a pagar.

Capital de terceiros: recursos obtidos por meio de financiamentos ou dívidas.

Longo prazo: geralmente com vencimento dentro de horizonte superior a 12 meses. Como exemplos podem ser mencionados os empréstimos de longo prazo, e as contas do patrimônio líquido:

ações preferenciais, ações ordinárias e lucros retidos.

Capital próprio: recursos dos sócios empregados na empresa.

FONTE: Bruni e Famá (2017, p. 26)

Outra forma de visualizarmos as formas de classificação do capital da empresa é analisando a figura a seguir, que apresenta a Estrutura do Balanço Patrimonial.

FIGURA 9 – ESTRUTURA DE CAPITAL E CUSTO DE CAPITAL

Capital de Terceiros

Capital Próprio

Capital de Curto Prazo

Capital Permanente

e de Longo Prazo ATIVO

PASSIVO CIRCULANTE

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

FONTE: <http://livrozilla.com/doc/228714/custo-de-capital--estrutura-de-capital-e- pol%C3%ADtica-de---cr...>. Acesso em: 22 fev. 2019.

(37)

• O capital de uma empresa está todo investido no Ativo para gerar retornos.

• O custo de capital é um fator de produção consequentemente é a importância de determinar tal custo.

Os autores Bruni e Famá (2017) escrevem que o custo de capital pode ser conceituado como a taxa de retorno que uma empresa precisa obter sobre seus projetos de investimentos, para manter o valor de mercado de suas ações e atrair os recursos necessários para a empresa.

Habitualmente representa o custo médio ponderado das fontes de financiamento futuras da empresa. Quando as estimativas futuras não estão disponíveis, os dados passados ou atuais são empregados. Nesse caso, assume- se o futuro como uma continuação linear do passado e do presente – o que nem sempre pode ser verdadeiro.

Como a estimativa dos custos das fontes de curto prazo é complexa, já que boa parte das contas não destaca o valor dos juros ou encargos financeiros incorporados, no processo de cálculo do custo de capital apenas as fontes de longo prazo são analisadas.

A determinação do custo de capital envolve análises dinâmicas de riscos e impostos, afetados por fatores econômicos e empresariais. Os principais componentes avaliados no processo de estimativa do custo de capital são:

Risco do negócio ou risco operacional: risco que a empresa corre de não cobrir os custos operacionais.

Risco financeiro: risco que a empresa corre de ser incapaz de cumprir os compromissos financeiros exigidos (juros, pagamento de empréstimos, dividendos de ações etc.). Da superposição dos riscos do negócio e financeiro resulta o risco total da empresa.

Imposto de Renda: os custos são considerados relevantes depois dos impostos. Despesas, especialmente financeiras, contribuem para a redução da carga fiscal. Logo, o custo do capital é medido após a incidência do Imposto de Renda.

Para obter o custo de capital da empresa, torna-se necessário obter o custo de cada fonte individual de recursos. O custo específico de cada fonte de financiamento corresponde ao custo de obtenção dos fundos, hoje e com previsão para o futuro, após o imposto de renda, e não seu custo histórico, baseado na estrutura de financiamento atual da empresa.

Vejamos as fontes de financiamento das empresas e os custos associados a sua captação:

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Custo do capital de terceiros: corresponde ao custo das dívidas de longo prazo, estimado de forma atual e considerando as perspectivas futuras. Deve ser calculado após o Imposto de Renda, já que os juros são despesas financeiras dedutíveis e reduzem a carga fiscal. A forma de obtenção do custo relativo aos capitais de terceiros difere em relação ao mecanismo empregado na captação de recursos: empréstimos efetuados ou obrigações emitidas (títulos de dívidas).

Custo do capital próprio: representa o custo das fontes de financiamento fornecidas pelos sócios por meio do patrimônio líquido. Existem, basicamente, dois procedimentos distintos para a obtenção do custo do capital próprio: o modelo de crescimento constante de dividendos e o modelo de precificação de ativos financeiros, CAPM (iniciais de capital asset pricing model).

5.6 PRINCIPAIS: AGENTES E CONFLITOS

Decisões financeiras envolvem aspectos de investimentos e financiamentos.

Sob o ponto de vista das decisões de investimentos, busca-se ganhar mais aumentando os retornos dos investimentos, considerando os riscos corridos. Já os objetivos das decisões de financiamentos associam-se a pagar menos, reduzindo os custos dos financiamentos, considerando, da mesma forma, os riscos corridos (BRUNI, 2013).

FIGURA 10 – DECISÕES DE INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTOS

Objetivo das decisões de investimentos Ganhar mais, aumentar os retornos

dos investimentos Pagar menos, reduzir os custos

dos financiamentos

Objetivo das decisões de financiamentos

Criar e maximizar valor e riqueza FONTE: Bruni (2013, p. 26)

Bruni (2013) escreve que melhores decisões de investimentos e financiamentos resultariam na criação e maximização de valor da empresa e, principalmente do valor dos donos, dos sócios ou acionistas da empresa.

Dessa forma, as atribuições dos gestores de finanças poderiam ser apresentadas pela busca da maximização da riqueza e pelo fato de tomar melhores decisões de financiamento e investimentos (BRUNI, 2013).

Porém, devido à separação entre a propriedade e a gestão, quem exerce, efetivamente, o controle são os administradores das companhias, ocorrendo

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assim a assimetria informacional. Nesses casos, o agente tem acesso a dados a que o principal não tem. A hipótese fundamental dessa teoria é que as pessoas têm interesses diferentes e cada uma busca maximizar seus próprios objetivos.

A teoria da agência, criada em 1976 por Jensen e Meckling, aborda exatamente estas relações econômicas bilaterais entre o principal e o agente, e apresenta três condições: o agente dispõe de vários comportamentos possíveis de adoção; a ação dos agentes afeta não apenas seu próprio bem-estar, mas também o do principal; as ações do agente dificilmente são observáveis pelo principal, por haver assimetria informacional entre as partes.

FIGURA 11 – CONFLITO DE AGÊNCIA

FONTE: <http://inovaemgestao.blogspot.com/2012/06/teoria-da-agencia-e-governanca.html>.

Acesso em: 22 fev. 2019.

A questão é que, os conflitos de interesse geram custos, pois são necessárias medidas para monitorar os administradores, as quais incluem: contratação de auditoria independente; implementação de medidas de controle; gastos com seguros contra danos provocados por atos desonestos de administradores;

estabelecimento da remuneração dos agentes vinculada ao aumento da riqueza dos acionistas, como a concessão de ações ou opções de ações aos administradores e outros incentivos ao alinhamento dos interesses entre estes e a administração.

Estes custos são denominados de custos de agência e merecem a mesma atenção que os demais custos de capital.

(40)

Neste tópico, você aprendeu que:

• Investimentos são Títulos de Renda-Fixa, Taxa DI, Taxa SELIC, Ações, Fundos de Investimento Multimercados, Clubes de Investimento e Ações, ou ainda, Investimento em Máquinas, Equipamento, Produção e Abertura de uma nova unidade.

• Só faz sentido analisarmos o dinheiro se esta análise for feita com base no estudo da evolução do dinheiro no tempo, variável fundamental quando se fala em dinheiro. O estudo da evolução no tempo do capital emprega raciocínios, métodos e conceitos matemáticos, por isso, este estudo é conhecido também como MATEMÁTICA FINANCEIRA.

• Sobre a inflação, estudamos seu conceito e história, conceituando-a como o aumento generalizado nos preços de bens e serviços. O controle da inflação só foi possível depois da implantação do plano real em 1994. Utilizam-se como indicadores econômicos e de inflação o INPC, Selic, IGPM, IPCA e INCC.

• Sobre as fontes de financiamentos, que podem ser caracterizadas como um conjunto de capitais internos e externos à organização utilizados para financiamento das aplicações e investimentos realizados. Destacando-se como principais fontes: fonte para fase inicial, fonte de capital próprio, fonte com participação societária e fonte de capital oneroso.

• Nos custos de capital, vimos sobre os de curto prazo e longo prazo, bem como a definição de capital de terceiros e capital próprio.

• Por fim, destacou-se a importância da inclusão dos custos de agência nos custos de capital.

RESUMO DO TÓPICO 1

(41)

1 A análise da viabilidade econômica da empresa deve ser feita levando-se em consideração alguns fatores como:

Analise as sentenças a seguir atribuindo V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) Conhecimento dos números reais da empresa.

( ) Realização do Fluxo de Caixa Direto.

( ) Conhecimento sobre o mercado onde atua.

( ) Conhecimento da taxa mínima de atratividade.

Agora assinale a sequência correta:

a) ( ) V – F – V – V.

b) ( ) F – V – V – F.

c) ( ) V – F – F – F.

d) ( ) F – V – V – V.

2 Sobre a taxa mínima de atratividade, assinale a alternativa que corresponde à alternativa correta.

a) ( ) É a taxa básica de juros da economia brasileira.

b) ( ) Mede a variação do custo de vida das famílias.

c) ( ) É o retorno mínimo que o investidor espera ter em relação a um determinado investimento.

d) ( ) Monitora a variação dos custos para verificar a movimentação dos preços.

3 Qual das alternativas a seguir realiza o estudo da evolução no tempo do capital?

a) ( ) Gestão financeira.

b) ( ) Matemática financeira.

c) ( ) Economia.

d) ( ) Métodos quantitativos.

4 Entre as alternativas apresentadas, qual delas define a palavra inflação?

a) ( ) Aumento generalizado nos preços de bens e serviços.

b) ( ) Aumento específico nos preços de bens e serviços.

c) ( ) Aumento na oferta de bens e serviços.

d) ( ) Aumento exagerado dos produtos importados.

AUTOATIVIDADE

(42)

década de 1980 e 1990, considerando os internos e externos, qual deles não elevou a inflação?

a) ( ) Retração na taxa de expansão.

b) ( ) Elevação de gastos públicos.

c) ( ) Endividamento externo.

d) ( ) Aumento do turismo brasileiro.

6 Em 1994 o governo Itamar Franco instituiu como moeda do Brasil que dinheiro?

a) ( ) Cruzado.

b) ( ) Real.

c) ( ) Cruzeiro Real.

d) ( ) Cruzado Novo.

7 Em relação aos principais indicadores econômicos do Brasil utilizados para o cálculo de taxa de juros, inflação, aluguéis e demais valores contratuais, relacione os indicadores de acordo com seu conceito.

(1)INPC ( ) Registra a inflação de produtos agropecuários e industriais vendidos no atacado, de bens e serviços vendidos ao consumidor no varejo.

(2) TAXA SELIC ( ) Principal indicador de custo da construção civil no Brasil.

(3) IGPM ( ) É um dos principais indicadores brasileiro da variação mensal dos preços.

(4) IPCA ( ) É o indicador oficial do Governo Federal para aferição das metas inflacionárias.

(5) INCC ( ) É utilizada como referência para o cálculo das demais taxas de juros cobradas pelo mercado e para definição da política monetária.

8 Sobre as principais fontes de investimentos de capital que podem ser divididas em quatro grupos, qual grupo não pertence à categoria?

a) ( ) Fontes de capital próprio.

b) ( ) Fontes com participação societária.

c) ( ) Fontes de capital em permuta.

d) ( ) Fontes com capital oneroso.

(43)

a) ( ) São indivíduos que injetaram capital em startups em troca de participação societária ou dívida conversível em participação.

b) ( ) Modalidade de investimento conhecida como financiamento coletivo.

c) ( ) Modalidade de investimento especial de capital de risco em que as empresas não financeiras investem em empresas-alvo.

d) ( ) Fontes de recursos que disponibilizam capital ao empreendedor e que não têm o compromisso de devolver no futuro.

10 Sobre as formas de classificações do capital da empresa, como são definidas as principais origens de recursos? Assinale a alternativa correta:

a) ( ) Capital de terceiros e capital financiado.

b) ( ) Capital de terceir os e público.

c) ( ) Capital próprio e de investidores.

d) ( ) Capital de terceiros e próprio.

(44)

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Referências

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