• Nenhum resultado encontrado

J. Pediatr. (Rio J.) vol.93 número6

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "J. Pediatr. (Rio J.) vol.93 número6"

Copied!
3
0
0

Texto

(1)

JPediatr(RioJ).2017;93(6):545---547

www.jped.com.br

EDITORIAL

Sleep

and

electronic

media

exposure

in

adolescents:

the

rule

of

diminishing

returns

,

夽夽

Sono

e

exposic

¸ão

à

mídia

eletrônica

em

adolescentes:

a

lei

dos

rendimentos

decrescentes

David

Gozal

UniversityofChicago,BiologicalSciencesDivision,PritzkerSchoolofMedicine,DepartmentofPediatrics,Chicago,EstadosUnidos

A mídia eletrônica invadiu nossas residências e um grupo deindivíduosqueclaramenterepresentausuários significa-tivos e precoces dessatecnologiarevolucionária éa faixa etáriaadolescente.Aquestãodaexposic¸ãoàtelaemídia comoumfatorderiscopotencialmenteadversoàsaúdetem sidoenunciadaporalgumtempo1e,apesardesses

correla-tossinistros,aindahádebatescontínuosquantoàspossíveis consequênciasdousodemídiaeletrônicasobreobem-estar dos adolescentes.As crianc¸as em geral e mais especifica-mente osadolescentespassammuito tempoconectados à mídiadoqueemqualqueroutraatividadediária. Estimou--sequeessaexposic¸ãoàmídiagiraemtornodesetehoras pordia.2,3Umdosgrandesproblemascomessaabundância

damídia é o fatode que, mesmo 12 anosatrás, a maior partedosdispositivosjáresidianosquartosdos adolescen-tesedoisterc¸ostinhamtelevisão,metadetinhaVCRouDVD ouvídeogamee>30%tinhamacessoàinternetou compu-tador em seu quarto.Portanto, não é surpreendenteque essaabundânciadedispositivosnoquartoeconectividade aprimoradaprovavelmenteinfluenciemoscomportamentos dos adolescentes em várias possíveis direc¸ões e direc¸ões possivelmentedivergentes.

DOIssereferemaosartigos:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2016.12.004,

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2017.04.002

Comocitar esteartigo: GozalD.Sleep and electronic media

exposureinadolescents:theruleofdiminishingreturns.JPediatr

(RioJ).2017;93:545---7.

夽夽VerartigodeAmraetal.naspáginas560---7.

E-mail:[email protected]

O aumentodoacesso à mídia afetaráa juventude não apenaspor reduzir ou consumir o tempo de que precisa-riamparafazersuatarefaescolaroudormir,mastambém possivelmenteporafetarsuasconvicc¸õeseseus comporta-mentos.Combaseemumateoriadeaprendizagemsocial,a aprendizagemacontecepormeiodaobservac¸ãoeimitac¸ão decomportamentosporparesouatémesmoassociandoa situac¸õesfictícias,comofilmesoujogos.Nessecontexto,a teoriadesuperparesclaramentemostrouqueamídiapode funcionarcomograndesmelhoresamigos,comaressalvade queoscomportamentosderiscopodemsermal interpreta-doseadotadoscomosefossem,defato,comportamentos normativossocialmenteaceitáveis.4Antesdegeneralizaros

efeitosdamídiacomonocivosparaadolescentes,devemos destacarqueasexposic¸õesàmídiatambémpodemter efei-tosbenéficosimportantes.Defato,amídiapodeterefeitos pró-sociais e educacionais poderosos, por meio dos quais osadolescentespodemaprenderabordagensnãoviolentas, proporcionarcomportamentosdeempatiaetolerânciacom relac¸ãoapessoasdeoutrasetniaseaindaaprimoraro res-peitoporseusanciõeseoutrasfigurasautoritáriasemsuas vidas.4,5Adicionalmente,aexposic¸ãoàmídiapode

promo-vercomportamentos saudáveis,adesãoao tratamento em doenc¸ascrônicasepromoveraprendizadopormeiode pro-gramas educacionais e oportunidades de treinamento na internetsocialmenteintegrados. Portanto,o queconstitui exposic¸ãoexcessivaàmídiaouotipodeexposic¸ãoàmídia queseráprejudicialaqualqueradolescenteérefletidopelo delicadoequilíbrioentreosaspectosbenéficosdamídia pon-deradosemrelac¸ãoàspossíveisconsequênciasprejudiciais dessasexposic¸ões.Porexemplo,estudosrecentesnaChina mostraram umpequeno efeito do tempo de tela sobre a presenc¸adeproblemasdesaúdementalemadolescentes,

2255-5536/©2017SociedadeBrasileiradePediatria.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCC

(2)

546 GozalD

mastambémindicouqueesseefeitoépequenoequenão podeseridentificadaumadurac¸ãodetempodeteladecorte definida.6,7

Nesta edic¸ão do Jornal, Amra et al. examinaram a associac¸ão entreo uso de telefones portáteis nasúltimas horasdanoite eospadrões desono,bem comoo funcio-namentodiurnoeaatividadefísica.8Osautoresindicaram

queousomaisprolongadodotelefoneapósas21haumentou oriscodepiorqualidadedosono,maisproblemasdurante o funcionamento diurno e probabilidade reduzida de prá-ticadeatividade física.Apesar deo estudo tersido feito exclusivamentecombaseemquestionáriosenãoterfeito medic¸ões objetivas, seus achados em geral estão clara-mentealinhadoscomaquelesdeoutrosestudospublicados anteriormente.9 Devo observar que a restric¸ão de sono

experimental em adolescentes e adultos jovens provavel-mente significa desempenho diurno reduzido na ausência dapercepc¸ãode sonolência,10,11 umaquestão quenãofoi

exploradaporAmraetal.8

Luzbrilhanteduranteoiníciodoperíodonoturno, prin-cipalmentequando enriquecidacomluznoespectro azul, comoéocasodamaioriadastelasdosdispositivos moder-nos,impõeefeitos imediatossobreasmedidasfisiológicas ecomportamentais.12,13 Emcomparac¸ão coma escuridão,

aexposic¸ão àluz brilhantereduziráa sonolência, promo-verá o aumento do estado de alerta e tambématenuará a quedainduzida pela melatoninana temperatura corpo-ralcentral.Esseefeitolevaráaumatrasonoiníciodosono esonoreduzido,pelomenosduranteosdiasdasemana(ou seja,diasescolares),comtentativasfúteisderecuperaro atrasoduranteosfinsdesemana.Essespadrõesirregulares desonotêmimplicadodurac¸ãoreduzidadesonojuntamente comdisfunc¸ãometabólica,obesidadeeexcessodeconsumo decafeínaentrecrianc¸asemidadesescolar.14,15

Adicional-mente,odesempenhodiurnotambémtemsidoprejudicado, juntamente com o surgimento de sonolência diurna (não necessariamente reconhecida pelo adolescente),11 o que

exacerbaaindamaisousodebebidascomcafeína.16Esses

padrões são particularmente destacados durante os dias dasemana durante o anoescolar, quando oshoráriosdas aulas que iniciam cedo parecem ser uma carga adicional paraosonoacumulado,constantementepresenteentreos adolescentes.17

Conformemencionadoanteriormente, aspossíveis con-sequências da restric¸ão do sono em adolescentes foram amplamenteexploradasemconfigurac¸õesexperimentais.18

Apesar de os adolescentes mostrarem o surgimento pre-vistodesonolência apósrestric¸ãodosono,o desempenho reduzidofoidetectadoemapenasumsubgrupodefunc¸ões neurocognitivascomplexas,inclusive resoluc¸ãode proble-mas abstratos, fluência verbal e criatividade, bem como velocidade do processamento computacional. Contudo, tarefas mais simples ou tarefas rotineiras como atenc¸ão auditiva e visual sustentada e memória verbal de curto prazocontinuaramintactas.Nãoobstante,dificuldadecom váriastarefasemaiorsusceptibilidadeaestadosdehumor depressivoseaumentodoriscodeacidentescomveículos motorizadose outrosacidentes podem representar muito bemosdesafiosnormalmenteencontradosnasvidasdiárias dosadolescenteseodesempenhopoderáserdesafiadono contextodereduc¸ãodosono.19,20Comoumtodo,nãotemos

soluc¸õesfacilmenteimplantáveis.Nãohádúvidadequeos

esforc¸osparalimitaroureduzirasexposic¸õesaotempode tela,principalmentenoshoráriosdedormir,devemser reco-mendadosnonívelindividual.21 Alémdisso, aimplantac¸ão

doshoráriosdeiníciodasaulaserotinascomvistasa abor-daralgunsdosproblemas acercadosonodosadolescentes eseusagentesmodificadoresdeveserumpassonadirec¸ão correta.22

Resumidamente,nãohádúvidadequehámaisreduc¸ões no sono durante a vida de qualquer adolescente no con-texto de um esforc¸o equivocado para aumentar seus envolvimentos sociais, desempenho educacional ou qual-queroutroobjetivolouvável,elesterãoamenor‘‘relac¸ão custo/benefício’’ --- a lei dos rendimentos decrescentes! A conscientizac¸ão e implantac¸ão da saúde do sono são atingíveis, porém não tarde danoite por umachamada a distância...

Conflitos

de

interesse

Oautordeclaranãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

1.Cain N, Gradisar M. Electronic media use and sleep in school-aged children and adolescents: a review. Sleep Med. 2010;11:735---42.

2.RideoutV.GenerationM2:mediainthelivesof8-to 18-year--olds.MenloPark,CA:KaiserFamilyFoundation;2010.

3.Strasburger VC, Jordan AB, Donnerstein E. Health effects of media on children and adolescents. Pediatrics. 2010;125:756---67.

4.StrasburgerVC,WilsonBJ,JordanAB.Children, adolescents, andthemedia.2nded.ThousandOaks,CA:Sage;2009. 5.FischSM,TruglioRT.Gisforgrowing:thirtyyearsofresearch

onchildrenandSesameStreet.Mahwah,NJ:Erlbaum;2001.

6.WuX,TaoS,ZhangY,ZhangS,TaoF.Lowphysicalactivityand highscreentimecanincreasetherisksofmentalhealth pro-blemsandpoorsleepqualityamongChinesecollegestudents. PLoSOne.2015;10:e0119607.

7.WuX,TaoS,ZhangS,ZhangY,ChenK,YangY,etal.Impactof screentimeonmentalhealthproblemsprogressioninyouth:a 1-yearfollow-upstudy.BMJOpen.2016;6:e011533.

8.AmraB,ShahsavariA,Shayan-MoghadamR,MirheliO, Moradi-KhaniabadiB,BazukarM,et al.Theassociationofsleepand late-nightcellphoneuseamongadolescents.JPediatr(RioJ). 2017;93:560---7.

9.JiangX,HardyLL,BaurLA,DingD,WangL,ShiH.Sleep dura-tion,schedule,andqualityamongurbanChinesechildrenand adolescents:associationswithroutineafter-schoolactivities. PLoSOne.2015;10:e0115326.

10.Hysing M, Pallesen S, Stormark KM, Jakobsen R, Lundervold AJ,SivertsenB.Sleepanduseofelectronicdevicesin adoles-cence:resultsfromalargepopulation-basedstudy.BMJOpen. 2015;5:e006748.

11.JiangF,VanDyke RD,ZhangJ, Li F,Gozal D,Shen X.Effect ofchronicsleeprestrictiononsleepinessandworkingmemory in adolescents and young adults. J Clin Exp Neuropsychol. 2011;33:892---900.

12.Badia P,Myers B, Boecker M, CulpepperJ, Harsh JR. Bright lighteffectsonbodytemperature,alertness,EEGandbehavior. PhysiolBehav.1991;50:583---8.

(3)

Sleepandelectronicmediaexposureinadolescents 547

14.CalamaroCJ,YangK,RatcliffeS,ChasensER.Wiredatayoung age:theeffectofcaffeineandtechnologyonsleepduration andbodymassindexinschool-agedchildren.JPediatrHealth Care.2012;26:276---82.

15.SpruytK,MolfeseDL,Gozal D.Sleep duration,sleep regula-rity,bodyweight, and metabolichomeostasis inschool-aged children.Pediatrics.2011;127:e345---52.

16.Calamaro CJ, Mason TB, Ratcliffe SJ. Adolescents living the 24/7 lifestyle: effects of caffeine and technology on sleepdurationanddaytimefunctioning.Pediatrics.2009;123: e1005---10.

17.HansenM,Janssen I, Schiff A, ZeePC, Dubocovich ML. The impactofschooldailyscheduleonadolescentsleep.Pediatrics. 2005;115:1555---61.

18.ShochatT,Cohen-ZionM,TzischinskyO.Functional consequen-cesofinadequatesleepin adolescents:asystematic review. SleepMedRev.2014;18:75---87.

19.LemolaS, Perkinson-GloorN, Brand S,Dewald-Kaufmann JF, GrobA.Adolescents’electronicmediauseatnight,sleep dis-turbance,anddepressivesymptomsinthesmartphoneage.J YouthAdolesc.2015;44:405---18.

20.Owens J, Adolescent Sleep Working Group; Committee on Adolescence. Insufficient sleep in adolescents and young adults: an update on causes and consequences. Pediatrics. 2014;134:e921---32.

21.HaleL,GuanS.Screentimeandsleepamongschool-aged chil-drenandadolescents:asystematicliteraturereview.SleepMed Rev.2015;21:50---8.

Referências

Documentos relacionados

In the present study, the authors assessed the presence of anti-intimin antibodies in the serum and colostrum from healthy mothers and in the umbilical cord of their newborn

O estudo avalia a taxa anual e as características epidemi- ológicas principais dos óbitos precoces associados à asfixia perinatal em neonatos com peso ao nascer ≥ 2.500 g sem

The present study assessed the yearly burden and the primary epidemiological characteristics of early deaths asso- ciated with perinatal asphyxia of infants with birth weight ≥ 2500

O copo tem sido indicado pela Organizac ¸ão Mundial de Saúde como o método de transic ¸ão e ou complementac ¸ão da alimentac ¸ão oral do prematuro, com a justificativa de

Therefore, the aim of the present study was to evaluate the effective- ness of the finger-feeding technique in preterm infants in comparison with the cup-feeding method at the

Além disso, o cálculo amostral foi feito com base na presenc ¸a de pelo menos uma anomalia morfológica menor na populac ¸ão, e não na frequência de cada uma delas em

Additionally, sample calculation was made based on the presence of at least one minor morphological anomaly in the population and not on the frequency of each them in

Fatores associados individuais (antropométricos e comportamentais), aspectos familiares, ambiente familiar e escolar foram preenchidos pelos participantes e pais e foram analisados