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Rev. Bras. Reumatol. vol.57 número4

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w w w . r e u m a t o l o g i a . c o m . b r

REVISTA

BRASILEIRA

DE

REUMATOLOGIA

Artigo

original

Associac¸ão

entre

o

índice

de

massa

corporal

e

osteoporose

em

mulheres

da

região

noroeste

do

Rio

Grande

do

Sul

Letícia

Mazocco

a

e

Patrícia

Chagas

a,b,∗

aUniversidadeFederaldeSantaMaria(UFSM),ProgramadePós-Graduac¸ãoemGerontologia,SantaMaria,RS,Brasil bUniversidadeFederaldeSantaMaria(UFSM),DepartamentodeAlimentoseNutric¸ão,PalmeiradasMissões,RS,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem25deagostode2014 Aceitoem23dejulhode2016

On-lineem30desetembrode2016

Palavras-chave:

Osteoporose

Índicedemassacorporal Mulheres

Densidademineralóssea

r

e

s

u

m

o

Objetivo:Verificaraassociac¸ãoentreoíndicedemassacorporal(IMC)eadensidademineral óssea(DMO)emmulherespós-menopáusicas.

Métodos:Estudo observacional,commulherespós-menopáusicas submetidasà densito-metria ósseaem Palmeira das Missões(RS). Dados sociodemográficos,de risco paraa osteoporoseedoconsumoalimentarforamavaliadospormeiodeformulárioespecífico. OIMCfoicalculadodeacordocomaOrganizac¸ãoMundialdeSaúde(OMS).Aavaliac¸ãoda DMOfoifeitapormeiodeabsorciometriaporduplaemissãoderaios-X(DXA)eclassificada deacordocomaOMS.Aanáliseestatísticafoifeitapormeioderazõesdeprevalência(RP)e osseusrespectivosintervalosde95%deconfianc¸aparaosfatoresemestudo.Variáveisque seassociaramcomp<0,20comosdiferentesdesfechos(osteopeniaeosteoporose)foram incluídasemummodeloderegressãodePoissoncomvariânciarobustaparaajustepara potenciaisfatoresdeconfusão.Foiconsideradoumníveldesignificânciade5%.

Resultados: Participaram393mulherespós-menopáusicas,commédiade59,6±8,2anos. Apósosajustes,asmulhereseutróficasapresentaram1,2vezaprevalênciadeosteopenia dasmulheresobesas(RP=1,2;IC95%1,3-1,5).Eemrelac¸ãoàosteoporose,nogrupodas eutróficasaRPfoiduasvezesaRPdasobesas(RP=2;IC95%1,4-2,9)e1,7nogrupocom sobrepesoemrelac¸ãoàcategoriaobesidade(RP=1,7;IC95%1,2-2,5).

Conclusões:As mulheres obesas apresentaram menor prevalência de osteopenia em comparac¸ãocom aseutróficas, bem como tiveram menor prevalência de osteopo-roseemcomparac¸ãocomasmulhereseutróficasecomsobrepeso.

©2016PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigoOpenAccesssobuma licenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

TrabalhofeitocomapoiodoFundodeIncentivoàPesquisa(Fipe),UniversidadeFederaldeSantaMaria(UFSM),SantaMaria,RS,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](P.Chagas).

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2016.07.009

(2)

Association

between

body

mass

index

and

osteoporosis

in

women

from

northwestern

Rio

Grande

do

Sul

Keywords:

Osteoporosis Bodymassindex Women

Bonemineraldensity

a

b

s

t

r

a

c

t

Objective: Toinvestigatetheassociationbetweenbodymassindex(BMI)andbonemineral density(BMD)inpostmenopausalwomen.

Methods: Observationalstudywithpostmenopausalwomenwhounderwentbone densito-metryinPalmeiradasMissões-RS.Sociodemographicdata,riskforosteoporosisandfood intakewereassessedthroughaspecificform.BMIwascalculatedaccordingtoWHO crite-ria.TheassessmentofBMDwasperformedbyDual-energyX-rayabsorptiometry(DXA)and classifiedaccordingtoWHO.Statisticalanalysiswasperformedusingprevalenceratios(PR) andtheirrespective95%confidenceintervalsforthefactorsstudied.Variablesassociated withp<0.20withthedifferentoutcomes(osteopeniaandosteoporosis)wereincludedina Poissonregressionmodelwithrobustvariancetoadjustforpotentialconfoundingfactors. A5%significancelevelwasconsidered.

Results: 393postmenopausalwomenwithameanageof59.6± 8.2yearsparticipated. Aftertheadjustments,thenormalweightwomenhad1.2timestheprevalenceof osteope-niaofobesewomen(PR=1.2;CI95%1.3-1.5).Consideringosteoporosis,thePRofeuthophic womenwastwicethePRofobesewomen(PR=2;CI95%1.4-2.9)andwas1.7timesgreater foroverweightgroupcomparedtoobesecategory(PR=1.7;CI95%1.2-2.5).

Conclusion: Obese women hadlower prevalenceofosteopenia compared with normal weightsubjectsandalsowithlowerprevalenceofosteoporosisascomparedto normal-andoverweightwomen.

©2016PublishedbyElsevierEditoraLtda.ThisisanopenaccessarticleundertheCC BY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

Aosteoporoseéumdistúrbioosteometabólicoquese carac-terizapelareduc¸ãodadensidademineralóssea(DMO),com deteriorac¸ãodamicroarquiteturaóssea,levaaumaumentoda fragilidadeesqueléticaedoriscodefraturas.1Éadoenc¸aóssea

maiscomumemhumanoseconsideradaumdosmaiores pro-blemasdesaúdepúblicadomundo,devido aumaumento naexpectativa devida dapopulac¸ãoeàalta taxa de mor-bimortalidaderelacionadascomfraturas,principalmentedo quadril.2NoBrasil,estima-sequeexistam10milhõesde

pes-soascomosteoporose,3afetaindivíduosdeambosossexos,

detodasasetnias,esuaprevalênciaaumentaàmedidaque apopulac¸ãoenvelhece.4Cercade25%dasmulheresna

pós--menopausae15%doshomensacimade50anosapresentam adoenc¸a.3

SegundooMinistériodaSaúdedoBrasil,em2012, ocor-reram1,6milhãodefraturasdecorrentesdaosteoporose.3As

fraturas,especialmentedoquadril,estãoassociadascom que-das,independentementedadensidadeóssea,5eacabampor

reduziraqualidadedevidadaspessoas.6Acadaano,o

Sis-temaÚnicodeSaúde(SUS)doBrasiltemgastos crescentes comtratamentosdefraturasempessoasidosas.Sóem2009, foramR$57,61milhõescominternac¸õeseR$24,77milhões commedicamentosparaotratamentodaosteoporose.3

DentreosdeterminantesdaDMOestãoosfatores genéti-cos(históriafamiliardefraturaedeosteoporoseemparentes deprimeirograu),idadeavanc¸ada,etniasbrancaeoriental, hipoestrogenismo crônico, todas variáveis que não podem sermodificadas.7 Mas fatores modificáveis: hábitos

ali-mentares, sedentarismo, composic¸ão corporal, tabagismo,

corticoterapiaprolongada,ingestãoexcessivadebebida alcoó-licaedecafé,alémdabaixaexposic¸ãosolar.7,8

Adensidadeósseaéoprincipaldeterminantemensurável doriscodefraturaporfragilidade,9obaixoíndicedemassa

corporal(IMC)estáassociadoaumsubstancialaumentodo riscodefraturas.10Estetrabalhotemporobjetivoverificara

associac¸ãoentreoIMCeaDMOemumaamostrade mulhe-respós-menopáusicassubmetidasàdensitometriaósseaem PalmeiradasMissões(RS).

Material

e

métodos

Foi feito um estudo observacional com mulheres pós--menopáusicas quefizeramadensitometriaósseaemuma clínicaespecializadaemdiagnósticoporimagemdePalmeira dasMissões(RS),entreoutubrode2012edezembrode2013.

Aamostra foicompostade 393mulheresqueaceitaram participardoestudoeassinaramotermodeconsentimento livreeesclarecido.

Dadossociodemográficos(idade,estadocivil,escolaridade eocupac¸ão)ederiscoparaDMO(tabagismo,sedentarismoe consumoalimentardeleite,iogurte,queijo,ingestãodebebida alcoólicaecafé)foramavaliadoscomauxíliodeum questioná-riopadronizado.Asmulheresdaamostraquenãopraticavam atividadefísicaforamclassificadascomosedentárias.

(3)

calcanhares unidos, e o IMC,calculado com aequac¸ão de Quetelétquedivideopeso(kg)pelaaltura(m)aoquadrado. Paraaclassificac¸ãodoestadonutricionalusou-seareferência daOMS:11 Abaixodopeso:18,5kg/m2,Pesonormal: 18,5-24,9kg/m2,Sobrepeso:25-29,9kg/m2,Obesidade:30kg/m2.

Aavaliac¸ãodaDMOfoifeitapormeiodeabsorciometriapor duplaemissãoderaios-X(DXA).Asmedidasdensitométricas avaliadasforamdacolunalombar,colodofêmurefêmurtotal, feitasnoaparelhoGELunarDPX-NT150951.Osvalores encon-trados,classificadosdeacordocomaOrganizac¸ãoMundialde Saúde(OMS)em:T-scoreigualouinferiora(−2,5):osteoporose eT-scoreentre(−1,01)e(−2,49):osteopenia.12Osresultados

dedensitometriaósseasãoapresentadospormeiodosvalores absolutosDMO(g/cm2).

OsdadoscoletadosforamdigitadosnoprogramaExcele exportadospara oprogramaSPSS,versão 18paraposterior análiseestatística. Foram descritasas variáveis quantitati-vaspelamédiaeodesviopadrãoeasvariáveis categóricas porfrequências e percentuais. Foram calculadas asrazões de prevalência (RP) e os seus respectivos intervalos de 95%deconfianc¸aparaosfatoresemestudo.Variáveisquese associaramcom p<0,20 comos diferentesdesfechos (oste-openia e osteoporose) foram incluídas em um modelo de regressãodePoissoncomvariânciarobustaparaajustepara potenciaisfatoresdeconfusão.Foiconsideradoumnívelde significânciade5%.

Todasasparticipantesreceberamorientac¸ãoreferenteaos DezPassosdeAlimentac¸ãoSaudável,doMinistériodaSaúde doBrasil.

Esteestudofazpartedeumprojetomaiorquefoiaprovado peloComitê de Ética emPesquisa da Universidade Federal deSantaMaria,sobonúmerodaCAEE05494112.0.0000.5346, parecer119.405de10/10/2012.Foramseguidostodosos pre-ceitosdaResoluc¸ãon◦466/12doConselhoNacionaldeSaúde.

Resultados

Aamostrafoiconstituídapor393pacientesadultasna pós--menopausa, submetidas à densitometria óssea. A idade médiafoide59,6±8,2anos.Aprevalênciadeosteopeniafoi de45%(n=222)eadeosteoporosefoide23,3%(n=113).

Natabela1, apresentamosascaracterísticas sociodemo-gráficaseos fatoresderiscopara osteoporoseda amostra. Asmulheresrelatarammaisfrequentementeterum compa-nheiro(68,7%),escolaridadeentrequatroaoitoanos(51,7%)e aposentadoria(46,3%).Amaiorpartedaamostrafoisedentária (58,5%)eaminoriarelatoutabagismo(11,5%).

Natabela2,verificamosumconsumodebebidaalcoólicade 31,6%edecafé34,4%.Quantoaosprodutoslácteosavaliados, verificou-sequeamaiorpartedaamostra(40,5%)consumia leiteumavezaodia,nuncaconsumiaiogurte(41,5%)e consu-miaqueijoumavezaodia(33,6%).

Na tabela3,verificamos aRPde osteopenia emrelac¸ão aoIMCeàidade. Apósosajustes,verificou-sequeaRPde osteopenia nas mulheres eutróficas é significativamente maior emcomparac¸ão com as mulheres obesas. Mulheres eutróficastêm1,2vezaprevalênciadeosteopeniadas mulhe-resobesas,quandoajustadaparaaidade.Emrelac¸ãocoma idade, verificou-sequeao avanc¸arda faixaetária aumenta

Tabela1–Característicassociodemográficasefatores deriscodas393mulheresnapós-menopausadaregião noroestedoRioGrandedoSul(2012-2013)

Variáveis n %

Estadocivil

Comcompanheiro 270 68,7

Semcompanheiro 123 31,3

Escolaridade

<4anosdeestudo 136 34,6

4-8anosdeestudo 203 51,7

>8anosdeestudo 54 13,7

Ocupac¸ão

Desempregada 7 1,8

Empregadacomcarteiraassinada 18 4,6

Empregadasemcarteiraassinada 78 19,8

Dolar 108 27,5

Aposentada 182 46,3

Tabagismo 45 11,5

Sedentarismo 230 58,5

significantementeaprevalênciadeosteopenia.Mulheresde 50a59anostêm1,5vezaprevalênciadeosteopeniaquando comparadascomaquelasabaixode49anos,mulheresde60a 69anostêm1,7vezaprevalênciadeosteopeniaquando com-paradascomaquelasabaixoa49anosemulheresmaioresde 70anostêm1,8vezaprevalênciadeosteopeniadasmulheres menoresde49anos,independentementedoIMC.

Atabela4mostraaRPdaosteoporoserelacionadaaIMC, idade,estadociviletabagismo.Apósosajustes,verificou-se que emrelac¸ão ao IMC aRP de osteoporoseno grupo das eutróficaséduasvezesaRPdasobesase1,7nogrupocom sobrepesoemrelac¸ãoàcategoriaobesidade.ARPde osteopo-rosetambémémaiornafaixaetáriaapartirdos60anos,duas vezesaRPdepacientescommenosde49anos.Asmulheres

Tabela2–Consumodebebidaalcoólica,caféeprodutos lácteosdas393mulheresnapós-menopausadaregião noroestedoRioGrandedoSul(2012-2013)

Variáveis n %

Consumodebebidaalcoólica 124 31,6

Consumodecafé 135 34,4

Consumodeleite

Nunca 89 22,6

Até1vez/semana 33 8,4

De2-6vezes/semana 48 12,2

1vez/dia 159 40,5

2oumaisvezes/dia 64 16,3

Consumodeiogurte

Nunca 163 41,5

Até1vez/semana 99 25,2

De2-6vezes/semana 85 21,6

1vez/dia 38 9,7

2oumaisvezes/dia 8 2,0

Consumodequeijo

Nunca 47 12,0

Até1vez/semana 61 15,5

De2-6vezes/semana 126 32,1

1vez/dia 132 33,6

(4)

Tabela3–Razãodeprevalência(RP)brutaeajustadadaosteopenianascategoriasdeíndicedemassacorporal(IMC) efaixaetáriadas393mulheresnapós-menopausadaregiãonoroestedoRioGrandedoSul,Brasil(2012-2013)

Variável Osteopenia(%) RPbruta p RPajustada pa

IMC

Obesidade 67,0 1 1

Eutrofia 77,8 1,2(1,0-1,4) 0,126 1,2(1,1-1,5) 0,048 Sobrepeso 79,0 1,2(1,1-1,4) 0,041 1,2(1,0-1,3) 0,096

Idade

<49anos 48,1 1 1

50-59anos 71,4 1,5(1,0-2,2) 0,056 1,5(1,0-2,2) 0,046 60-69anos 82,4 1,7(1,1-2,6) 0,009 1,7(1,2-2,5) 0,008 >70anos 86,2 1,8(1,2-2,7) 0,006 1,8(1,2-2,7) 0,004

a AjustadoparaIMCeidade.

sem companheiro também tiveram a RP de osteoporose maiordoqueascomcompanheiroquandoajustadaparaos potenciaisfatoresdeconfusão.Nãofoiencontradaassociac¸ão significativaemrelac¸ãoaotabagismoeaoconsumodebebida alcoólica.

Atabela5mostraosvaloresdoT-scoreedaDMOdocolo dofêmur,fêmurtotaledoscorposvertebraisnasmulheres comeutrofia,sobrepesoeobesidade.Todososvaloresforam significativamentediferentes(p<0,001).

Discussão

Esteéumdospoucosestudosqueavaliamarelac¸ãoentreo IMCeaosteopeniaeaosteoporosenoBrasil.ARPde oste-openiaeosteoporosefoimenornasmulheresobesas.Além doIMC,oavanc¸ardaidadetambémmostrou-seassociadoà

maiorprevalênciadeosteopeniaeosteoporose.Asmulheres semcompanheirotiverammaiorprevalênciadeosteoporose. Naanálisedaassociac¸ãodoIMCcomaDMO,observamos queas mulheresobesasapresentarammenososteopeniae osteoporose,oquecorroboraosachadosdeestudosprévios, emqueoIMCelevadotemumefeitopositivosobreaDMO.13

Estudotransversalcom588pacientesconfirmaainfluência doIMCnaDMOeindicaaprevalênciamenordeosteoporose nogrupodeobesos.9Emumestudocaso-controlefeitonoRio

GrandedoSul,indicou-sequeogrupodepacientescom fratu-rasapresentouummenorIMCdoqueogruposemfraturas.10

Em adic¸ão, outrosestudosindicam que umIMC elevadoé protetor.14,15

Arelac¸ãoentreopesocorporaleaosteoporoseébastante discutida,13masaindanãoestámuitoclara,emboravárias

explicac¸õestenham sido propostas:amassa corporalmais elevada impõe uma carga mecânica maior sobre o osso, aumenta a massa óssea para acomodar essa carga;16 a

Tabela4–RazãodePrevalência(RP)daosteoporosenascategoriasdeíndicedemassacorporal(IMC),idade,estadocivil, tabagismoeálcooldas393mulheresnapós-menopausadaregiãonoroestedoRioGrandedoSul-Brasil(2012-2013)

Variável Osteoporose(%) RPbruta p RPajustada pa

IMC

Obesidade 34,5 1 1

Eutrofia 76,9 2,2(1,5-3,3) <0,001 2,0(1,4-2,9) <0,001 Sobrepeso 64,3 1,9(1,3-2,8) 0,002 1,7(1,2-2,5) 0,003

Idade

<49anos 30,0 1 1

50-59anos 48,1 1,6(0,8-3,3) 0,189 1,4(0,7-2,6) 0,293 60-69anos 71,2 2,4(1,2-4,7) 0,014 2,0(1,1-3,7) 0,029 >70anos 85,2 2,8(1,4-5,6) 0,003 2,2(1,2-4,0) 0,015

Estadocivil

Comcompanheiro 49,1 1 1

Semcompanheiro 74,2 1,5(1,2-1,9) 0,001 1,3(1,0-1,6) 0,028

Tabagismo

Parou 51,7 1 1

Tabagista 74,1 1,4(0,9-2,2) 0,091 1,2(0,8-1,8) 0,372 Nãotabagista 56,5 1,1(0,7-1,6) 0,655 1,1(0,7-1,6) 0,724

Álcool

Sim 48,0 1 1

Não 62,3 1,3(1,0-1,8) 0,108 1,2(0,9-1,6) 0,157

(5)

Tabela5–ValoresdoT-scoreedadensidademineralóssea(DMO)nascategoriasdoíndicedemassacorporal das393mulheresnapós-menopausadaregiãonoroestedoRioGrandedoSul,Brasil(2012-2013)

Variável Eutrofia

n=94

Sobrepeso n=164

Obesidade n=135

pa

T-score

T-scoredocolodofêmur −1,6±1,01,3±0,90,9±1,0 <0,001

T-scoredofêmurtotal −1,4±1,1 −0,8±0,9 −0,3±1,0 <0,001 T-scoredoscorposvertebrais −1,9±1,4 −1,4±1,3 −0,9±1,4 <0,001

DMO(g/cm2)

DMOdocolodofêmur 0,815±0,146 0,857±0,124 0,906±0,140 <0,001 DMOdofêmurtotal 0,830±0,138 0,899±0,124 0,973±0,136 <0,001 DMOdoscorposvertebrais 0,947±0,171 1,005±0,167 1,061±0,188 <0,001

a Análisedevariância(Anova).

gordura corporal parece exercer fator protetor para as fraturas;13 além disso, os adipócitos são importantes

fontesdeproduc¸ãodeestrogênio,causamumaumentodos seus níveis séricos e também de outroshormônios como: leptina,insulina,preptinaeamilina,podematuardeforma direta e/ou indireta sobre a atividade de osteoblastos e osteoclastos,ocasionamdesenvolvimentodamassaóssea.13

Emboratenhamosencontradomenorprevalênciade oste-oporosenaobesidade,éimportantesalientarquenemtodo tipo de gorduraé benéfica para a massaóssea. A gordura subcutânea e a visceral apresentam efeitos opostos sobre a estrutura óssea. A gordura visceral promove inflamac¸ão sistêmica que pode levar a perda de massaóssea,17 além

deterassociac¸ãocom níveisaumentadosdecitocinas pró--inflamatórias,como o TNF␣ eIL-6, asquais aumentam a reabsorc¸ãoósseaepromovemaosteoporose.18O

hipercortiso-lismo,queestáassociadoaumamenormassaóssea,também temassociac¸ãocomaacumulac¸ãodegorduravisceral.19a

gordurasubcutâneapareceserbenéficaparaopicodemassa óssea,poisproteínasquesãopotencialmenteprotetoras con-traodesenvolvimentodeosteoporose,comoaadiponectina, estãopresentesemníveismaiselevadosnagordura subcutâ-neadoquenavisceral.18

Aobesidadetambémestáassociadacommuitasdoenc¸as, tais como: hipertensão arterial,20 infarto agudo do

miocárdio,21 aterosclerose,22 diabetes mellitus tipo II,23

doenc¸a cardiovascular,23 síndrome metabólica24 e alguns

tipos de câncer.16,20–25 Evidência atual tem demonstrado

que o excessode tecido adiposo, observado na obesidade, é responsável pela secrec¸ão de mediadores inflamatórios deformadescontrolada,levaassimaumestadocrônicode inflamac¸ãosistêmicadebaixaintensidadequeestáportrás dasconsequênciasmetabólicasecardiovasculares.26

Oconsumo de produtoslácteos nãoapresentou relac¸ão significativacomaDMO,possivelmentedevidoaoconsumo diáriodeleiteequeijoemgrandepartedaamostra.Sabe-se queoconsumoadequadodecálcioéeficientenaprevenc¸ão daperdaósseaemalgunsindivíduos.27

Nesteestudo,nãohouveumarelac¸ãosignificativadocafé com a DMO. Choi et al.,28 em estudo recente que avaliou

11.064mulherese9.213homenstambémnãoencontraram associac¸ãoentreaDMOeacafeína.Jáemumestudo prospec-tivo,com96mulherescommaisde65anos,seguidasportrês anos,mostrouqueaingestãodecafeínasuperiora300mg/dia acelerouaperdaósseanacoluna.6

A idade mais avanc¸adamostrou ser um fator bastante significativoparaadiminuic¸ãodamassaóssea,assimcomo emoutrosestudos.6,29–31 Opicode massaósseaéatingido

entreaadolescênciaeos35 anos,1 pelomenosmetade da

massaósseadeumadultoéganhaduranteaadolescência.32

A massa óssea então permanece relativamente constante, atéquenasmulheresamenopausaéalcanc¸ada.Depoisda menopausa,háumafasede rápidaperdaósseapor5a10 anoseentãoumafaseumpoucomaislentainduzidapela idade.33Noidoso,omaiorobjetivodaprevenc¸ãoéminimizar

asperdas demassaósseaeevitarasquedas.Osexercícios têmtambémoobjetivodamelhoriadoequilíbrio,dopadrão damarchaedaindependênciaecontribuirparaumamelhor qualidadedevida.1

Amenopausatambém éumdosfatoresderisco eestá associada a um desequilíbrio no metabolismo ósseo. Os primeiros cinco a dezanos pós-menopausa são o período de maior volume de perda óssea. Aproximadamente 35% de mulheresna pós-menopausa sofrem com adiminuic¸ão da DMO, estão em um maior risco de osteoporose e fra-turas com o passar dos anos. O declínio na produc¸ão de estrógeno é o principal determinante desse desequilíbrio,9

coincidecomareduc¸ãodaabsorc¸ãodecálciopelointestino, devidoàbaixaproduc¸ãodecalcitonina,hormônioqueinibea desmineralizac¸ãoóssea,34masmuitosoutrosfatoresparecem

estarassociados.9Odéficitdeestrogênioéumdeterminante

importantenaperdaósseaduranteamenopausae,quando precoce,oriscoémuitomaior.34

Asmulheressemcompanheiroapresentarammais oste-oporoseemnossoestudo.Háevidênciasdequeestarcasado tem associac¸ão com reduc¸ão norisco de fraturas osteopo-róticasemcomparac¸ãocomviversozinho.35,36Parecequeo

casamentofornece“protec¸ão”contraresultadosadversosde saúde,pormeio decomportamentosdesaúdemodificados e redes sociais provenientes da união.37 Essa associac¸ão

pode ser explicada por dois processos: um deles é que o casamentoproporcionaumefeitoprotetorcompostoporum complexoconjuntodefatores:ambiental,socialepsicológico eooutrofatoréqueindivíduossemcompanheirosãomenos saudáveis.37,38

(6)

influenciar na saúde em geral, assim como na saúde dos ossos, porém a qualidade conjugal está associada a uma melhorsaúdeósseaemmulheres.39

Este estudo apresenta algumas limitac¸ões relacionadas aos fatores de risco para a osteoporose. Não obtivemos informac¸ões sobre a presenc¸a de fratura prévia, história materna de fratura de fêmur e/ou osteoporose, idade da menarcaedamenopausa,tratamentocomcorticoides, tera-piadereposic¸ãohormonal,exposic¸ãosolar,suplementac¸ãode vitaminaDecálcio.

Conclusão

Emumaamostra demulheressubmetidas àdensitometria ósseanaregião noroeste doRioGrandedo Sul,as mulhe-resobesas apresentarammenor prevalênciade osteopenia emcomparac¸ãocomaseutróficas,bemcomotiverammenor prevalênciadeosteoporoseemcomparac¸ãocomasmulheres eutróficasecomsobrepeso.Ataxadeprevalênciade osteope-niaaumentoucomoavanc¸ardafaixaetáriaenaosteoporosea RPfoimaiorapartirdos60anos.ARPdeosteoporosetambém foisignificativamentemaiornasmulheressemcompanheiro.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Agradecimentos

ÀClinicaDiagImagem,emespecialaoDr.SérgioDanilo Arago-nez,peloincentivoàpesquisaclínica.Pelosauxíliosrecebidos do Apoio a Eventos no Exterior (AEX) da Coordenac¸ão de Aperfeic¸oamentode PessoaldeNível Superior(Capes)edo FundodeIncentivoàPesquisa(Fipe)daUniversidadeFederal deSantaMaria(UFSM).

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Tabela 1 – Características sociodemográficas e fatores de risco das 393 mulheres na pós-menopausa da região noroeste do Rio Grande do Sul (2012-2013)
Tabela 4 – Razão de Prevalência (RP) da osteoporose nas categorias de índice de massa corporal (IMC), idade, estado civil, tabagismo e álcool das 393 mulheres na pós-menopausa da região noroeste do Rio Grande do Sul-Brasil (2012-2013)
Tabela 5 – Valores do T-score e da densidade mineral óssea (DMO) nas categorias do índice de massa corporal das 393 mulheres na pós-menopausa da região noroeste do Rio Grande do Sul, Brasil (2012-2013)

Referências

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