• Nenhum resultado encontrado

Rev. Bras. Anestesiol. vol.68 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. Bras. Anestesiol. vol.68 número1"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

REVISTA

BRASILEIRA

DE

ANESTESIOLOGIA

PublicaçãoOficialdaSociedadeBrasileiradeAnestesiologia

www.sba.com.br

ARTIGO

CIENTÍFICO

Dose

baixa

de

propofol

versus

lidocaína

para

alívio

de

laringoespasmo

resistente

pós-extubac

¸ão

em

paciente

obstétrica

Ali

M.

Mokhtar

e

Ahmed

A.

Badawy

CairoUniversity,DepartmentofAnesthesia,Cairo,Egypt

Recebidoem1dejulhode2016;aceitoem31demarçode2017 DisponívelnaInternetem25dejulhode2017

PALAVRAS-CHAVE

Propofol; Lidocaína; Laringoespasmo; Obstetrícia

Resumo

Justificativa: Olaringoespasmopós-extubac¸ãoéumacomplicac¸ãoperigosaquedeveser pron-tamente tratada. Medidaspadrão para oseu manejoforamdescritas. Onossoobjetivo foi comparar aeficáciadepropofol (0,5mg.kg−1)versuslidocaína (1,5mg.kg−1)notratamento

delaringoespasmoresistentepós-extubac¸ãoempacientesobstétricasapósfalhadasmedidas padrão.

Método: Esteestudofoiconduzidoao longodedoisanosem todasaspacientesobstétricas programadasparacesariana.Olaringoespasmopós-extubac¸ãofoiinicialmentetratadocomum protocolopadrão(remoc¸ãodoestímuloofensivo,protrusãomandibular,ventilac¸ãocompressão positivacomoxigênioa100%).Aoconstatarafalhadesseprotocolo,ofármacotestadofoia segundaopc¸ão(lidocaínanoprimeiroanoepropofolnosegundoano).Porfim,succinilcolina foiusadaquandohouvefalhadofármacotestado.

Resultados: No grupo lidocaína, 5% das parturientes desenvolveram laringoespasmo pós--extubac¸ão,31,9%delasforamtratadascomsucessoviaprotocolopadrãoe68,1%precisaram detratamentocomlidocaína,dasquais,65,6%responderamcomsucessoaotratamentocom lidocaína e34,4%precisaramdesuccinilcolinapara alíviodolaringoespasmo. Nogrupo pro-pofol,4,7%dasparturientesdesenvolveramlaringoespasmopós-extubac¸ão,30,1%delasforam tratadascomsucessoviaprotocolo padrãoe69,9%precisaramdetratamentocompropofol, dasquais,82,8%responderamcomsucessoaotratamentocompropofole17,2%precisaramde succinilcolinaparaalíviodolaringoespasmo.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](A.M.Mokhtar).

https://doi.org/10.1016/j.bjan.2017.03.009

(2)

Conclusão:Umapequenadosedepropofol(0,5mg.kg−1)émarginalmentemaiseficazdoque

lidocaína(1,5mg.kg−1)notratamentodelaringoespasmoresistentepós-extubac¸ãoem

pacien-tesobstétricas,apósfalhadasmedidaspadrãoeantesdousoderelaxantesmusculares. ©2017SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eum artigoOpen Accesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

KEYWORDS

Propofol; Lidocaine; Laryngospasm; Obstetric

Lowdosepropofolvs.lidocaineforreliefofresistantpost-extubationlaryngospasm intheobstetricpatient

Abstract

Background: Post-extubationlaryngospasmisadangerouscomplicationthatshouldbemanaged promptly.Standardmeasuresweredescribedforitsmanagement.Weaimedtocomparethe efficacyofpropofol(0.5mg.kg−1)vs.lidocaine(1.5mg.kg−1)fortreatmentofresistant

post-extubationlaryngospasmintheobstetricpatients,afterfailureofthestandardmeasures.

Method: Thisstudywasconductedover2yearsonallobstetricpatientsscheduledforcesarean delivery.Post-extubationlaryngospasmwasinitiallymanagedwithastandardprotocol(removal ofoffendingstimulus,jawthrust,positivepressureventilationwith100%oxygen).Whenthis protocolfailed,thetesteddrugwasthesecondline(lidocaineinthefirstyearandpropofolin thesecondyear).Lastly,succinylcholinewasusedwhenthetesteddrugfailed.

Results:Inlidocainegroup,5%ofparturientsdevelopedpost-extubationlaryngospasm,31.9%of themweresuccessfullytreatedviastandardprotocol,and68.1%requiredlidocainetreatment. 65.6%ofpatientstreatedwithlidocainerespondedsuccessfullyand34.4%required succinylcho-linetorelievelaryngospasm.Inpropofolgroup,4.7%ofparturientsdevelopedpost-extubation laryngospasm,30.1%ofthemweresuccessfullytreatedviastandardprotocol,and69.9% requi-redpropofoltreatment.82.8%ofpatientstreatedwithpropofolrespondedsuccessfullyand 17.2%requiredsuccinylcholinetorelievelaryngospasm.

Conclusion:Smalldoseofpropofol(0.5mg.kg−1)ismarginallymoreeffectivethanlidocaine

(1.5mg.kg−1)forthetreatmentofresistantpost-extubationlaryngospasminobstetricpatients,

afterfailureofstandardmeasuresandbeforetheuseofmusclerelaxants.

©2017SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Thisisan openaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc

¸ão

Olaringoespasmopós-extubac¸ão éresponsávelpor23%de todasasconsequênciasrespiratóriascríticasemadultosno períodopós-operatório.1 Pode ser causado por secrec¸ões,

vômitos, corpo estranho nas vias aéreas ou dor no local da cirurgia.2 É considerado como um período transitório

doreflexodefensivoexageradodasviasaéreassuperiores, devidoà hiperexcitabilidadelaríngeadurante otempode recuperac¸ãodaanestesiageral.3É umacomplicac¸ão

peri-gosaque podelevarà hipóxiaouaoedema pulmonarpor pressãonegativa(EPPN).4,5

Alguns estudos relacionaram o laringoespasmo como umacausaanestésicademortalidadeobstétrica.6,7Fodale

etal.descreveramumasériedecasosdetrêsparturientes quesofreramlaringoespasmopós-extubac¸ão.8Asalterac¸ões

anatômicas associadas à gravidez, como edema faríngeo oucongestão nasal,poderiam agravar a situac¸ão durante o laringoespasmo,9 com maior risco para a vida da

paci-ente.Portanto,olaringoespasmodeveser imediatamente tratado.

Asmedidashabituaisdescritasparaomanejodo laringo-espasmocomec¸aramcomaremoc¸ãodoestímuloofensivo,

elevac¸ão da mandíbula e ventilac¸ão sob pressão positiva dasviasaéreascomoxigênioa100%viabalãoemáscara.10

Outra técnicadescrita foi aaplicac¸ão deumafirme pres-são em um ponto do laringoespasmo --- que fica atrás do lóbulodaorelha---entreoprocessodomastoideeoramoda mandíbula.11Quandofalhadessasmedidas,umapequena

dosedesuccinilcolina(0,1mg.kg−1)porviaintravenosa(IV)

éusada.12 Algunsestudossugeriramousodesuccinilcolina

intramuscularnaausênciadeacessovenoso.13 Outros

estu-dos descreveram ouso de lidocaína tópicaouIV14,15 ou a

administrac¸ãodenitroglicerinaIV.16

Ousodepropofolemdosebaixa(0,25---0,8mg.kg−1)foi

sugerido para o tratamento de laringoespasmo resistente em pacientes pediátricos17 devido aseu efeitodepressivo

sobreosreflexoslaríngeos.18 Outrosestudos

experimenta-ram uma pequena dose de propofol (0,5mg.kg−1) para o

laringoespasmoresistenteemanestesiaobstétrica.8

Oobjetivodesteestudofoicompararaeficáciadeuma pequena dose de propofol (0,5mg.kg−1) versus lidocaína

(1,5mg.kg−1) para o tratamento de laringoespasmo

(3)

Métodos

Após obter a aprovac¸ão do Comitê de Ética de nossa instituic¸ãoeassinaturadasparticipantesemtermosde con-sentimento informado, este estudo prospectivo foi feito durantedoisanosapartirdemarc¸ode2014eincluiutodas asparturientes comestado físicoASA IouII programadas paracesarianasobanestesiageral.Aspacientesforam divi-didasemdoisgruposdeumaformasequencialcomodescrito abaixo. Oscritérios de exclusão incluíram pacientes com sensibilidade conhecida à lidocaína ou propofol, infecc¸ão dotratorespiratóriosuperior,históriadeasmabrônquicaou outrasdoenc¸aspulmonares,tabagismocrônicoouexposic¸ão crônicaafumantes,poeiraoufumac¸a.

Todas as pacientes foram anestesiadas pela mesma equipe de anestesiologistas especialistas e com a mesma técnica:pré-medicac¸ãocom ranitidinaIV(50mg)e meto-clopramida(10mg),avaliac¸ãodasviasaéreasparaeventual intubac¸ão difícil e pré-oxigenac¸ão com 100% de O2. A

anestesia foi induzida com propofol (2mg.kg−1) e

suxa-metônio (1,5mg.kg−1). A manobra de Sellick foi aplicada

até o êxito da intubac¸ão traqueal. A anestesia foi man-tida com isoflurano em 100% de oxigênio e 0,5mg.kg−1

atracúrioapósdesapareceroefeitodasuccinilcolina.Após o parto, 2␮g.kg-1 de fentanil e 20 unidades de oxitocina

foram administrados. Atropina (0,02mg.kg−1) e

neostig-mina(0,05mg.kg−1)foramusadasparareversãodobloqueio

neuromuscular sob monitorac¸ão da sequência de quatro estímulos.Aextubac¸ãofoifeitaquandoapaciente estava totalmenteacordada,apóssucc¸ãoadequadadasviasaéreas superiores.

Os casos de laringoespasmo foram tratados de acordo comoprotocolodoDepartamentodeAnestesiaenãoforam alteradosde casoparacaso. Portanto,avaliamos oscasos deformasequencial.

Todas as pacientes que desenvolveram laringoespasmo pós-extubac¸ãoaolongodosdoisanosdenossoestudoforam inicialmentetratadascomumprotocolopadrão,que consis-tiuemremoc¸ãodoestímuloofensivo(aspirac¸ãoorofaríngea de secrec¸ões), elevac¸ão mandibular, ventilac¸ão suavesob pressão positiva das vias aéreas com oxigênio a 100% via balãoemáscara.10,11Casooespasmonãomelhorasseemum

minuto(marcadopelorelógiodeparede)ouasaturac¸ãode oxigênio caísseabaixo de93% ouo espasmo reaparecesse após a melhoria, o caso era considerado como resistente e o medicamentotestado era adicionado ao protocolode tratamento.Noprimeiro ano,administramosumadose de lidocaína IV (1,5mg.kg−1) e consideramos os casos como

grupolidocaína(I);nosegundoano,administramosumadose depropofolIV(0,5mg.kg−1)econsideramososcasoscomo

grupopropofol(II).Emambososgrupos,novamente,senão houvesse melhoria do espasmo e a saturac¸ão deoxigênio caíssepara85%,administrávamosumadose de succinilco-linaIV(0,5mg.kg−1)paraaliviaroespasmoerestabelecera

ventilac¸ão.Tantoofármacoestudadoquantosuccinilcolina foramrotineiramentepreparadosantesdaextubac¸ão eas suasdosesforamcalculadascombase nopesocorporalno iníciodagravidez.

Em ambos osgrupos, foramregistrados o númerototal departurientesinscritasnoestudo,onúmerodecasosque desenvolveularingoespasmo,oscasostratadoscomsucesso com o protocolopadrão, outros casos que precisaram do

medicamento testado ou de succinilcolina para alívio do espasmoeaincidênciadecomplicac¸ões(distensãogástrica, aspirac¸ão,EPPN,arritmiasouparadacardíaca).

Análiseestatística

Operíododerecrutamentodos casosfoibaseado na inci-dência de espasmo laríngeo no banco de dados de nosso departamento,com oobjetivo derecrutar pelomenos38 casosparacadagrupodeestudo.Nossoobjetivoeradobrar de35%17 para 70% a taxa desucesso inicialpara tratar o

espasmolaríngeoantesdeusarsuccinilcolina,comvalor˛

de0,05epoder(1−ˇ)doestudode0,80.

Osdados foramanalisados com o programa estatístico SPSS (versão 16, SPSS Inc., Chicago, IL, EUA). Os dados foramexpressosdeacordocomostiposcomomédiae des-viopadrão(média±DP) oufrequênciaeporcentagem. As comparac¸õesdosdoisgruposestudadosforamfeitascomo testetdeStudentouotesteUdeMann-Whitney.Emtodos ostestes,osresultadosforamconsideradosestatisticamente significativosseovalordepfosseinferiora0,05.

Resultados

Duranteoperíododeestudo,1.837de2.043grávidas,entre 18-42 anos, que se submeteram à cesariana sob aneste-siageral aceitaramparticipar noestudo. Noprimeiro ano deestudo,942pacientesforaminscritas,representaramo grupolidocaína(I),enosegundoano,895pacientesinscritas representaramogrupopropofol(II).Desenvolveram laringo-espasmopós-extubac¸ão89pacientese,consequentemente, foramincluídasnoestudo:47nogrupolidocaína(I)e42no grupopropofol(II),mostradonatabela1.

No grupo lidocaína (I), 15/47 pacientes (31,9%) foram tratadascomsucessocomoprotocolopadrãoeas32 restan-tesprecisaramdetratamentocomlidocaína.Paraaliviaro laringoespasmo,21/32(65,6%)responderamàlidocaínacom sucessoe11/32(34,4%)precisaramdesuccinilcolina.

No grupo propofol (II), 13/42 pacientes (30,1%) foram tratadascomsucessocomoprotocolopadrãoe as29 res-tantesprecisaramdetratamentocompropofol.Paraaliviar olaringoespasmo,24/29(82,8%)responderam aopropofol comsucessoe5/29(17,2%)precisaramdesuccinilcolina.

Onúmerodepacientesquedesenvolveularingoespasmo pós-extubac¸ão foi comparável nos dois grupos estudados. Tambémnãohouvediferenc¸aestatisticamentesignificativa entreos dois grupos em relac¸ão ao númerode pacientes tratadas com sucesso com o protocolo padrão. Porém, a percentagemdepacientestratadascomsucessocom propo-folsemanecessidadedesuccinilcolinafoiestatisticamente superior à porcentagem de pacientes tratadas com lido-caína. Nenhuma complicac¸ão foi registrada em ambos os grupos(tabela2).

Discussão

(4)

Tabela1 Característicasenúmerodepacientesquedesenvolveramlaringoespasmo Grupo(I)lidocaína (n=942)

Grupo(II)propofol (n=895)

p

Idade(anos) 28±8 30±6 0,242

ASAI:II 533:409 498:397 0,253

Númerodepacientesquedesenvolveularingoespasmo 47(5%) 42(4,7%) 0,371

Dadosexpressosemmédia±DP,razão,númerodepacienteseporcentagem(%). Nãohouvediferenc¸aestatisticamentesignificativaentreosdoisgrupos.

Tabela2 Númerodepacientestratadascomsucessoviaprotocolopadrão,fármacoavaliadoesuccinilcolina Grupo(I)lidocaína

(n=942)

Grupo(II)propofol (n=895)

p

Númerodepacientestratadascomsucessovia protocolopadrão

15/47(31,9%) 13/42(30,1%) 0,433

Númerodepacientestratadascomsucesso comofármacoavaliado

21/32(65,6%) 24/29(82,8%)a 0,041

Númerodepacientesqueprecisaramde succinilcolina

11/32(34,4%) 5/29(17,2%)a 0,033

Dadosexpressosemnúmero&razãoeporcentagem(%).

aEstatisticamentesignificativoemcomparac¸ãocomogrupo(I),p<0,05.

etal.que identificou incidência delaringoespasmo de3% em725pacientespediátricosoperadosdehérniainguinal, orquidopexiaehidrocelesobanestesiageraleusode más-cara laríngea (ML)17 e com o estudo conduzido por Pak

etal. que mostrou incidência de 8,6% de laringoespasmo apósaemergênciaem pacientespediátricossubmetidosà cirurgia de estrabismo e correc¸ão de hérnia inguinal sob anestesiageraleintubac¸ãoendotraqueal.19 Emcontraste,

aincidênciadelaringoespasmonopresenteestudofoibem menor doque no estudo feitopor Leicht et al. (22%)20 e

nogrupocontroledoestudofeitoporBatraetal.(20%).21

Essamaiorincidênciadelaringoespasmopós-extubac¸ão nes-ses dois estudos pode ser explicada pelo local e tipo de operac¸ão(tonsilectomiana orofaringe)epela tenraidade dospacientesestudados.

Os resultados do presente estudo também mostraram queo númerodepacientestratadas comsucessovia pro-tocolopadrão(succ¸ão orofaríngea desecrec¸ões,elevac¸ão damandíbula,ventilac¸ãosobpressãopositivacomoxigênio a 100% via balão e máscara e aplicac¸ão de firmepressão em umpontodolaringoespasmo)foicomparável entreos doisgruposestudados(31,9%e31%,paralidocaínae propo-fol,respectivamente).Essesresultadosestãodeacordocom osresultadosdo estudofeito porAfshan etal.,com taxa de35%doscasostratadoscomsucessocomventilac¸ãosob pressãopositivaviamáscarafacial,17 etambémdeacordo

comogruposubmetidoàpráticapadrãodoestudofeitopor Al-Metwallietal.,cujataxafoide38,4%.22

Em relac¸ão às pacientes que precisaram dos fárma-cos estudados, o número de pacientes tratadas de modo bem-sucedido com propofol foi estatisticamente superior ao das pacientes tratadas com lidocaína (82,7% e 65,6%, respectivamente). Esses resultados estão de acordo com os do estudo feito por Afshan et al., no qual propofol (0,8mg.kg−1) proporcionou alívio do laringoespasmo em

76,9% dos casos.17 Novamente, os resultados dopresente

estudo foram corroboradospelos resultadosdo conduzido porPaketal.,noqualnãohouvecaso delaringoespasmo pós-extubac¸ãocomousodeumapequenadosedepropofol (0,25mg.kg−1)naemergênciadaanestesia,emcomparac¸ão

comogrupocontrole.19

No presente estudo, embora a taxa de sucesso de lidocaínaparaaliviarolaringoespasmotenhasido significa-tivamentemenordoqueadepropofol,lidocaínafoieficaz em 65,6%doscasos.Issocontrastacomoestudofeitopor Pernilleetal.,quenãomostroupapelsignificativode lido-caínaa 1%(0,15mL.kg-1)na prevenc¸ãodelaringoespasmo

pós-extubac¸ãoemcrianc¸as.20

Umadasprincipaislimitac¸õesdenossoestudofoiafalta derandomizac¸ão.Comoolaringoespasmoéumasituac¸ãode emergência,tivemosqueseguirumprotocolofixodurante umperíodo.Outra limitac¸ãofoi afalta deumgrupo con-troleporquecomparamosaeficáciadedoismedicamentos, umparacadagrupo.Contudo,comoosresultadosdenosso estudo foram promissores, recomendamosestudos adicio-nais,randômicoseduplo-cegosparagarantiraeficáciados fármacostestados.

Conclusão:umapequenadosedepropofol(0,5mg.kg−1)

émarginalmentemaiseficazdoquelidocaína(1,5mg.kg−1)

notratamentodelaringoespasmoresistentepós-extubac¸ão empacientesobstétricas,apósfalhadasmedidaspadrãoe antesdousoderelaxantesmusculares.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

(5)

2.RexMA.Areviewofthestructuralandfunctionalbasisof laryn-gospasmand a discussion ofthenerve pathwaysinvolved in thereflexanditsclinicalsignificanceinmanandanimals.BrJ Anaesth.1970;42:891---9.

3.NishinoT.Physiologicalandpathophysiologicalimplicationsof upperairwayreflexesinhumans.JpnJPhysiol.2000;50:3---14.

4.LemyzeM,MallatJ.Understandingnegativepressurepulmonary edema.IntensiveCareMed.2014;40:1140---3.

5.GhofailyLA,SimmonsC,ChenL,etal.Negativepressure pul-monaryedemaafterlaryngospasmarevisitwithacasereport. JAnesthClinRes.2013;3:252.

6.PhillipsOC.Therole ofanesthesiainobstetricmortality. Int AnesthesiolClin.1968;6:847---73.

7.PhillipsOC,DavisGH,FrazierTM,etal.Theroleofanesthesia inobstetricmortalityareviewof455,553livebirthsfrom1936 to1958inthecityofBaltimore.AnesthAnalg.1961;40:557---66.

8.Fodale V, Pratico C, Leto G, et al. Propofol relieves post--extubationlaryngospasminobstetricanesthesia.IntJObstet Anesth.2004;13:196---7.

9.PilkingtonS,CarliF,DakinMJ,et al.Increasein Mallampati scoreduringpregnancy.BrJAnaesth.1995;74:638---42.

10.StehlingLC. Managementof theairway. In: Barash PG, Cul-lenBF,StoeltingRK,editors.ClinAnesth.7thed.Philadelphia:

Lippincott---Raven;2013.p.784---5.

11.Larson PC. Laryngospasm --- the best treatment. J Am Soc Anesthesiol.1998;89:1293---4.

12.HobaikaAB,DeS,LorentzMN. Laryngospasmreviewarticle. RevBrasAnestesiol.2009;59:487---95.

13.Warner DO.Intramuscular succinylcholine and laryngospasm. Anesthesiology.2001;95:1039---40.

14.ZeidanA,HalabiD.Aerosolizedlidocaineforreliefof extuba-tionlaryngospasm(letter).AnesthAnalg.2005;101:1562---3.

15.BarakaA. Intravenouslidocainecontrolsextubation laryngos-pasminchildren.AnesthAnalg.1978;57:506---7.

16.SibaiAN,YamoutI.Nitroglycerinrelieveslaryngospasm.Acta AnaesthesiolScand.1999;43:1081---3.

17.AfshanG,ChohanU,Qamar-Ul-HodaM,etal.Istherearoleof asmalldoseofpropofolinthetreatmentoflaryngealspasm? PediatrAnesth.2002;12:625---8.

18.McKeating K, Bali IM, Dundee JW. The effects of thiopen-tone and propofol on upper airway integrity. Anaesthesia. 1988;43:638---40.

19.Pak HJ,LeeWH,JiSM,etal. Effectofasmall doseof pro-pofol or ketamine to prevent coughing and laryngospasm in childrenawakeningfromgeneralanesthesia.KoreanJ Anesthe-siol.2011;60:25---9.

20.LeichtP,WisborgT,Chraemmer-JørgensenB.Doesintravenous lidocaineprevent laryngospasmafterextubation inchildren? AnesthAnalg.1985;64:1193---6.

21.BatraYK,IvanovaM,AliSS,etal.Theefficacyofa subhyp-notic dose of propofol in preventing laryngospasm following tonsillectomyandadenoidectomyinchildren.PaediatrAnaesth. 2005;15:1094---7.

Imagem

Tabela 2 Número de pacientes tratadas com sucesso via protocolo padrão, fármaco avaliado e succinilcolina Grupo (I) lidocaína

Referências

Documentos relacionados

Conclusions: The occupational hazards related to WAGs including genotoxicity, mutagenicity and oxidative stress, stand as a public health issue and must be acknowledged by

Concluimos que a dexmedetomidina é mais eficaz do que tramadol e clonidina no tratamento de tremor devido ao seu início mais rápido, à menor taxa de recidiva e melhor sedac ¸ão.

The present study was designed to explore the effectiveness of tramadol, clonidine and dexmedetomidine in the treatment of post spinal anesthesia shivering and to look for their

no fim da cirurgia e relataram que o bloqueio não prolon- gou o tempo até a primeira necessidade de analgésico em comparac ¸ão com o grupo controle; porém, os autores rela- taram

Ultrasound- guided transversus abdominis plane block in patients undergoing open inguinal hernia repair: 0.125% bupivacaine provides similar analgesic effect compared to

Conclusion: Small dose of propofol (0.5 mg.kg − 1 ) is marginally more effective than lidocaine (1.5 mg.kg − 1 ) for the treatment of resistant post-extubation laryngospasm in

Na atualidade, a técnica guiada por ultrassom para o bloqueio do plexo braquial via axilar assegura a correta localizac ¸ão da agulha em relac ¸ão ao plexo, reduz a neces- sidade

Thus, as perivascular techniques have a shorter exe- cution time, comparable total procedure time, and lower incidence of paresthesia, they are recommended for ultrasound-guided