www.rbceonline.org.br
Revista
Brasileira
de
CIÊNCIAS
DO
ESPORTE
ARTIGO
ORIGINAL
Associac
¸ão
do
sexo,
rede
de
ensino
e
turno
escolar
com
os
níveis
de
intensidade
das
atividades
diárias
de
crianc
¸as
medidos
por
acelerometria
Isabella
Toledo
Caetano
a,∗,
Maicon
Rodrigues
Albuquerque
b,
Edmar
Lacerda
Mendes
c,
Fernanda
Ribeiro
Nascimento
ae
Paulo
Roberto
dos
Santos
Amorim
baUniversidadeFederaldeVic¸osa,ProgramadePós-Graduac¸ãoemEducac¸ãoFísica,Vic¸osa,MG,Brasil
bUniversidadeFederaldeVic¸osa,DepartamentodeEducac¸ãoFísica,Vic¸osa,MG,Brasil
cUniversidadeFederaldoTriânguloMineiro,DepartamentodeEducac¸ão,Uberaba,MG,Brasil
Recebidoem24demarçode2016;aceitoem4demaiode2017 DisponívelnaInternetem31demaiode2017
PALAVRAS-CHAVE Crianc¸a;
Recomendac¸ãode atividadefísica; Intensidade; Acelerometria
Resumo Esteestudo teve oobjetivo deanalisar as atividadesfísicas (AF) de crianc¸as em relac¸ão às recomendac¸ões de AF (RAF) e as influências do sexo, rede de ensino e turno escolar. Foramavaliados 101 escolaresde escolas públicase privadas e turnos matutinoe vespertino. Osdadosforam coletadospor acelerômetrosdurantetrêsdias. Foiusado Teste
t Studentpara ascomparac¸ões entreo sexo, rede de ensino e turno escolar(p<0,05). O tempoematendimentoàsRAFemminutospordiaforam:Sexo:masculino=171,01±43,35e feminino=198,85±53,47;rededeensino:pública=198,93±48,85eprivada=157,32±40,34; turnoescolar:matutino=198,76±47,64evespertino=167,68±47,75.Osexofemino,aescola públicaeoturnomatutinoapresentarammaiorníveldeAF.
©2017Col´egioBrasileirodeCiˆenciasdoEsporte.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´e umartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/ by-nc-nd/4.0/).
KEYWORDS Child;
Physicalactivity recomendation; Intensity; Accelerometry
Associationbetweengender,educationnetworkandscholarshiftswithintensitylevels ofchildrensdailyactivitiesmeasuredbyaccelerometry
Abstract Theobjectiveofthisstudywastoanalyzechildrensphysicalactivities(PA)in rela-tion toPA recomendations(PAR)andinfluences ofgender,educationalnetworkandscholar shifts.Wereassessed101scholarsfrombothprivate andpublicschoolsystems,morningand afternoonshifts.Thedatawascollectedbyaccelerometersduring3days.TheStudentttest wasappliedforcomparisionsbetweengender,educationalnetworkandscholarshifts(p<0,05). ThetimeattendingthePARinminutesperdaywere:Gender:male=171.01±43.35andfemale
∗Autorparacorrespondência.
E-mail:[email protected](I.T.Caetano). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbce.2017.05.001
=198.85±53.47; educational network: public=198.93±48.85 and private=157.32±40.34; scholar shift: morning =198.76±47.64 and afternoon=167.68±47.75. The female gender, publicschoolandmorningshiftspresenteedhigherlevelsofPA.
©2017Col´egioBrasileirodeCiˆenciasdoEsporte.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Thisisan openaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
PALABRASCLAVE Ni˜nos;
Recomendaciónde actividadfísica; Intensidad; Acelerometría
Relaciónentre sexo,sistemaeducativoy jornada escolarcon niveles deintensidad delasactividadesdiariasdelosni˜nosmedidosmedianteacelerometría
Resumen Esteestudiotuvocomoobjetivoanalizarlasactividadesfísicas(AF)delosni˜nosen relaciónconlasrecomendacionesdeAF(RAF)ylasinfluenciasdelsexo,elsistemaeducativoyla jornadaescolar.Seevaluóa101ni˜nosdeescuelaspúblicasyprivadas,ydelosturnosdema˜nana ytarde.Losdatosfueronrecogidosporacelerómetrosdurante3días.Seutilizólapruebadela
tdeStudentpararealizarlascomparacionesentresexos,sistemaeducativoyjornadaescolar (p<0,05).EltiempoenelcumplimientodelasRAFencuestióndeminutospordíafueronpara elsexomasculino=171,01±43,35 ypara elsexo femenino=198,85±53,47;para elsistema educativopúblico=198,93±48,85yparaelsistemaeducativoprivado=157,32±40,34;parala jornadaescolardema˜nana=198,76±47,64yparaladetarde=167,68±47,75.Elsexofemino, laescuelapúblicayelturnodema˜nanatuvieronmayorniveldeAF.
©2017Col´egioBrasileirodeCiˆenciasdoEsporte.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Estees unart´ıculoOpenAccessbajolalicenciaCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/ by-nc-nd/4.0/).
Introduc
¸ão
Asrecomendac¸õesdeatividadefísicaparacrianc¸ase ado-lescentes, referendadas por diversos órgãos nacionais e internacionais(BritishHeartFoundation’s,2011,Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, 2000, Departament of Health, 2011, Department of Health and Human Services/Centers for Disease Control and Prevention, 2008; Organizac¸ão Mundial de Saúde, 2010; WorldHealth Organization,1991)sãodeque,diariamente,atividades físi-casdeintensidademoderadaavigorosa (AFMV)devemser executadas durante pelo menos 60 minutos.Quantidades superioresa60minutosdiários,deacordocom especialis-tasdessasinstituic¸ões,podemviraproporcionarbenefícios adicionaisàsaúde.
SegundoaOrganizac¸ãoMundialdeSaúde(2010),a ina-tividadefísicaéoquartofatorderiscoparamortalidade, correspondendoa6%detodasascausasdemortenomundo. Apesar dos incontestáveis benefícios da atividade física regularà saúde,aatividade físicana populac¸ão em geral estáem declíniodesdeatransic¸ãodainfânciaparaa ado-lescência(Pateetal.,2006),perdurandoatéafaseadulta (Verstraeteetal.,2007).
Crianc¸aseadolescentesestãocadavezmaissedentários (Goldfieldetal.,2011,LeatherdaleeWong,2008),adotando umestilo devida queinclui poucaou nenhumaatividade física.Noentanto,estecomportamentodesaúde,distinto dainatividade física, deverefletir bem maisdo que uma simplesabstinênciadeatividadesfísicas,esimabordar ati-vidadesquetenhamgastoenergéticopróximoaosníveisde repouso(Hardyetal.,2013,Saundersetal.,2014,Tremblay, 2012).
Otermosedentáriodevesereferiraqualqueratividade quefacilitaapermanêncianaposic¸ãosentadaoureclinada,
tais como o uso de computador, televisão, videogame, automatizac¸ão das tarefas domésticas, uso de transpor-tesmotorizados,assistiraulas,comerem umamesa,usar controle remoto, entre outros (Spanier et al., 2006), e que são de muito baixa ou baixa intensidade, com valo-res deequivalentes metabólicos(MET) identificados como múltiplos da taxa metabólica de repouso maior do que 0,9 e menor que 2,0 (Ainsworth et al., 2011, Tremblay, 2012).Otempogastoematividadesedentáriaéfatorchave na etiologia e progressão de doenc¸as crônicas, incluindo doenc¸as cardiovasculares emetabólicas, quesão comuns, debilitantes e dispendiosas (Carson e Jassen, 2011, Kim
etal.,2013).
Evidênciastêmsugeridoqueamaioriadascrianc¸ase ado-lescentesnãoatingemasrecomendac¸õesdeatividade,com seus valores de tempoativo tendo diminuído nas últimas décadas(Domingues,2012,Pateet al.,2006).Domingues (2012)analisouoscomportamentosativosesedentáriosde 150 escolares com 10 anos de idade, durante o período depermanêncianaescolae, verificouqueascrianc¸asnão alcanc¸aram asrecomendac¸õesde atividadefísica durante o período passado na escola.Também observou que este períodoapresentabaixa contribuic¸ãoparao cumprimento da recomendac¸ão do tempo diário total gasto com ativi-dadefísica,variandoentre5a18%emfunc¸ãodasatividades realizadasnaescola.
Algunsautores (Andersen et al., 2006, Dipietro, 2012,
Tabela1 Característicasantropométricasedistribuic¸ãoamostraldascrianc¸as
Variável Número Massacorporal Estatura IMC
n % Kg DP m DP Kg/m2 DP
Sexo
Feminino 55 54,50 35,22 7,20 1,41 0,08 17,50 2,84 Masculino 46 46,50 36,79 7,87 1,41 0,06 18,38 3,35
Escola
Pública 64 63,40 35,58 7,55 1,41 0,79 17,80 3,19 Privada 37 36,60 36,54 7,52 1,41 0,06 18,07 2,96
Turno
Manhã 52 51,50 36,59 7,75 1,41 0,08 18,33 3,23 Tarde 49 48,50 36,24 7,28 1,41 0,06 17,44 2,91
%,porcentagem;DP,desvio-padrão;IMC,índicedemassacorporal;Kg,quilograma;Kg/m2,quilogramapormetroquadrado;m,metro;
n,amostra.
capazdemelhorarasaúdedosindivíduos(Robertsonetal., 2011).
Dessaforma,esteestudotemoobjetivodeanalisaras intensidadesdoscomportamentosativosdecrianc¸ascom10 anos de idade, o alcance das recomendac¸ões, bem como verificarasinfluênciasdosexo,rededeensinoeturno esco-larnessecomportamento.
Material
e
métodos
Delineamentodoestudo
Estudoepidemiológico,transversal,realizadocomescolares dedez anos deidade, alunos do5◦ anodoEnsino
Funda-mentaldecolégios darededeensinomunicipale privado domunicípiodeVic¸osa/MG.
Segundo estimativa do IBGE (2010), a populac¸ão da cidadedeVic¸osa/MGédeaproximadamente72.200 habitan-tes,dosquais2.926estãomatriculadosno5◦anodoEnsino
Fundamental.Portanto,aproporc¸ãodeescolaresnestafaixa etáriaparaapopulac¸ão(taxamáximadeprevalência)éde 4,05%.
Otamanhoamostralfoicalculadosegundoaequac¸ão pro-postaporLwangae Lemeshow(1991)n= PxQ/(E/1,96)2, em que n = tamanho mínimo daamostra necessária; P = taxa máxima de prevalência; Q = 100 --- P; E = margem deerro amostral tolerado. Para oscálculos considerou os seguintesvalores:n=722,P=1,Q=99eE=5%. Conside-randoonúmerototaldeescolaresnafaixaetáriaestudada, onúmerototaldapopulac¸ão,erroestimadode5%,intervalo deconfianc¸ade95%,estimou-sequeserianecessáriauma amostramínimade60escolaresparacomprovac¸ão probabi-lística.
Participantes
Aselec¸ão dasescolas participantes iniciou-sea partirdos dados fornecidos pela 33a
Superintendência Regional de Ensino de Ponte Nova/MG, pela Secretaria de Educac¸ão doEstado deMinas Gerais e pela SecretariaMunicipal de
Educac¸ãodeVic¸osa/MG,que informaramaquantidadede escolasmunicipais,estaduaiseprivadasdacidadeque ofe-reciam o 5◦ ano do Ensino Fundamental noano de 2013.
Constatou-se que o município conta com 32 escolas, das quais17 sãomunicipais(n = 507),oitosão estaduais(n = 457)esetesãoprivadas(n=215).Asescolasestaduaisforam excluídasdoestudodevidoàgrevedosprofessoresdurante operíododacoleta.Houveumaselec¸ãoaleatóriade13das 24escolasrestantes,deformaqueaproporc¸ãoentre esco-las municipaise privadas fosse respeitada.Além disso, as escolasforamestratificadassegundoaregiãogeográficada cidade(norte, sul,leste ou oeste).Apóso sorteio, foram apresentadososobjetivoseametodologiadoestudoaos res-pectivosresponsáveis,solicitandoautorizac¸ãoparainclusão dasescolasnaamostra.Duasescolasprivadasrecusaram-se aparticipar.
Nasonzeescolasrestantes,foisolicitadaalistadealunos matriculadosno5◦
anodoensinofundamental,totalizando 450potenciaisvoluntários.Aescolhadosqueparticipariam doestudofoiporsorteio,queapontoudezcrianc¸asdeuma turmaem cada escola,respeitando-sea segmentac¸ãopor sexo.Ossorteados deveriamatender a critérios de inclu-são:ter10anosdeidadecompletosatéoperíododacoleta dedados,estarpresenteemsaladeaulanodiadosorteio e apresentar o Termo de Consentimento Livre e Esclare-cidopreenchidoeassinadocomautorizac¸ãodoresponsável. Quandoos termos de consentimento retornaram, os ava-liadoresentraramem contato com oresponsável de cada crianc¸a,portelefone,paraexplicaroscuidadosemrelac¸ão ao uso do equipamento e os procedimentos. As crianc¸as cujospaisnãoseresponsabilizarampeloequipamentoe/ou tiveram receio que a crianc¸a perdesse o aparelho foram excluídas do estudo. O número de avaliados por escola varioude8a12,sendoamédiade10,totalizando110 par-ticipantes.Apósconsiderartodososcritériosdeexclusãoe inclusãoforamacompanhados101escolares(fig.1),sendo 55dosexofeminino(54,5%)e46dosexomasculino(45,5%) (tabela1).
Distribuiçã
o
amostral
Escolas que oferecem o 5° ano em Viçosa/MG = 33
Escolares matriculados no 5°
ano = 1179
Amostra mínima de
escolares estimada = 60
Escolares matriculados em 7 Escolas privadas = 215
Escolares matriculados em 17 Escolas públicas - 9 Municipais = 507
- 8 Estaduais = 457
Escolares elegíveis em 7 Escolas municipais = 80 Escolares elegíveis em 4
Escolas privadas = 40
Escolares sorteados = 70 Escolares
ausentes ou sem TCLE = 6 Escolares
sorteados = 40 Escolares
ausentes ou sem TCLE = 4
Escolares avaliados = 37
Escolares Excluídos = 0
Escolares avaliados = 64
Escolares excluídos
= 0
Amostra final analisada = 64 Amostra final
analisada = 37
Amostra final para análise = 101
Escolas excluídas = 20
Escolas elegíveis = 13
Escolas selecionadas de acordo com a região demográfica pertencente = 13
Escolas que se recusaram a participar
do estudo = 2
Escolas participantes = 11 - Privadas = 4
- Municipais = 8
Figura1 Grupoamostraldosescolaresde10anosdomunicipiodeVic¸osa-MG Legenda:n,númerodeescolares;TCLE,termodeconsentimentolivreeesclarecido.
Procedimentos
Medidasantropométricas
A massa corporal (kg) e estatura (m) foram mensuradas, respectivamente,pelabalanc¸adigitalportátil(Soehnle, Ale-manha),comprecisãode100gecapacidadepara130kg,e umestadiômetroportátilfixoàparede,tipotrena(Sanny® Medical,modelo SN-4010,Brasil), comprecisão de0,1cm e capacidade de 210cm. O Índice de Massa Corporal foi calculadopeladivisãodamassacorporal(Kg)divididopela estaturaaoquadrado(m2)eclassificadosegundoColeetal.
(2000). As medidas antropométricas foram realizadas de acordocomLohmanetal.(1988)emensuradasnodia ante-rioramonitorac¸ãodaatividadefísica.
Mensurac¸ãodaatividadefísicapormeioda acelerometria
Tabela2 Valoresdemédiaedesvio-padrãoetestetdeStudentparaaparticipac¸ãoemAFMVdascrianc¸asporsexo,redede ensinoeturno
Variável Média DP Média DP t/Z df p ES Clas.ES Sexo Masculino Feminino
TT-3S 171,01 43,35 198,85 53,47 2,89 99 0,05 0,28 M TT-DS 172,66 46,85 202,77 56,35 2,99 99 0,04a 0,28 M
TT-FS 167,71 57,57 191,00 69,27 1,85 99 0,06 0,18 P
RededeEnsino Pública Privada
TT-3S 198,93 48,85 157,32 40,34 4,39 99 0,00a 0,40 M
TT-DS 200,43 52,54 161,97 45,79 3,71 99 0,00a 0,35 M
TT-FS 195,83 64,18 148,02 51,47 3,86 99 0,00a 0,36 M
TurnoEscolar Matutino Vespertino
TT-3S 198,76 47,64 167,68 47,75 3,27 99 0,00a 0,31 M
TT-DS 198,68 52,93 173,31 51,04 2,45 99 0,00a 0,24 M
TT-FS 198,93 57,73 156,44 63,41 3,52 99 0,00a 0,33
DP,desvio-padrão;ES,effectsize;M,médio;N,amostra;P,pequeno;TT-3S,tempototal3dias;TT-DS,tempototaldiasdesemana; TT-FS,tempototalfimdesemana.
a p<0,05.
Cada crianc¸a recebeu um acelerômetro e um folheto comasinstruc¸õesparausodoequipamento.Aoacordar,na manhãseguinteaorecebimentodoacelerômetro,acrianc¸a foi instruída a vestir o equipamento no quadril, sobre a cristailíacaeusá-locontinuamenteportrêsdias consecuti-vos,sendodoisdiasdesemanaeumdiadefimdesemana (domingo,segundaeterc¸a-feira),excetoduranteobanho ouatividadesaquáticas.Nessesdiasdeusodoequipamento, mensagensdereforc¸oviacelularforamenviadasao respon-sável.
Apósostrêsdias,osequipamentosforamrecolhidosna escola.Emseguida,osdadosdoaparelhoforam descarre-gadospelosoftware(ActiLifeversão4.3.0,Pensacola,FL, USA)nocomputadorparaaconversãodosregistrosacada dezsegundosemintervalosde1minuto,paraqueamédia demovimentosporminutofossecalculada.
A partir desses resultados,obteve-se a médiageral da quantidadedemovimentosemminutosrealizadosdurante ostrêsdiasavaliados----osdoisdiasdesemanaeodiadefim desemana----,individualmenteeem grupo,separadospor sexomasculinoefeminino,rededeensinopúblicaeprivada eturnoescolarmatutinoevespertino.Tambémseestudou ashorasdesonodosescolares.Essasanálisesforamfeitas noprogramaMicrosoftOfficeExcel2007.
Todas as análises observaram os cinco níveis de classificac¸ão(sedentária,leve,moderada,vigorosaemuito vigorosa).Paraclassificarasatividadesdiáriasdopresente estudo,foramadotadoslimiaresdecontagemdeatividade físicaafimdedeterminaraquantidadedetempoemqueos escolaresseenvolveramematividadesdosseguintestipos: sedentária(<150contagem/min),leve(≥150e<500 con-tagem/min), moderada (≥ 500 e < 4000 contagem/min), vigorosa(≥4000e<7600)oumuitovigorosa(≥7600 conta-gem/min).Aclassificac¸ãousadaéespecíficaparacrianc¸as (Freedsonetal.,2005)epodeserencontradanosoftware
Actilife5®.
Paraaanálisedarelac¸ãoentreoníveldeatividadediária dascrianc¸asemrelac¸ãoàsrecomendac¸õesdepelomenos60 minutosdiáriosdeAFMVintensidade,tornou-senecessário agrupá-lasemtrêsníveis:sedentária(<150contagem/min),
leve(≥150e<500contagem/min)emoderadaavigorosa (≥500contagem/min).
Análiseestatística
Osdadosgeraisforamapresentadospormeiodaestatística descritiva (média ± desvio-padrão). O teste Kolmogorov--Smirnov foi empregado para verificara normalidade dos dados.Comparac¸ões entre o sexo,rede de ensino, turno escolare horas de sono foramobtidas através do teste t
deStudent.O tamanhodoefeitofoicalculado atravésdo ‘‘eta-squared(2)’’.Paratodososcálculosestatísticosfoi
consideradop < 0,05.Já asanálises estatísticasusaram o
softwareSPSS®20.0forWindows(Chicago,IL,EUA).
Resultados
Resultadosdescritivos referentesàdistribuic¸ãoamostral e característicasantropométricassãoapresentadosnatabela 1.Nãoforamencontradasdiferenc¸assignificativasentreos sexos,entreostiposdeescolaseentreosturnosescolares quantoàmassacorporal,àestaturaeaoIMC.
Atabela2apresentaosvaloresdemédiaedesvio-padrão emcontagem/mindosresultadosdotestetdeStudentpara aquantidadedeatividadedascrianc¸asemrelac¸ãoaotempo totaldos3dias(TT-3S),tempototaldosdiasdesemana (TT--DS)etempototaldefimdesemana(TT-FS)porsexo,rede deensinoeturnoescolar.Nota-sequequandoseparadospor sexo,rededeensinoeturnoescolar,ascrianc¸asatingiramas recomendac¸õesdepelomenos60minutosdiáriosdeAFMV paraostrêstiposdeanálise.
Osvaloresdemédiaedesvio-padrãoemcontagem/min paraoTT-3S,TT-DSeTT-FSdemostraramqueasmeninas,a escolapúblicaeoturnomatutinoapresentarammaior con-tagem/minem relac¸ãoaosmeninos,aescolaprivadaeao turnovespertino,respectivamente.
houvediferenc¸aparaoTT-3S(p=0,00),TT-DS(p=0,00)e TT-FS(p=0,00).Quantoaoturnoescolar,houvediferenc¸as paraoTT-3S(p=0,01),TT-DS(p=0,01)eTT-FS(p=0,01).
Discussão
Verificou-se por meio de medida objetiva que todas as crianc¸as atenderam às recomendac¸ões de 60 minutos de AFMV intensidade para o TT-3S, para o TT-DS e para o TT-FS, e tambémquando segmentados por sexo,rede de ensinoeturnoescolar.Resultadosconsistentesforam encon-trados em estudo recente realizado por Matsudo et al.
(2016),noqualascrianc¸asapresentaramumamédiade59,5 min/diade AFMV, ouseja, 44,1% das crianc¸as cumpriram asrecomendac¸õesde AFMV, ao analisaram as associac¸ões entreindicadoresdenívelsocioeconômicoeatividadefísica esobrepeso/obesidadepormeiodaacelerometriaenúmero depassos.
Pateetal. (2002) avaliaram375 estudantes por acele-rometria, durantesete diasconsecutivos para determinar quantos alunos atenderam as três diretrizes de atividade físicaescolhidas.Constataramquemaisde90%dos estudan-tesatenderam às recomendac¸ões daHealthy People 2010 (objetivo 22.6) e em torno de 70% cumpriram a diretriz doUnitedKingdomExpertConsensusGroupGuideline,que recomendaumacúmulodiáriodeatividadefísicamoderada. Ao associar aspreferências por comportamentos favo-ráveis à prática de atividade física e características sociodemográficase asinfluências sobreo nível de AFMV intensidade de crianc¸as de 4 a 11 anos da cidade de Pelotas, RS, por meio de questionário e acelerometria,
Bielemann etal. (2014) verificaram que maisde 70% das crianc¸asatingiramarecomendac¸ãoatualdeAFMV intensi-dadee pelomenos60% dascrianc¸asdoestudopreferiram habitualmente,quasesempre,ousempre,comportamentos favoráveisàpráticadeatividadefísica,comobrincadeiras agitadas,brincarcomoutrascrianc¸as,gostardeesportese terespac¸oparabrincar.
Naconduc¸ãodesteestudo foipossível observaro com-portamento dos escolares, percebendo que, nas escolas avaliadas, as crianc¸as eram motivadas para as aulas de educac¸ãofísica,tinhamumrecreioativoemespac¸osfísicos adequados e estavam envolvidos em atividades e brinca-deirasativasnoperíododechegadaelogoapósoperíodo escolar.Acreditamosque oambiente escolartenha sidoo principal contribuinte para o alcance das recomendac¸ões deAFMVintensidade.Alémdisso,intervenc¸õesnonívelde atividadefísicadeescolarestêmsidoumapráticacomum.
Andersonetal.(2016)buscaraminvestigaraeficáciaalongo prazode umaintervenc¸ão baseadana escolapara melho-rara qualidadeda dietae aumentar o nível deatividade físicaem crianc¸as de 8a 11 anos deidade, e concluíram quetaisintervenc¸õessãosusceptíveisdeimpactardeforma importanteepositivaasaúdedascrianc¸as.
Aanálisedavariávelsexoemrelac¸ãoàsrecomendac¸ões deAFMV(tabela2)apresentou diferenc¸aestatisticamente significativaentreossexosapenasparaoTT-DS(p=0,04), ondeasmeninasforammaisativasqueosmeninos (meni-nas = 202,77 ± 56,35 contagens/min, meninos=172,66 ±
46,85contagens/min)apenas paraosdiasdesemana. Tal comportamentonão é habitualmenteverificado na
litera-tura.Algunsestudos(CostaeAssis,2011,Domingues,2012,
Matsudo et al.,2016, Pense., 2009)têm apontadoque os meninosgeralmentesãomaisativos queasmeninasnessa faixaetária.Talfato,geralmente,éexplicadopelaforma diferentequeosmeninose asmeninasserelacionamcom a atividade física. Talvez também possa ser atribuído ao tipodeatividadefísicaproposto,bemcomoasua intensi-dade(Troianoetal.,2008).Assim,nossosachados,através demétodoobjetivo,apresentamumaperspectivadiferente daparticipac¸ão femininanas atividades cotidianas, o que precisasernovamenteanalisado comcautela.Istoporque fatoressocioculturaisebiológicostêmsidoapontadoscomo condicionantesdaparticipac¸ãodosmeninosnasatividades físicasdeintensidadesmaiselevadas(Seabraetal.,2008), oquenãofoiaquiverificado.
Notou-se aindaque a prevalênciade cumprimento das recomendac¸ões foi superior nos dias de semana (dias de aula)emrelac¸ãoaosdiasdefimdesemana(diaslivres),com 73,7%e52,6%respectivamente.Amesmatendênciafoi refe-ridanoestudodeMatsudoetal.(2016)com485crianc¸asde 9a11 anos,queacumularammaisAFMV(6,5min/dia)nos dias desemana doque nos finsde semana. Já no estudo deBlaesetal.(2011)com361crianc¸asfrancesas,otempo despendido em AFMV foi 8 minutos/dia maior durante a semanadoquenofimdesemana.Naderetal.(2008) reve-laram tambémque enquanto aos15anos, 31%dos jovens cumprem a recomendac¸ão de AFMV intensidade durante a semana, somente 17% o fazem nofim de semana. Uma plausível explicac¸ão para tais resultados é que, nos dias de semana, as crianc¸as passam a maior parte das horas do dia na escola.E, embora asescolas sejam vistas prin-cipalmentepor oferecer programaseducacionais, levando emcontaosmodelosecológicosdecomportamentos(Sallis
etal.,2001),oambienteescolartambémpode proporcio-naroportunidadesàscrianc¸asdeseremfisicamenteativase evitarperíodosprolongadosdesedentarismoemambientes quepodemincluiráreasderecreio,equipamentos esporti-vos einstalac¸õesdesportivas, períodosderecesso,pausas para almoc¸oe aspróprias aulasdeeducac¸ão física(Sallis
etal.,2001,Cradocketal.,2007).
Corroborandocomtaljustificativa,Barbosaetal.(2016), por meio de questionário e acelerômetro, analisaram a atividadefísicaeocomportamentosedentáriode370 pré--escolares de 4 a 6 anos, em Londrina (PR), durante a permanêncianaescola.Tambémobservaramfatores associ-ados,concluindoqueainfraestruturaeoambientedaescola devemserconsideradoscomoestratégiasparapromovera atividadefísicaereduzirocomportamentosedentário.
No que diz respeito à rede de ensino em relac¸ão às recomendac¸ões de AFMV intensidade (tabela 2), a escola pública apresentou maiores valores que a escola privada para o TT-3S (escola pública = 198,93 ± 48,85 conta-gens/min,escolaprivada=157,32±40,34contagens/min), apontandodiferenc¸assignificativastantoparaoTT-3S(p= 0,00)quantoparaoTT-DS(p=0,00)eTT-FS(p=0,00).
Resultados divergentes foram apresentados por
eocumprimentodasrecomendac¸õesdeAFMVintensidade.
Olesen et al. (2013) observaramque o nível de atividade física das crianc¸as varia muito entre as escolas e que as características, como o tipo de rede de ensino ouo tipo deescola,têmmaiorinfluênciasobreoníveldeatividade físicadoqueascaracterísticaspessoaisedemográficasdos escolares.Isso pode, parcialmente,explicar asdiferenc¸as aqui verificadas, considerando que este estudo enfocou crianc¸asdeumacidadedointerior,ondeasoportunidades de ser ativo ainda persistem, com brincadeiras de rua e jogosaoarlivre,emdetrimento,porcaracterísticassociais, dosedentarismoinduzidopelousodecelular,computador evideogame.
Outrosestudostambémapresentaramresultados diver-gentes. A Pesquisa Nacionalde Saúdedo Escolar(Pense., 2009), apontou,por entrevista,que 43,1% dos adolescen-tes atingiram a recomendac¸ão de AFMV, sendo maior a participac¸ãoentrealunos dosexomasculinoeos matricu-ladosna rede privadadeensino. CostaeAssis (2011),em pesquisa porquestionáriosobreo níveldeatividadefísica e a exposic¸ão ao comportamento sedentáriode escolares de 7 a 10 anos de idade das redes pública e particular de Florianópolis (SC), perceberam que alunos de ambos ossexos das escolas privadas erammaisativos doque os estudantesdecolégiospúblicos.Taisdivergênciasde resul-tados podem ser explicadas pelas diferentes técnicas de medidaaplicadas.Aspesquisascitadasusaramaentrevista e o questionário respectivamente, enquanto este estudo empregoumedida objetiva,consideradaatualmentecomo medida critérioparaquantificac¸ão dosníveis deatividade física.
A análise dainfluênciado turno escolar em relac¸ão às recomendac¸õesdeAFMV,mostroumaioresvaloresnoturno escolarmatutinoemrelac¸ãoaovespertino(tabela2)para o TT-3S (matutino = 198,76 ± 47,64 contagens/min, ves-pertino = 167,68 ± 47,75 contagens/min), apresentando diferenc¸as significativas tanto para o TT-3S (p = 0,01), quantoparaoTT-DS(p=0,01)eTT-FS(p=0,01). Acredita--se que a explicac¸ão parcial para esses resultados esteja no tempode sono dos estudantes. Crianc¸as que estudam noperíodovespertino têm,emmédia10,1horas desono, enquantoosalunosdoturnodamanhãdorme9,2horas.Os 50minutosamaisqueosalunosdoperíodomatutinopassam acordadospermitequepratiquemmaisatividadesaolongo dodia.
Algumas limitac¸õesdeste estudo devemser reconheci-das. Como a presente amostra restringiu-se à coorte de escolarescom 10anos deidade, oscomportamentos aqui verificadosnãodevemserextrapoladosparaoutros interva-losetários, comoa infânciaouadolescência. Observou-se umaescassezdeestudosquerelacioneoníveldeatividade física diárioentreas redesde ensinopública e privadae entre os turnos escolares matutino e vespertino. Grande partedosestudosanalisamapenasasredesdeensino sepa-radas,otempototaldepermanêncianaescolaouoperíodo detempodas aulasdeeducac¸ão físicaouo recreio esco-lar.Assim,acomparac¸ãodosresultadosaquiapresentados comdeoutrosestudosficalimitada,principalmenteao con-siderarmétodosdiferentesdeavaliac¸ãodaatividadefísica, bem como pontos de corte de contagem de movimentos distintos.Recomenda-seainclusãodeoutrasvariáveisaos modelosdeanálisesemestudosfuturosquepossamviraser
fatoresintervenientesnocomportamentodaatividadefísica decrianc¸as,comooestágiomaturacionaleasazonalidade.
Conclusão
O presente estudo com crianc¸as de 10 anos através de medida objetiva (acelerometria) demonstrou que as crianc¸asatenderamasrecomendac¸õesdeAFMVquando con-sideradososTT-3S, bemcomo para osTT-DS e o TT-FS e também quando consideradas as variáveis sexo, rede de ensinoeturnoescolar.Osexofeminino,aescolapúblicaeo turnomatutinoexerceraminfluênciapositivasobreosníveis deintensidadedasatividadesfísicasdosescolaresavaliados. Ressalta-seaimportânciadeincentivarcrianc¸ase ado-lescentesamanterouatémesmoaumentaraparticipac¸ão regularematividadesfísicasaolongodainfância,umavez queosmesmosproporcionambenefíciosimediatosàsaúde etaiscomportamentospodemmanter-senaadolescênciae vidaadulta.
Conflitos
de
interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.
Agradecimentos
Àscrianc¸aseseusresponsáveis,àsescolasparticipantesea todosquedealgumaformacontribuíramparaoestudo.
Referências
BritishHealthFoundation.ActiveSchoolResourcePackforPrimary Schools British Heart Foundation’s London.Londres: 2011.Dis-ponível em: http://www.bhf.org.uk/schools.aspx.Acessado em:20/02/2017.
SociedadeBrasileira de Medicina do Esporte.Positionstatement of the Bazilian Society of Sports Medicine: physical activity and healthinchildrenandadolescents.RevBrasMedEsporte 2000;6:116---8.
DepartamentofHealth. PhysicalActivity Guidelinesfor Children andYoungPeople(5-18years).Londres,ReinoUnido: 2011.Dis-ponívelem: https://www.gov.uk/government/publications/uk--physical-activity-guidelines.Acessadoem:20/02/2017. U.S. Department of Health and Human Services. Physical
Acti-vityGuidelinesforAmericans:BeActive,Healthy,andHappy. WashingtonDC.76.2008.
WorldHealth OrganizationGlobal. Recommendationson Physical ActivityforHealth.Geneva.2010.
PateRR, DavisMG, Robinson TN, Stone EJ, McKenzieTL, Young JC; AmericanHeartAssociationCouncil onNutrition, Physical Activity,andMetabolism(PhysicalActivityCommittee);Council onCardiovascularDiseaseintheYoung;Councilon Cardiovascu-larNursing.Promotingphysicalactivityinchildrenandyouth:a leadershiproleforschools:ascientificstatementfromthe Ame-ricanHeartAssociationCouncilonNutrition,PhysicalActivity, and Metabolism(PhysicalActivityCommittee)incollaboration withtheCouncilsonCardiovascular DiseaseintheYoungand CardiovascularNursing.Circulation2006;114:1214---24. VerstraeteSJ,CardonGM,DeClercqDL,DeBourdeaudhuijIM.A
Goldfield GS, Kenny GP, Hadjiyannakis S, Phillips P,Alberga AS, SaundersTJ,etal.Videogameplayingisindependently asso-ciatedwithbloodpressureandlipidsinoverweightandobese adolescents.PLoSOne2011;6:e26643.
Leatherdale ST, Wong SL. Modifiable characteristics associated with sedentary behaviours among youth. Int J Pediatr Obes 2008;3:93---101.
HardyLL,HillsAP,TimperioA,CliffD,LubansD,MorganPJ,etal. A hitchhiker’s guide to assessing sedentarybehaviour among youngpeople:decidingwhat methodtouse. JSciMedSport 2013;16:28---35.
SaundersTJ,ChaputJP,TremblayMS.Sedentarybehaviourasan emergingriskfactorforcardiometabolicdiseasesinchildrenand youth.CanJDiabetes2014;38:53---61.
TremblayM.Letterto theeditor:standardized useoftheterms ‘‘sedentary’’and‘‘sedentarybehaviours’’.AppliedPhysiology, Nutrition,andMetabolism2012;37:540.
SpanierPA,MarshallSJ,FaulknerGE.Tacklingtheobesity pande-mic:acallforsedentarybehaviourresearch.CanJPublicHealth 2006;97:255---7.
AinsworthBE,HaskellWL,HerrmannSD,MeckesN,BassettDRJr, Tudor-LockeC,etal.2011CompendiumofPhysicalActivities: asecondupdateofcodesandMETvalues.MedSciSportsExerc 2011;43:1575---81.
CarsonV,JassenI.Volume,patterns,andtypesofsedentary beha-viorandcardio-metabolichealthinchildrenandadolescents:a cross-sectionalstudy.PublicHealth2011;11:274---84.
KimY,WilkensLR,ParkSY,GoodmanMT,MonroeKR,KolonelLN. Associationbetweenvarioussedentarybehavioursandall-cause, cardiovascular disease and cancer mortality: the Multiethnic CohortStudy.IntJEpidemiol2013;42:1040---56.
Domingues SF. Comportamentos ativos e sedentários durante o períododepermanêncianaescola.Vic¸osa:UniversidadeFederal deVic¸osa;2012.
AndersenLB,HarroM,SardinhaLB,FrobergK,EkelundU,BrageS, etal.Physicalactivityandclusteredcardiovascularriskin chil-dren:across-sectionalstudy(TheEuropeanYouthHeartStudy). Lancet2006;368:299---304.
DipietroL.Physicalactivityandpublichealth:thechallengesahead. JPhysActHealth2012;9:3---4.
HallalPC,WellsJC,ReichertFF,AnselmiL,VictoraCG.Early deter-minantsofphysicalactivity inadolescence:prospectivebirth cohortstudy.BMJ2006;332:1002---7.
Martinez-Gomez D, Ruiz JR, Ortega FB, Casajús JA, Veiga OL, WidhalmK,etal.;HELENAStudyGroup.Recommendedlevels andintensitiesofphysicalactivitytoavoidlow-cardiorespiratory fitnessinEuropeanadolescents:TheHELENAstudy.AmJHum Biol2010;22:750---6.
RobertsonW,Stewart-BrownS,WilcockE,OldfieldM,ThorogoodM. Utilityofaccelerometerstomeasurephysicalactivityinchildren attendinganobesitytreatmentintervention.JournalofObesity 2011;2011:398918.
IBGE.PesquisadeOrc¸amentosFamiliares2008-2009: Antropome-triaeEstadoNutricionaldecrianc¸as,adolescenteseadultosno Brasil.RiodeJaneiro.2010.
WorldHealth Organization.SampleSize Determination inHealth Studies.Geneva.1991.
ColeTJ,BellizziMC,FlegalKM,DietzWH.Establishingastandard definitionforchildoverweightandobesityworldwide: interna-tionalsurvey.BMJ2000;320:1240---3.
LohmanTG,RocheAF,MartorellR.Anthropometricstandardization referencemanual.Champaign:HumanKinetics;1988.
Chen KY, Basset DR. The technology of accelerometry-based activity monitors: current and future. Med Sci Sports Exerc 2005;37:490---500.
ReillyJJ,PenprazeV,HislopJ,DaviesG,GrantS,PatonJY. Objec-tivemeasurementofphysicalactivityandsedentarybehaviour: reviewwithnewdata.ArchDisChild2008;93:614---9.
FreedsonP,PoberD,JanzKF.Calibrationofaccelerometeroutput forchildren.MedSciSportsExerc2005;37(11Suppl):S523---30. MatsudoVKR,FerrariGMM,AraújoTL,OliveiraLC,MireE,Barreira
TV,etal.Indicadoresdenívelsocioeconômico,atividadefísica esobrepeso/obesidadeemcrianc¸asbrasileiras.RevPaulPediatr 2016;34:162---70.
PateRR,FreedsonPS,SallisJF,TaylorWC,SirardJ,TrostSG,etal. Compliance withphysicalactivity guidelines: prevalencein a populationofchildrenandyouth.AnnEpidemiol2002;12:303---8. Bielemann RM, Xavier MO, GiganteDP. Preferência por compor-tamentos favoráveis à prática de atividade física e nível de atividadefísicadecrianc¸asdeumacidadedosuldoBrasil.Ciênc saúdecoletiva2014;19:2287---96.
Anderson EL, Howe LD,Kipping RR, Campbell R, Jago R, Noble SM, et al. Long-term effects of the Active for Life Year 5 (AFLY5)school-basedcluster-randomisedcontrolled trial.BMJ Open2016;6:e010957.
CostaFFD,AssisMAAD.Níveldeatividadefísicaecomportamentos sedentáriosdeescolaresdeseteadezanosdeFlorianópolis-SC. RevistabrasileiradeAtividadeFísica&Saúde2011;16:48---54. Pense.PesquisaNacionaldeSaúdedoEscolar2009.Instituto
Brasi-leirodeGeografiaeEstatística;2009.
TroianoRP,BerriganD,DoddKW,MâsseLC,TilertT,McDowellM. PhysicalactivityintheUnitedStatesmeasuredby accelerome-ter.MedSciSportsExerc2008;40:181---8.
SeabraAF,Mendonc¸aDM,ThomisMA,AnjosLA,MaiaJA.Biological andsocio-culturaldeterminants ofphysicalactivityin adoles-cents.CadSaúdePública2008;24:721---36.
Blaes A, Baquet G, Van Praagh E, Berthoin S. Physical activity patterns in French youth - from childhood to adolescence -monitoredwithhigh-frequencyaccelerometry.AmJHumBiol 2011;23:353---8.
NaderPR,BradleyRH,HoutsRM,McRitchieSL,O’BrienM. Moderate-to-vigorous physical activity from ages 9 to 15 years. JAMA 2008;300:295---305.
SallisJF,ConwayTL,ProchaskaJJ,McKenzieTL,MarshallSJ,Brown M.Theassociationofschoolenvironmentswithyouthphysical activity.AmJPublicHealth2001;91:618---20.
CradockAL,MellySJ,AllenJG,MorrisJS,GortmakerSL. Charac-teristicsofschoolcampusesandphysicalactivityamongyouth. AmJPrevMed2007;33:106---13.
BarbosaSC,ColedamDHC,StabeliniNetoA,EliasRGM,OliveiraAR. Ambienteescolar,comportamentosedentárioeatividadefísica empré-escolares.RevPaulPediatr2016;34:301---8.