• Nenhum resultado encontrado

Braz. j. . vol.83 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Braz. j. . vol.83 número1"

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

www.bjorl.org

Brazilian

Journal

of

OTORHINOLARYNGOLOGY

ARTIGO

ORIGINAL

The

role

of

Onodi

cells

in

sphenoiditis:

results

of

multiplanar

reconstruction

of

computed

tomography

scanning

,

夽夽

Mehmet

Senturk

a

,

Ibrahim

Guler

b,∗

,

Isa

Azgin

a

,

Engin

Umut

Sakarya

a

,

Gultekin

Ovet

a

,

Necat

Alatas

a

,

Ismet

Tolu

c

e

Omer

Erdur

d

aKonyaEducationandResearchHospital,DepartmentofOtolaryngology,Head,andNeckSurgery,Konya,Turquia bMedicalFaculty,Selc¸ukUniversity,DepartmentofRadiology,Konya,Turquia

cKonyaEducationandResearchHospital,DepartmentofRadiology,Konya,Turkey

dMedicalFaculty,Selc¸ukUniversity,DepartmentofOtolaryngology,Head,andNeckSurgery,Konya,Turquia

Recebidoem26deagostode2015;aceitoem25dejaneirode2016 DisponívelnaInternetem27dedezembrode2016

KEYWORDS Anatomicvariation; Computed

tomography; Onodicell; Sphenoiditis

Abstract

Introduction:Onodicellsarethemostposteriorethmoidaircellsandextendsuperolateralto

thesphenoidsinus.Thesecellsarealsointimatelyrelatedwiththesphenoidsinus,opticnerve, andcarotidartery.Radiologicevaluationismandatorytoassessforanatomicvariationsbefore anytreatmentmodalitiesrelatedtothesphenoidsinus.

Objective:ToevaluatetheeffectofOnodicellsonthefrequencyofsphenoiditis.

Methods:Aretrospectiveanalysiswasperformedin618adult patientswhounderwent

high--resolutioncomputedtomographybetweenJanuary2013andJanuary2015.Theprevalenceof Onodicellsandsphenoiditiswasevaluated.WhetherthepresenceofOnodicellsleadstoan increaseintheprevalenceofsphenoiditiswasinvestigated.

Results:Onodicellpositivitywasobservedin326of618patientsanditsprevalencewasfound

tobe52.7%.Inthestudygroup,60.3%(n=73)wereipsilaterally(n=21)orbilaterally(n=52) Onodi-positive, whereas 39.7% (n=48) were Onodi-negative (n=35) or only contralaterally

DOIserefereaoartigo:http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2016.01.011

Comocitaresteartigo:SenturkM,GulerI,AzginI,SakaryaEU,OvetG,AlatasN,etal.TheroleofOnodicellsinsphenoiditis:results ofmultiplanarreconstructionofcomputedtomographyscanning.BrazJOtorhinolaryngol.2017;83:88---93.

夽夽Estemanuscritofoiapresentadooralmenteno11CongressoNacionaldeRinologiadaTurquia,Antalya,16-19/abril/2015.Oprotocolo desteestudofoiaprovadopelacomissãoderevisãoinstitucionaldaFaculdadedeMedicinadeMeram,UniversidadedeNecmettinErbakan, Konya,Turquia.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](I.Guler).

ArevisãoporparesédaresponsabilidadedaAssociac¸ãoBrasileiradeOtorrinolaringologiaeCirurgiaCérvico-Facial.

(2)

Onodi-positive (n=13).Of thecontrolgroup,48.3% (n=240)were Onodi-positiveand51.7% (n=257)wereOnodinegative. Theco-existenceofOnodicellsipsilaterallywasobserved to increasetheidentificationofsphenoiditis1.5-fold,andthisfindingwasstatisticallysignificant (p<0.05).

Conclusion: TheprevalenceofsphenoiditisappearstobehigherinpatientswithOnodicells.

However,itisnotpossibletostatethatOnodicellsarethesinglefactorthatcausesthisdisease. Furtherstudiesareneededtoinvestigatecontributingfactorsrelatedtosphenoiditis. © 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Published by Elsevier Editora Ltda. This is an open access article under the CC BY license (http:// creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

PALAVRAS-CHAVE Variac¸ãoanatômica; Tomografia

computadorizada; CéluladeOnodi; Esfenoidite

PapeldascélulasdeOnodinaesfenoidite:resultadosdatomografiacomputadorizada comreconstruc¸ãomultiplanar

Resumo

Introduc¸ão: AscélulasdeOnodisãoascélulasetmoidaismaisposteriores,queseprolongam

superolateralmenteaoseioesfenoidal.Essascélulastambémseencontramemíntimarelac¸ão comoseioesfenoidal,onervoópticoeaartériacarótida.Paraanálisedevariac¸õesanatômicas antesdaimplantac¸ãodequalquermodalidadeterapêuticarelacionada aoseioesfenoidal,a avaliac¸ãoradiológicaéobrigatória,

Objetivo: NossoobjetivofoiavaliaropapeldascélulasdeOnodinafrequênciadeesfenoidite.

Método: Emnossoestudo,foifeitaumaanáliseretrospectivaem618pacientesadultosquese

submeteramàtomografiacomputadorizadadealtaresoluc¸ãoentrejaneirode2013ejaneirode 2015.AvaliamosaprevalênciadecélulasdeOnodiedeesfenoidite.Investigamosseapresenc¸a decélulasdeOnodilevaaumaumentonaprevalênciadeesfenoidite.

Resultados: A positividadepara células de Onodi foiobservada em 326de 618pacientese

suaprevalênciafoide52,7%.Nogrupodeestudo,60,3%(n=73)eramCO-positivas:ipsilateral (n=21)oubilateralmente(n=52);e39,7%(n=48)eramCO-negativas(n=35)ouapenas con-tralateralmenteCO-positivas(n=13).Nogrupodecontrole,48,3%(n=240)eramCO-positivas; e51,7%(n=257)eramCO-negativas.ObservamosqueacoexistênciadeCOipsilateralmente aumentavaem1,5vezaassociac¸ãocomesfenoiditeeesseachadofoiestatisticamente signifi-cante(p<0,05).

Conclusão:AprevalênciadeesfenoiditeparecesermaiorempacientescomcélulasdeOnodi,

mas nãoépossívelafirmarqueelassãoisoladamenteofator causadordessadoenc¸a.Novos estudos precisam ser feitos para uma investigac¸ão dosfatores contributivos relacionados à esfenoidite.

© 2016 Associac¸˜ao Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C´ervico-Facial. Publicado por Elsevier Editora Ltda. Este ´e um artigo Open Access sob uma licenc¸a CC BY (http:// creativecommons.org/licenses/by/4.0/).

Introduc

¸ão

Acélula deOnodi(CO)é definida comoa célulaetmoidal maisposterior,podeseestenderatéoseioesfenoidal(SE) superiorelateralmente.Aimportânciadessascélulas pro-vémde suaíntimarelac¸ãocom onervoóptico(NO), SEe fossahipofisária.1Nomuraetal.2afirmaramqueCOs

deslo-caminferiormenteoSE,diminuemoseuvolumee,portanto, podemestarassociadasàesfenoidite.Ozturanetal.3

rela-taramque acoexistênciadaCO podeafetarasmudanc¸as morfológicasnoassoalhoe/ounaparedelateraldoSE.Além disso,foimencionadoqueamáaerac¸ãoeadrenagem ine-ficaz daCO acarretam estase das secrec¸ões, que poderia contribuirpara o ocorrência de infecc¸ões recorrentesem mucoceles,neuriteópticaouneuropatiasópticas.4---6

Aidentificac¸ãodaCOépossívelpormeiodetomografia computadorizada(CT).Paraisso,éprecisoquesejam exa-minadas,meticulosamente,todasastrêsdimensões(axial, coronale sagital).A prevalênciacuidadosamente definida de CO não é clara, uma vez que os estudos de TC para esseaspecto em adultos têm gerado resultados variados: de7% até65%.1,3,7---9Embora tenhamsidopublicados

estu-dossobreaprevalênciadeCOempacientesadultos,nãofoi possívellocalizarumapesquisa sobrea relac¸ãoentreessa variac¸ão anatômicaeesfenoidite. Oúnico estudoPubMed encontrado foifeito por Kim etal.10 com uma populac¸ão

(3)

relac¸ãoentreapresenc¸adeCOeesfenoiditeempacientes adultosoferec¸aresultadosconfiáveis,emcomparac¸ãocom umestudofeitocomcrianc¸as.

No presente estudo, nosso objetivo foi investigar se a presenc¸a de CO provoca um aumento na frequência de esfenoidite,medianteanálisedeumestudodetomografia computadorizadadealta resoluc¸ão (High-Resolution Com-puted Tomography [HRCT]) com reconstruc¸ão multiplanar (axial,coronal e sagital) multislice em pacientes adultos comCO,alémdosperfisdegêneroeidade.

Método

Retrospectivamente, foram incluídos no estudo 618 paci-entesadultosquetinhamrecebidotratamentoclínicopara sintomassinonasais(rinorreia,cefaleia,tosseouobstruc¸ão nasal)delongadurac¸ão(>3meses),comachadosclínicos (achadosinflamatóriosforamobservadoseconfirmadospelo exame endoscópico) de doenc¸a sinusal crônica (nãopara rinitealérgicaousinusiteagudarecorrente)e quetinham sidosubmetidosàtomografiacomputadorizada(HRCT)dos seios paranasais no Hospital Escola e de Pesquisas Konya entre janeiro de 2013 e janeiro de 2015. Além disso, narevisão dosprontuáriosdos pacientes,foramexcluídos doestudoaqueles queapresentavam qualquer históriade trauma, pólipo nasal, fibrose cística, asma, doenc¸a imu-nossupressiva, lesões malignas, opacificac¸ão com aspecto radiográficode massa ou história de cirurgiaendoscópica sinusal prévia, além de malformac¸ões congênitas. O pro-tocolo do estudo foi aprovado pelo comitê de revisão institucionaldaFaculdade deMedicinadeMeram, Univer-sidadeNecmettinErbakan,Konya,Turquia.

Na clínica radiológica, as etapas para o procedimento rotineirodeTCforamfeitascomumtomógrafomultislicede 128canais(IngenuityCT,PhilipsHealthcare,Andover,MA). Osparâmetrosparaaobtenc¸ãodeimagensforam:Kv=120; mA=160; tempoderotac¸ão=0,5s; colimac¸ão=64×0,625;

FOV=220mm.Foiempregadaatécnicadereconstruc¸ão ite-rativacomoobjetivodereduziradosederadiac¸ãodurante osexames. As imagensaxiais foram gravadas enquanto o paciente se encontrava na posic¸ão supina, com a cabec¸a em posic¸ão neutra.As imagensabrangiam aáreadesde o ápicedosseiosfrontaisatéoprocessomaxilarnasal, para-lelamente ao palato duro. As imagens de TC axial foram obtidascomespessuradesecc¸ão=0,625eessesdados bási-cosforamempregadosnaobtenc¸ãodeimagenscoronaise sagitaisdeespessuradesecc¸ão=0,9mm.Asimagensforam analisadasemumsistemaWorkstation(IntelliSpacePortal, PhilipsHealthcare,Andover,MA).Nenhumpacientepassou porumnovoexamedeTCparaesteestudo.Aanálise retros-pectivafoifeitacomorecursodeimagensdeTCregistradas noarquivodigitaldaclínicaradiológica.

Nos pacientes examinados por HRCT, CO foi definida como a célula etmoidal situada mais posteriormente, com extensão superolateral até o seio esfenoidal. Em seguida à aplicac¸ão de critérios radiológicos extras por dois observadores independentes (um radiologista e um otorrinolaringologista), como, por exemplo, qualidade e adequac¸ãotécnicadoestudotomográfico,foram examina-dos663resultadostomográficos.AsCOsforamidentificadas porestudosdeHRCTmultiplanarnosplanosaxial,coronal

e sagital. As COs foram divididas da seguinte maneira: i) achados negativos para CO; ii) achados de CO no lado direito;iii)achadosdeCOnoladoesquerdo;eiv)achados deCObilaterais.Usamosadefinic¸ãodeesfenoiditecomoa presenc¸adeumespessamentodemucosasuperiora2mm, conforme descric¸ãopor Gliklich e Metson.13 Aesfenoidite

identificada nos estudos de TC foi classificada como se segue:a)negativoparaesfenoidite;b)esfenoiditenolado direito; c) esfenoidite nolado esquerdo; e d) esfenoidite bilateral.Ogrupodeestudoconsistiadepacientespositivos paraesfenoidite,enquantoogrupodecontrolecontavacom pacientesnegativosparaessadoenc¸a.Nogrupodeestudo, ospacientespositivosparacéluladeOnodieramindivíduos positivosparaesfenoiditemaisindivíduospositivosparaCO ipsilateral oubilateral. Não se espera que a presenc¸a de céluladeOnodiunilateral venhaaafetaranatomicamente oseioesfenoidalcontralateral;assim,nossasuposic¸ãofoia dequeapresenc¸adecéluladeOnodiunilateralnão prenun-ciavaumaassociac¸ãocomsinusiteesfenoidalcontralateral. Portanto, os pacientes com esfenoidite mais somente positividade para célula de Onodi contralateral também foramincluídosnosubgrupo depacientesCO-negativosno grupo de estudo. As frequências de células de Onodi em pacientes CO-positivos e CO-negativos foram calculadas levandoemconsiderac¸ãoogêneroeaidadedosindivíduos.

Métodosestatísticos

Foram feitas análises de regressão logística univariada e multivariada com análise de regressão logística à frente, com o objetivo de identificaros fatoresligados à CO e à esfenoidite.CéluladeOnodi,sinusiteesfenoidal,gêneroe idadeforamescolhidoscomovariáveispreditivas.Osdados categorizadosforamavaliadospelaanálisecomo testedo qui-quadrado.Empregamosotestetparaamostraspareadas paraacomparac¸ãodosmesmosparâmetroscomdistribuic¸ão normal. Valoresde p ≤0,05 indicam umadiferenc¸a

esta-tisticamente significante. As análises foram feitas com o programaSPSSStatisticsv.21(IBM®,NovaYork,EUA).

Resultados

Foram incluídos 618pacientes que atendiamaos critérios do presente estudo: 353 homens (57,1%) e 265 mulhe-res (42,9%). A média de idade foi de 36,4 anos (18-87 anos; mediana=34anos). Amédia deidade das mulheres foi de 37,8 anos; quanto aos homens, a média foi de 35,4anos.

Positividade para célula de Onodi foi observada em 326dos618pacientes,comprevalênciade52,7%.Dos326 pacientesCO-positivos,28,8%(n=94)apresentavamcélula deOnodinoladodireito,23,9%(n=78)noladoesquerdoe 47,3%(n=154)exibiamCObilateral(fig.1).

(4)

Figura1 Tomografiacomputadorizada coronal dos seiosparanasais. Observa-se (a)imagem sagital deuma célula de Onodi; (b)imagemcoronaldeumacéluladeOnodiesquerda;(c)imagemcoronaldeumacéluladeOnodidireita;e(d)imagemcoronal decélulasdeOnodibilaterais(setas,célulasdeOnodi;estrelas,seiosesfenoidais).

Tabela1 Tabulac¸ãocruzadadeesfenoiditeecéluladeOnodi

Presenc¸adecéluladeOnodi(n) Presenc¸adeesfenoidite(n)

Esfenoidite direita (n=46)

Esfenoidite esquerda (n=38)

Esfenoidite bilateral (n=37)

Negativopara esfenoidite (n=497)

CéluladeOnodidireita(n=94) 12 5 8 69

CéluladeOnodiesquerda(n=78) 8 9 5 56

CéluladeOnodibilateral(n=153) 14 10 14 115

NegativoparacéluladeOnodi(n=293) 12 14 10 257

(n=38)eesfenoiditebilateralem30,6%(n=37)(fig.2).No grupode estudo,13 pacientesapresentavam apenas posi-tividade contralateral para CO, foram consideradoscomo CO-negativos.Aindanogrupodeestudo,60,3%(n=73)eram CO-positivosipsilaterais(n=21)oubilaterais(n=52)e39,7%

(5)

Figura2 Tomografia computadorizada dos seios paranasais revelaesfenoiditebilateral(setas).

300

250

200

150

100

50

0

Positivos para esfenoidite Negativos para esfenoidite

Presença de esfenoidite

Número de casos identificados

Positivo para célula de Onodi Negativo para célula de Onodi

Figura3 Ográficomostraqueapositividadeparacélulade Onodicausaaumentode1,5veznonúmerodecasoscom esfe-noidite(p=0,018).

No grupo de controle, foram qualificados 280 (56,3%) pacientesdogêneromasculinoe 217(43,7%)dofeminino. Nogrupodecontrole, 48,3%(n=240)eramCO-positivos e 51,7%(n=257)CO-negativos.Dos240pacientesCO-positivos nogrupodecontrole,COnoladodireitofoiidentificadaem 13,9%(n=69),COnoladoesquerdoem11,3%(n=56)eCO bilateralem23,1%(n=115).

Discussão

A doenc¸a sinusal crônica pode comprometer a qualidade devidae oSE,como todososseios, poderáficarafetado pelosprocessospatológicosdasinusitecrônica.Atualmente,

a cirurgia endoscópica de seio endonasal é a modalidade terapêuticaadotadaparasinusitecrônica,noscasosemque o tratamento clínicoserevelou insuficiente.14,15 Ademais,

podemestar presentes pequenas variac¸ões anatômicasna região dosseiosparanasais.AcéluladeOnodi(CO)éuma célula esfenoetmoidal, é uma dasvariac¸ões celulares nos arredores do SE.S˘andulescu et al.16 sugeriram a possível

ocorrência de variac¸ões importantes na junc¸ão esfenoet-moidalequeamaioriadessasvariac¸õesestárelacionadaà presenc¸adaCOedeprotrusõesintranasaisdoNO.Ozturan etal.3afirmaramqueapneumatizac¸ãodaCOpodealcanc¸ar

emesmocircundar,emgrausvariáveis,oNO.

ComousodeHRCT,épossívelfazerumaavaliac¸ão pre-cisadessasestruturas.UmestudodeHRCTpodedemonstrar comclarezaarelac¸ãoexistenteentreaCOeoseio esfenoi-dal.Recentemente,atécnicadereconstruc¸ãomultiplanar foidesenvolvidacomoumnovomeioimagiológiconocampo daTC.17 Estudospublicados,relacionadosàprevalênciade

CO, demonstram grande variac¸ão e tomografias computa-dorizadas (TC) sugerem que a prevalência se situe entre 7e 65%.1,3,7---9,18 Emestudoscomcadáveres,

Tanaviratana-nich etal.19 observaram umaprevalência de60% e Tane

Ong20 de15%.Emnossoestudo,recorremosatomogramas

com atécnica HRCT comreconstruc¸ão multiplanar(axial, coronal,sagital) multisliceeconstatamos aocorrênciade 52,7% de CO nos pacientes. Esse achado concorda com a literaturapertinente.

Numerosos estudos atestaram o significado clínico de CO, por várias razões. Com o uso da endoscopia, CO podefacilmenteser confundidacomo SE.Nomuraetal.2

relataram que CO desloca inferiormente o SEe diminui o seu volume; assim, a presenc¸a de CO podeser associada à ocorrência de esfenoidite. Em um estudo de TC1 sobre

a relac¸ão entre CO e óstio esfenoidal (OE), os autores observaramqueaCOfaziacomqueosângulosverticaiseas distânciasdesdeOEatéCOaumentassemequeissopoderia ser umresultado dodeslocamentomaisinferiordoOE no grupopositivoparacélula deOnodi,detalformaquesua localizac¸ão ficariamais distante da posic¸ão superolateral doNO.Ozturanetal.3afirmaramqueacoexistênciadeCO

podeafetarasmudanc¸asmorfológicasnoassoalhoe/ouna paredelateraldoSE.Poroutrolado,Cheeetal.4afirmaram

que a má aerac¸ão/drenagem das células pneumáticas de Onodilevaàestasedassecrec¸õesefazcomqueopaciente apresente tendência a infecc¸ões recorrentes. A presenc¸a deCOpodeestarassociada amucoceleseneuriteóptica, emdecorrênciadessaspossíveisvariac¸õesanatômicas.5,6

A análise da relac¸ão entre variac¸ões anatômicas nos seiosparanasaiserinossinusiteemestudostomográficosde 113crianc¸asconstatouquenãohaviaumacorrelac¸ão signi-ficativa entre COse sinusite esfenoidal.10 Contudo, nesse

(6)

paracéluladeOnodicontralateral.Observamosquea coe-xistência de CO aumentou em 1,5 vez a identificac¸ão de esfenoiditeeesseachadotevesignificadoestatístico.

Opresenteestudotemalgumaslimitac¸ões:aoconsiderar aocorrênciadesinusiteemgeral,nãoépossívelafirmarque COsejaoúnicofatorcausadordadoenc¸a.Dentrodessa pers-pectiva,etendoemvistaqueesteéumestudotransversal, mesmoseobservássemosqueapresenc¸adeesfenoiditeera maisprevalente em pacientescom CO, nãoseriapossível atribuir umacausalidade entre esse fator em estudo e o seudesfecho.Em pacientescomsinusiteesfenoidal,pode sernecessáriorecorreraoutrascaracterísticastopográficas e dimensionais das célulasde Onodi, paraque se possam exploraraspectosdessaíntimarelac¸ão,como,porexemplo, o grau de pneumatizac¸ão, e se as vias de drenagem dos seios esfenoidaisestão ounãocorrompidas.Além disso,o diagnósticodefinitivodesinusitepodeserestabelecidopor culturasdematerialdacavidadesinusal.21Contudo,nocaso

da esfenoidite, é tarefa muito difícil obter uma amostra para cultura, pois é praticamente impossível alcanc¸ar anatomicamenteacavidadesinusalnoambulatório,exceto emcondic¸õesdeintervenc¸ão.Comoobjetivode proporcio-narcondic¸õesideaisdediagnósticodasinusite,observamos e confirmamos, comexameendoscópico nasal,o fluxo de umasecrec¸ãopurulenta proveniente dosseios paranasais. Comcerteza,novosestudosajudarãoaestabelecera natu-rezaexatadadoenc¸aesfenoidalnoscasosdecoexistência deCOeesfenoidite,pormeiodacoletadematerialpara cul-turadacavidadedoseioesfenoidalduranteaintervenc¸ão.

Conclusão

Embora, em nosso estudo, a esfenoidite tenha sido mais frequentementeobservadaempacientescomCO,nãoé pos-sívelafirmarqueela seja,isoladamente,ofatorcausador dessadoenc¸a. Esteestudo ofereceumanova perspectiva, comrespeitoà relac¸ãoentreCOe esfenoidite,como uso de imagens de HRCT multislice de secc¸ão fina. Contudo, são necessários novos estudosque investiguem os fatores contributivosrelacionadosàesfenoidite.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Agradecimentos

Ao professor-associado Dr. Lütfi Saltuk Demir por sua contribuic¸ão nasanálises estatísticasnoDepartamento de SaúdePública,FaculdadedeMedicinaMeram,Universidade NecmettinErbakan,Konya,Turquia.

Referências

1.HwangSH,JooYH,SeoJH,ChoJH,KangJM.Analysisof sphe-noidsinusintheoperativeplaneofendoscopictranssphenoidal surgeryusingcomputedtomography.EurArchOtorhinolaryngol. 2014;271:2219---25.

2.NomuraK,NakayamaT,AsakaD,OkushiT,HamaT,KobayashiT, et al. Laterally attached superior turbinate is associated

withopacificationofthesphenoidsinus.Auris NasusLarynx. 2013;40:194---8.

3.OzturanO,YenigunA,DegirmenciN,AksoyF,VeysellerB. Co--existenceoftheOnodicellwiththevariationofperisphenoidal structures.EurArchOtorhinolaryngol.2013;270:2057---63. 4.CheeE, Looi A. Onodi sinusitispresenting withorbital apex

syndrome.Orbit.2009;28:422---4.

5.Deshmukh S,DeMonteF.Anteriorclinoidalmucocele causing optic neuropathy: resolution with nonsurgical therapy. Case report.JNeurosurg.2007;106:1091---3.

6.KlinkT,PahnkeJ,HoppeF,LiebW.AcutevisuallossbyanOnodi cell.BrJOphthalmol.2000;84:801---2.

7.ShinJH,KimSW,HongYK,JeunSS,KangSG,KimSW,etal.The Onodicell:anobstacletosellarlesionswithatranssphenoidal approach.OtolaryngolHeadNeckSurg.2011;145:1040---2. 8.Tomovic S, Esmaeili A, Chan NJ, Choudhry OJ, Shukla PA,

Liu JK, et al. High-resolution computed tomography analy-sisoftheprevalenceofOnodicells.Laryngoscope.2012;122: 1470---3.

9.Akdemir G, Tekdemir I,Altin L. Transethmoidal approach to theopticcanal:surgicaland radiologicalmicroanatomy.Surg Neurol.2004;62:268---74.

10.KimHJ,JungChoM,LeeJW,TaeKimY,KahngH,SungKimH, etal.Therelationshipbetweenanatomicvariationsof parana-salsinusesandchronicsinusitisinchildren.ActaOtolaryngol. 2006;126:1067---72.

11.Kozak FD, Ospina JC. Characteristics of normal and abnor-malpostnatalcraniofacialgrowthanddevelopment.In: Flint PW, Haughey BH, Lund VJ, Niparko JK, Richardson MA, Robbins KT, et al., editors. Cummings otolaryngology head, and necksurgery. Philadelphia, PA: Mosby & Elsevier; 2010. p.2613---37.

12.StammbergerH, LundVJ. Anatomyof thenose and parana-sal sinuses.In: Gleeson M, Browning GG,Burton MJ,Clarke J,HibbertJ,JonesNS,etal.,editors.Scott-Brown’s otolaryn-gology,head,andnecksurgery.London:HodderArnold;2004. p.1315---43.

13.GliklichRE,MetsonR.Acomparisonofsinuscomputed tomo-graphy(CT)stagingsystemsforoutcomesresearch.AmJRhinol. 1994;8:291---7.

14.WormaldPJ.Theaggernasicell:thekeytounderstandingthe anatomy ofthe frontalrecess.Otolaryngol Head Neck Surg. 2003;129:497---507.

15.Hwang SH, Park CS, Cho JH, Kim SW, Kim BG, Kang JM. Anatomical analysisofintraorbital structuresregardingsinus surgery using multiplanar reconstructionof computed tomo-graphyscans.ClinExpOtorhinolaryngol.2013;6:23---9. 16.S˘andulescu M, Rusu MC, Ciobanu IC,Ilie A, Jianu AM. More

actors,differentplay:sphenoethmoidcellintimatelyrelated tothemaxillarynervecanalandcavernoussinusapex.RomJ MorpholEmbryol.2011;52:931---5.

17.Sapc¸i T, Derin E, Almac¸ S, Cumali R, SaydamB, Karavus¸M. Therelationshipbetweenthesphenoidandtheposterior eth-moidsinusesandtheopticnervesinTurkishpatients.Rhinology. 2004;42:30---4.

18.HartCK,TheodosopoulosPV,ZimmerLA.Anatomyoftheoptic canal: a computed tomography study of endoscopic nerve decompression.AnnOtolRhinolLaryngol.2009;118:839---44. 19.Thanaviratananich S,ChaisiwamongkolK, Kraitrakul S,

Tang-sawadW.TheprevalenceofanOnodicellinadultThaicadavers. EarNoseThroatJ.2003;82:200---4.

20.TanHK,OngYK.Sphenoidsinus:ananatomicandendoscopic studyinAsiancadavers.ClinAnat.2007;20:745---50.

Imagem

Figura 1 Tomografia computadorizada coronal dos seios paranasais. Observa-se (a) imagem sagital de uma célula de Onodi;
Figura 2 Tomografia computadorizada dos seios paranasais revela esfenoidite bilateral (setas).

Referências

Documentos relacionados

Objetivo: Comparar a satisfac ¸ão do paciente e o desfecho clínico associados ao uso de tampões absorvíveis e não absorvíveis após a cirurgia funcional dos seios paranasais ( FESS

Prospective, double-blind, randomized trial evaluating patient satisfaction, bleeding, and wound healing using biodegradable synthetic polyurethane foam (NasoPore) as a middle

Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar a prevalência do sintoma de tontura na populac ¸ão do Estado de Mina Gerais e descrever o perfil dos indivíduos entrevista-

tion ( p &lt; 0.001) was observed between the response variable and the variables: self-perceived health, hypertension, heart disease, diabetes, depression, seeking or requiring

A prevalência do genoma de HPV DNA nas amostras ana- lisadas foi de 25,6% e entre os casos positivos 33,3% eram HPV16 e 14,3% eram HPV18, o que sublinha a associac ¸ão do HPV de

Objectives: This study aimed to determine the prevalence of human papilomavirus and geno- type distribution of HPV16 and HPV18 in oral cavity and oropharynx carcinomas, as well as

Sugerimos que todos os pacientes com epistaxe devam ser subme- tidos à monitorac ¸ão da pressão arterial caseira ou em consultório com o objetivo de detectar hipertensão mascarada,

We suggest that all patients with epistaxis should undergo ambulatory or home blood pressure to detect masked hypertension, which could be a possible cause of epistaxis.. ©