PEIXE CRU, SEU REASSENTAMENTO E AS GERAÇÕES FUTURAS

No documento PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (páginas 104-116)

3. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES INICIAIS

3.10. PEIXE CRU, SEU REASSENTAMENTO E AS GERAÇÕES FUTURAS

A citação seguinte, retirada da observação de um diálogo na praça da Nova Peixe Cru, dá conta deste tipo de situação vivenciado por estas comunidades. Duas crianças e uma senhora observam uma terceira menina que passa pela praça, num final de tarde:

Menina 1: a fulana parece a Fiona, a namorada do Srek. Senhora: Parece quem?

Menina 1: Já conhece o Srek? Eu vi o I quatro vezes. Menina 2: Você já viu o II? É muito mais legal.

Durante minha estadia em dezembro de 2006, a situação das crianças foi citada pelos professores do povoado (Tina e Jamilson) como uma preocupação. Para eles, as crianças têm sofrido um forte impacto em função da mudança: “elas não brincam mais, nem na escola” (Depoimento Informal)30. No Peixe Cru Velho havia uma grande diversidade de brincadeiras e formas de divertimento, desde as brincadeira de “pique-cola”, “rouba bandeira” e “queimada”, além da praia, do rio, e das árvores para subir. Na Nova Peixe Cru, a única brincadeira é jogar futebol na quadra, uma vez que o “parquinho” que foi construído na praça

foi depredado e que a piscina não têm sido utilizada. “Aqui os pais gritam para os meninos sair do meio da rua”. (Depoimento Verbal)31. Aliado a esse processo tem a forte entrada da televisão na vida familiar, conforme citado.

Essas questões permitem antever que as características tais como existiam no Peixe Cru Velho estarão fortemente alteradas daqui a duas ou três gerações, em que as práticas tradicionais, até mesmo o rio, hoje uma “presença” (a ausência da presença) tão forte, serão apenas referências em livros de inventários, entrevistas e Centros de Referência e Memória.

4. CONCLUSÃO

Procurei mostrar como a noção de patrimônio cultural se constituiu, na era moderna, a partir da noção de risco de perda, por um lado, e pela possibilidade que os bens culturais ofereciam de garantia de manutenção das características e da identidade de comunidades, cidades e, até mesmo, de países. Essas duas facetas do patrimônio se solidificaram diante das características das sociedades modernas de abertura de fronteiras, globalização, acirrado processo de especulação imobiliária, etc.

Assim, foi se constituindo noções de patrimônio, ao longo do tempo, que foram agregando conceitos e práticas advindos da academia e que buscavam dar conta do processo de intensa modificação pela qual passa a sociedade moderna.

O que se nota é que, de fato, alguns grupos encontram-se em situação mais vulnerável que outros, em função, por um lado, das suas próprias características (remanescentes de quilombos, grupos indígenas) e, por outro, em função das áreas que ocupam e/ou utilizam (populações tradicionais residentes em áreas de Unidades de Conservação, ribeirinhos, seringueiros, comunidades extrativistas, apenas para citar alguns).

Nesse contexto tem sido cada vez maior a necessidade de intervenção por parte dos antropólogos que são chamados para emitir pareceres ou realizar trabalhos junto a essas comunidades. Esse novo rol de possibilidades de atuação apresenta grandes desafios para os antropólogos, em termos éticos, na medida em que demanda um tipo de atuação que implica necessariamente em interferências diretas sobre os grupos humanos com os quais trabalha, as quais definirão em maior ou menor escala os destinos destes.

Algumas idéias das questões que se colocam neste tipo de prática foram apresentadas nessa dissertação, tendo como mote o processo vivido pela comunidade de Peixe Cru, pertencente ao município de Turmalina/MG.

O caso de Peixe Cru nos mostra, ainda, que a cultura é constituída pelas estruturas simbólicas e pelos aspectos materiais disponíveis para o desenvolvimento dessas estruturas. Existe uma profunda interdependência entre estes dois aspectos e não é possível dizer qual destes tem maior poder sobre o outro. Categorias de pensamento e o meio complementam-se e são formados a partir das relações estabelecidas entre si. Prova disso é que algumas das práticas tradicionais da comunidade (como a organização dos quintais e forma de relação de trabalho, num esquema de meia ou de serviço pago por dia trabalhado) foram mantidas no novo espaço, em condições ambientais muito diferentes daquelas do povoado original,

enquanto outras deixaram de existir (como a convivência nos lugares públicos – ruas e bares – da comunidade). A cultura e as tradições os homens e mulheres as carregam consigo para todos os lugares para onde vão. Entretanto, novos arranjos são estabelecidos em função do ambiente (natural e humano) em que estes homens e mulheres se inserem. O que permanece e o que se modifica são resultantes de processos cujas variáveis são inúmeras, tal como procurei mostrar com este trabalho, e sobre os quais existe uma mínima possibilidade de intervenção no sentido de direcionar seu resultado. Entretanto, o que faz com que haja a possibilidade de fazer com que as comunidades que passam por um processo de remanejamento compulsório mantenham um patrimônio que tenha características de mediador, tal como salientei, durante esta dissertação, como a principal característica desta noção, é importante estabelecer um processo em que a própria comunidade possa realizar uma reflexão acercas desses aspectos da sua cultura e a partir dessa reflexão estabelecer estratégias de ação mais conscientes (racionalmente voltadas para esse fim).

Até a conclusão deste trabalho, a CEMIG encontrava-se numa encruzilhada: como dar continuidade ao Programa de Preservação do Patrimônio Cultural? Isto porque estando a usina em funcionamento, gerando comercialmente, com a Licença de Operação válida por quatro anos – período no qual praticamente não há nenhum tipo de fiscalização do órgão licenciador, nem de outros – e sem ter este tipo de atividade como fim da empresa, que é a geração de energia, como, então, conduzir este processo?

Nota-se o risco de fazer com que todo o levantamento realizado e o Centro de Referência caiam no ostracismo. Assim, para além da necessidade de uma mudança de visão do próprio empreendedor, há a necessidade de articulação dos outros órgãos , nesse caso do patrimônio, do IPHAN, da SEC, da FCP e das prefeituras municipais. Entretanto, novamente vem posta a questão: qual a importância dada ao patrimônio nesses contextos? Patrimônio ligado à preservação de bens, no antigo modelo do tombamento ou como motor de reflexão e constituição de identidades?

Nesse sentido, a própria visão do IPHAN em relação ao PNPI deveria ser alterada, uma vez que não se trataria de uma política de registro de bens de valor para as comunidades, ainda que esta se baseie no processo de apropriação dessas manifestações por parte das comunidades, mas, sim, deveria ser dada ênfase no processo mesmo de reflexão e de apropriação da própria história, com vistas a uma construção de projetos para o futuro, sem necessariamente estar ancorado no fim último do registro, enquanto política de salvaguarda.

Acredito que este foco voltado para o processo e não para o resultado – registro – seja um salto de qualidade que contribuiria para os processos de preservação dos bens culturais e

de construção de identidades por parte desses grupos, a partir desses bens. Ou seja, não se pode ter uma visão pronta do que seja o patrimônio e nem as formas de lidar com ele, mas antes, no caso das comunidades afetadas por empreendimentos de infra-estrutura, é fundamental utilizar o patrimônio naquilo que é a sua característica: seu caráter de mediador entre passado e presente, entre memória e história e, por isso mesmo carregado de ambigüidades. É justamente essa possibilidade de lidar com as ambigüidades que faz com que a categoria do patrimônio se constitua como importante ferramenta de reflexão para essas comunidades, por que o próprio processo pelos quais elas passam é carregado de ambigüidades e incertezas.

Esse aspecto é ressaltado por Gonçalves (2005) ao se referir à importância da manutenção das ambigüidades dos patrimônios culturais, sob pena de colocar em risco seu poder de ressonância, ou seja, de evocar as forças culturais responsáveis pela constituição mesma desses patrimônios. E, de novo, as comunidades que passam por um remanejamento compulsório possuem características que demonstram que a consideração dessas ambigüidades e precariedades são fundamentais para o processo de reconstituição de sua identidade.

Entretanto, considero que o que, de fato, garante o “sucesso” das práticas de preservação do patrimônio cultural, sejam elas ligadas a populações atingidas por barragens ou não, é uma atenção a como se estabelece o processo de patrimonialização e não no que se busca preservar, o que deverá ser sempre resultado deste como.

Nossas vidas são marcadas pelo passado. Por aquilo que fomos nós e, também, nossos pais e antepassados. Somos sempre caminhantes: pés fincados no presente, palmas das mãos voltadas para trás e olhos que miram um futuro. Se o caminho se faz caminhando, os pés vão tornando presente cada centelha de sonho. E cada novo passo representa uma nova conquista rumo ao objetivo. O dever ser e dever chegar de cada qual. Caminhos são tantos quanto caminhantes.

Nesta história, caminhos de homem e de rio se encontram e passam a ser um só. Caminhos de lutas e alegrias, de vida e de suor.

A partir do momento em que o rio Jequitinhonha nasce no município do Serro, inicia seu fluxo, marcado por muitas transformações e marcando a vida daqueles que estão ao seu redor e aqueles a quem se oferece como fonte de água, de comida, de recursos minerais. E o homem planta seu coração no interior dessas águas. E o rio passa e conhece caminhos e descaminhos. Como o homem.

“Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio”. (ROSA,1988).

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