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POR QUE ELES FIZERAM AQUILO?

No documento extraterrestres (páginas 34-37)

Era e ainda é difícil tirar seres vivos de dentro da Barreira de Freqüência. Os seres humanos que são de repente apresentados ao estado mental aberto ilimitado, em geral, ficam totalmente loucos. Quanto mais se volta no tempo, mais pode-se contar com que isso aconteça. A Barreira de Freqüência atualmente está fraca o bastante para permitir que certas pessoas, tanto do estado mental fechado como do aberto, entrem e saiam da Barreira após breve período de intensa preparação (condicionamento biológico).

Como os seres humanos vivos ficavam loucos e normalmente morriam em conseqüência de atividade cerebral bioelétrica incontrolável (semelhante à epilepsia), era impraticável levar pessoas vivas da Barreira de Freqüência ao estado aberto, onde elas, com certeza, teriam uma morte cruel e dolorosa.

Na época de vida que acabei de descrever, os que viviam no estado aberto haviam desenvolvido métodos que tornaram viável fazer a autópsia de cadáveres de um terrestre e estudar os efeitos biológicos da Barreira de Freqüência durante a vida da pessoa. Esses estudos eram conduzidos tanto para prever o índice de diminuição da Barreira de Freqüência como para determinar que padrões de ADN eram mais adequados para tolerar seus efeitos no futuro. Também fazia parte do programa um híbrido humano feito por meio da engenharia genética que fosse capaz de tolerar os efeitos da Barreira de Freqüência. Os motivos de se criar tal híbrido são em número tão grande que não é possível descrevê-los.

Seria possível perguntar: “Por que os maldequianos e seus aliados do espaço aberto simplesmente não pegavam seres humanos vivos da Terra? Afinal, eles não se preocupariam com o fato de que os abduzidos morreriam.” A razão pela qual não fizeram isso foi porque eram necessárias inúmeras espécimes e eles próprios não poderiam funcionar fisicamente na Barreira de Freqüência sem sofrer efeitos prejudiciais. Essa situação tornava necessário que os dois grupos contrários contassem com a ajuda de agentes vivendo na Terra (em número adequado ao grau então predominante da Barreira de Freqüência) para agir em seu nome e colher espécimes para eles.

Posteriormente, foram desenvolvidos métodos de tirar coisas vivas da Barreira de Freqüência em estado de animação suspensa, estudá-las, modificá-las biologicamente e depois devolvê-las à Terra. Esse método foi primeiramente empregado em torno de 12.000 a.C. num lugar agora denominado Suméria.

SUMÉRIA

Meu nome era Bello, e nasci em aproximadamente 10.000 a.C. numa família de mercadores e agiotas ricos. Simplesmente, meu pai Serakus e seu irmão Shavmenus eram agiotas. O nome de minha mãe era Qutata. Morávamos numa propriedade ao norte da capital do reino da Suméria, que era denominada Bangur. Era nessa cidade que meu pai e seu irmão mantinham seu negócio.

Durante mais de 500 anos antes de meu nascimento, os sacerdotes da Suméria interagiam com os deuses oferecendo-lhes sacrifícios, tanto de vivos como de mortos. Suméria foi o nome dado pelos próprios deuses ao reino.

que deu uma filha a meu pai. Em seu pesar, ele deu a criança aos sacerdotes para ser sacrificada aos deuses de maneira que eles tratassem bem da alma de minha mãe. Minha irmã escapou da morte ao ser adotada e criada por uma sacerdotisa do deus com cabeça de bode conhecido como Sitshay. Posteriormente, minha irmã casou-se com um homem que se tornou rei da Suméria e, durante mais de 112 anos governou sozinha a terra, enquanto ele vivia, naquele período, com os deuses.

Quando eu tinha por volta de 19 anos, meu pai recebeu como pagamento de um empréstimo uma grande vinha. As videiras mal produziam frutos porque o sal, que se infiltrara até a camada superior do solo, tinha saturado a terra. Pedi a meu pai para me dar a vinha e ele deu. Eu tinha a idéia irresistível de que realmente conseguiria restaurar a produção abundante do vinhedo.

Comecei com um pequeno grupo de escravos e mandei que limpassem (sem custos) os estábulos dos cavalos dos ricos e recolhessem esterco nas ruas de Bangur. A partir do esterco, produzi um fertilizante composto que usei posterior-mente. Mandei então cavar valas de cerca de 90 centímetros de profundidade entre as vinhas. Tive muito cuidado para não danificar as raízes, O conteúdo das valas foi removido do local e substituído por uma combinação de solo arável e do fertilizante que eu criara com antecedência, O solo rico foi trazido por carroças puxadas por cavalos de uma distância de mais de 30 quilômetros. Preciso dizer que já na próxima colheita as uvas estavam bem grandes e doces? Os vinhos das vinhas de Bello tornaram-se os mais desejados, e meus baús de dinheiro transbordavam.

Pediram-me que doasse dinheiro ao templo, o que fiz, ganhando com esse gesto uma cadeira na câmara interna do templo. Depois de várias visitas aos sacerdotes, fui aceito numa sociedade secreta. Eles informavam aos membros da sociedade os propósitos dos deuses celestiais ao interagir com eles. Fiquei muito entusiasmado com o que aprendi e compareci a todas as reuniões da sociedade. Certa noite, acompanhados pelo sumo-sacerdote de Rail, deus das tempestades, membros da sociedade se reuniriam no gramado da propriedade de meu pai. Acima de nós giravam quatro esferas flamejantes que, ao se aproximarem por cima das nossas cabeças, assumiram a forma de ovos prateados que refletiam a luz de uma Lua cheia. Depois de pairar por mais de 15 minutos, essas “carruagens dos deuses” rapidamente voaram para fora do alcance da vista. Descobrimos que os sacerdotes de Rail acreditavam na existência desse deus das tempestades tanto quanto acreditavam que poderiam saltar alto o suficiente e tocar a Lua. Esse truque foi perpetrado em crentes ignorantes pelos chamados sacerdotes de Rail apenas para conseguir seu apoio material para as verdadeiras atividades ocultas.

Havia templos dedicados a deuses de tudo o que se possa imaginar. Esses edifícios estavam, em sua maioria, agrupados no que se chamava o conjunto dos templos; apenas o Templo de Rail possuía uma câmara superior que continha uma grande cama. Num pedestal próximo pousava um par de mãos em forma de concha fundidas em ouro sólido. As mãos vazias eram continuamente banhadas pela água de uma fonte.

Os sacerdotes nos disseram que esses objetos eram simplesmente simbólicos e serviam para lembrá-los de que, no passado remotíssimo, os deuses vieram à Terra para ter relações com as filhas dos homens. A cama fora fornecida caso algum dia os deuses desejassem retomar essa prática.

Certa noite, nossa sociedade foi visitada por Cyrus-Orbey, à época rei da Suméria. Nós, obviamente, caímos de joelhos e curvamos nossas cabeças na presença de sua majestade. O rei sabia por que fora solicitado a vir ao templo de Rail, mas nós, da sociedade, não sabíamos. Seguimos o rei e vários sacerdotes a uma câmara situada abaixo do templo. Era um lugar no qual eu nunca estivera. Nessa câmara havia uma caixa de pedra grande o bastante para comportar um homem. Sem dizer palavra, o rei sentou-se em um sofá de pelúcia enquanto os sacerdotes punham um líquido azul numa taça de vinho que o rei segurava na mão. Pelo aroma, reconheci que viera de minha vinícola e senti-me orgulhoso.

Depois de beber o conteúdo da taça, o rei reclinou-se no sofá. Logo caiu em sono profundo, parecendo morto. Seu corpo foi colocado na caixa de pedra, que foi então coberta por uma tampa de pedra. Na tampa havia gravados sete círculos agrupados de maneira a formar um triângulo. A caixa foi então amarrada com cordas confeccionadas com os cabelos trançados dos sacerdotes e sacerdotisas do templo que haviam morrido a serviço do templo.

Antes de irmos embora, foi removida uma pedra do chão, mostrando um lance de degraus que terminavam na escuridão. A porta da câmara foi fechada e selada. Pediram a cada um de nós que imprimisse nossas marcas individuais na argila macia, que endureceria, transformando-se no selo.

Dezoito dias depois, o selo foi quebrado e as cordas de cabelos que envolviam a caixa de pedra desamarradas. Quando a tampa foi retirada, descobrimos que o corpo do rei desaparecera. Nos 284 anos que vivi naquela época, testemunhei muitas aberturas da caixa de pedra, apenas para encontrá-la esvaziada de seu recente conteúdo real.

Também testemunhei o retorno de vários desses reis. Em geral, certo dia apareciam na câmara subterrânea ou entravam na cidade vindos de algum ponto remoto no campo. Pareciam saber tudo que ocorrera no reino da Suméria enquanto estavam longe vivendo com os deuses, mas não conseguiam se lembrar do que haviam feito em sua ausência. Posteriormente, descobri que alguns desses reis passaram centenas de anos com os deuses antes de

voltarem à Terra. Nunca retornavam à Terra seguindo a ordem em que haviam ido embora. O rei Cyrus-Orbey retornou durante minha vida. Um dia, entrou na cidade de Bangur, conduzindo um grande urso branco de olhos azuis. Com o tempo, o número de reis que voltavam tornou-se bem grande. Muitos tinham ido viver com os deuses centenas de anos antes de eu nascer naquela vida. Esses grupos de reis, por motivos particulares, chamavam a si mesmos de Babs. Depois do declínio da civilização sumeriana, cerca de dois mil anos após minha morte, os descendentes desse grupo de reis fundaram o Império Babilônico e uma vez mais retomaram os contatos secretos com os deuses.

Não só os reis eram colocados (enquanto estavam em estado de estupor) na caixa de pedra; às vezes animais jovens que jamais tinham cruzado eram trancados nela. Em várias ocasiões, a caixa era preenchida com água e diferentes tipos de peixes vivos (ou suas ovas) eram acrescentados à água e, desse modo, esses animais eram enviados a pastagens verdejantes e oceanos azuis situados em alguma parte dos céus.

As terras aráveis da Suméria tornaram-se estéreis devido, principalmente, à infiltração de sal na camada superior do solo. A má nutrição levou a pestes. O reino estava constantemente em guerra para invadir as terras vizinhas que pudessem fornecer alimentos a seu povo. Os deuses recomendavam que o reino, juntamente com todo o povo, migrasse para uma terra distante ao sul (um lugar atualmente chamado Quênia). A população em geral estava confusa quanto a qual (ou quais) dos vários deuses loucos que ela venerava estava lhe ordenando que abandonasse suas posses materiais e viajasse para uma terra estranha. Era cada vez mais difícil para os sacerdotes de Rail se comunicar mentalmente com os deuses. Ninguém sabia mais que animais os deuses desejavam nem quando colocá- los na caixa de pedra.

Os sacerdotes recorreram ao sacrifício de animais e à cremação de seus corpos em altares na esperança de que a fumaça dos sacrifícios alcançasse os deuses e ainda encerrasse a essência do animal que os deuses queriam. Foi uma tentativa vã de manter os deuses felizes.

As uvas de minha vinha tornaram-se pequenas e azedas e eu carecia de ambição para restaurar sua alta qualidade. Finalmente, a Suméria foi arrasada por invasores. A propriedade de meu pai transformou-se no quartel- general de um dos generais invasores. Antes de ele passar a fio de espada os habitantes da casa, tentei salvar nossas vidas contando a ele a história dos deuses celestiais. Ele me concedeu cerca de duas horas de seu tempo e então ofereceu-me um copo do vinho que trouxera de sua terra natal. Não pude deixar de lhe dizer que o gosto era horrível. Isso o enfureceu, então mandou um de seus soldados cortar-me a garganta.

No documento extraterrestres (páginas 34-37)