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FISIATRIA

No documento Funda o onom stico (páginas 125-131)

TERAPIA OCUPACIONAL: DESCOBERTAS E AÇÕES DE UM RELATO DE CASO. Barbosa, L.H.R., Siegmann, C., Perinazzo, B.,

Santos, A.C., Nisa-Castro-Neto, W. Serviço de Fisiatria. HCPA.

Este relato de caso foi realizado a fim de esclarecer-se sobre a importância da atuação de Terapia Ocupacional na reabilitação física em uma paciente de 22 anos com Lesão de Nervo Ulnar e Osteopenia. Considerando os aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar a paciente participante. Consta a história de vida da paciente, o estudo de sua patologia, a avaliação de Terapia Ocupacional, o plano de tratamento, as prescrições de atividades com fundamentação teórica, o resumo dos progressos e o prognóstico. Entre eles a descoberta de atividades laborais e de lazer executadas de forma inadequada, entre outros achados.

Foram constatadas as seguintes limitações: incapacidade funcional para realizar, sem o auxílio de outra pessoa, as atividades cotidianas, em função da seqüela motora e presença de dor; dificuldades enfrentadas em contextos sociais pela deformidade; preensão, liberação dos dedos, força e sensibilidade alteradas na mão esquerda. As intervenções realizadas envolveram orientações de posturas adequadas em Atividades de Vida Diária (AVDs) e Atividades de Vida Prática (AVPs), além de alongamentos, exercícios para ganho de força e para recuperação da preensão e da liberação dos dedos, como também a dessensibilização das áreas com hiperestesia. Os resultados encontrados deram-se principalmente com relação ao retorno da independência da paciente em suas AVDs e AVPs. Observou- se recuperação significativa principalmente na sua independência e autonomia. A paciente recuperou a preensão em membro superior esquerdo (MSE) resgatou parcialmente a força e a sensibilidade, além de ter a diminuição da dor, que ocorria devido à atividade de lazer (ponto cruz) realizada diariamente por 5 horas ininterruptas. Esta atividade foi suspensa e, após, a paciente começou a progredir em sua reabilitação, principalmente em relação a dor, que já não era percebida. A paciente teve progresso gradativo, principalmente porque realiza as orientações domiciliares diariamente e adequadamente. Após os atendimentos, despertou para outras atividades. Atualmente, evita adotar a postura para realização do bordado e vem procurando novas formas de fazer e interagir.

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL:

RESULTADOS PRÉVIOS. Nisa-Castro-Neto, W., Martiny, D.D., Martini, M.R., Santos, A.C., Dellazzana, L.L., Glock, L. Serviço

de Fisiatria. HCPA.

O Programa de Ginástica Laboral (PGL) foi implantado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) em 1996, visando melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Neste sentido foi elaborado uma pesquisa para avaliar o programa de ginástica laboral, visando a ajustar o PGL à realidade laboral dos funcionários do HCPA. Elaborou-se um questionário para se ter uma visão no que se refere ao estilo de vida, ao comportamento laboral e à avaliação da saúde. Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar os indivíduos participantes. O tamanho amostral de participantes foi estimado com base na literatura especializada na área, assim como os procedimentos estatísticos para as diferentes análises propostas.

Verificou-se que a atividade física esta significativamente associado ao tipo de atividade física (P>0,041). Observou-se que o uso do medicamento esta significativamente associado ao tipo de atividade física (P>0,034). Verificou-se que a quantidade de medicamentos usados diariamente está significativamente associado ao tipo de atividade física

(P>0,039). Verificou-se que a profissão, trabalho, participação, benefícios pessoais, benefícios sociais e intensidade da dor não estão significativamente associados com o tipo de atividade física.

Neste sentido pode-se observar que a prática de atividade física independe do estilo de vida, comportamento laboral e avaliação de saúde. O uso de medicamentos está associado ao tipo de atividade física, pois os mesmos são analgésicos, em sua maioria, o que traz o sujeito a procurar alternativas não-medicamentoas para seus problemas.

A AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL.

Nisa-Castro-Neto, W., Dellazzana, L.L., Martini, M.R., Santos, A.C. Serviço de Fisiatria. HCPA.

No ano de 1996, foi implantado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) um programa que visava a redução do expressivo aumento do número de lesões, principalmente ligadas ao trabalho repetitivo. Este denominou-se Programa de Ginástica Laboral (PGL) que tinha como meta principal reverter esta crescente realidade existente nas reestruturações laborais. Neste sentido, foi elaborado uma pesquisa para avaliar o efeito do PGL visando ajustar o mesmo a cada setor que executa o Programa. Elaborou-se um questionário para se ter uma visão no que se refere ao estilo de vida, ao comportamento laboral e a avaliação da saúde. Para a realização destes trabalhos, foram escolhidos 21 Setores do HCPA que foram divididos em 4 grandes grupos. Estes Setores foram definidos a fim de que se englobasse o maior número de atividades profissionais que compõem o quadro de colaboradores do HCPA. Desenvolver um programa de avaliação para o PGL realizado no HCPA, adequado à realidade hospitalar, para pacientes/funcionários que estão inseridos terem uma melhor receptividade do PGL. Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar os indivíduos participantes. O tamanho amostral de participantes foi estimado com base na literatura especializada na área, assim como os procedimentos estatísticos para as diferentes análises propostas.

A freqüência analisar-se-á através de listas de chamadas nos diversos Setores. A variável dor será mensurada através do questionário de dor McGill versão adaptada e resumida de Ronald Melzack e também através da escala visual analógica da dor presente no mesmo questionário. A mensuração da variável satisfação será avaliada através de questões baseadas no questionário "Resultados da Ginástica Laboral - Questionário aplicado às chefias de 47 setores do HCPA".

MOTIVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL. Nery, R.M., Nisa-Castro-Neto, W.,

Martini, M.R., Santos, A.C., Dellazzana, L.L. Serviço de Fisiatria. HCPA.

A Ginástica Laboral é mais uma alternativa no sentido de aliviar a sobrecarga do sistema músculo-esquelético, prevenindo ou minimizando as doenças ocupacionais, diminuindo o número de acidentes de trabalho, melhorando a condição física geral e as relações humanas. No programa desenvolvido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) desde 1996, observou-se uma participação crescente dos colaboradores e uma resposta positiva em relação ao mesmo. Este estudo buscou verificar a motivação e a participação de 47 Serviços incluídos no Programa de Ginástica Laboral (PGL) do HCPA. Aplicou-se um questionário nos setores envolvidos a fim de verificar-se o grau de adesão ao mesmo e os motivos que levam os participantes a não se engajarem no programa. Dos 552 colaboradores entrevistados, 108 (19,6%) responderam que não participam do PGL. Dos motivos apresentados para a ausência, 47 (44%) alegaram muito serviço, 21 (19%) não gostam de praticar atividade física, 20 (18%) não fazem devido ao horário em que são realizadas as aulas, 12 (11%) não participam do Programa porque praticam atividade física fora do trabalho e 8 (7%) não participam por motivos de saúde. Concluiu-se que algumas pessoas ainda resistem à ações inovadoras como o PGL, possivelmente por falta de esclarecimento suficiente. Neste sentido, pode-se desenvolver uma campanha de conscientização sobre a importância do exercício físico na vida das pessoas, especialmente quando voltado ao trabalho, além da aplicação de técnicas de motivação. Por ser a Ginástica Laboral uma atividade relativamente nova, existe todo um caminho a ser percorrido em termos de seu desenvolvimento e adequação até fazer parte da cultura das empresas.

TERAPIA OCUPACIONAL JUNTO À CRIANÇA PORTADORA DE SÍNDROME POLAND: PROCESSO DE AUTO-PERCEPÇÃO E

APREENSÃO DA REALIDADE. Siegmann, C., Svirski, A.S., Santos, A.C., Nisa-Castro-Neto, W. Serviço de Fisiatria. HCPA.

Este trabalho descreve a intervenção da Terapia Ocupacional na reabilitação de uma criança portadora de Síndrome de Poland, encaminhada ao Serviço de Fisiatria pelo Serviço de Genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Condutas adotadas: avaliação no Setor de Terapia Ocupacional, turbilhão e exercícios passivos de mão e punho esquerdo para ganho de amplitude de movimento e diminuição da dor. Os objetivos do tratamento visavam ganho de funcionalidade no membro superior esquerdo, maior independência no desempenho de atividades de vida diária e escolares, bem como a busca do entendimento das questões que cercam a deficiência. A abordagem terapêutica envolveu atividades lúdicas, confecção de adaptações, órtese de posicionamento para uso noturno e a escuta das necessidades e interesses da criança, bem como das expectativas dos familiares quanto à reabilitação. Os atendimentos de Terapia Ocupacional possibilitaram um espaço de diálogo, que permitiu aos pais o

conhecimento de situações constrangedoras vivenciadas pela filha em seu cotidiano. As habilidades adquiridas no processo de reabilitação estabeleceram condições físicas e emocionais para que a paciente se sentisse confiante e capaz de estabelecer trocas sociais e buscar soluções para seus enfrentamentos. Os resultados determinaram ainda a melhora no desempenho escolar, o fortalecimento dos vínculos afetivos e o desenvolvimento do potencial criativo, a partir do apoio efetivo da família neste processo.

IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE "ESCOLA PARA A COLUNA" NO HCPA. Nisa-Castro-Neto, W., Nery, R.M., Santos,

A.C., Dellazzana, L.L., Glock, L. Serviço de Fisiatria. HCPA.

O Programa "Escola para a Coluna" desenvolve conteúdos no combate às dores nas costas. Busca prevenir e/ou sanar as doenças do aparelho locomotor causadas por hábitos de vida menos saudáveis em sua maioria implantados/adquiridos com o processo tecnicista. Observou-se que a recidiva de pacientes com doenças degenerativas envolvendo a coluna vertebral no Serviço de Fisiatria do Hospital De Clínicas de Porto Alegre (HCPA) é alta, mesmo após passarem por tratamentos medicamentosos e fisioterápicos apresentam pouca ou nenhuma melhora. A fim de se desenvolver um programa de educação sobre coluna vertebral, dor e cuidados posturais, adequado à realidade hospitalar, para pacientes recidivos em dor nas costas. Os pacientes foram avaliados previamente pelo Serviço de Medicina Ocupacional e Serviço de Fisiatria para sua inclusão no programa.

Os exercícios utilizados no programa priorizam a mobilidade articular e dos segmentos corporais, alongamento da musculatura tensionada e encurtada, fortalecimento da musculatura enfraquecida e aplicação da técnica de relaxamento, como a de Jacobson. Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar os indivíduos participantes. O tamanho amostral de participantes foi estimado com base na literatura especializada na área, assim como os procedimentos estatísticos para as diferentes análises propostas. Após a adesão ao projeto, foi realizada a anamnese dos participantes, juntamente com a aplicação de um instrumento para a verificação da situação do paciente à prática laboral e, posteriormente à sua expectativa em relação ao projeto. Os instrumentos usados foram: aulas de anatomia da coluna vertebral, evolução do homem, fatores que influenciam na dor nas costas, um mini-programa de exercícios e técnica de Jacobson para relaxamento. Para a população investigada, a maior incidência de dor foi na região cervical, seguida pela região lombar. Na utilização do instrumento de verificação à prática, observou-se uma melhora no grupo de 93%; dos participantes, 98% conseguiram esclarecer as dúvidas e melhorar a conscientização corporal com conseqüente melhora da postura.

CORRELAÇÃO DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA FUNCIONAL (FES) E FES CONTROLADO POR BIOFEEDBACK EM PACIENTES HEMIPLÉGICOS. Nisa-Castro-Neto, W., Bortolozzo, M.E., Santos,

A.C., Dellazzana, L.L., Glock, L. Serviço de Fisiatria. HCPA.

A Estimulação Elétrica Funcional (FES) é uma forma de corrente elétrica com características específicas que produz contrações musculares semelhantes às contrações fisiológicas, proporcionando ganho funcional. O Biofeedback promove melhor controle na função motora, pois facilita a atividade do músculo parético e inibe o músculo espástico, permitindo a reeducação motora. A hemiplegia é a perda ou diminuição de força do hemicorpo contra-lateral à lesão cerebral, no caso o Acidente Vascular Cerebral (AVC), causando dificuldades na realização de atos voluntários, distúrbios viso-espaciais e de linguagem, além de alterações psico-emocionais. Para o paciente, é um processo de reaprendizado da função motora, usando estímulos proprioceptivos e sensoriais. A fim de desenvolver-se o projeto, confeccionou-se o aparelho de Biofeedback-FES pelo grupo de Engenharia Biomédica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar os indivíduos participantes. Os procedimentos baseiam-se na aplicação de grupos controle/

experimental, que contaram com uma amostragem mínima de 30 pacientes. O tamanho amostral de participantes foi estimado com base na literatura especializada na área, assim como os procedimentos estatísticos para as diferentes análises propostas para os pré e pós-testes das amostras utilizadas para os dados não-paramétricos e paramétricos. Após a adesão ao projeto, realizou-se anamnese dos participantes, pois tratavam-se pacientes com patologias específicas à expectativa de desenvolvimento do projeto. As avaliações de espasticidade, graus de força e padrões de marcha (estimativas temporais, velocidade e período do ciclo de marcha) foram realizadas através da Escala de Ashworth, Escala do Medical Research Council e Analisador de Marcha, respectivamente.

DISFAGIA NEUROGÊNICA EM IDOSOS: MANEJO E DIFICULDADES NO ACOMPANHAMENTO FONOAUDIOLÓGICO. Nisa-Castro, S.A.F, Ferronatto, B.C., Paniagua, L.M., Lima, P.P., Bortolozzo, M.E., Santos, A.C.,

Nisa-Castro-Neto, W. Serviço de Fisiatria. HCPA.

Recentes evidências sugerem que a deglutição é afetada pelo envelhecimento normal, embora isso, mudanças específicas na deglutição não estão bem definidas ou compreendidas. O risco de quadro disfágico é maior na presença de lesões encefálicas, sendo de pior prognóstico quando subseqüentes a lesões bilaterais ou múltiplas. Em idosos, esse quadro pode

tornar-se ainda mais complicado devido aos fatores intrínsecos ao envelhecimento que tornam o indivíduo mais vulnerável. O presente trabalho descreve um quadro de disfagia neurogênica devido a acidentes vasculares encefálicos múltiplos em um paciente de 76 anos. Considera as dificuldades em relação à intervenção com o paciente e familiares responsáveis. O paciente foi encaminhado ao Serviço de Fisiatria por hemiplegia recebendo as devidas intervenções e, neste, ao Setor de Fonoaudiologia para avaliação e acompanhamento do distúrbio da deglutição.

Durante o tratamento e com exames objetivos da deglutição, confirmou-se que o paciente poderia realizar a ingestão de sólidos e pastosos por Via Oral (VO). Os líquidos seriam ingeridos por VO desde que utilizasse espessante para sua ingestão. Embora o tratamento fosse sistematicamente discutido com a família e o paciente, mantinham-se resistentes às abordagens, principalmente à retirada da Sonda Nasogástrica (SNG) e espessamento de líquidos. Embora, posteriormente, o paciente e sua família começarem a demonstrar maior adesão ao tratamento, não modificaram a ingestão de líquidos através de espessante, o que contra-indicava a retirada da SNG. O paciente foi liberado do acompanhamento com essas prescrições.

GRUPO DE PESQUISA EM MEDICINA FISICA E REABILITAÇÃO DO SERVIÇO DE FISIATRIA DO HCPA. Nisa- Castro-Neto, W., Dellazzana, L.L., Santos, A.C., Nisa-Castro,

S.A.F., Glock, L. Serviço de Fisiatria. HCPA.

O Serviço de Fisiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) é um CENTRO DE REABILITAÇÃO formado por uma equipe multi e interdisciplinar, que se dedica a recuperação física, ao reequilíbrio psicoemocional e à reintegração social e profissional do indivíduo portador de deficiência. É um Centro de Reabilitação Geral dentro de um Hospital Geral Universitário e, como tal é único na Região Sul do Brasil. O Serviço de Fisiatria foi inaugurado em março de 1990 e, nesses anos de funcionamento, desenvolveu experiência tendo adquirido, mesmo num tempo relativamente curto de atividade, um conceito que já o institui como local de referência da região. O Serviço de Fisiatria dispõe de uma equipe composta por distintas especialidades da área da saúde que desenvolvem seus atendimentos enfocando a reabilitação de uma forma global, para definição de um objetivo unidirecional de reabilitação. Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar os indivíduos participantes. A clientela do serviço é formada de pacientes das mais variadas patologias tanto neurológicas, como reumatológicas, ortopédicas, traumatológica, e pulmonares. São atendidos pacientes com pequenas incapacidades como tendinites, dor de coluna, ou pneumonia, assim como portadores de grandes incapacidades como paraplegias, tetraplegias, hemiplegias, politraumatismos,

Paralisia Cerebral (PC), Doneça de Parkinson, Esclerose Múltipla, polirradiculoneurites, entre outras. A proposição para a formação um GRUPO DE PESQUISA EM MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO tem como justificativa a acessoria direta, coordenação de pessoal e a fomentação de projetos ainda mais ambiciosos dentro do Serviço de Fisiatria. Desde outubro de 1993 a elaboração e realização de projetos de pesquisa vêm crescendo de maineira proprocional ao número de atendimentos que estão sendo realizados nos períodos considerados, que se estabelece em média de 7000 atendimentos/mês. A proporção do crescimento entre os projetos e a demanda de atendimentos foram e são paralelas, pois a atenção ao público é o fundamento para o Centro. O ensino e a pesquisa integrados e harmonizados com as ações assistenciais dão o significado maior ao papel social desempenhado junto à comunidade, a partir do qual se estabelecerão pontos específicos para as vindouras atuações do profissional no Serviço inserido no GRUPO DE PESQUISA EM MEDICINA FISICA E REABILITAÇÃO.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: ALTERAÇÕES NA DINÂMICA FAMILIAR. Delazznna, L.L., Santos, A.C., Nisa-

Castro-Neto, W. Serviço de Fisiatria. HCPA.

Abordou-se a questão da família em que um dos membros sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Investigou-se a maneira que um membro da família pode modificar o funcionamento da vida familiar após um AVC, bem como de que forma a família se organizou para lidar com o enfermo. Através de um caso de uma família composta por 5 pessoas em que a mãe, 60 anos, havia sofrido um AVC há dois meses. Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde foram adotados para resguardar e preservar os indivíduos participantes. A família foi avaliada através da Entrevista Familiar Estruturada (instrumento elaborado a partir da realidade brasileira), cujas categorias e escalas de avaliação possibilitaram o entendimento da dinâmica familiar em relação à presença do parente seqüelado. Os resultados mostram que a família em questão é bem estruturada, o que facilita sua adaptação à nova situação imposta pelo AVC. Através deste estudo, observou-se que a estrutura familiar anterior ao AVC foi fundamental para que a família pudesse se reorganizar para manejar as seqüelas do AVC e conviver com o membro familiar doente e limitado. As conclusões mostram que na medida em que divide as tarefas que antes eram da pessoa que sofreu o AVC e que assume o compromisso de cuidar e dar afeto, a família tende a ficar mais unida do que era, além de facilitar o processo de reabilitação do familiar que luta contra as seqüelas do AVC.

A TERAPIA OCUPACIONAL NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE MACHADO-JOSEPH: RELATO DE CASO. Schmidt, A.,

Siegmann, C., Perinazzo, B., Santos, A.C., Nisa-Castro-Neto, W. Serviço de Fisiatria. HCPA.

A Doença de Machado-Joseph (DMJ) é uma patologia é hereditária de início tardio e transmissão autossômica dominante. Progressiva e degenerativa, leva à incapacidade motora. Objetiva-se contribuir para discussões a cerca desta patologia com profissionais de outras áreas, aprofundar conhecimentos e divulgar informações à população. Este estudo de caso relata sobre a DMJ e o trabalho desenvolvido pela Terapia Ocupacional no Serviço de Fisiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) em busca da melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares. Em relação aos aspectos éticos, todos os preceitos adotados pela Resolução 196/96 do CNS foram adotados para resguardar e preservar a paciente participante. A paciente deste estudo é natural de Porto Alegre, tem 49 anos e cinco filhos. Iniciou a sintomatologia há cinco anos e recebeu o diagnóstico da doença no Serviço de Genética do HCPA. Possui história de familiares falecidos portadores da patologia, seus filhos até o momento não realizaram teste preditivo. Durante a avaliação de Terapia Ocupacional, verificou-se a diminuição de força muscular, hipoestesia, desequilíbrio estático e dinâmico, marcha embriosa, diplopia, déficit de coordenação motora fina, ampla e destreza bimanual. A paciente relatou ainda crises de depressão e baixa auto-estima. Atualmente a adesão ao tratamento de Terapia Ocupacional é total, realizando as atividades ambulatoriais e orientações para o domicílio. A melhora significativa da auto-estima e a perspectiva de vida foram adquiridas à medida em que o processo terapêutico possibilitou um espaço de reflexão e autoconhecimento, através da tríade terapeuta-atividade- paciente. O perfil desta paciente, em função do quadro degenerativo e incapacitante, traz sentimentos conflitantes e medos que vêm sendo abordados na intervenção terapêutica através do "fazer" e dos processos de criação, possibilitando o fortalecimento das relações sociais e a construção de um novo projeto de vida.

A AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DE DOENÇAS DE ORDEM REUMÁTICAS DE JANEIRO A DEZEMBRO DE 2001. Nisa- Castro-Neto, W., Dellazzana, L.L., Guarany, F.C., Santos, A.C.

Serviço de Fisiatria. HCPA.

O Serviço de Fisiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) é um Centro de Reabilitação, referência na Região Sul do Brasil, que trata de Pessoas Portadoras de Deficiências (PPD), assim como de um número representativo de outras patologias neuro-ósteo-musculares. Neste Centro se concentram recursos destinados a prevenir e reabilitar pacientes portadores de doenças potencialmente incapacitantes e de deficiências, transitórias ou

No documento Funda o onom stico (páginas 125-131)