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Rev. bras. ortop. vol.52 número6

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(1)

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

w w w . r b o . o r g . b r

Artigo

Original

Anatomia

radiográfica

do

fêmur

proximal:

fratura

de

colo

vs

.

fratura

transtrocantérica

Ana

Lecia

Carneiro

Leão

de

Araújo

Lima,

Saul

Caldas

Miranda

e

Hudson

Felipe

Oliveira

de

Vasconcelos

HospitalOtáviodeFreitas,Recife,PE,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem13dejunhode2016 Aceitoem4deoutubrode2016

On-lineem26dejunhode2017

Palavras-chave:

Fraturasdoquadril Colodofêmur Radiografia

r

e

s

u

m

o

Objetivo:Correlacionarparâmetrosradiográficosdofêmurproximalcomaocorrênciade fraturasdocolodofêmuroufraturastranstrocantéricasdofêmur.

Métodos:Foramavaliadosoângulocevicodiafisário(ACD),alarguradocolofemoral(LCF),o comprimentodoeixodoquadril(CEQ)eadistânciaentreaslágrimasacetabulares(DL)de radiografiasdebaciaemincidênciaanteroposteriorde30pacientescomfraturadecolo de fêmur(n=15)efraturatranstrocantéricadefêmur(n=15).Aavaliac¸ãofoi feitacom acomparac¸ãodospacientescomfraturadecolodefêmurcomospacientescomfratura transtrocantérica.

Resultados: Nãoforamobservadasdiferenc¸asestatisticamentesignificantesentreas amos-trasobtidasentreosdoisgruposcomparados.

Conclusão:Nãohouvecorrelac¸ãoentreosparâmetrosradiográficosavaliadoseocorrência específicadefraturasdecolodefêmuroufraturastranstrocantéricasdefêmur.

©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.emnomedeSociedadeBrasileirade OrtopediaeTraumatologia.Este ´eumartigoOpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND

(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Radiographic

anatomy

of

the

proximal

femur:

femoral

neck

fracture

vs.

transtrochanteric

fracture

Keywords:

Hipfractures Femurneck Radiography

a

b

s

t

r

a

c

t

Objective:To evaluate thecorrelationbetween radiographicparameters oftheproximal femurwithfemoralneckfracturesortranstrochantericfractures.

Methods:Cervicodiaphysealangle(CDA),femoralneckwidth(FNW),hipaxislength(HAL), andacetabularteardropdistance(ATD)wereanalyzedin30pelvisanteroposteriorview X--raysofpatientswithfemoralneckfractures(n=15)andtranstrochantericfractures(n=15). The analysiswasperformedbycomparingtheresultsofthe X-rayswithfemoralneck fracturesandwithtranstrochantericfractures.

Results:Nostatisticallysignificantdifferencesbetweensampleswereobserved.

TrabalhodesenvolvidonoHospitalOtáviodeFreitas,Recife,PE,Brasil.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](H.F.Vasconcelos).

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbo.2016.10.015

(2)

Conclusion: Therewasnocorrelationbetweenradiographicparametersevaluatedand spe-cificoccurrenceoffemoralneckfracturesortranstrochantericfractures.

©2017PublishedbyElsevierEditoraLtda.onbehalfofSociedadeBrasileirade OrtopediaeTraumatologia.ThisisanopenaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense

(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

Os avanc¸os na medicina e farmacologia permitiram um aumento significante na expectativa de vida mundial, refletiram positivamente no crescente número de idosos. Entretanto,existeumarealpreocupac¸ãoquantoàqualidade comqueessesadultosenvelheceme,principalmente,como preveniretrataradequadamenteosacometimentosinerentes aessafaixaetáriaesuascomplicac¸ões.Dentreessasafecc¸ões estãoasfraturaschamadasdebaixaenergiaouconsequência decomplicac¸õespatológicasassociadas.1–3

Asfraturasdoquadriltêmgravesrepercussões relaciona-dasaopacienteidoso,principalmenteaoschamadosgrandes idosos(acimade80anos).3Aaltamorbidadeemortalidade,

oaltoíndicedeincapacidadeempós-operatórioeoscustos crescentesparaasociedadecomresultadospouco expressi-vosrelacionadosaotratamentodãorelevânciaaotema.4Essas

fraturassãoconsideradasumdosmaioresproblemasdesaúde públicadomundo.4Segundoestatísticasamericanas,maisde

250.000fraturasdequadrilocorremacadaanocom expecta-tivadeaumentode100%doscasos/anoemaproximadamente 30anos.NoBrasil,em2010,aincidênciaerade100.000 fratu-rasaoanoeamédiademortalidade,apósumanodefratura, de30%.Dentreasmaisrelevantesestãoasfraturasdofêmur, especificamenteasproximais.4

O tratamentocirúrgico adequadoéfundamental parao bomprognósticodopacienteoperadoeométodoescolhido está relacionado, diretamente, ao tipo de fratura de qua-dril, especificamente os tipos de fraturas do fêmur, distal ouproximal.Dentreas fraturasproximaisestão doistipos: intracapsulareseextracapsulares.Noprimeirotipoestãoas fraturas do colo femoral, já no segundo as fraturas trans-trocanterianas.Ambastêmotraumadebaixaenergiacomo principal fator desencadeante etêm grandeinfluência em patologiasassociadas,como,porexemplo,aosteoporose.5–7

Aosteoporose, semdúvidaa maiscomumdas doenc¸as ósseas, tornou-se um flagelo de considerável significado econômico. Fatores como etnia, sexo, exercício e nutric¸ão influenciamaqualidademáximademassaósseaatingidaem cadaindivíduo,porémnãosãoosúnicosfatoresdeterminante parafraturas.Comosesabe,aliteraturaespecializadaenfatiza queadensidademineralóssea(DMO),umfatorpreditivode fraturarelacionadocomaidade,nemsempreéumdado coe-rente:indivíduoscomumaDMOdecolodofêmurmuitobaixa nãofraturam;outroscomaDMO decolodofêmurnormal fraturam.8Parecequeexistemoutrasvariáveisrelevantesque

determinamasfraturaseprincipalmenteseustipos,comoa anatomiaóssea.8,9

Ageometria ósseadofêmur proximal jáfoi estudada10

comoumfatorderiscopotencialesomoupositivamentena predic¸ãoaoriscodefratura.Todavia,namaioriadosestudos

defraturadequadrilnãosedistingueapredisposic¸ãoentre osdoisprincipaistiposdefratura(colodofêmure transtro-cantérica),oquenapráticaclínicaseriafundamental,jáquea abordagemcirúrgicadeeleic¸ãoparaosdoispodeserdiferente, devidoàaltataxadeindicac¸ãodeartroplastiadequadrilem fraturadecolodofêmur,querepercutefinanceiramenteeno pós-operatórioemrelac¸ãoàrecuperac¸ãodopaciente.

Por esses motivos o objetivo do estudo foi analisar a influência da geometria do fêmur proximal, através de mensurac¸ãoemradiografiaspadronizadasdapelve,notipo defraturadefêmurapresentada.

Material

e

métodos

Estudoprospectivo,transversal,feitoemservic¸odereferência ortopédicaetraumatológicanoBrasil,entre10deagostode 2015e8desetembrode2015.Foramusadas30radiografias de pacientes com fraturasde quadril,escolhidas aleatoria-mente conformeentradadoscasos. A abordagemseguiu a Declarac¸ão deHelsinquecomaprovac¸ãodocomitêdeética interno(1.221.094).

Asradiografiasforamfeitasnaincidênciaanteroposterior, comaampolalocalizadaaummetrodochassi.Opaciente foiposicionadoemdecúbitodorsalhorizontaleosmembros inferioresforamrodados15◦internamente.

Comocritériosdeinclusãousaram-seradiografias panorâ-micasdequadrildepacientecomidadesuperiora60anos,de ambosossexos,comfraturadocolodofêmure transtrocan-térica.

Noscritériosdeexclusãoconstavamradiografiasde paci-entescomimaturidadeesquelética,comfraturabilateraldos quadris,presenc¸adelesõestumorais,infecciosasoudoenc¸as metabólicasquepudessemalteraraanatomiadoquadrileda regiãoproximaldofêmur.

Apósclassificac¸ãoedevidaselec¸ão,asradiografiasforam avaliadasergonomicamentedeacordoasseguintesmedidas:

• Ângulocervicodiafisário(ACD):ângulocriadoentreoeixo docolofemoraleadiáfise,medidonoplanofrontal.

• Larguradocolofemoral(LCF):distânciaentreaslinhas

cor-ticais,nopontomédiodocolofemoral,perpendicularaseu eixo.

• Comprimentodoeixodoquadril(CEQ):distânciaemlinha retaqueuneabasedotrocantermaioratéaextremidade dacabec¸afemoral,seguealinhadoeixodocolodofêmur.

• Distânciaentreaslágrimasacetabulares(DL):distânciaem linharetaentreaslágrimasacetabulares.

(3)

Figura1–Representac¸ãodosângulosmedidosem radiografiaanteroposteriordapelve.

examinadorescegos,comauxíliodegoniômetro(MSD,Europe BVBA-Bélgica).

Asmedidasforamcoletadasatravésdemarcac¸ãomanual dospontosdereferênciacitados.Optou-sepornãousar pro-gramasdecomputador,paramensurac¸ão,poisadigitalizac¸ão dasradiografiasacarretariaproblemasdemagnificac¸ão desi-gualdasimagens,gerariaviésdeaferic¸ão,jáqueosistema disponívelnoservic¸onãoédigital(fig.1).

Para avaliar os parâmetros intrínsecos da amostragem quantoànormalidadeeàdistribuic¸ãofoi usadootestede Kolmogorov-Smirnov.Osdadosforamexpressosemmédia, desviopadrãoeporcentagem(SPSSStatisticalSoftware).

Asvariáveisforamanalisadasdescritivamenteatravésda média,desvio-padrão, mínimos emáximoseintervalosde confianc¸aa95%.Oestudoda diferenc¸aentreasmédiasde duasvariáveisfoiestabelecidopelotestetdeStudenteoíndice decorrelac¸ãoatravésdocoeficientedecorrelac¸ãodePearson. Oníveldesignificânciausadoparaostestesfoide5%(ROSNER, B.FundamentalsofBiostatistics.Boston,PWSPublishers,2nded.)

Resultados

Fizeram parte do estudo 30 pacientes, do sexo masculino (n=6;média=76,dp=3,48)efeminino(n=24;média=77,37, dp=8,53),divididosemdoisgrandesgruposdefraturascomas respectivasavaliac¸õesergonômicas,conformerepresentado

natabela1.

Avaliac¸ãoparamétricadosdadoscoletados

Paraseestabeleceríndicesconfiáveisnascomparac¸ões,foi, primeiramente, estabelecida a normalidade das amostras, segundo o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, ouseja, foi determinado seduas distribuic¸ões de probabi-lidade subjacentes iriam diferir em relac¸ão à hipótese de normalidade,emqualquerumdoscasos.Enãofoirejeitada a normalidade para as variáveis investigadas com valor dep>5%.

Emseguida,paradescaracterizarpossíveisviésde interfe-rênciasentreasangulac¸õesmedidaspelosobservadoresdo estudo,emrelac¸ãoaosexoeidade,otestedecorrelac¸ãode Pearsonfoideterminado.Nãohouveassociac¸ãopositivaentre asvariáveis,comoépossívelobservarnatabela2.

150

140

130

120

110

ACD trans

Gr

au

ACD colo

Figura2–Representac¸ãodarelac¸ãoestatísticadotestet pareadoentreACDemfraturastranstrocantéricaseACD emfraturasdecolodofêmur.

Apóssedeterminaranormalidadedasamostraseexcluir osviésdeinterferência,foramcomparadasasmedidas, fei-taspelosobservadoresevolvidosnapesquisa,paraseobterem respostasquantoàdiferenc¸aentreostiposdefraturas, repre-sentadaspelosângulosmedidos,esehaveriaumacorrelac¸ão entreessesvalores.Obtivemoscomoresultadoqueapesarde haverdiferenc¸asentreasangulac¸õesmédiasemtornode3a 7◦,essasnãoforamsignificativasquandoaplicadootestetde

Student(tabela3,figs.2–5).

Paraseestabelecercorrelac¸ãoentreasvariáveismedidas emfunc¸ãodotipodefraturafoiaplicadootestedecorrelac¸ão dePearson,oquemostrounegatividadeebaixosíndicesde correlac¸ão,todosnãosignificantes(tabela4efigs.6–9).

Limitac¸õesdoestudo

Seriam necessáriosumaamostragemmaisaltae represen-tativa da populac¸ãoacometidaporfraturas dequadril,um estudoemdiferentesgruposcompatologiasassociadas

eadicionarumgrupocontrolesadio.

45

40

35

30

25

LCF trans

Gr

aus

LCF colo

(4)

Tabela1–Caracterizac¸ãodosgrupossegundoosângulosavaliados

Fraturas

Transtrocantéricas Colo

Ângulos ACD LCF CEQ DL ACD LFC CEQ DL

MAX 139 42 126 135 139 39 132 134

MIN 125 30 99 110 120 29 90 114

M 131,7 34,7 110,2 125,1 131,8 33,2 112,6 122,1

DP 1,2 0,98 2,22 1,96 1,33 0,65 3,08 1,36

n 15 15 15 15 15 15 15 15

Max,máximo;Min,mínimo;M,média;DP,desviopadrão;n,númerodecasos.

Tabela2–Testedecorrelac¸ãodePearsonparadescaracterizarcorrelac¸ãoentreidade,sexoemedidas

Medidas ACD LCF CEQ DLT

IDADE Correlac¸ãodePearson 0,124 0,049 0,159 0,094

Valorp 0,392 0,735 0,116 0,318

SEXO Correlac¸ãodePearson −0,094 −0,064 −0,225 −0,144

Valorp 0,387 0,516 0,657 0,318

TOTAL N 50 50 50 50

Tabela3–Representac¸ãonuméricadosdadosdecomparac¸ão(testetnãopareado)entreostiposdefraturasparacada

pardosângulosestudados

Pares n DM IC(95%) R p

ACDTransxColo 30 0,13±1,7 −3,5a3,8 0,0001 0,69

LCFTransxColo 30 −1,46±1,18 −3,89a0,95 0,05 0,14

CEQTransxColo 30 2,4±3,8 −5,39a10,19 0,01 0,53

DLTransxColo 30 −3±2,3 −7,9a1,9 0,05 0,22

DM,desviodasmédias;n,númerodepacientes;p,valorestatísticoparasignificânciadacorrelac¸ão;r,índicedecorrelac¸ãodePerson.

Tabela4–Descric¸ãonuméricadosvaloresatribuídosaosparesdecorrelac¸ãodePearson,entreasfraturas transtrocantéricasedecolodefêmur

Pares n r IC(95%) R p

ACDTransxColo 30 0,38 −0,17a0,6 0,15 0,15

LCFTransxColo 30 0,394 −0,16a0,74 0,145 0,14

CEQTransxColo 30 0,04 −0,47a0,54 0,002 0,43

DLTransxColo 30 −0,06 −0,55a0,46 0,003 0,82

n,númerodepacientes;p,valorestatísticoparasignificânciadacorrelac¸ão;r,índicedecorrelac¸ãodePerson

140

100 120

80

CEQ trans

Gr

aus

CEQ colo

Figura4–Representac¸ãodarelac¸ãoestatísticadotestet

pareadoentreCEQemfraturastranstrocantéricaseCEQem fraturasdecolodofêmur.

150

140

130

120

110

100

DL trans

Gr

au

DL colo

(5)

150

150 140

140 130

130

ACD trans

ACD trans

ACD colo

A

CD colo

120

120 110

110

Figura6–Representac¸ãográficadacorrelac¸ãonegativa entreACDemfraturastranstrocantéricaseACDemfraturas decolodofêmur.

45

45 40

40 35

35

LCF trans

LCF trans

LCF colo

LCF colo

30

30 25

25

Figura7–Representac¸ãográficadacorrelac¸ãonegativa entreLCFemfraturastranstrocantéricaseLCFemfraturas decolodofêmur.

140

140 120

130 120

CEQ trans

CEQ trans

CEQ colo

CEQ colo

100

110 100 80

90

Figura8–Representac¸ãográficadacorrelac¸ãonegativa entreCEQemfraturastranstrocantéricaseCEQemfraturas decolodofêmur.

Discussão

Emnossoestudoficoudemonstradoqueapesardea radio-grafiaserumbommétodoparaavaliarasestruturasósseas e prever fraturas de quadril, quando comparado com um grupocontrolesadio,nãofoisensívelosuficientepara cap-turardiferenc¸asentreasfraturastranstrocantéricasedecolo dofêmur.Nãorepresentoudiferenc¸ageométricasignificativa entreosgruposdeestudo.

150

150 140

140 130

130

DL trans

DL trans

DL colo

DL colo 120

120 110

110 100

100

Figura9–Representac¸ãográficadacorrelac¸ãonegativa entreDLemfraturastranstrocantéricaseDLemfraturasde colodofêmur.

Oaumentodoriscodefraturasósseasdevidoàperdade massaósseaemenvelhecimentooudoenc¸aéumgrande pro-blemaclínico,levaàestimativadecustosdesaúdeemtorno deUS$17bilhõessónosEUA.12,13Nãoobstanteopeso

econô-mico,fraturasnãovertebrais,especialmentedoquadril,são umaimportantecausademorbidadeemortalidadeno enve-lhecimentodapopulac¸ão.14,15Maisde4%dospacientescom

fraturanapelvemorremduranteahospitalizac¸ãoe24% mor-rem dentro de um ano.16 Assim, são necessários esforc¸os

concentradosparaidentificarestratégiasdetratamentoque possam manter a saúde do esqueleto com a evoluc¸ão da idade. Noentanto,deimportânciaprimordial émelhorara precisão na identificac¸ãodas pessoasem risco de fraturas ósseas.

Medic¸õesdeDMOsãoamplamenteusadasparaavaliaro estadomineralósseo,especialmenteemmulheres,epodem representaraté70%daforc¸adoosso.Emboraascorrelac¸ões entre adensidade mineralóssea,comumentedeterminada comabsorciometriaporduplaemissãoderaiosX(DXA),erisco defraturatenhamsidodemonstradas,modelosdeprevisão combaseemDXAsozinhomuitasvezestêmbaixa sensibili-dadenaidentificac¸ãodeindivíduossusceptíveisasofreruma fratura,particularmente emmulheresna menopausaeem populac¸õesmaisidosas.2,17

Aintegridadeestruturaldessetecidoemqualquer ambi-entedecargamecânicaédependentedadistribuic¸ãoespacial daDMO,dotamanhoeaforma,bemcomodaspropriedades domaterialósseo.18,19

Naliteratura,diversosestudostêmdemonstradopotencial clínicodeanálisedetexturaósseaatravésderadiografias pél-vicasparapreveroriscodefraturasdocolodofêmur.Thevenot

etal.,10empesquisaretrospectiva,obtiveramalta

(6)

Umdosgrandesvilõesnoacometimentoósseoéa oste-oporose,semdúvidaamaiscomumdasdoenc¸asdosossos. Tornou-seumflagelodeconsiderávelsignificadoeconômico. Fatores como etnia, sexo, exercício e nutric¸ão influenciam a qualidade máxima de massa óssea atingida em cada indivíduo. Porém, apenas a massa óssea não é um fator determinante.3,4 EmestudofeitoporCummengsetal.22 foi

observadoquemulheresjaponesastinhamdensidademineral óssea(DMO)menordoqueasbrancasamericanas;entretanto, sofriammenosfraturas.AssimcomoaidadeeIMCpodemnão serelacionardiretamentecomaperdanamassaóssea.23

Wheeleretal.,8emseuestudodageometriaemcorte

trans-versaldediáfisesdeossoslongosquerelacionouDMO,IMC eidade, demonstraram quea resistência ósseaé significa-tivamentemaioremindivíduosobesoscontraIMCnormal. Noentanto,asdimensõesarticularesnãodiferem sensivel-menteeindivíduosmaisvelhoscomIMCmaiselevadotêm menorprobabilidadededesenvolverumafraturaemrelac¸ão aindivíduosmaisjovenscomIMCnormal.

Natentativadeestabelecerumaavaliac¸ãodoriscobaseada emDXA foi desenvolvida uma ferramentamultifatorial de propensãoa fratura de quadril,métodorecomendado pela Organizac¸ãoMundialdeSaúde.Essaferramentalevaemconta diferentesfatores(variáveisantropométricas,históriamédica econsumodedrogas)paraavaliaroriscodefraturade10anos, usafatoresderiscoclínicoscomousemvaloresdeDMO.24No

entanto,provou-sequeessemétodoaindaédebaixa sensi-bilidadeparaapredic¸ãodefratura,poiséaprimoradodeum modogenéricoenãopoderefletiracomplexidadedaavaliac¸ão personalizadadeindivíduose/oupopulac¸õesespecíficas.25,26

Diferentesmétodosdeimagem,comoatomografia compu-torizada,quantitativaperiféricaeressonânciamagnética(RM) podemserusadosparaseobterageometriatridimensionale arquiteturadoossoinvivo.Estesmétodospodemdaralguma informac¸ãorelevantenaavaliac¸ãodaqualidadedoosso.27No

entanto,alimitadadisponibilidadeeocustoelevadodesses métodospromoveramodesenvolvimentodeoutrasformasde análisedebaixocustoquepossamserclinicamenteaplicáveis, comoasradiografias.

Naatualidade,asoluc¸ãoparaoestudo,combaixocusto, das estruturas ósseas tem sido a radiografiaconvencional. Elapermite aavaliac¸ãoda geometria,da estruturae, even-tualmente,doriscodefraturadosossos.Todavia,aindasão necessários novosestudos prospectivos com medidas geo-métricasqueconfirmemacapacidadeclínicadaanáliseda texturaósseaatravésdessaferramenta,bemcomoa possibi-lidadedesepreveremeestabeleceremgruposderiscospara ostiposdefraturasdequadril,principalmenteas transtrocan-téricasedecolodofêmur.

Conclusão

Emnossoestudoficoudemonstradoqueapesardea radio-grafiaserumbommétodoparaavaliarasestruturasóssease preverfraturasdequadril,quandocomparadocomumgrupo controle sadio, não foi sensível o suficiente para capturar diferenc¸asentreasfraturastranstrocantéricas ede colodo fêmur.Novosestudosprospectivossãonecessáriospara esta-belecerparâmetroscapazesdeaferirtaisdiferenc¸as.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

r

e

f

e

r

ê

n

c

i

a

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Imagem

Figura 1 – Representac¸ão dos ângulos medidos em radiografia anteroposterior da pelve.
Tabela 2 – Teste de correlac¸ão de Pearson para descaracterizar correlac¸ão entre idade, sexo e medidas
Figura 8 – Representac¸ão gráfica da correlac¸ão negativa entre CEQ em fraturas transtrocantéricas e CEQ em fraturas de colo do fêmur.

Referências

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