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4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL

4.2. ÁREA 2 – PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÕES COM A

4.2.2. Corta-Mato: escolar, concelhio e distrital

A prova de corta-mato escolar realizou-se fora das instalações da escola, num pequeno parque público situado no centro da freguesia denominado de “Quinta das Freiras”. Este espaço, antigamente utilizado como jardim de passeio das freiras do Mosteiro de São Cristóvão, assume-se hoje como um parque desportivo, que conta com material e campos de vários desportos. Circundante aos campos, existe um espaço verde que cobre toda a totalidade do parque, atravessado por um pavimento pedonal que circula o espaço e permite o acesso às diferentes zonas existentes nele.

Para aferir as condições do local, que recentemente tinha sido intervencionado, deslocamo-nos, juntamente com os restantes professores de EF, até ao espaço. Decidimos aproveitar o pavimento pedonal existente para fazer o percurso da prova, desta forma, além de o trajeto ser mais facilmente percetível pelos alunos, estes não sairiam prejudicados, do ponto de vista das condições do terreno, caso as condições meteorológicas não fossem as desejadas.

Como o corta-mato da escola já se realiza há vários anos naquele local, pouco mais havia a decidir naquela visita. Os resultados e a entrega dos lanches seriam, como usualmente, na casa da juventude, situada no interior do parque. O sistema de som ficaria no sítio habitual, assim como o local de partida e chegada.

Posteriormente à visita ao parque, decidiu-se que função teria cada um dos professores durante a realização da prova. Alguns de nós teriam de ficar espalhados pelo espaço, ao longo do pavimento pedonal, de forma a garantir que nenhum aluno alteraria o percurso delineado, outros teriam de ficar na zona da partida, a organizar os participantes e dar o sinal de partida. Outros teriam de ficar responsáveis pela zona da meta, para controlar a chegada dos corredores e anotar a ordem da mesma. Teria ainda de haver alguém responsável pelo sistema de som e pela organização e anotação dos resultados, no interior da casa da juventude. A distribuição dos lanches pelos alunos ficaria a cargo dos funcionários do pavilhão.

Após a distribuição de tarefas ficamos responsáveis por realizar o trabalho desenvolvido habitualmente pelo PC, os resultados. Era nossa função recolher os apontamentos dos professores responsáveis pela meta, passá-los para o formato digital, decodificá-los e por fim apresentar a lista com os alunos participantes e os vencedores de cada escalão.

No dia da prova quando cheguei ao local já os funcionários da junta de freguesia colocavam cartazes alusivos ao torneio e fitas à volta do pavimento pedonal de forma a marcar o percurso. À medida que os alunos iam chegando, trazidos pelos pais, começavam a realizar o seu aquecimento e voltas de reconhecimento ao local. A anfitriã do torneio foi a atleta Sara Moreira, convidada para dar o sinal de partida e conviver com os participantes.

Durante cada uma das corridas, os professores responsáveis preocupavam-se em preparar o grupo de alunos que participaria na corrida seguinte. Três professoras controlavam a meta, de forma a garantir que a lista de resultados era corretamente elaborada enquanto vários professores, espalhados pelo espaço, confirmavam a correta realização da prova por parte dos alunos. Tudo correu como planeado.

A participação na organização do corta-mato permitiu-me compreender qual a logística necessária para a realização de um evento desta natureza: a necessidade de eleger um espaço amplo, que albergue sem problema os participantes e os pais e que permita a realização das provas do ponto de vista do espaço necessário e da segurança dos alunos; a obrigatoriedade de contar com a aprovação e ajuda da junta de freguesia, responsável pela disponibilização do espaço e pela preparação do local; a necessidade de colocar professores a controlar a partida, a meta e o trajeto em toda a sua extensão e a importância de colocar vários professores a controlar os resultados, para garantir que estes são recolhidos e apresentados com o máximo de fiabilidade possível.

No final de todas as provas e da entrega de prémios aos vencedores, realizamos um almoço com todos os professores de EF do agrupamento. Este convívio fora da escola, num ambiente de descontração, permitiu-nos conhecer melhor os restantes professores e reforçar os laços de amizade e companheirismo que temos com eles.

No dia chuvoso de 13 de dezembro acompanhamos os alunos melhor classificados do corta-mato escolar ao corta-mato concelhio, nas imediações do Pavilhão Multiusos de Gondomar. Ao contrário do que aconteceu na fase escolar, para esta etapa do corta-mato os alunos dispuseram de duas camionetes, que bem cedo saíram da escola e asseguraram o transporte de todos os participantes. Quando chegamos ao local de realização da prova deparamo-nos com uma excelente organização. Ao cuidado dos professores ficou apenas o levantamento dos kit’s e o controlo dos alunos durante a realização das provas, todas as outras tarefas de organização e gestão ficaram à responsabilidade da Câmara Municipal. O espaço escolhido para o evento pareceu-me o ideal, uma vez que o Pavilhão Multiusos dispõe de um amplo espaço exterior e de parque de estacionamento de grandes dimensões junto a um espaço verde, ideal para a realização das provas. É de frisar a presença de duas ambulâncias dos bombeiros que, por várias vezes, foram chamados a intervir para prestar auxílio a alunos mais esgotados fisicamente.

O corta-mato distrital teve lugar no dia 26 de janeiro no Parque da Cidade. Um megaevento com mais de cinco mil participantes. À semelhança do que aconteceu com a fase concelhia os professores não tiveram de desempenhar qualquer papel na organização e gestão da prova, toda a organização do evento foi a cargo do Desporto Escolar. Todavia, foi percetível a preparação que um evento deste calibre exige.