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Uso de drogas e comportamentos de risco no contexto de uma comunidade universitária.

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Academic year: 2017

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USO DE DROGAS E COMPORTAMENTOS DE RI SCO NO

CONTEXTO DE UMA COMUNI DADE UNI VERSI TÁRI A

1

Ket t y Ar acely Piedr a Ch av ez2

Bev er ley O’Br ien3 Sandr a Cr ist ina Pillon4

Est e est udo t em com o obj et ivo avaliar o uso de drogas e os com port am ent os de risco ent re est udant es da Un iv er sidade de Gu ay aqu il- Equ ador . Foi u t ilizado o qu est ion ár io You t h Risk Beh av ior Su r v ey ( YRBS) . A am ost r a f oi com post a por 7 5 1 est u dan t es de pr im eir o an o de gr adu ação: 3 2 8 ( 4 4 % ) er am h om en s e 4 2 3 ( 56% ) m ulher es, com idade m édia 20 anos, e 88,5% solt eir os. As subst âncias m ais ut ilizadas for am o álcool, o t abaco e a m aconha, que são usados de for m a r ecr eacional ent r e os est udant es. O uso de dr ogas ( lícit as e ilícit as) ent r e est udant es t em se t or nado um cam po de est udo bast ant e fav or áv el par a o est abelecim ent o de polít icas pr ev en t iv as.

DESCRI TORES: v iolên cia; est u dan t es

DRUGS USE AND RI SK BEHAVI OR I N A UNI VERSI TY COMMUNI TY

The purpose of t his st udy is t o evaluat e drug use and risk behaviors am ong st udent s of t he Universit y of Gu ay aq u il in Ecu ad or . To ev alu at e t h is issu e, w e u sed t h e q u est ion n air e “ You t h Risk Beh av ior Su r v ey ” ( YRBS) . The st udy sam ple consist ed of 751 under gr aduat e st udent s: 328 ( 44% ) m ale and 423 ( 56% ) fem ale. Av er age age w as 20 y ear s old and 85,5% of t he st udent s w er e single. Alcohol, t obacco and m ar ihuana w er e t he m ost consum ed subst ances am ong st udent s, w ho use t hem for ent ert ainm ent . Drug consum pt ion ( legal or illegal) am ong st udent s has becom e an issue for specialized research as well as an im port ant field of int ervent ion for public policies.

DESCRI PTORS: v iolence; st udent s

USO DE DROGAS Y COMPORTAMI ENTOS DE RI ESGOS EN

EL CONTEXTO DE LA COMUNI DAD UNI VERSI TARI A

Est e est u d io t ien e com o ob j et iv o ev alu ar el u so d e d r og as y com p or t am ien t os d e r iesg os en t r e est u d ian t es d e la Un iv er sid ad d e Gu ay aq u il- Ecu ad or . Fu e u t ilizad o el cu est ion ar io d e Com p or t am ien t os d e Riesgos en Est udiant es Adolescent es ( YRBS) . La m uest r a fue const it uida por 751 bachiller es - est udiant es del pr im er año: 328 ( 44% ) er an hom br es y 423 ( 56% ) m uj er es, con edad pr om edia de 20 años y el 88,5% er a solt er o. Las subst ancias m ás ut ilizadas fuer on el alcohol, el t abaco y la m ar ihuana, que son usadas de for m a r ecr eacional ent r e los est udiant es. El uso de dr ogas ( lícit as e ilícit as) ent r e los est udiant es se ha t or nado un cam po de est udio bast ant e fav or able par a el est ablecim ient o de polít icas pr ev ent iv as.

DESCRI PTORES: v iolen cia; est u dian t es

1 As opiniões expressadas nest e art igo são de responsabilidade exclusiva dos aut ores e não represent am a posição da organização onde t rabalham ou de sua

adm inist ração; 2 RN, Msc. Faculdade de Enferm agem da Universidade de Guayaquil, Ecuador; 3 RN, RM, DNS, Faculdade de Enferm agem da Universidade

de Alberta, e- m ail: [email protected]; 4 Docente da Escola de Enferm agem de Ribeirão Pret o, da Universidade de São Paulo, Cent ro Colaborador

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I NTRODUÇÃO

D

e a co r d o co m a s Or g a n i za çõ e s I nt er nacionais( 1) o u so do álcool, do t abaco e das

dr ogas ilícit as apr esen t am pr oblem as sign ifican t es p a r a a sa ú d e p ú b l i ca e m d i v e r so s p a íse s, esp ecialm en t e en t r e os j ov en s. Os r esu lt ad os d e diversos est udos apóiam a necessidade de t rabalhos de int ervenção e aum ent o da conscient ização sobre os pr oblem as, bem com o o conhecim ent o sobr e os fat or es de r iscos do uso de dr ogas. O uso dessas substâncias conduz precocem ente os j ovens aos altos ín d i ces d e m o r b i d a d e e m o r t a l i d a d e, em p a i ses desenvolvidos ou não, pois são problem as que podem ser prevenidos e que m uit as vezes são iniciados na adolescên cia.

A r elação en t r e u so de dr ogas e v iolên cia tem gerado grandes interesses em diversas disciplinas sociais, incluindo epidem iologia, sociologia, m edicina, edu cação e psicologia( 1 - 2 ). Est a r elação ocor r e em

d i f e r e n t e s n ív e i s, co m o i n d i v i d u a l , f a m i l i a r e com unitário que é afetada pelo tipo de droga usada e aa nat ureza do com port am ent o apresent ado. O uso do tabaco, álcool e dem ais drogas ilícitas tem graves repercussões no est ado de saúde, incluindo doenças agudas e crônicas que conduzem a alt os índices de m o r t al i d ad e p r eco ce. Po r t an t o , o u so d e d r o g as co n st i t u i u m d o s m a i o r e s p r o b l e m a s d e Sa ú d e Pública( 3).

Par a ent ender a com plex a r elação ent r e o uso de drogas e violência, se t orna de fundam ent al i m p o r t â n ci a e n t e n d e r a s p a r t i cu l a r i d a d e s far m acológicas das dr ogas, assim com o o cont ex t o social em que o individuo está inserido. O uso e abuso d e su b st â n ci a s o co r r e m e m a m b i e n t e s so ci a i s, sit u acion ais e con t ex t os cu lt u r ais qu e in f lu en ciam pot encialm ent e em result ados violent os( 4).

En t r e o s t i p o s d e v i o l ê n ci a s, e st á a far m acológica que ocor r e com o r esult ado de uso a curto ou longo prazo de certas drogas, que produzem com port am ent os. De acordo com a lit erat ura( 4) sobre

o t ipo de v iolência, foi encont r ada que a v iolência q u e m ais p r ev alece n o g r u p o d e est u d an t es é a farm acológica. Por exem plo, est udant es que dirigem sob influencia de álcool apresent am m ais riscos para acident es. Em out ros casos est udant es que bebem e usam drogas apresent am m aiores possibilidades para relações sexuais sem prot eção e abusos( 5).

A presença de drogas em event os violent os n ão n ecessar iam en t e im p lica q u e as su b st ân cias

a f e t a m o co m p o r t a m e n t o d e p e r p e t r a d o r e s o u vit im as( 4). Além disso, diferent es subst âncias afet am

os indiv íduos de m odos difer enciados, baseando- se em sua fisiologia, psicologia, história, gênero e outros fat ores pessoais e cult urais( 6).

Quase todas as drogas ilícitas com uns podem levar a com port am ent os violent os no ent ant o, ocorre por m ecanism os diferent es( 7). Os t ipos de violências

variam de acordo com o tipo de Drogas usada, sendo Lícit as e I lícit as com o verem os:

Uso de drogas licit as

- Alcool

O álcool é a substância m ais citada em relação aos com por t am en t os de r iscos dev ido aos ef eit os so b r e o co m p o r t a m e n t o , a p a r e n t e m e n t e e st á envolvida na violência que ocorre sob efeit o do uso. A r elação dir et a e m ais com um ent r e o álcool e a agressão é at ravés da int oxicação. Pesquisas indicam que os m ecanism os que explicam com o o álcool induz a agr essão é at r av és da falt a de inibição do m edo pela ação ansiolítica( 7). A saber, o álcool afetar a função

cognit iv a de t al m odo que ocor r e a dim inuição da ca p a ci d a d e d o i n d i v íd u o e m p l a n e j a r a çõ e s e m respost a às sit uações de am eaça.

O álcool tam bém pode aum entar a percepção da dor, qu e t alv ez sej a u m a das cau sas de m aior a g r e ssã o d e f e n si v a , o i n d i v i d u o t o l e r a p o u co a agressão e parte logo para a briga. Ainda, pode servir com o um m ecanism o de gat ilho para prover at os de agressão para aqueles que realm ent e t em propensão em relação à violência e quando est es se encont ram expostos a situações vulneráveis( 8). Por exem plo, tem

si d o d e scr i t o q u e p e sso a s q u e t e m u m a m a i o r p r e d i sp o si çã o a se r e m a g r e ssi v o s, t e n d e m a apresent ar m aiores níveis de agressão quando usam álcool, em com par ação com aqu eles qu e t am bém exibem alt os níveis de agressão m as não bebem .

- Nicot ina

(3)

com p or t am en t os d ep en d en t es, e m an t id o p or q u e pr opor ciona um cam inho par a m inim izar os efeit os negat ivos ( ist o é; est resse, raiva, m edo, vergonha e desprezo) e evoca os efeit os de excit ação, prazer e su r pr esa.

- Sedat ivos - hipnót icos

Os se d a t i v o s h i p n ó t i co s p o d e m e st a r associados com a v iolência far m acológica dev ido a irrit abilidade e ansiedade que m uit as vezes result am d a i n t o x i ca çã o e a b st i n ê n ci a( 7 ). Os se d a t i v o s

h i p n ó t i co s, t a i s co m o o s b e n zo d i a ze p ín i co s encontrados são os tranqüilizantes, geralm ente m uito pr escr it os par a m elhor ar os sint om as da insônia e an siedade.

Em bor a m uit os usuár ios façam uso dest as substâncias pelos seus efeitos sedativos, pessoas que as usam o com freqüência torna- se inibido. Estas são as p r i m ei r as d r og as d e ab u so e g er al m en t e são consum idas com out ras subst âncias.

Uso de Drogas I lícit as

O abuso de drogas ilícit as est á conect ado a crim es violent os, em bora raram ent e exist em poucos dados sobre o padrão de uso de drogas e violência( 6).

Crim inosos que usam drogas ilegais com et em roubos e assalt os m ais freqüent em ent e com parados com os crim inosos não usuários e estes com etem crim e m ais f r eq ü en t em en t e n o s p er ío d o s d e u so p esad o d e drogas( 6).

- Maconha

A m aconha é a dr oga ilícit a m ais usada e t em sid o con su m id a p or sécu los p elos ef eit os n a alt er ação do hum or( 9). O uso de m aconha em dose

m oder ada foi encont r ado inibindo t em por ar iam ent e o s co m p o r t a m e n t o s v i o l e n t o s e a g r e ssi v o s e m anim ais e hum anos( 6). Em geral, o uso da m aconha

t em sido encont rado para deprim ir as at ividades.

- Anfet am inas e m et am fet am inas

Exist em invest igações consideráveis sobre os possíveis elos entre o uso de anfetam ina e a violência. As anfet am inas, em par t icular as m et am fet am inas estão entre as drogas estim ulantes ilegais em diversos p a i se s. En t r e o s e f e i t o s m a i s i m p o r t a n t e s d a s

anfet am inas no com port am ent o est ão as alt erações do hum or, que podem ocorrer com a adm inist ração de am bos o uso crônico e agudo( 10). Um a das grandes

conseqüência do abuso crônico é o desenvolvim ent o de com port am ent os pat ológicos( 10).

- Cocaína

O uso de cocaína está associado com o crim e e a violência( 9). A cocaína de uso int ranasal e o uso

d e cr a ck e st ã o a sso ci a d o co m a v i o l ê n ci a farm acológica( 4). A cocaína é um est im ulant e ilícit os

n o r m a l m e n t e u sa d o s n o s Est a d o s Un i d o s, co m p r o p r i ed a d es si m i l a r es a s d a s a n f et a m i n a s co m relação alt eração do hum or e o desenvolvim ent o de condut as pat ológicas( 1 0 ). A v iolência est á pr esent e

ent r e os usuár ios de cocaína, assim com o ocor r em nos usuários de álcool, os com portam entos agressivos n ã o est ã o l i m i t a d o s a p en a s a o s i n d i v íd u o s co m dependência, m as t am bém aos usuários ocasionais. O abuso de subst âncias psicoat ivas t em sido investigado am plam ente, com o obj etivo de contribuir especificam ent e com ações de prevenção do uso de d r o g a s( 1 1 ). I n f o r m a çõ e s so b r e a r e l a çã o e n t r e

com port am ent os de riscos e uso de subst âncias em a m b i e n t e s e sco l a r e s sã o n e ce ssá r i o s p a r a o d e se n v o l v i m e n t o d e a t i v i d a d e s d e p r e v e n çã o e prom oção de am bient es livres de drogas e violência. Esf o r ço s co n si d er áv ei s t êm si d o r eal i zad o s p ar a entender as causas do uso de drogas identificar assim p r o g r a m a s d e p r e v e n çã o co m e st r a t é g i a s m a i s efetivas. Muito destes trabalhos têm sido levados em co n si d e r a çã o p r i n ci p a l m e n t e e m e sco l a s / universidades por serem locais que proporcionam fácil acesso a um grande núm ero de indivíduos. Geralm ente sã o co n si d e r a d a s co m o p o p u l a çõ e s i d e a i s p a r a cam panhas pr event ivas( 12).

No Equador exist e um a escassez de est udos na lit er at ur a que av alia a r elação uso de dr ogas e v iolência ent r e j ov ens pr incipalm ent e na Am ér ica -Lat ina. A pr opost a dest e est udo é aum ent ar nosso entendim ento sobre essa relação entre os estudantes u n i v e r si t á r i o s. Fo i r e a l i za d o u m l e v a n t a m e n t o b ib liog r áf ico n os b an cos d e d ad os d a Med Lin e e CI NADHL, n u m a t en t at i v a d e av al i ar o s est u d o s existentes, porém a m aioria dos estudos foi realizada em países desenv olv idos.

(4)

METODOLOGI A

O Equador é um país t ropical, est á inserido na “ rot a int ernacional” do t ráfico de drogas desde o No r t e a t é o Su l . Sem d ú v i d a s, t em p r o g r a m a s, políticas, e recursos para o enfrentam ento do Uso de D r o g a s e n t r e se u s ci d a d ã o s. Ma s e m cl a r a desvant agem , o Equador é um país dependent e das Or g a n i za çõ e s I n t e r n a ci o n a i s. D e v i d o a f a l t a d e in f or m ação n est a ár ea, est e est u d o t am b ém v isa aum ent ar o conhecim ent o a respeit o da nat ureza e m agnitude do uso de drogas e a relação entre o uso de droga e os com port am ent o de riscos.

Os d ad os f or am colet ad os n o p er íod o d e Out ubr o a Janeir o de 2004 at r avés do quest ionár io ( YRBS) Yout h Risk Behaviours Quest ionnaire ( 13) que p e r m i t e a i d e n t i f i ca çã o d o u so d e su b st â n ci a s psicoat ivas ( uso experim ent al, m oderado e pesado) nos últ im os 30 dias, nos últ im os 6 m eses, dent ro e fora da universidade e o uso na vida, bem com o a v iolên cia defin ida at r av és dos com por t am en t os de riscos com o a relação sexual sem prot eção, o beber e dirigir, sofrer am eaça e ser pego pela polícia.

A am ost r a foi com post a por est udant es de prim eiro ano de graduação da universidade nas áreas de ex at as, h u m an as e biológicas. Foi solicit ada a aut or ização par a o Cent r o de Cont r ole de Doenças ( CDC) para a ut ilização do quest ionário. O present e proj et o foi avaliado e aprovado pelo Com it ê de Ét ica d a Un iv er sid ad e d e Alb er t a e d a Un iv er sid ad e d e Guayaquil - Equador. Est e é um est udo de descrit ivo. Selecionando- se o am bient e universit ário, a Universidade de Guayaquil, se localiza na região do Salado na cidade de Guayaquil - Província de Guayas. A am ost r a r ecr u t ada par a est e est u do f or am 7 5 1 est u d a n t es d e p r i m ei r o a n o d a s f a cu l d a d es q u e pertencem a referida universidade. Os resultados não se podem ser gen er alizados, pois est e est u do f oi realizado com um a am ost ra não represent at iva dos est udant es de prim eiro ano de graduação.

RESULTADOS

Os r e su l t a d o s d o q u e st i o n á r i o ( YRBS) dest acam as caract eríst icas dem ográficas da am ost ra com n= 751 est udant es. A dist ribuição em relação ao sexo ocorreu da seguint e form a: 328( 44% ) hom ens

y 423( 56% ) m ulheres, com idade m édia de 20,3 anos entre 18 a 31 anos ( SD 2,74anos) . Não foi encontrada diferença est at íst ica significat iva ent re idade y sexo. En t r e os est u d an t es, 6 6 5 ( 8 8 . 5 % ) er am solt eir os, 491( 65,4% ) vivem com os pais e residem na casa de seus próprios pais 473( 63% ) . Referent e ao núm ero de pessoas que com põem a fam ília, em m édia 5,49 pessoas ( SD = 2.03) com no m ínim o de 1 e m áxim a de 1 7 pessoas n a f am ília. Ref er en t e a v in cu lação r e l i g i o sa a m a i o r i a e r a m ca t ó l i co s 5 6 1 ( 7 3 % ) . Encont ram os que ent re 356( 100% ) est udant es, o pai de 165( 22% ) faz uso de bebida alcoólica e 165( 22% ) f u m am .

Qu i n h en t o s e q u ar en t a e u m est u d an t es ( 72% ) j á fizer am uso de bebidas alcoólicas, sendo que as m ulheres são m ais abstêm ias que os hom ens, p o i s est es f a zem u so d e m a n ei r a a b u si v a , co m diferença estatística significativa X2= 31,89 p.000. Tal

fat o t am bém ocor r eu ent r e os que j á fum ar am , ou sej a, 485( 64,5% ) dos estudantes, onde a distribuição ent re o gênero est á 248( 51% ) hom ens e 237( 49% ) m ulheres, com diferença significativa X2= 31,22 p.000.

Quando com parado à m édia ent re as idades e o uso do álcool e do tabaco não encontram os relação significat iva, para est a am ost ra.

Tabela 1 - Apresent ação em núm ero e porcent agem do padr ão de uso das subst âncias psicoat iv as nos últ im os 6 m eses ent re os est udant es ( n= 751)

* Diferença significativa entre os gêneros p< 005.

A Tab el a 1 ap r esen t a q u e a m ai o r i a d o s e st u d a n t e s f e z “ u so e x p e r i m e n t a l ” d e b e b i d a s alcoólicas ( v inho, t equila e cer v ej a) nos últ im os 6 m eses, quando com par ado o gêner o, encont r am os que o sexo m asculino faz uso m ais pesadam ent e em r elação ao sexo fem inino, com difer ença est at íst ica significat iv a.

o s U

l a t n e m i r e p x E

o s U

o d a r e d o M

o s U

o d a s e

P Total

o .

N % N.o % N.o % N.o %

* a j e v r e

C 326 43 141 19 23 3 470 62.5

* s o h n i

V 236 31.4 28 4 6 .8 270 36

* a li u q e T , y k s i

W 187 25 43 6 10 1.3 240 32

s e t n a z il i ü q n a r T

) x a r o l , m u il a V

( 19 2.5 5 .7 - - 24 3

a h n o c a

M 13 2 3 .4 2 .3 18 2.4

s e t n a l a n

I 6 1 - 7 0.9

a n í a c o

(5)

Tabela 2 - Uso na v ida de subst âncias psicoat ivas ent re est udant es universit ários

* Diferença significativa entre os gêneros p< 005

A Tabela 2 apresenta que m etade ( 57% ) dos estudantes fez uso de um a dose de álcool e m ais da m etade ( 63,2% ) j á fum aram pelo m enos um a tragada de cigarro. Quando com parado o gênero os hom ens fizeram em m ais uso de cigarro e de m aconha..

Em g er al, o u so d e d r og as in iciou - se em m édia aos 16 anos de idade ( Dp = 2.09) , variando entre 10 a 18 anos.

Qu an t o ao t ipo de su bst ân cias psicoat iv as u sa d a s n o s ú l t i m o s 3 0 d i a s “ n a Un i v e r si d a d e ” encontram os o tabaco 150( 20% ) e o álcool 86( 11,5% ) .

Tabela 3 - Apresent ação em núm ero e porcent agem das drogas utilizadas e o tipo de uso dentro e fora da univer sidade ( n= 751)

A tabela 3 apresenta que o “ uso na vida” para o t a b a co e o á l co o l , f o r a m u t i l i za d o s em m a i o r pr opor ção en t r e os est u dan t es, o t abaco é m u it o ut ilizado na universidade.

Re f e r e n t e o “ u so n a v i d a ”, 2 9 4 ( 3 9 % ) est udant es fizer am uso abusivo de bebida alcoólica que result ou em est ado de em briagues. Ent re est es, 188( 64% ) se em br iagar am de 1 a 2 v ezes, sendo est es a m aioria do sexo m asculino. A em briagues na univ er sidade ocor r eu em m enor pr opor ção 25( 3% ) est udant es.

Qu a n t o a o m o d o d e g o st a r d e b e b e r 161( 21,4% ) est udant es assinalaram que gost am de beber de 1 a 2 doses, enquanto 106( 14% ) estudantes gostam de beber para ficar um pouco alto, ou sej a os hom ens se em briagam m ais que as m ulheres.

Ent r e os est udant es 1 7 7 ( 2 3 , 5 % ) dir igir am após beber e entre estes 30( 17% ) j á foram m ultados no t r ânsit o ou env olv er am - se em acident es após o beber.

No que refere aos com port am ent os sexuais, 443( 59% ) estudantes tiveram relação sexual, e entre est es 245( 55,3% ) fizeram uso de bebidas alcoólicas an t es da r elação sex u al. A m aior ia er a h om en s e apenas 72( 16,2% ) fizeram uso de preservat ivo.

Tabela 4 - Tipos de com port am ent os de riscos com o v ít im a e o u so de su bst ân cia psicoat iv as en t r e os est udant es universit ários, nos últ im os 12 m eses na u n iv er sidade

* Diferença significativa p.< 005

A t a b e l a 4 a p r e se n t a q u e 1 9 3 ( 2 5 , 7 % ) est u dan t es for am am eaçados ou m ach u cados com um a arm a, faca ou navalha, 158 ( 21% ) viram alguém por t an do u m a ar m a, f aca ou n av alh a e a m esm a p r o p o r çã o t e v e m e d o d e se r g o l p e a d o , q u a n d o fizer am uso de bebida alcoólica no últ im o m ês na univ er sidade.

Com parando os est udant es que fizeram uso de algum tipo substâncias psicoativas e se envolveram e m b r i g a s, u t i l i za r a m a r m a s p a r a i n t i m i d a r o u a m e a ça r o u t i v e r a m p r o b l e m a s co m a p o l íci a , en con t r am os q u e a b eb id a alcoólica ( d est ilad a e f er m en t ada) apr esen t ou u m a r elação sign if icat iv a en t r e o beber e ser v ít im a ( p. 0 0 0 ) , o qu e j á n ão ocorreu com as dem ais drogas.

DI SCUSSÃO

Est e é a p r im eir a v ez q u e u m est u d o d e lev ant am ent o do uso de dr ogas e com por t am ent os de riscos foi realizado ent re est udant es de prim eiro a n o n a Un i v e r si d a d e d e Gu a y a q u i l , Eq u a d o r. O

m i S N % m u , a j e v r e c e d a t a l a m u ( l o o c l á e d e s o d a m U * ) o d a li t s e d e d l m 0 4 , o h n i v e d o p o

c 424 57

* a d a g a r t a m u a j e s e u q o m s e m , o r r a g i

C 422 63.2

* o r i e t n i o r r a g i c m

U 297 45

a d r o c e d o m u

F 33 6

* a h n o c a

M 25 3

o ã ç a c i d n i m e s o i d é m e r ( l a g e li a g o r d a m u g l A . ) a c i d é

m 14 2.4

) a t n i t ,l o s o r e a , a l o c , a n il o s a g ( s e t n a l a n

I 13 2

) k c a r c ( a n í a c o

C 10 1.7

a n o s U a d i v s o n o s U 6 s o m it l ú s e s e m s o n o s U s a i d 0 3 s o m it l ú a d a r o f e d a d i s r e v i n u s o n o s U 0 3 s o m it l ú a n s a i d . e d a d i s r e v i n u o .

N % N.o % N.o % N.o %

l o o c l

Á 524 83 420 56 252 33.5 86 11

o c a b a

T 485 65 360 48 52 7 150 20

m i S N % m o c , a m r a a m u m o c o d a c u h c a m u o o d a ç a e m a i o F * . a h l a v a n u o a c a f a m

u 193 25.7

a r t u o u o a h l a v a n , a c a f , a m r a a m u m o c m é u g l a u i V * a m r

a 158 21

. o d a e p l o g r e s e d o d e m e v e T

* 158 21

. a c i s í f a g i r b a m u m e e s -u e v l o v n

E 124 16.5

m u m o c o d a l m u a r a p o d a g o j , o d a r r u p m e i o F * r o p o d a t u h c u o o d a e p l o g , o d a e p a t s e , o ã r r u p m e o d n a c n i r b a v a t s e o ã n e u q m é u g l a 6 7 10

. s a r i t n e m u o s a c o f o f e d a m i t í v i o

F 44 6

. s i a u x e s s o i r á t n e m o c u o s a d a i p e d a m i t í v i o

F 33 4.4

u o o t c e p s a u e s o a o d i v e d o ã ç a z o g e d s a m i t í v i o F . a l a f ê c o v e u q o t i e j o l e

(6)

present e est udo possibilit ou ident ificar que o uso de álcool e de out ras drogas est á present e não apenas no âm bit o universit ário. No ent ant o, foi ident ificado que a idade de inicio do uso de drogas ocorreu entre 1 0 a 1 8 an os, id ad e q u e an t eced e a en t r ad a d a universidade. A população est udada é com post a por j ov en s, em su a m aior ia m u lh er es, solt eir os, q u e residem com os pais, onde existe o uso de substâncias por um dos fam iliares, principalm ent e o pai. A idade de início e a presença de um m em bro da fam ília que faz uso de subst âncias psicoat ivas podem cont ribuir d i r e t a o u i n d i r e t a m e n t e a t r a v é s d e m o d e l o s e co m p o r t a m e n t o s r e f o r ça d o r e s p a r a o u so d e subst âncias psicoat iv as.

Em bora a am ost ra t enha sido com post a em sua m aior ia por m ulher es, o uso abusiv o de álcool ent re os est udant es ocorreu significat ivam ent e ent re o sex o m a scu l i n o e t a m b ém a r el a çã o en t r e o s com portam entos de riscos. Ainda, as m ulheres bebem dent r o dos lim it es nor m ais do beber, enquant o que o s h o m e n s g o st a m d e b e b e r p a r a f i ca a l t o o u levem ente em briagados. Tal fato está em consonância com o estudos internacional( 14) que afirm a que estudos

ent re o gênero, o uso álcool é um predit or para t ais com port am ent os, e os t ipos de com port am ent os são diferent es ent re o gênero.

Mu i t a s su b st â n ci a s p si co a t i v a s t em si d o associada com os com port am ent os de riscos, porém par a est a am ost r a apenas o uso do álcool m ost r ou e st a a sso ci a çã o , o q u e o a u t o r( 1 0 ) co l o ca co m o

v iolência far m acológica.

Pensando no am biente em que as substâncias p si co a t i v a s sã o co n su m i d a s, m u i t o s e st u d a n t e s fizeram uso do álcool for a da univer sidade. Quant o ao u so d o t ab aco o co r r eu m ai s n a u n i v er si d ad e quando com parado com o álcool. Tal fat o pode est ar associado à perm issividade do uso na universidade, em bora esta variável não tenha sido m ensurada neste est udo. O que nos leva a pensar que geralm ent e o álcool é ut ilizado apenas em ocasiões sociais com o f e st a s, co m e m o r a çõ e s e p r e ssu p õ e - se q u e n o cam pus universitário tenha um a restrição ou controle pela legislação em relação às bebidas alcoólicas, tanto para venda com o para o consum o, o que j á não ocorre t ant o com o cigarro, que em bora possa ser proibida a venda dent ro do cam pus, porém não é rest ringida a sua ut ilização.

Dent r e as dr ogas usadas pelos est udant es e st ã o à s b e b i d a s a l co ó l i ca s ( d e st i l a d a s e f e r m e n t a d a s) , o s t r a n q ü i l i za n t e s, o t a b a co e a m aconha. A m aioria dos est udant es faz uso na vida, porém este uso vai reduzindo com o passar do tem po. Nem t odos os casos seguem a escalada do uso das dr ogas par a a dependência, o que se obser v a é a dim inuição gradual ent re o uso na vida, para o uso nos últim os 6 m eses e no últim o m ês, tais resultados foram encont rados em est udos int ernacionais.

Est u d o s( 1 4 ) m o st r a m q u e n a s e t a p a s d o

en v o l v i m en t o co m as su b st ân ci as p si co at i v as, o indivíduo inicia com drogas lícit as ( álcool e cigarro) , passam a usar m aconha e, ent ão, a consum ir out ras drogas ilícit as.

A at ividade sexual pode ser considerada de risco ent re os est udant es um a vez que est es j ovens pouco t êm usado preservat ivos quando sob efeit o do álcool ou m esm o t er usado out r as dr ogas, t al fat o t em ocor r ido não apenas nos últ im os 30 dias, m as tam bém nos últim os 6 m eses. Dessa m aneira a prática sex u al sem p r o t eção p o d e est ar d ei x an d o est es j ovens a m ercê dos riscos das doenças sexualm ent e t r ansm issív eis.

Qu an t o ao b eb er e d i r i g i r, u m t er ço d o s estudantes j á dirigiram sob efeito do álcool, e m etade d e st e s f o r a m m u l t a d o s o u se e n v o l v e r a m e m a ci d e n t e s, t a l f a t o n o s l e v a a r e - p e n sa r a conscient ização dest es j ovens em relação aos riscos d o b eb er e d ir ig ir e m esm o sof r er acid en t es q u e result am em m ort es.

Hou v e u m a associação en t r e fazer u so de álcool e ser vitim a ( am eaçados, m edo e envolvim ento em brigas) nos últ im os 12 m eses na universidade, a lit erat ura( 5) apresent a que os j ovens que fazem uso

(7)

CONCLUSÃO

No Equador, est udo sobr e a ident ificação e associação ent r e uso de dr ogas e com por t am ent os de r iscos ent r e est udant es ou out r os gr upos ainda sã o p o u co s d esen v o l v i d o s. No en t a n t o , ex i st em diversas razões que j ust ificam a presença do uso de drogas e com port am ent os de riscos na universidade, estudos dessa natureza são considerados im portantes e u m d o s ca m i n h o s p a r a o d esen v o l v i m en t o d e p r o g r am as ed u cat i v o s q u e v i sam a r ed u ção d o s com portam entos de riscos e tam bém do consum o das subst âncias.

A Escola de Enferm agem da Universidade de Guayaquil em conj unt o com a CI CAD/ OEA encont ra-se e m u m a p o si çã o p r i v i l e g i a d a p a r a p r o m o v e r pesquisas na ár ea de dr ogas e com por t am ent os de r iscos par a desenv olv er habilidades educacionais e prevent ivas de enfrent am ent o dest e problem a.

A quest ão do uso de álcool e dr ogas ent r e est udant es universit ários deve ser enfrent ada com o pr ior idade em t odas as ár eas, com o pr opósit o de

p r o m o v e r p r o g r a m a s d e p r e v e n çã o d i r i g i d o s especialm ent e a est a população, no qual deveria ser in clu ída a par t icipação de pr of essor es, bem com o disciplinas opt at ivas e obr igat ór ias ( ou m aior car ga h o r á r i a ) so b r e á l co o l e d r o g a s n o s cu r so s d e graduação e pós- graduação. Est a pesquisa apresent a apenas um a part e da realidade do uso de drogas no âm bit o u n iv er sit ár io e con sider a- se qu e pesqu isas desta natureza devem ser am pliadas com populações r epr esent at iv as.

AGRADECI MENTOS

Ag r ad ecem os a Com issão I n t er am er ican a p ar a o Co n t r o l e d e Ab u so d e Dr o g as/ CI CAD, ao Program a de Bolsas da OEA, ao Governo do Japão, a todos os docentes da Universidade de Alberta/ Canadá, e aos onze representantes dos sete países da Am érica Lat ina que part iciparam do “ I Program a I nt ernacional d e Pesq u i sa ” i m p l em en t a d o n a Un i v er si d a d e d e Albert a/ Canadá no ano de 2003- 2004.

REFERÊNCI AS BI BLI OGRÁFI CAS

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