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Coordenador de simpósio: Maria Cristina Canavarro e Anabela Araújo Pedrosa

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Resumo do simpósio: A saúde e experiência reprodutiva dos indivíduos, pelo forte impacto recíproco exercido em contextos socioculturais, económicos e políticos, é uma área relevante nos desafios societais hoje prioritários em termos europeus e mundiais. É reconhecido o contributo dos fatores psicológicos para a saúde reprodutiva, bem como a necessidade de abordagens multidisciplinares baseadas em modelos teóricos e evidências empíricas sólidas. O ritmo dos avanços científicos e tecnológicos nesta área obriga a um esforço de investigação que fundamente práticas clínicas promotoras de bom ajustamento individual, familiar e social. Este simpósio reúne trabalhos de investigadores da FPCEUC (Linha Relações, Desenvolvimento & Saúde), que procuram caracterizar e melhor compreender processos de decisão e adaptação em desafios reprodutivas como a gravidez ou interrupção de gravidez na adolescência, a parentalidade em idade materna avançada e a preservação da fertilidade em mulheres com doença oncológica.

Título: Trajetórias reprodutivas na origem da gravidez na adolescência: Um estudo representativo da realidade nacional e regional portuguesa

Autores: Raquel Pires1, Joana Pereira1, Anabela Araújo Pedrosa2, Teresa Bombas3, Duarte Vilar4, Lisa Vicente5, e Maria Cristina Canavarro1

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Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Unidade de Intervenção Psicológica da Maternidade Dr. Daniel de Matos – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E

2Unidade de Intervenção Psicológica da Maternidade Dr. Daniel de Matos – Centro Hospitalar e

Universitário de Coimbra, E.P.E

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Serviço de Obstetrícia da Maternidade Dr. Daniel de Matos – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E

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Associação Para o Planeamento da Família

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Resumo: Objetivos: O presente estudo pretendeu caracterizar a história de saúde sexual e reprodutiva de uma amostra de grávidas adolescentes, analisar as trajetórias reprodutivas que conduziram à gravidez e explorar a existência de especificidades regionais neste processo. Metodologia: A amostra foi constituída por um grupo regionalmente representativo (NUTSII, 2002) de grávidas adolescentes (N=473) e recolhida entre 2008 e 2013, em 42 serviços de saúde. Resultados: Os resultados revelaram diferentes sequências de acontecimentos e decisões na origem da gravidez, que se traduziram numa diversidade de trajetórias; estas serão detalhadamente descritas. Verificaram-se ainda diferenças regionais ao nível desta distribuição. Discussão: Estes resultados são reveladores da diversidade de trajetórias que podem conduzir à gravidez adolescente e da heterogeneidade regional que as caracteriza, podendo contribuir para a especialização da educação sexual e do planeamento familiar no âmbito da sua prevenção.

Palavras-chave: gravidez na adolescência; diversidade; especificidades regionais; trajetórias reprodutivas.

Título: Fatores de risco para a interrupção voluntária da gravidez na adolescência: contributos da investigação para a prevenção

Autores: Joana Pereira1, Raquel Pires1, e Maria Cristina Canavarro1

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Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Unidade de Intervenção Psicológica da Maternidade Dr. Daniel de Matos – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E

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Resumo: Objetivos: Atualmente, cerca de 35% das adolescentes que engravidam optam pela interrupção voluntária da gravidez (IVG). Como tal, o presente estudo pretendeu identificar os fatores de risco para a IVG na adolescência. Metodologia: A amostra foi constituída por 120 adolescentes que realizaram IVG e por 200 adolescentes sexualmente iniciadas e sem história de gravidez, e foi recolhida em 23 serviços de saúde e 23 escolas das diversas regiões do país. Os dados foram obtidos através de fichas de caracterização sociodemográfica e de história sexual e reprodutiva. Resultados: Os resultados apontam para a existência de uma diversidade de fatores socioculturais, individuais e relacionais de risco para a IVG na adolescência, que serão detalhadamente descritos. Discussão: Os resultados deste estudo podem contribuir para a identificação das adolescentes em maior risco de experienciar uma gravidez não desejada e subsequente IVG. São, por isso, de extrema relevância para o planeamento familiar com jovens no âmbito da prevenção destes fenómenos.

Palavras-chave: interrupção voluntária da gravidez; fatores de risco; prevenção; planeamento familiar.

Título: Nascimento do primeiro filho em idade materna avançada: qual o papel das motivações positivas e negativas para a parentalidade?

Autores: Maryse Guedes1 e Maria Cristina Canavarro1

1Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Unidade de

Intervenção Psicológica da Maternidade Dr. Daniel de Matos – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E

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Resumo: Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar o papel das motivações positivas e negativas para a parentalidade para o nascimento do primeiro filho em idade materna avançada (IMA, ≥ 35 anos; Grupo de Referência) por comparação com o nascimento do primeiro filho em idade materna não avançada (20-34 anos, Grupo de Controlo). Metodologia: A amostra foi constituída por 51 casais no Grupo de Referência e 46 casais no Grupo de Controlo que preencheram a Escala de Motivações para a Parentalidade, durante a gravidez. Resultados: O Grupo de Referência valorizou, de forma menos significativa, o fortalecimento da relação conjugal que o Grupo de Controlo. Os grupos não se distinguiram quanto às motivações negativas. A menor valorização do fortalecimento da relação conjugal pelas mulheres afirmou-se como preditor do nascimento do primeiro filho em IMA. Conclusões: As motivações relacionadas com as dinâmicas conjugais parecem importantes para compreender as decisões reprodutivas contemporâneas.

Palavras-chave: idade materna avançada; nascimento do primeiro filho; motivações positivas e negativas para a parentalidade; decisão reprodutiva.

Título: Qualidade de vida em mulheres sobreviventes de doença oncológica: terá a preservação da fertilidade um contributo a oferecer?

Autores: Cláudia Melo1, Maria Cristina Canavarro1, e Ana Teresa Almeida Santos2

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Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Unidade de Intervenção Psicológica da Maternidade Dr. Daniel de Matos – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E

2

Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Serviço de Reprodução Humana - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E

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Resumo: A taxa de sobrevida de doentes oncológicos tem aumentado nos últimos anos, tornando premente uma intervenção focada na qualidade de vida após a doença. A fertilidade do sobrevivente é alvo de atenção, pelo que têm emergido técnicas para a preservação da fertilidade antes do início dos tratamentos da doença. Em 2011, foi criado no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, o primeiro Centro Público de Preservação da Fertilidade. A literatura revela que a preservação da fertilidade e a parentalidade biológica são importantes para as mulheres sobreviventes; porém os estudos existentes sobre esta temática são ainda escassos. O presente projeto pretende compreender as atitudes face à preservação da fertilidade e à parentalidade de mulheres, em idade reprodutiva, com doença oncológica. Será utilizada uma metodologia mista para compreender melhor as experiências das participantes. Deste modo, espera-se aumentar o conhecimento sobre a importância dos cuidados de saúde na área da Oncofertilidade.

Palavras-chave: oncologia; preservação da fertilidade; sobrevivência; oncofertilidade; parentalidade.

IMAGENS DAS CRIANÇAS NO SISTEMA DE PROTECÇÃO DAS

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