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PSICOLOGIA CLÍNICA 1

Título: As diferenças individuais em necessidade de auto consistência: uma “mão invisível” no processo psicoterapêutico?

Autores: Fernando B. B. Oliveira1 e António Branco Vasco1

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Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa

Email: [email protected]

Resumo: O: A necessidade de auto consistência (NAC) foi analisada como diferença individual e testada como mediador no acesso a informação sobre o self e a experiência. M: Foi proposto um constructo de NAC com 3 dimensões conceptuais integradas (declarativa, experiencial e coping) e construído um inventário para operacionalizar a NAC. O impacto da NAC no acesso a informação sobre o self e a experiência foi estudado numa amostra clínica (N=32) e numa amostra não clinica (N=91). R: A associação entre NAC e a dificuldade de acesso a informação auto inconsistente recebeu suporte empírico. Em ambas as amostras os participantes altos em NAC acederam e relataram significativamente menos experiências de AC implícita. Adicionalmente a análise comparativa das 2 amostras revelou diferenças nos padrões de interacção dos 3 aspectos da NAC estudados. D: É debatida a relevância das diferenças em

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NAC: 1) na emergência e manutenção dos estados clínicos; 2) no progresso em psicoterapia e na adaptação à vida diária.

Palavras-chave: necessidade auto consistência; self; experiencia; autoconhecimento; viés cognitivo.

Título: Relação entre sintomas psicopatológicos e maior utilização de estratégias de regulação emocional

Autores: Eva Costa Martins1, Fernando Ferreira-Santos2, e Mónica Freire1

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Departamento de Ciências Sociais e do Comportamento/ UNIDEP-CINEICC, Instituto Superior da Maia

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Laboratório de Neuropsicofisiologia, Universidade do Porto

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Resumo: Muitas perturbações psicológicas parecem estar associadas a problemas de regulação emocional. Inicialmente a investigação centrou-se na pesquisa de estratégias menos adaptativas ou competências em falta que estivessem implicadas num funcionamento psicopatológico. No entanto, dados empíricos recentes suportam uma nova conceptualização da relação entre psicopatologia e regulação emocional. Neste sentido, é possível que os quadros psicopatológicos estejam também associados à utilização de maior número de estratégias de regulação emocional, quer ditas adaptativas quer não adaptativas. Assim, esta investigação irá explorar esta questão através de uma amostra de 500 pessoas que responderam ao Questionário de Regulação Emocional Cognitiva (Garnefski et al., 2001) e ao Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Derogatis, 1982).

Palavras-chave: psicopatologia; regulação emocional.

Título: Que processos emocionais estão comprometidos em pacientes alexitímicos? Autores: Ana Nunes da Silva1, António Branco Vasco1, e Jeanne Watson2

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Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa

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Ontario Institute for Studies in Education of the University of Toronto

Email: [email protected]

Resumo: São conhecidas as dificuldades inerentes ao processo terapêutico com pacientes alexitímicos. Este trabalho pretende estabelecer uma relação entre o constructo de alexitimia e de vários processos emocionais, não só o de regulação emocional, à qual o constructo tem sido amplamente relacionado, mas também o de consciência emocional, diferenciação emocional e expressão emocional. Através de um estudo transversal avaliámos diferenças em população clínica e não-clínica em indivíduos com níveis baixos e elevados de alexitimia, usando as seguintes medidas de auto-relato: Escala de Alexitimia de Toronto; Questionário de Expressão Emocional; Escala de Avaliação do Reportório e Capacidade de Diferenciação Emocional; Escala de Dificuldades na Regulação Emocional; e Inventário Breve de Sintomas. Discutem-se as implicações para o processo terapêutico.

Palavras-chave: alexitimia; processos emocionais; psicoterapia.

Título: O processo de integração de Emília: um estudo de caso qualitativo longitudinal sobre processos de mudança na perturbação dissociativa de identidade Autores: Ana Rita Ferreira1 e Nuno Conceição1

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Resumo: A Perturbação Dissociativa de Identidade (PDI) constitui um quadro psicopatológico marcado pela extrema fragmentação do self em múltiplas partes dissociadas entre si. Com base num estudo de caso longitudinal de PDI (Emília), pretende-se explorar os processos e mecanismos de mudança que indiciam um funcionamento mais integrado entre partes dissociadas. Analisou-se, através da Grounded Theory, um diário preenchido ao longo de 34 sessões, antes e após sessão pela paciente, e após sessão pelo terapeuta. Formularam-se 4 categorias mães: (1) O self múltiplo fragmentado: contemplação da dissociação; (2) A relação da Emília consigo mesma e com as partes e a relação das partes entre elas; (3) A relação da Emília e das partes com o terapeuta e com os outros; (4) Obstáculos ou bloqueios à integração entre partes do self dissociadas; que incluem 23 clusters de categorias e 84 subcategorias. Potenciais contribuições para a prática clínica, treino e investigação na e para além da PDI são discutidas.

Palavras-chave: perturbação dissociativa de identidade; integração; trauma; processos de mudança; estudo de caso.

Título: Fatores e processos de mudança familiar em situações de negligência da criança: Estudo de caso

Autores: Ana Teixeira de Melo1 e Madalena Alarcão1

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Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

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Resumo: Neste estudo, procuramos investigar variáveis relevantes para a compreensão dos fatores e processos de mudança terapêutica à luz de uma perspetiva de fatores comuns e de uma orientação de sistemas complexos de dinâmicas não lineares. Realizamos um estudo qualitativo, de carácter exploratório, com três famílias sinalizadas por negligência das crianças e que foram avaliadas (18 a 23 sessões) de acordo com o Modelo de Avaliação e de Intervenção Familiar Integrada. Foi analisada a informação existente nos diários preenchidos pela família e pelos profissionais sobre as experiências internas e de mudança prévias e durante a sessão. Os resultados identificam dimensões potencialmente relevantes (e.g. diferença de perspetivas na família) para a construção de indicadores da mudança (e.g. flutuações nas suas avaliações) e para a avaliação e investigação dos processos de mudança terapêuticos.

Palavras-chave: avaliação familiar; intervenção familiar; processos de mudança; mudança terapêutica; negligência infantil; famílias multidesafiadas; fatores comuns.

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