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Título: Laços afetivos e sentidos de vida em idosos - uma construção ao longo da vida Autores: Maria da Graça Silva1, Maria Emília Costa1, e Paula Mena Matos1

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Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; Serviço de Consultas da FPCEUP; Centro de Psicologia da Universidade do Porto

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Resumo: O presente estudo centra-se na temática do envelhecimento e alicerça-se numa abordagem psicológica desenvolvimental e construtivista, em que os sentidos de vida são analisados como uma construção ativa dos sujeitos ao longo da vida. Assim, tem como principal objetivo a exploração da vivência subjetiva de idosos no momento presente e sua articulação com as histórias de vida dando ênfase às relações de proximidade, a experiências e aos contextos pessoais ao longo do desenvolvimento. Foi construída uma entrevista semiestruturada e para a sua análise recorreu-se ao método da Grounded theory (Glaser & Strauss, 1967; Strauss & Corbin, 1990). Serão apresentados os resultados de narrativas de vida de 30 pessoas idosas com idades compreendidas entre os 70 e os 91 anos. Serão discutidos os

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temas emergentes e as categorias descritivas e, por último, reflectir-se-á sobre o contributo para a compreensão do envelhecimento e para as implicações no âmbito da intervenção psicológica com idosos.

Palavras-chave: Estudo qualitativo, sentidos de vida, idosos

Título: Auto-regulação do bebé, sensibilidade materna e vinculação Autores: Marina Fuertes

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Resumo: A teoria da vinculação tem sido progressivamente enquadrada numa abordagem transacional e sistémica. Nesta pesquisa procurámos saber de que forma o contributo infantil (auto-regulação infantil), o contributo materno (sensibilidade materna) e o funcionamento diádico afetam a qualidade da vinculação. Para o efeito, observamos 50 diades mãe-filho. Os dados corroboram a perspectiva transacional indicando que a auto-regulação infantil (observada aos 3 meses na experiência Still-Face) e a sensibilidade materna (observada aos 3 e 9 meses em jogo livre) estão associadas e predizem conjuntamente a qualidade da vinculação avaliada na Situação Estranha aos 12 meses. Na situação Still-Face, a forma com as mães e os bebés contribuem para a reparação após a perturbação da interação vivida no episódio Still- Face contribuem para a sensibilidade materna e para a vinculação. A relação mãe-filho parece ser condicionada pelo contributo diádico em condições regulares de interação e aprendidas em stress.

Palavras-chave: auto-regulação infantil; sensibilidade materna; vinculação.

Título: Vinculação e comportamento facial em crianças Autores: Filipa Barata1 e Augusta Gaspar2

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ISCTE-IUL

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ISCTE-IUL e CIS-IUL

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Resumo: Este estudo é exploratório e pretende contribuir para uma compreensão da relação entre diferentes padrões de vinculação e comportamento facial de emoção em crianças. Observaram-se 25 díades figura de vinculação–criança, tendo as crianças idades no intervalo 12-24 meses. Para avaliar a qualidade da vinculação, utilizou-se a Situação Estranha (SE) (Ainsworth, Blehar, Waters, & Wall, 1978) e para codificar o comportamento facial usou-se o BabyFACS (Oster, 2009). Os resultados mostram diversas associações significativas entre os padrões de vinculação e unidades de acção facial, verificando-se maior utilização geral de unidades de acção nos inseguros resistentes, seguidos dos seguros, e, por último, dos inseguros evitantes. Verifica-se ainda uma associação significativa entre algumas unidades de acção (como o choro) e os episódios analisados da Situação Estranha, de forma consistente com o esperado ao considerar a literatura existente em expressões faciais e as emoções induzidas na SE.

Palavras-chave: vinculação; expressão facial de emoção; crianças.

Título: Efeitos das dinâmicas trabalho-família na parentalidade: uma análise diádica Autores: Joana Marina Vieira1, Frederick G. Lopez2, e Paula Mena Matos1

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College of Education, University of Houston

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Resumo: A partir de uma amostra de 250 casais de duplo rendimento com filhos em idade pré-escolar, este estudo explora o modo como a conciliação conflituante ou enriquecedora dos papéis no trabalho e na família se repercute em diferentes esferas da parentalidade, mais especificamente, na satisfação, stress e sentido de competência parentais, bem como na qualidade da relação pais-criança (vinculação, envolvimento, disciplina e frustração relacional). O estudo privilegia uma abordagem diádica, recorrendo a modelos de interdependência ator- parceiro (Actor-Partner Interdependence Models) para analisar ambos os efeitos dentro e entrecasais, e controlando os efeitos de variáveis como o NSE e sintomas depressivos dos pais, ou o número de filhos. Os resultados do presente estudo serão discutidos relativamente às suas implicações para programas de intervenção direccionados para necessidades específicas de pais que trabalham no sentido de (re)conciliarem os seus papéis no trabalho e na família.

Palavras-chave: Conciliação Trabalho-Família; Conflito; Enriquecimento; Parentalidade; Relação Pais-Criança

Título: A perceção da morte por crianças dos 3 aos 5 anos Autores: João Mota1 e António Frazão2

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Mestre em Psicologia (ISMT); a realizar estágio profissional da Ordem dos Psicólogos Portugueses

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Professor Auxiliar do ISLA - Instituto Superior de Leiria e da ESAE do Instituto Superior Miguel Torga – Coimbra. Membro do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE); da Associação Portuguesa de Psicologia; da Ordem dos Psicólogos Portugueses

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Resumo: Este estudo teve como objetivo procurar entender a perceção da morte em crianças dos 3 aos 5 anos. Para constatar a presença dos conceitos de Irreversibilidade, Não Funcionalidade e Universalidade e obter os dados das variáveis ambientais utilizou-se uma entrevista semiestruturada para crianças e um questionário para pais. A proposta de desenho (Fávero & Salim, 1995), bem como as verbalizações sobre o mesmo (Ferreira, 2005). As 27 crianças divididas em dois grupos (3-4,5 anos e 4,6 < 6 anos) realizaram 243 desenhos temáticos. Os resultados evidenciaram a presença do conceito de morte nos dois grupos, mas mais significativamente no grupo mais velho. Os conteúdos veiculados pelos pais (crença em Deus, religião católica, ida dos filhos a funerais e ao cemitério) favoreceram a aquisição do conceito de morte. Verificou-se uma relação entre a presença dos três conceitos atrás referidos e o nível de escolaridade dos pais, quando maior a escolaridade destes, maior a presença destes conceitos.

Palavras-chave: perceção; conceitos; morte; crianças; desenho.

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