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Título: A influência das atitudes face ao envelhecimento no bem-estar Autores: Margarida Lima1, Cátia Silva1, e Teresa Sousa Machado1

1Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Resumo: Com o envelhecimento populacional tem-se registado um aumento do interesse da literatura científica no âmbito da Psicogerontologia. A promoção do bem-estar representa uma das principais metas da intervenção com sujeitos de idade adulta avançada, no entanto, desconhece-se o efeito das atitudes face ao envelhecimento no bem-estar subjetivo dos sujeitos.

O presente estudo tem como objetivo principal avaliar a influência das atitudes dos sujeitos de idade adulta avançada em relação ao seu próprio processo de envelhecimento no que diz respeito aos diferentes componentes do seu bem-estar.

Para o efeito foram avaliados aproximadamente 200 sujeitos com mais de 65 anos, através da aplicação de um Questionário Sócio-Demográfico e das versões portuguesas dos instrumentos: Mini Mental State Exam (MMSE; Folstein et al., 1975), Positive and Negative Affect Schedule (PANAS; Watson et al., 1988) Satisfaction with Life Scale (SWLS; Diener et al., 1985), Attitudes to Ageing Questionnaire (AAQ; Laidlaw et al.,2007) and Geriatric Depression Scale (GDS; Yesavage et al., 1983).

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A discussão dos resultados encontrados debruça-se sobre as suas implicações para a prática clinica / promoção do desenvolvimento na idade adulta avançada.

Título: Manutenção e declínio no envelhecimento: Contributos dos recursos ecológicos

Autores: Alice Bastos, Carla Faria, Emília Moreira, José Manuel Melo de Carvalho, e M. Carolina Silva

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Resumo: O presente estudo pretende testar os efeitos dos recursos ecológicos nas AVD e funcionamento cognitivo em pessoas mais velhas. Participam 162 idosos avaliados com AVD- Barthel, AIVD-Lawton, cognição-MMSE e depressão-GDS. Os valores de BADL-Barthel e MMSE estão associados com a idade e existem diferenças significativas entre o grupo mais novo e o mais velho; os valores do IADL-Lawton aumentam com a idade. A regressão hierárquica da funcionalidade e depressão, incluindo no 1º “set” características pessoais e no 2º “set” recursos ecológicos, indica que 23% da variância na funcionalidade nas AIVD é explicada por características pessoais e recursos ecológicos em proporções similares. As oportunidades de lazer e a proporção de adultos estão associadas a melhores níveis de funcionamento, após controlo do efeito das características sóciodemográficas. Recursos ecológicos estão associados com o funcionamento pessoal pelo que as políticas sociais no envelhecimento devem ser ecologicamente situadas

Palavras-chave: cognição; recursos ecológicos; envelhecimento.

Título: Estimulação neuropsicológica em idosos institucionalizados: Estudo preliminar

Autores: Mónica Sousa1 e Rui Costa1,2

1

Peroneo

2

Universidade de Aveiro

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Resumo: Os autores apresentam neste estudo os primeiros resultados que estão a ser recolhidos em Lar de Idosos e Residência e/ou Centro de Dia no município de Montemor-o- Velho e que pretendem contribuir para a elaboração de um programa de actuação especifico para a população idosa. Este estudo piloto procurou determinar de que forma a implementação de um projecto de estimulação cognitiva influencia o funcionamento cognitivo e emocional de idosos institucionalizados. Trata-se de um estudo quasi-experimental, com pré e pós-teste, do tipo descritivo-correlacional (nível II), de corte transversal, levado a efeito em indivíduos institucionalizados na região centro. Os resultados sublinham a preponderância da estimulação cognitiva como um elemento fulcral a integrar na rotina dos lares, de modo a promover e a potencializar a qualidade de vida dos seus utentes.

Palavras-chave: idosos; institucionalização; estimulação cognitiva.

Título: Envelhecer: Caminhos pensados, caminhos traçados Autores: Sara Ralha1 e Raquel Barbosa1

1

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto

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Resumo: Em 2050 Portugal será o 4º país da U.E. com maior percentagem de idosos. Todavia, a representação social atual de idoso é tendencialmente negativa, sendo necessário investir em políticas públicas e investigação científica, setores que ainda sofrem de alguma carência. Este estudo, qualitativo-exploratório, procurou explorar as representações pessoais e sociais de velhice e de envelhecimento, e mudanças a eles inerentes. Elaborou-se uma entrevista semiestruturada e recorreu-se à análise fenomenológica dos resultados, explorando pensamentos, sentimentos e estratégias pessoais de adaptação à velhice. A amostra abarcou 6 idosos entre os 72 e os 84 anos. Este trabalho destaca a importância da educação para o envelhecimento, que produza representações que reconsiderem as potencialidades e contributos dos idosos para as suas famílias e comunidades. Criar tais representações e promover uma vivência satisfatória deste processo, passará por fomentar neles uma boa imagem corporal e corporeidade

Palavras-chave: idoso; envelhecimento; representações sociais; imagem corporal; corporeidade.

Título: GeraAções Lx Proposta de projeto piloto para diminuir o idadismo e promover um autoconceito positivo num grupo de seniores e jovens

Autores: Filipa Cunha1, Sibila Marques1 e Ricardo Borges Rodrigues1

1

ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa

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Resumo: O idadismo é um problema grave entre as gerações, que contribui para o afastamento entre seniores e jovens e para o desenvolvimento de comportamentos negativos. Neste trabalho apresentamos uma proposta de um projeto intergeracional onde o objetivo é diminuir o idadismo entre pessoas de dois grupos etários e promover um autoconceito positivo. Para tal foi realizado um diagnóstico de necessidades a dois projetos educacionais de uma instituição pública onde participaram 35 seniores, com idades entre os 52 e os 82 anos, 34 jovens, com idades entre os 11 e os 16 anos, e quatro atores chave. Os resultados obtidos confirmaram a existência de idadismo entre seniores e jovens. Por forma a reduzir este problema desenhou-se e implementou-se um projeto fundamentado na teoria do contacto intergrupal, com a participação de cinco seniores e de sete jovens. Os resultados obtidos permitem concluir que o projeto é eficaz na diminuição do idadismo entre gerações, fomentando relações mais positivas.

Palavras-chave: intergeracionalidade; teoria do contacto intergrupal; autoconceito; programas de intervenção.

PSICOLOGIA DA SAÚDE 1

Título: Estádios de mudança em comportamentos de saúde: Estudo experimental com o modelo HAPA

Autores: Cristina A. Godinho1, Maria João Alvarez2, e Maria Luísa Lima1

1

ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa

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Email: [email protected]

Resumo: O presente estudo examina se as intervenções são mais eficazes quando adequadas ao estádio de mudança, utilizando o modelo HAPA. Participantes num estádio não intencional (n=107) ou intencional (n=77) relativamente ao consumo diário recomendado de frutas e vegetais (FV) foram aleatoriamente distribuídos por três tipos de condições: mensagem adequada a um estádio não intencional, intencional ou controlo. A adequação entre o conteúdo da mensagem e o estádio de mudança levou, imediatamente após exposição à mensagem, a um maior aumento das intenções em ambos os estádios e à progressão de estádio nos não intencionais, os quais registaram ainda um aumento significativo no planeamento da acção e de coping uma semana depois. Revelaram-se diferenças no sentido esperado, embora não significativas, para os intencionais e para o consumo de FV em ambos os estádios. Estes resultados acrescentam provas convergentes sobre a validade dos estádios na mudança de comportamentos de saúde.

Palavras-chave: modelo hapa; estádios de mudança; comunicação persuasiva; progressão de estádio; consumo de frutas e vegetais.

Título: A motivação para a adesão à terapêutica e adesão à dieta como preditores da redução da letalidade prevista na doença hepática crónica

Autores: Henrique Duarte1, Rui Tato Marinho2, e Conceição Sousa3

1

ISCTE-IUL

2

Faculdade Medicina UL

3

Hospital de Santa Maria

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Resumo: A doença hepática crónica nas suas fases mais desenvolvidas leva a um prognóstico de letalidade quase determinístico. Contudo apesar do estado clínico avançado a adesão à terapêutica e a adesão à dieta reduzem a sua letalidade (Camilo, 2004). Neste estudo, baseando-nos no modelo transteórico (Prochaska, Di Clement, 1982), desenvolvemos duas escalas: uma adaptada à adesão terapêutica (TAMS) e outra de adesão à dieta (DAMS). O estudo aplicado a 105 doentes hospitalizados permitiu concluir que a motivação para a adesão terapêutica é de facto preditora da redução do prognóstico de letalidade (medida por instrumentos fisiológicos - MELD e Child-Pugh), enquanto que a motivação para adesão à dieta só marginalmente prevê essa redução. Os resultados apontam para a necessidade de intervenção do profissionais da saúde no sentido de auxiliar os doentes na sua auto-motivação para adesão à terapêutica sobretudo nos estádios iniciais da doença pois pode ser decisivo na manutenção da sua vida.

Palavras-chave: modelo transteórico; motivação; terapêutica; dieta; letalidade; doença hepática.

Título:Morbilidade psicológica e imagem corporal no cancro da mama: Influência das características da doença e tratamento

Autores: Ana Cristina Paredes1, e M. Graça Pereira1

1Universidade do Minho

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Resumo: Objetivo: Conhecer o papel das características da doença e tratamento na morbilidade psicológica e imagem corporal em mulheres com cancro da mama. Metodologia: 50 mulheres a realizar quimioterapia responderam à Hospital Anxiety and Depression Scale (Zigmond & Snaith 1983) e Body Image Scale (Hopwood, Fletcher, Lee, & Ghazal, 2001) Resultados: Pior imagem corporal estava associada a maior ansiedade e depressão. Mulheres com maior duração da doença apresentaram maior depressão e pior imagem corporal as que tinham tido uma recidiva apresentaram mais depressão. Não se encontraram diferenças em função do estádio da doença. As pacientes que realizaram cirurgia apresentaram pior imagem corporal, mas não houve diferenças em função do tipo de cirurgia (mastectomia vs. conservadora). Discussão: O fator determinante parece ser a realização ou não de cirurgia em termos do impacto na mulher. Fatores como a duração do diagnóstico e recidiva, devem ser tidos em consideração na intervenção.

Palavras-chave: morbilidade psicológica; imagem corporal; cancro da mama, cirurgia.

Título: Percepções e comportamentos de risco: Estratégias de minimização do risco de sinistralidade rodoviária em Portugal

Autores: Ana Patrícia Duarte1,2, Carla Mouro2, e Vítor Hugo Silva2

1

BRU-IUL, ISCTE

2

CIS-IUL, ISCTE

Email: [email protected]

Resumo: No início da década internacional para a segurança rodoviária, as estatísticas europeias mostram que este é ainda um problema grave na sociedade portuguesa. Efectuaram-se dois estudos complementares, combinando metodologias qualitativas (40 grupos de discussão) e quantitativas (inquérito a amostra representativa) para avançar no conhecimento sobre o posicionamento dos portugueses face a este fenómeno. Os resultados evidenciam que a sinistralidade rodoviária é percepcionada como grave, mas com consequências claramente subestimadas. Muitos condutores assumem ter comportamentos de risco na condução, revelando elevado optimismo comparativo e percepção de invulnerabilidade. A minimização do risco surge associada aos comportamentos que são relatados como mais frequentes e menos sancionados socialmente (norma descritiva favorável), como o excesso de velocidade. Discutem-se as alterações nas percepções dos portugueses sobre esta matéria na última década e avançam-se pistas para a intervenção.

Palavras-chave: sinistralidade rodoviária; comportamentos de risco; percepção de risco; optimismo comparativo.

Título: Estudo da prática da oração católica: Uma proposta desenvolvimentista e dialética

Autores: Isabel Ferreira e Luís Joyce-Moniz

Email: [email protected]

Resumo: No estudo da oração tem sido privilegiado o seu papel na promoção da saúde e bem-estar. Contudo, é na variedade de processos psicológicos envolvidos na sua experienciação que se procurou dar resposta à oração como método consciente.Procedeu-se a uma classificação de níveis significações de fé e compreendeu-se os efeitos da auto- observação na análise do grau de convicção, modificabilidade, e nível de equilíbrio dialéctico

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entre processos de concentração e distracção. A oração católica é conceptualizada na literatura como uma forma de manifestação religiosa pessoal, com uma componente cognitiva e emocional correspondente.Como metodologias de estudo utilizaram-se a entrevista semi- estruturada e a auto-observação continuada, apoiada em escalas de auto-monitorização.A amostra foi conconstituída por 32 participantes pertencentes na sua maioria a uma paróquia.Os resultados evidenciam a relevância das dimensões consideradas e apontam para a pertinência da oração como método de auto-sugestão.

Palavras-chave: oração; níveis de desenvolvimento da fé; modificabilidade pela oração;contínuo dialéctico distracção vs. concentração; auto-sugestão.

PSICOLOGIA SOCIAL 1

Título:Independência dos membros de um grupo relativamente à tarefa: Qual o seu papel na validação de produções grupais?

Autores: Ana Carina Carrega1 e Diniz Lopes1

1Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL

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Resumo: Pesquisas anteriores mostraram que a heterogeneidade percebida num grupo actua como uma pista na validação das produções grupais (Lopes et al., 2007). Nos estudos que agora apresentamos pretendemos analisar o papel de uma nova variável: a independência dos membros do grupo relativamente à tarefa. Partindo de Vala e colegas (2011), testámos o papel mediador da independência na relação entre a heterogeneidade grupal e a validade atribuída às produções grupais. Os resultados obtidos não corroboraram a existência da mediação proposta. Num segundo estudo experimental testámos novamente o papel da independência relativamente à tarefa, desta vez manipulando-a juntamente com a variabilidade. Constatámos que, tanto a heterogeneidade, como a independência, têm por si só um efeito direto na atribuição de validade, corroborando empiricamente o seu papel como mecanismos de validação das produções grupais. Estes resultados são discutidos à luz do modelo de validação do conhecimento quotidiano.

Palavras-chave: heterogeneidade; independência dos membros de um grupo; validação das produções grupais.

Título: Aceitar o desvio para validar a identidade social positiva Autores: Ana C. Leite1 e Isabel R. Pinto1

1

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto

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Resumo: Segundo a Dinâmica de Grupos Subjectiva (Marques & Páez 2008) a reacção negativa aos desviantes endogrupais tem como objectivo validar a identidade social. Propomos que em circunstâncias de comparação social insegura os grupos podem aceitar os desviantes quando percepcionam que estes validam subjectivamente o grupo no processo de comparação social. Analisamos o impacto do contributo (Estudos 1 e 2: elevado ou baixo) de dois alvos (normativo e desviante) para o grupo e o impacto do contexto de comparação

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intergrupal (Estudo 1: intergrupal vs. intragrupal; Estudo 2: comparação social positiva vs. incerta) sobre a reacção ao desvio. Como esperado, o desviante com contributo elevado é positivamente avaliado e aceite em contexto de comparação intergrupal (Estudo 1) e em comparação social incerta (Estudo 2). Pelo contrário, o alvo desviante com contributo baixo é sempre derrogado em todos os contextos intergrupais (Estudo 1 e Estudo 2). Os resultados são discutidos à luz da TDGS.

Palavras-chave: reacção ao desvio; dinâmica de grupos subjetiva; identidade social.

Título:Dependência intergrupal e desvio

Autores: Flávio M. Pereira1, Isabel R. Pinto1, e José M. Marques1

1

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto

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Resumo: Em dois estudos (N = 72 e N = 65), os participantes avaliaram o desvio e um desviante endogrupal ou exogrupal, tendo se manipulado a relação entre os grupos (grupos interdependentes ou independentes) e as consequências do desvio (benéficas ou prejudiciais) para o grupo do desviante. Como predito, os participantes rejeitaram mais fortemente o desvio prejudicial do que o desvio benéfico, e o desvio exogrupal do que o desvio endogrupal. Mais importante, os participantes avaliaram mais favoravelmente e puniram menos o desviante benéfico ao endogrupo do que o desviante benéfico ao exogrupo e que os desviantes prejudiciais ao endogrupo ou ao exogrupo. Os resultados são vistos à luz da teoria da dinâmica de grupos subjetiva (Marques, Abrams, Paez & Taboada, 1998; Pinto, Marques, Levine & Abrams, 2010) e da investigação sobre a preferência pela manutenção dos objetivos grupais em detrimento da reação ao desviante (Morton, Postmes & Jetten, 2007).

Palavras-chave: dinâmica de grupos subjectiva; dependência intergrupal; consequências do desvio.

Título: Impacto da frequência de desvio endogrupal sobre a motivação para restaurar a identidade social

Autores: Joana Bragança Tender1, Isabel Rocha Pinto1, e José Marques1

1Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto

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Resumo: Tendo por base a Teoria da Dinâmica de Grupos Subjectiva (e.g. Marques, Abrams & Páez, 1998), realizámos um estudo experimental (N = 40) procurando testar a ideia de que, perante a existência de desvio no endogrupo, as emoções decorrentes da percepção de desvio podem representar forças motivacionais determinantes no restauro da identidade social dos indivíduos. Estudantes universitários demonstraram que emoções sentiam, e qual a sua motivação para defender o seu grupo, perante a informação de que, na sua universidade há mais casos de plágio (condição Desvio Frequente), ou menos casos do que noutras universidades (condição Desvio Raro). Os resultados mostram que o empenho para o restauro da identidade social surge apenas quando o desvio no grupo é raro, e depende de emoções como a vergonha e a tristeza. No caso de desvio frequente, os indivíduos demonstram raiva e cólera em relação ao desvio, mas não evidenciam intenção de restaurar a identidade social.

Palavras-chave: dinâmica de grupos subjectiva; reacção ao desvio; identidade social; emoções.

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Título: A importância do suporte normativo para lidar com o desvio Autores: Sónia Cardoso1, Isabel Pinto1, e José Marques1

1

Universidade do Porto, Centro de Psicologia da Universidade do Porto

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Resumo: Partindo da Dinâmica de Grupos Subjectiva (DGS; Marques, Abrams, Páez & Hogg, 2001), estudamos o efeito da segurança do suporte normativo na depreciação do desviante. Em dois estudos (N=49; N=66) os participantes julgaram dois alvos (normativo e desviante) do endogrupo e do exogrupo. No Estudo 1, manipulamos o consenso grupal à volta da norma (norma consensual vs norma insegura). No Estudo 2, manipulamos a percentagem de desvio (desvio frequente vs desvio raro) perante uma norma insegura. Na condição norma insegura e na condição desvio raro o grupo valoriza a norma e o membro desviante é considerado ameaçador para a manutenção de uma identidade social positiva sendo derrogado pelo grupo. Os resultados são discutidos à luz da DGS, nomeadamente recorrendo à noção da necessidade de suporte normativo forte para garantir a validação de uma identidade social positiva, face à ocorrência de desvio endogrupal.

Palavras-chave: reacção ao desvio; suporte normativo; dinâmica de grupos subjectiva.

FAMILY PSYCHOLOGY: PARENTING RESEARCH

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