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Título: Comportamentos extra-diádicos nas relações de namoro: diferenças de género nas taxas de prevalência e correlatos

Autores: Alexandra MartinsP

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P, Marco PereiraP

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P, e Maria Cristina Canavarro

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Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Email: [email protected]

Resumo: Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar as diferenças de género na prevalência e correlatos dos comportamentos extra-diádicos (CED) presenciais e online. Metodologia: Uma amostra composta por 494 sujeitos com uma idade média de 23.4 anos, preencheu o Inventário de Comportamentos Extra-Diádicos. Resultados: 63.5% dos homens e 56.5% das mulheres referiu já se ter envolvido em CED presenciais e 46.2% dos homens e 39.3% das mulheres já se envolveu em CED online, não sendo significativas as diferenças. Para ambos os géneros, história prévia de infidelidade e menor satisfação relacional foram preditores do envolvimento em CED presenciais e online. Nos homens, ser católico e história de infidelidade do pai foram preditores dos CED online. Nas mulheres, o número de parceiros nos últimos dois anos associou-se significativamente ao envolvimento presencial. Discussão: Embora as taxas de prevalência sejam semelhantes para homens e mulheres, os correlatos dos CED diferem em função do género.

Palavras-chave: comportamentos extra-diádicos; género; namoro.

Título: Género, participação cívico-política e conciliação entre esferas pública e privada: o que nos dizem as diferenças entre homens e mulheres dirigentes?

Autores: Cláudia Múrias1 e Gabrielle Poeschl2

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Centro de Psicologia da Universidade do Porto Associação Espaços – Projetos Alternativos de Mulheres e Homens

2Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Centro de Psicologia da

Universidade do Porto

Email: [email protected]

Resumo: No seguimento de anteriores estudos sobre representações sociais de mulheres e homens na política, este estudo pretendeu relacionar experiências de participação e de conciliação com a pertença associativa – cívica vs política - e de sexo. Realizaram-se 21 entrevistas a homens e mulheres dirigentes, que, após transcrição, foram analisadas com o programa de análise textual ALCESTE. As 6 classes extraídas indicam que conciliar para as mulheres evoca um trabalho familiar gratificante, enquanto para os homens evoca desequilíbrios e dificuldades. A participação cívico-política para os dirigentes políticos evoca a necessidade das políticas de igualdade, enquanto para os dirigentes cívicos evoca a prioridade

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da gestão da associação. Parece que a crescente igualdade social entre homens e mulheres possibilitou a penetração das questões de género na esfera política, porém não modificou os papéis de género, mantendo o lar como responsabilidade das mulheres, comprometendo a própria Igualdade.

Palavras-chave: género; conciliação; participação cívica e política; liderança; práticas sociais.

Título: Intervenção para a mudança social: construindo percursos de literacia para a igualdade de género

Autores: Cláudia Múrias1,3, Raquel Ribeiro1,3, Marijke Koning3, Liliana Lopes2,3, e Alexandra Carvalho3

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Centro de Psicologia da Universidade do Porto

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Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto

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Associação Espaços – Projetos Alternativos de Mulheres e Homens

Email: [email protected]

Resumo: O projeto Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas pretendeu desafiar mulheres e homens a romper com estereótipos e papéis de género tradicionais e a desenvolver um olhar crítico na reformulação de lideranças, no sentido de um empoderamento, pessoal e comunitário, de potencial transformação social. Com recurso à metodologia de aprendizagem pela conversa, organizaram-se 15 workshops de sensibilização em grupo. A avaliação por questionário mostra que estes workshops se constituíram em espaços de questionamento de práticas, representações e discursos, resultando estas conversas na motivação para alteração de práticas e atitudes, referida por 98% das 248 pessoas participantes. Apesar da gradual consciencialização sobre as questões de género e liderança, salienta-se alguma resistência na penetração de uma narrativa isenta de preconceitos e promotora de igualdade social nas vivências de feminilidade e masculinidade ancoradas em estereótipos de género.

Palavras-chave: género; liderança; estereótipos; preconceitos; aprendizagem pela conversa.

Título: Educação familiar e comunicação sobre sexualidade: as necessidades de (in)formação de pais e filhos

Autores: Cristiana Pereira de Carvalho1 e Maria do Rosário Pinheiro1

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Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitiva-Comportamental

Email: [email protected]

Resumo: Este estudo tem como objetivo comparar as necessidades de formação de pais e filhos sobre sexualidade. Com base na “caixa de perguntas” e recorrendo à técnica de análise de conteúdo, identificou-se os temas nos quais gostariam de obter formação, a fim de melhorar a comunicação pais-filhos em sexualidade. A amostra é constituída por 86 pais e 51 alunos do 3º ciclo e secundário de uma escola pública da zona de Lisboa. A análise às questões teve por base três dimensões da sexualidade, tendo sido criadas subcategorias, permitindo verificar que: 1) pais e filhos apresentam mais questões em temas relacionados com a

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dimensão biológica e física; 2) ambos revelam dificuldades em comunicar sobre sexualidade; 3) os temas das dimensões afetivo-relacional e psicossocial são os que menos aparecem no domínio das preocupações de pais e filhos. Tendo por base os resultados torna-se importante promover estratégias educativas que permitam desenvolver competências de comunicação entre pais-filhos.

Palavras-chave: comunicação; educação sexual; formação parental; jovens; pais/família.

INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO EM PSICOLOGIA FORENSE

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