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IMAGENS DAS CRIANÇAS NO SISTEMA DE PROTECÇÃO DAS CRIANÇAS E JOVENS EM PERIGO E RISCO

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Coordenador de simpósio: Maria Manuela Calheiros

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Resumo do simpósio: A dimensão avaliativa no sistema de protecção de crianças e jovens em perigo é um domínio fundamental ao possibilitar a identificação e determinação das situações de perigo e a ponderação e priorização das condições que fomentam a intervenção. No entanto, o processo de identificação, sinalização, avaliação e tomada de decisão na intervenção no sistema subentende um conjunto de imagens e enviesamentos com repercussões significativas para as vítimas e para a eficiência e eficácia das respostas. Neste simpósio, a análise das imagens de técnicos e leigos e erros a elas associados constituem-se como um componente transversal aos diferentes trabalhos apresentados. Apresentam-se dois estudos com leigos sobre as imagens das crianças e famílias inseridas no sistema de protecção. De seguida apresentam-se dois estudos com técnicos: um sobre as perspetivas dos componentes chave num programa de autonomia; outro sobre a importância das crenças na tomada de decisão de propor a institucionalização.

Título: Sinalizar ou não, eis a questão: a influência das características da criança e da família na probabilidade de sinalizar situações de abuso

Autores: Cátia Duarte1 e Maria Manuela Calheiros2

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Mestre em Psicologia Comunitária e Protecção de Menores (ISCTE-IUL)

2

Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL, Lisboa, Portugal

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Resumo: A probabilidade de sinalizar varia segundo características da criança e da família, sugerindo que existem enviesamentos na sinalização. Este estudo procurou perceber, face a uma situação de mau trato e outra de negligência, quais os factores que influenciam a probabilidade de sinalizá-la. 208 participantes, perante vinhetas onde eram apresentadas diferentes características da criança e da família, indicavam a probabilidade de sinalizar a situação. Os resultados indicam que o tipo de abuso não influencia a probabilidade de sinalizar. A probabilidade de sinalizar situações de mau trato é influenciada pelo sexo, idade e etnia da criança e pelo estatuto socioeconómico e estrutura familiar; a probabilidade de sinalizar situações de negligência é influenciada pela idade e etnia da criança. Serão recomendadas linhas de acção preventivas para que enviesamentos na avaliação não interfiram na sinalização de crianças em perigo ao sistema de protecção.

Palavras-chave: sinalização; enviesamentos; mau trato; negligência.

Título: Imagens associadas às famílias de jovens em acolhimento institucional Autores: Ana Lúcia Domingues1, Maria Manuela Calheiros2, e Margarida Garrido2

1

Mestrado em Psicologia Comunitária e Proteção de Menores

2

Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL, Lisboa, Portugal

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Resumo: O objetivo deste trabalho é compreender quais são as imagens, especificamente as respostas avaliativas cognitivas (traços e atributos), que leigos e profissionais da área de menores em risco associam às famílias de jovens em contexto de acolhimento institucional. Através de um questionário de resposta aberta procura-se compreender se existe uma maior

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associação de atributos negativos a famílias de jovens em acolhimento institucional, quando comparados com jovens de estatuto socioeconómico médio e baixo. A amostra é constituída por 160 participantes, leigos e técnicos que trabalham na área de crianças em risco. A análise qualitativa e quantitativa dos dados revela haver diferenças significativas na frequência e valência dos atributos relativos aos diferentes tipos de família e a importância das características sociodemográficas dos respondentes na construção dos estereótipos relacionados com as famílias das crianças institucionalizadas.

Palavras-chave: estereótipos; familias de jovens em risco; acolhimento institucional.

Título: Crenças dos profissionais e a tomada de decisão de propor a institucionalização

Autores: Leonor Rodrigues1 e Maria Manuela Calheiros1

1

Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL, Lisboa, Portugal

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Resumo: A institucionalização de uma criança em risco/perigo envolve, em última análise, a tomada de decisão individual que diferentes profissionais propõem para discussão coletiva. Porém, esta decisão individual e as variáveis psicossociais do profissional têm sido negligenciados. Assim, pretendeu-se, a partir da Teoria do Comportamento Planeado, estudar as crenças normativas, comportamentais e de controlo de comportamento e o impacto destas na intenção do profissional de propor a institucionalização. 372 profissionais de CPCJ preencheram um questionário que, com base num caso apresentado (Mau Trato/Negligência), operacionalizava as variáveis do modelo TCP. Obteve-se o efeito mediado das crenças normativas e comportamentais na intenção de institucionalizar a criança, apenas na condição de negligência. A ponderação dos prós/contras e do que outros relevantes pensam reflete os problemas na avaliação/definição/intervenção de casos de negligência e os conflitos que estes criam no profissional.

Palavras-chave: crenças; profissionais, tomada de decisão; institucionalização.

Título: A perspetiva de técnicos e jovens sobre a autonomia e a emancipação do acolhimento residencial

Autores: Joana Nunes Patrício1, Maria Manuela Calheiros1, e João Graça1

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Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL, Lisboa, Portugal

Email: [email protected]

Resumo: A adoção de abordagens participativas no desenho de serviços ainda é pouco comum. Assim, para desenhar um serviço de apoio à transição do acolhimento residencial para a vida independente, efetuámos um estudo participativo no qual explorámos as perspetivas de profissionais e jovens acerca do conceito e desenvolvimento da autonomia e dos fatores chave num serviço deste tipo. Os dados foram recolhidos através de entrevistas com profissionais (n = 10) e de grupos focais com jovens (n = 21). Através de uma análise de conteúdo temática verificámos que os profissionais vêem a autonomia como auto-regulação e auto-cuidado; e consideram que esta é promovida pelo sentimento de normalidade, pela construção de relações significativas, e pelo planeamento da emancipação. Verificámos ainda que os jovens e os profissionais identificam quatro fatores chave num serviço de transição: alcançar a

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normalidade; promover a capacidade dos jovens; fornecer suporte social; e assegurar orientação e limites.

Palavras-chave: autonomia; perspectivas dos profissionais; desenho de serviço.

SUICIDALIDADE EM ADOLESCENTES E ADULTOS PORTUGUESES II

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