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136 EAD Acumulada

No documento Relatório Anual 5. l 05 (páginas 140-142)

2008 76,7% 2009 79,1% 2010 88,9% 2012 90,6% 2013 94,7% 2014 95,2% 122-160 Riesgos BR.qxd 4/7/06 12:57 Página 136

Integral, da Divisão de Riscos, levará a cabo de acordo com as normas contidas no próprio Acordo BIS II, nos

documentos de trabalho do Comitê, no assinalado na Executiva Européia e nas regras do Comitê de Supervisores Bancários Europeus. De acordo com essas regras, o alcance da referida validação compreende as seguintes dimensões: • Procedimentos (existência de processo e procedimentos) • Qualitativa (características dos modelos e metodologias

de estimativa)

• Quantitativa (testes estatísticos) • Tecnológica (soluções adotadas)

Para garantir a execução e adequada coordenação das diversas tarefas que se desenvolvem no âmbito deste projeto corporativo, foi constituído um Comitê de Supervisão Corporativa, presidido pelo 3.º Vice-Presidente, responsável de Riscos do Grupo Santander, com a missão de supervisionar ao máximo o nível de lançamento dos subprocessos e atividades principais do projeto e controlar os seus marcos de cumprimento, atribuir

responsabilidades, aprovar os orçamentos e controlar a sua execução e assumir a representação institucional do Grupo para estes efeitos. Para seu funcionamento operacional, esta estrutura é completada com um Comitê Técnico Corporativo e os respectivos Comitês Técnicos Locais (um por país / unidade) que têm a responsabilidade da execução dos planos do projeto no seu respectivo

campo de competência, de acordo com as indicações e objetivos assinalados.

Tecnologia no Projeto Basiléia II

Em termos do enquadramento tecnológico, o Projeto Corporativo Basiléia II sustenta-se nas plataformas informáticas que o Grupo Santander tem em cada país ou região, incorporando nas referidas plataformas novas aplicações para a extração e captura de dados das aplicações de base. Adicionalmente, para dar cobertura total aos requisitos dos modelos internos de risco, foi concebida e está sendo implantada uma Plataforma Basiléia II, constituída por um repositório de dados local (datamart local sobre uma definição corporativa), um repositório global no Banco sede, onde se agrupará toda a informação necessária para a consolidação (datamart consolidado), bem como uma aplicação de infra- estrutura de estimativa de parâmetros (EAD - PD - LGD) e cálculo de capital Basiléia II (denominado motor de cálculo), com a sua correspondente ferramenta de gestão de informação.

A concepção dos diferentes datamart locais é única em todo o Grupo, existindo em cada um deles uma parte específica de cada entidade para armazenar todos os requisitos de informação próprios de cada instalação, assim como para o cumprimento legal face aos reguladores locais.

Gestão de Risco

Resultados Consolidados Resultados por Instituição

INSTITUIÇÕES LOCAIS

Base de Dados Basiléia II

Base de Dados Basiléia II Consolidada

Dados Locais

Datamart por Instituição

Datamart Consolidado

Base de Dados Riscos Locais

Reporting Back e Stress Test Estimativa de parâmetros: PD, LGD, EAD Motor Cálculo Capital

PLATAFORMA BASILÉIA II CORPORATIVA

3.12 Sistemas de Controle e Acompanhamento

Um sólido enquadramento de controle é fundamental para garantir uma gestão adequada do risco de crédito e manter o perfil de risco da entidade no âmbito dos parâmetros definidos pelo Conselho de Administração e Alta Direção. Além disso, a partir do ponto de vista regulatório (Sarbanes-Oxley BIS II) exige-se que as instituições financeiras disponham de um sistema de controle adequado à dimensão e complexidade da cada organização.

Em 2005, no âmbito corporativo estabelecido no Grupo para o cumprimento da Lei de Sarbanes Oxley, na Divisão de Riscos foram documentados todos os subprocessos relevantes do banco matriz (no total 58) relativos a: • Aprovação de novos produtos em riscos

• Estudo e classificação do risco

• Determinação das provisões econômicas • Determinação de dados de mercado

• Aprovação e validação de metodologias de riscos • Geração da informação de riscos

Este trabalho envolveu a inclusão de elementos adicionais de controle e disciplina de processos nos que já existiam. Dentro da própria Divisão de Riscos, com aspecto independente face às áreas de negócio que caracteriza o seu sistema de gestão de risco, a tomada de decisões na fase de admissão está sujeita a um sistema de poderes delegados, que emana da Comissão Delegada de Riscos. As decisões na fase de admissão têm sempre um caráter exclusivamente colegiado.

Para o controle da qualidade creditícia, adicionalmente aos trabalhos realizados pela Divisão de Auditoria Interna, na Direção Geral de Riscos está constituída uma função específica de acompanhamento dos riscos, para o que estão determinados recursos e responsáveis concretos. A referida função de acompanhamento fundamenta-se em uma atenção permanente para garantir a realização do

reembolso pontual das operações e a antecipação às circunstâncias que possam afetar a sua correta concretização e normal desenvolvimento.

Com este fim, constitui-se um sistema designado por Firmas de Vigilância Especial (FEVE) que distingue quatro graus em função do grau de preocupação das circunstâncias negativas (Extinguir, Garantir, Reduzir e Acompanhar). A inclusão em graus graves implica automaticamente a redução dos poderes delegados. Os clientes classificados no FEVE são objeto de revisão, pelo menos, semestral,

passando a referida revisão a trimestral nos graus graves. As vias através das quais uma empresa se qualifica no FEVE são o próprio trabalho de acompanhamento, a mudança de rating atribuído, a revisão realizada pela auditoria interna ou a entrada em funcionamento do sistema estabelecido de alarmes automáticos.

As revisões dos ratings atribuídos são realizadas, no mínimo, uma vez por ano, mas se forem detectadas debilidades ou em função do próprio rating, a sua periodicidade é maior. As Unidades de Controle e Acompanhamento da Direção Geral de Riscos também desempenham trabalhos de controle e acompanhamento, tendo como principais funções as de obter uma visão global do risco, analisar possíveis cenários futuros e realizar um tratamento global da informação da gestão, assim como promover e acompanhar as políticas comuns de riscos e o seu impacto no Grupo, observando paralelamente o cumprimento das legislações locais e espanhola.

Por sua vez, a Direção de Controle Interno e Avaliação Integral do Risco desempenha, de acordo com os princípios independência orgânica e funcional, em relação à gestão da admissão e acompanhamento do risco que o Novo Acordo de Basiléia exige, funções específicas de controle e acompanhamento dos modelos internos de riscos de crédito.

O reconhecimento do ponto de vista regulamentar dos modelos internos de gestão do risco de crédito representa uma garantia adicional sobre o grau de controle interno, na medida em que este é exigido como parte importante para a validação dos referidos modelos.

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