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A TEORIA ESTRuTuRALISTA

No documento 2489.pdf (páginas 87-96)

Repr odução pr oibida. A rt . 184 do C ódigo P enal e L ei 9.610 de 19 de f ev er eir o de 1998. 86 - 87 teorIA X teorIA Y Enfoque principal

• Ênfase no controle, na coerção e na

punição. • Ênfase no crescimento, na autonomia e na recompensa.

Natureza humana

• As pessoas são preguiçosas, têm falta de ambição, precisam ser conduzidos e têm baixo nível de motivação.

• As pessoas, por natureza, gostam do trabalho, querem fazer o melhor e são motivadas pelo autocontrole e autodesenvolvimento.

Quadro 4: As características da teoria X e Y Fonte: Silva (2008, p. 234)

Em resumo, a teoria X supõe que o homem seja, por natureza, indolente, não se interessa pelo trabalho, não tem ambição, desgosta da responsabilidade e pre- fere ser dirigido.

Já a teoria Y contrapõe a teoria X dizendo que o indivíduo não é, por natu- reza, preguiçoso e não confiável.

A importância dessas teorias é o fato de que, conhecendo as pessoas que trabalham na organização, é possível tentar classificá-las em uma dessas duas teorias e assim propôr um modelo de gestão específico.

A TEORIA ESTRuTuRALISTA

O estruturalismo é uma teoria que surge para contestar as escolas da adminis- tração científica e das relações humanas. Seu principal representante é Amitai Etzioni, que julgou as teorias até então elaboradas sobre a administração insa- tisfatórias. Silva (2008) aponta que Etzioni tentava, por meio do estruturalismo, reconhecer que os fenômenos organizacionais se interligam, interpenetram e

PERSPECTIVA CLÁSSICA E HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO Repr odução pr oibida. A rt. 184 do C ódigo P enal e L ei 9.610 de 19 de f ev er eir o de 1998.

II

interagem de tal modo que qualquer modificação ocorrida em uma parte da organização afetaria todas as outras partes.

A administração estruturalista pode ser caracterizada pelos seguintes elementos:

• A organização é concebida como um sistema social aberto e deli- beradamente construído;

• Os conflitos são considerados inevitáveis e até muitas vezes desejá- veis, no que se refere às relações empresa-empregado;

• Os incentivos mistos são recomendados para a motivação dos fun- cionários, em lugar de recompensas materiais (dinheiro) somente, como fonte única de estimulação;

• O sentido de ‘homem organizacional’ em contraposição ao ‘ho- mem administrativo’, do comportamentalismo, ao ‘homem social’, da dinâmica de grupo, e ao ‘homem econômico’, da administração científica, de Taylor;

• São visados ‘resultados máximos’, à semelhança da Escola Clássica e em oposição ao comportamentalismo, que visa resultados satisfa- tórios (SILVA, 2008, p. 261).

Etzioni foi mais um estudioso que tentou estabelecer melhores maneiras de se administrar as organizações, para tanto, ele considera as organizações como agrupamentos coletivos de pessoas que se estabelecem em buscas de objetivos comuns. Ou seja, todos os integrantes da organização precisam buscar os obje- tivos da organização, caso contrário, esta deixará de existir.

Considerações Finais Repr odução pr oibida. A rt . 184 do C ódigo P enal e L ei 9.610 de 19 de f ev er eir o de 1998. 88 - 89

CONSIDERAÇõES FINAIS

Nesta unidade, estudamos a evolução dos estudos da administração, desde seus primeiros passos a partir dos primórdios da civilização humana. Podemos perce- ber que as teorias foram surgindo numa sequência lógica onde, em um primeiro momento, a preocupação central era com a produção, ou seja, os estudiosos focaram sua atenção ao pessoal do “chão de fábrica”, como é o caso da teoria da administração científica. Entretanto, novas teorias vieram para tentar explicar as lacunas deixadas pela mesma, onde os pesquisadores perceberam que além da produção, a empresa também é constituída por outros setores com a mesma importância, e foi justamente aí que a teoria administrativa manteve seu foco. Mesmo assim, essa teoria não conseguiu resolver todos os problemas e, na ten- tativa de complementar a mesma, temos a teoria da burocracia.

O que alguns pesquisadores foram se dando conta era com relação ao com- portamento das pessoas na organização, onde o que se viu foi uma influência comportamental nos resultados operacionais. Para tanto, temos as teorias de transição e das relações humanas que sugerem tais correlações entre compor- tamento e produtividade. De maneira a reforçar as teorias anteriores, a escola comportamentalista passa a focar seus estudos justamente no comportamento do ser humano dentro da organização e desenvolve estudos específicos voltados à motivação, liderança e poder.

Por fim, a teoria estruturalista surge com novas ideias colocando em debate tudo o que havia se estudado até então, oferecendo uma nova perspectiva de como administrar as organizações de maneira mais eficiente e eficaz. O importante a ser destacado é o fato de todas as teorias terem contribuído com o desenvolvimento da administração, pois, como pudemos ver, cada teoria que surgia complemen- tava uma lacuna existente em teorias anteriores.

Espero que tenha sido proveitoso para você ter estudado esta unidade e que eu possa ter contribuído com o seu desenvolvimento intelectual.

1. A revolução industrial contribuiu com transformações sociais que motivaram a necessidade de se estudar melhores práticas administrativas. Explique o contexto social da época e o por- quê da necessidade de se estudar as organizações.

2. Charles Chaplin, renomado comediante norte-americano, en- cenou um filme chamado “Tempos Modernos”. Assista aos pri- meiros 20 minutos deste filme e aponte elementos da teoria da administração científica de Taylor que foi possível identifi- car no mesmo.

3. Maslow foi o precursor das teorias da motivação. Explique o funcionamento de sua teoria de modo a entender a utilização da mesma no contexto administrativo.

MATERIAL COMPLEMENTAR

Material Complementar

Teorias da Administração

Reinaldo oliveira da Silva

Editora: Prentice Hall Brasil

Sinopse: o professor Reinaldo o. da Silva desenvolveu uma descrição das teo-

rias administrativas e de seus principais pensadores, facilitando aos estudantes o entendimento do contexto em que os conceitos foram desenvolvidos e sua aplicação prática. Apresentando os fundamentos das

diversas abordagens teóricas da administração – des- de as abordagens das civilizações antigas até as prá- ticas mais recentes – ‘Teorias da administração’ apre- senta novos estudos de casos, que permitem ao aluno relacionar os conceitos estudados com a realidade em- presarial de hoje. Ilustrado com fi guras e quadros que ajudam a fi xar o conteúdo, o livro traz ainda sugestões de links da Internet, para que o leitor aprofunde seu conhecimento, e um site de apoio com recursos adi- cionais para estudantes e professores.

UNID

ADE

III

Professor Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque

perspeCtIVA MoDernA

DA ADMInIstrAção

Objetivos de Aprendizagem

■ discutir a teoria de sistemas. ■ Conceituar a teoria contingencial.

■ Apresentar conceitos referentes ao desenvolvimento organizacional. ■ discutir sobre os elementos essenciais da cultura e clima

organizacional.

■ Refletir sobre a administração por objetivos. ■ Apontar elementos da administração estratégica. ■ Tratar da administração participativa.

Plano de Estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ A Teoria de Sistemas

■ A Teoria Contingencial

■ o desenvolvimento organizacional ■ Cultura e Clima organizacional ■ A Administração por objetivos (APo) ■ A Administração Estratégica

Introdução Repr odução pr oibida. A rt . 184 do C ódigo P enal e L ei 9.610 de 19 de f ev er eir o de 1998. 94 - 95

INTRODuÇÃO

Prezado(a) aluno(a), a Administração tem evoluído desde os primórdios da civi- lização, como vimos na unidade anterior. Agora, iremos tratar das novas teorias que surgem com aspectos modernos sempre com o intuito de tentar resolver questões administrativas que busquem a eficiência e a eficácia dos processos orga- nizacionais. Para tanto, iniciaremos abordando a Teoria de Sistemas, que trata da organização como uma entidade constituída por diversas partes interdepen- dentes e inter-relacionadas. Na sequência, falaremos da Teoria Contingencial, que estabelece a prática de se tratar situações diferentes com abordagens dife- rentes, questionando, assim, as teorias da administração desenvolvidas no início do século XX.

Continuando nesta unidade, vamos tratar do Desenvolvimento Organizacional, teoria esta que estabelece a necessidade de se enxergar a empresa como um pro- cesso sistemático de mudanças que devem ocorrer na medida em que a empresa vai amadurecendo, de modo a se manter a eficácia na solução dos problemas. Abordaremos também a respeito da Administração Estratégica e sua importância para com a organização e, por último, iremos pontuar aspectos da Administração Participativa e sua importância para o dia a dia da organização. Sendo assim, espero que seja possível que você aproveite este conteúdo e utilize-o, na medida do possível, na sua trajetória acadêmica e / ou profissional.

Bertalanffy defendia a ideia de que não somente os aspectos gerais das di- ferentes ciências são iguais, como as próprias leis específicas de cada uma delas podem ser utilizadas de forma sinérgica pelas outras. A partir dessa tese, Bertalanffy desenvolveu a Teoria Geral dos Sistemas, cujos principais pressupostos são:

Há uma tendência geral no sentido da integração das várias ciências, natu- rais e sociais.

Esta integração parece centralizar-se em uma Teoria Geral dos Sistemas. Esta teoria pode ser um importante meio para alcançar uma teoria exata nos campos não físicos da ciência.

desenvolvendo princípios unificadores que atravessam verticalmente o uni- verso das ciências individuais, esta teoria aproxima-nos da meta da unidade da ciência.

Isto pode conduzir à integração, muito necessária na educação científica. Fonte: Bertalanffy (1975, pp. 60-63 apud FERREIRA, 2002, p. 58)

PERSPECTIVA MODERNA DA ADMINISTRAÇÃO

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No documento 2489.pdf (páginas 87-96)