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DECLÍNIO DAS CIVILIZAÇÕES DO CRESCENTE FÉRTIL

No documento Hist 7º ano (páginas 91-94)

* OS GREGOS NO SÉCULO V A.C. - O EXEMPLO DE ATENAS *

ORIGENS E CRONOLOGIA

DECLÍNIO DAS CIVILIZAÇÕES DO CRESCENTE FÉRTIL

Depois de milhares de anos de Poder e Influência, a Civilização Egípcia chega ao fim do seu apogeu. Após a morte de Ramsés II, em 1223 a.C., a terra dos Faraós começa a perder força e, a partir de 1075 a.C., entra em declínio. Neste período, o Egipto conhece várias invasões de povos estrangeiros, desde os Assírios (em 671 a.C.), aos Persas (em 525 a.C.).

A partir do século XX a.C. o Mundo Antigo é cada vez menos dominado pelas nações do Crescente Fértil mas sim, pela região do Mediterrâneo.

A região do Mediterrâneo (que rodeia o Mar Mediterrâneo), com as civilizações que ali prosperaram, em vários períodos. A partir do século X a.C, o Egipto já se encontra em declínio.

Não significa que o poder das civilizações Egípcia e Mesopotâmicas tenham desaparecido de um momento para o outro. A perda de influência do Crescente Fértil foi gradual, com o passar dos séculos, graças ao aparecimento de novas culturas, que depressa se tornaram rivais e lutavam pelos mesmos territórios. Uma das regiões que começa a ganhar cada vez mais influência é a da Península Balcânica e as ilhas próximas. Numa dessas ilhas, Creta, surgiu uma Civilização que já era poderosa em 2000 a.C. É conhecida por nós como «Minóica», porque o arqueólogo que desenterrou as suas ruínas, Sir Arthur Evans, estava convencido de que tinha descoberto os palácios do lendário rei Minos (uma personagem da Mitologia Grega). Segundo a lenda, o rei Minos possuía um palácio que tinha, nos seus subterrâneos, um gigantesco labirinto onde vivia um monstro metade touro e humano. Os palácios desenterrados eram gigantescos e labirínticos, tal como o descrito na lenda.

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Planta do Palácio de Knossos, em Creta.

Palácio de Cnossos - Hoje

Outras Civilizações despontavam enquanto declinavam as que já conhecemos. Entre as que nascem, uma das principais é a Civilização Grega.

ORIGENS

Chamamos Grécia Antiga ao conjunto de cidades-estado fundadas pelos Gregos e às regiões próximas que sofreram a sua influência: Turquia, Chipre, toda a costa do mar Egeu e as colónias que criaram, sobretudo no Sul de Itália, como no caso da Sicília, por exemplo.

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Tradicionalmente, os Historiadores costumam considerar como fazendo parte da Grécia Antiga todo o período que vai do ano dos primeiros Jogos Olímpicos em 776 a.C. (alguns historiadores estendem o começo para o ano de 1000 a.C.) até à morte de Alexandre Magno em 323 a.C. A este período segue-se o do Helenismo.

A Grécia Antiga é normalmente julgada como a base da Cultura e Civilização Ocidentais. Efectivamente, os Gregos foram influenciados por outros povos com quem contactaram mas tentaram sempre inovar, mesmo quando os conhecimentos tinham vindo de outros. Por sua vez. A Cultura Grega influenciou profundamente outros povos, com especial destaque para os Romanos que mais tarde acabaram por a espalhar por todas as regiões que fizeram parte do seu império.

Pensa-se que os Gregos descendam de povos que migraram para a península balcânica em diversas vagas datando a primeira do terceiro milênio a.C. Os primeiros destes povos invasores foram os Aqueus seguidos dos Jónicos, dos Eólios, e dos Pelascos. Todos estes povos eram Indo-Arianos e vinham da Europa Oriental. São, em geral conhecidos como Helénicos porque acreditavam descender de Heleno, filho de Deucalião e de Pirra. Os últimos a chegar foram os Dórios, já em fins do segundo milênio a.C.

Antes da chegada de todos estes povos existiu, na ilha de Creta, uma civilização conhecida como minoica, de origem incerta e que conheceu o seu maior esplendor entre 2700a.C e 1450 a. C. A cidade principal era Cnossos. Dominou toda a ilha e parte do sul da península graças ao domínio do bronze e, mais tarde, do cobre. Foi uma civilização brilhante que construiu palácios, criou verdadeiras obras de arte em pintura (especialmente frescos), cerâmica e armas e jóias. Fundaram, ainda, um sistema de escrita até hoje muito pouco decifrada e conhecida como escrita linear A da qual deriva, mais tarde, a linear B. Esta é melhor conhecida mas ainda não totalmente descodificada.

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Tendo conhecido vários altos e baixos na sua História e tendo sofrido várias catástrofes como tremores de terra e erupções de vulcões, a civilização minóica acabou por se extinguir. Alguns estudiosos pensam que a erupção de um vulcão situado na ilha de Santorini, ao Norte de Creta, foi o responsável por essa queda. Contudo, outros pensam que a erupção se tenha dado mais tarde e tenha sido a responsável principal da queda de uma outra civilização que sucedeu à minóica: a civilização micénica.

Porta dos Leões, em Micenas

Esta Civilização foi fundada pelos Aqueus e pelos Jónios, aproveitando muito da herança cultural dos Minóicos, como a metalurgia e a construção de barcos. Foram dos primeiros a cultivar oliveiras em grande extensão, o que mais tarde se veio a tornar um dos produtos económicos mais importantes para os Gregos.

A propósito de "Gregos", é importante dizer que eles nunca se chamaram assim a si mesmos. A palavra é de origem latina e foram os Romanos que lhes deram esse nome. Eles diziam chamar-se Helenos, descendentes de Deucalião e Pirra, como já te dissemos acima.

MITO DE DEUCALIÃO E PIRRA

Deucalião era filho de Prometeu (deus que trouxe o fogo aos Homens) e casou com Pirra. A dada altura, Zeus (deus mais importante do panteão grego) considerou que os Homens se tinham tornado maus e era preciso destruí-los. Resolveu , então, inundar a Terra com um grande dilúvio poupando apenas dois justos: Deucalião e Pirra. Prometeu aconselhou-os a construir uma arca e a meter-se lá dentro, não se atrevendo a sair antes que o dilúvio acabasse. Flutuaram durante 9 dias e 9 noites até parar no cimo da montanha Tessália. Zeus enviou-lhes então Hermes (deus que era quase sempre escolhido como mensageiro dos deuses) para que lhes concedesse um desejo. Deucalião disse estar muito só e desejou outros homens que pudessem ser companheiros do casal. Então Hermes ordenou-lhes que atirassem por cima dos ombros os «ossos de suas mães». Pirra ficou horrorizada mas Deucalião percebeu que se tratava de pedras, os «ossos» da Terra, Mãe universal. Atiraram então pedras para trás dos ombros. As pedras lançadas por Deucalião deram origem a homens, das atiradas por Pirra nasceram mulheres. E assim se renovou a Humanidade.

(Texto elaborado a partir da entrada - Deucalião, in Dicionário da Mitologia Grega e Romana, direcção de Pierre Grimal, tradução de Victor Jabouille, Difel, Lisboa,1992)

No documento Hist 7º ano (páginas 91-94)