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EUROPA DIVULGA REGRAS PARA CERTIFICAÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS

No documento Gestão Da Qualidade_Livro (páginas 95-99)

Fonte: BBC Brasil A Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia) divulgou nesta quinta-feira uma série de regras que produtores e distribuidores de biocombustíveis deverão seguir para que seu produto receba a certifi cação de sustentabilidade do bloco.

As exigências serão válidas tanto para os combustíveis biológicos produzidos nos países eu- ropeus como para os importados e entram em vigor em dezembro, juntamente com a chamada Diretiva de Energias Renováveis, que determina que esse tipo de energia deverá responder por 20% da matriz energética da União Europeia (UE) em 2020 e por 10% do consumo de seu setor de transportes.

Os biocombustíveis não certificados poderão continuar sendo vendidos e consumidos no bloco a partir desta data, mas não poderão ser incluídos na contabilidade da meta estabelecida pela diretiva.

Para o comissário europeu de Indústria, Gunther Oettinger, isso funcionará como uma espé- cie de sanção indireta, já que reduzirá o interesse dos países da UE por esses produtos.

Ao mesmo tempo, produtores e distribuidores europeus não certificados não poderão rece- ber subvenções ou incentivos públicos.

Critérios

Para ser reconhecido pela UE, o biocombustível em questão deverá emitir ao menos 35% a menos de gases com efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis, uma porcentagem que aumentará para 50% em 2017 e 60% em 2018, no caso dos produzidos em novas instalações. O valor deve levar em conta todo o processo produtivo, da plantação e transporte da maté- ria-prima até a entrega do produto final na bomba.

Não serão aceitos combustíveis fabricados com matérias-primas provenientes de florestas tropicais, áreas recentemente desmatadas, zonas úmidas ou com grande biodiversidade.

Todos esses critérios deverão ser controlados por auditores independentes e verificados anual- mente, mesmo depois de concedido o certificado europeu, válido por cinco anos.

O reconhecimento dos produtos será feito pela CE e um grupo formado por um especia- lista de cada país europeu e poderá ser revogado em qualquer momento no caso de infração a alguma das determinações.

Ainda assim, organizações ambientalistas criticam o fato de que as auditorias serão organi- zadas e pagas pelos próprios produtores, exportadores ou distribuidores de biocombustíveis, o que pode colocar em dúvida a confiabilidade de suas conclusões.

Brasil

Os critérios europeus não deverão prejudicar as exportações brasileiras de etanol para a UE, que em 2009 ultrapassaram 800 milhões de litros, afirmou à BBC Brasil Emmanuel Desplechin, representante da União Nacional da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) para a UE.

“O etanol brasileiro não só cumpre como supera esses critérios. Ele gera mais de 90% a me- nos de emissões, quer dizer, muito acima do limite de 35% estabelecido pela UE e do valor-padrão de 71% que a UE considera para o etanol de cana-de-açúcar em geral”, disse.

No entanto, Desplechin admite que o país poderá ter dificuldades em comprovar que respeita as regras europeias, principalmente pela imprecisão de algumas exigências.

“Falta definir, por exemplo, o que se considera área com grande biodiversidade. Vamos ter que cumprir com esse requisito sem saber exatamente qual é sua definição”, criticou.

Como temos falado desde o começo deste livro, as questões ambientais fazem parte, atualmente, de quase todas as discussões acerca da qualidade ou da conformidade de pro- dutos, especialmente se o que está em questão são os mercados internacionais.

A notícia que acabamos de ler nos mostra, também, que pode haver outros motivos para a exigência de uma certifi cação, que não somente a preocupação com a qualidade. Quando se trata de mercado internacional, há sempre interesses políticos e econômicos envolvidos. Especialmente se considerarmos o cenário atual, de crise na Europa e queda do valor do euro, somos forçados a refl etir acerca da exigência de uma certifi cação como essa.

O especialista ouvido afi rma que poderemos ter difi culdade em obter essa certifi cação em virtude da imprecisão de alguns de seus requisitos, e cita como exemplo a falta de defi - nição para “área de grande biodiversidade”.

„

„ Em sua opinião, essa imprecisão pode realmente prejudicar o Brasil, em sua expor-

tação de etanol?

„

„ Além da imprecisão, há outros indícios, pelo que o texto nos informa, de que a cer-

tifi cação tem motivações políticas? Qual a sua opinião a respeito?

NA ACADEMIA

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„ Reúna-se com alguns colegas e faça, em grupo, um levantamento de alguns pro-

cessos que vocês já tenham vivenciado nas empresas em que trabalham, em suas casas ou mesmo em situações acadêmicas. Vejam alguns exemplos: o processo de fazer uma entrega em uma empresa de entregas expressas; o processo de organizar uma festa; ou mesmo o processo de realizar um trabalho em grupo na faculdade.

„

„ Elejam um desses processos e analisem-no, usando a ferramenta PDCA. Ao fi nal

do exercício, vocês deverão chegar a propostas de melhoria do processo.

„

„ Organizem a análise e as conclusões de forma a poder compartilhá-las com os

demais colegas, em um minisseminário.

Pontos importantes

„

„ O TQM, ou TQC, é um sistema de gerenciamento cuja diretriz é a qualidade. Tudo

deriva dela, inclusive o lucro.

„

„ O ciclo PDCA é uma ferramenta de fácil uso que permite a avaliação dos processos,

não importa sua complexidade. São quatro passos — planejar (plan), executar (do),

checar (check) e agir (act) que subvertem a fragmentação normal dos processos pro-

um círculo virtuoso de melhoria. É por sua facilidade de uso e sua capacidade de abrangência que ele está na base dos sistemas de gestão normatizados.

„

„ A gestão por processos baseia-se em uma lógica estrutural diferente da lógica usual

das empresas. Em vez de funções e departamentos, a gestão focaliza processos, que normalmente congregam pessoas de várias áreas da empresa. Sua principal vantagem é promover a cooperação entre os departamentos.

„

„ Sem padronização não existe qualidade. Sem constância nas características dos produtos,

não é possível melhorá-los. A padronização é fundamental para garantir a qualidade dos produtos e, muitas vezes, a universalidade de uso e a segurança dos consumidores.

„

„ O gerenciamento de rotina propõe que cada pequena tarefa seja realizada dentro de

padrões estabelecidos, que devem primar pela excelência. Assim, a qualidade estará em todas as atividades da empresa.

„

„ O gerenciamento pelas diretrizes consiste em disseminar as diretrizes estabelecidas

no planejamento estratégico para todos os níveis hierárquicos, desdobrando-as em metas compreensíveis para todos a fim de garantir que cada funcionário saiba exatamente o que precisa fazer para contribuir com a qualidade.

„

„ Sistemas de gestão normatizados são aqueles cujos requisitos estão estabelecidos

em normas. O mais conhecido, seguramente, é o sistema de gestão da qualidade preconizado pela ISO 9001. A certificação obtida garante a conformidade da empresa com os requisitos da norma e serve como atestado de qualidade para os processos da empresa.

„

„ Um sistema integrado de gestão elimina as redundâncias existentes nos

sistemas de gestão setoriais e permite otimizar os custos e os esforços em busca da melhoria contínua e da certificação.

„

„ As auditorias de qualidade devem ser vistas e praticadas como

oportunidades de melhoria; precisam ser conduzidas em clima de confiança, e não em clima de ameaça. Não se trata de procurar culpados pelos erros, mas de detectar processos problemáticos e buscar formas de corrigi-los.

Referências

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9000. Rio de Janeiro, 2005.

FALCONI CAMPOS, Vicente. Padronização de empresas. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços Ltda, 2004a.

______. TQC : controle da qualidade total ao estilo japonês. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços

Ltda. 2004b.

JURAN, Joseph M. Juran planejando para a qualidade. São Paulo: Pioneira, 1992.

______; GRYNA, Frank M. Controle da qualidade: componentes básicos da função qualidade. São Paulo:

McGraw-Hill/Makron, 1991.

RIBEIRO NETO, João Batista M.; TAVARES, José da Cunha; HOFFMAN, Silvana Carvalho. Sistemas de gestão integrados: qualidade, meio ambiente, responsabilidade social, segurança e saúde no trabalho. São

Neste capítulo, abordaremos as seguintes questões:

„

„ Quais são as sete ferramentas da qualidade, para que elas servem

e como devem ser usadas?

„

„ Quais são as sete novas ferramentas da qualidade, para que elas

servem e como devem ser usadas?

„

„ No que consiste o controle estatístico de processos? „

„ Qual o conceito de confiabilidade e o que é confiabilidade

metrológica?

„

„ Para que serve o Método de Análise e Solução de Problemas?

COntrOle da qualidade

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