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(UnB CESPE/PM SE Médico/2006) Quando o sucesso é uma doenca

, CONCORDÂNCIA VERBAL

H 3 (UnB CESPE/PM SE Médico/2006) Quando o sucesso é uma doenca

1 Na linha das obras anteriores, como As Consolações da Filosofia e Como Proust Pode Mudar Sua Vida, Desejo de Status, de Alain de Botton, busca no trabalho dos mais 4 complexos filósofos as recomendações mais simples para que

o leitor melhore sua vida cotidiana. Desta vez, o tema do

autor é uma obsessão contemporânea - a luta pela moeda 7 invisível que fixa o valor de cada indivíduo aos olhos da

sociedade: o status. O livro é uma digressão histórica e filosófica sobre as origens da ânsia de que todo homem

PORTUGUÊS - Questões comentadas — CESPE

10 moderno tem que estar sempre um degrau acima dos demais homens modernos. A busca por status cria expectativas irreais. Nós nos perguntamos: “Por que não fui eu que criei 13 a Microsoft?". Esse sentimento de que temos possibilidades ilimitadas pode ser positivo, mas gera frustrações perigosas, disse Botton.

16 O título da obra em português, Desejo de Status, de

certo modo, anestesia o original, Status Anxiety, literalmente, ansiedade ou angústia do status. As raízes da angústia, 19 segundo Botton, não estão na desigualdade social do mundo,

mas, pelo contrário, em sua natureza mais igualitária. A Idade Média, com seus nobres faustos os sustentados por campônios 22 miseráveis, era muito mais desigual do que o mundo moderno

- e, no entanto, ninguém sofria de tal angústia de status. A angústia não se encontra só abaixo da pobreza.

,25 O sucesso, por maior que seja, não remedeia o problema, pois só traz a necessidade de mais sucesso. De modo geral, a angústia de status se manifesta como uma insegurança a 28 respeito do valor individual. O consumismo, por exemplo, é

uma dessas muletas: carros de luxo e computadores de último tipo sinalizam o sucesso financeiro de seus proprietários. 31 O angustiado precisa reafirmar a sua auto-estima com

recursos, digamos artificiais. Nas sociedades ocidentais de hoje, status significa, sobretudo, dinheiro.

Jerònimo Teixeira. In: Veia. 29/5/2005. d. 126-7 (com adaptações). Julgue a correção da assertiva abaixo:

Na passagem “Por que não fui eu que criei a Microsoft?” (R.12-13), o segundo “que” pode ser corretamente substituído por quem, sem modificações das formas verbais. Acordo Ortográfico: Registra-se, agora, a palavra “autoestima” sem hífen.

Já que falamos sobre a concordância com o pronome relativo “que”, vamos tratar, agora, da ’ relação entre o verbo e o pronome “quem”.

v Na construção “Fui eu que fiz o trabalho”, a palavra “que”, sujeito do verbo FAZER, não é dotado de significado, por isso leva a concordância para o seu antecedente: o pronome pes- K soai “eu”. Em função disso, o verbo FAZER foi conjugado na 1 ,a pessoa do singular (eu fiz o í trabalho fui eu que fiz o trabalho). Há, inclusive, quem defenda ser esse conjunto (“fui... que”) uma expressão de realce, caso em que a retirada dos dois elementos (fui... que) não alteraria o sentido nem prejudicaria a correção gramatical (“eu fiz o trabalho”). Essa tese não é de todo descartável, se pensarmos bem...

; Agora, se a frase fosse “Fui eu quem .... o trabalho”, o verbo deveria obrigatoriamente ficar na ; 3.a pessoa do singular, concordando com o pronome “quem1’: “Qc/em fez o trabalho fui eu”. ; O sujeito do verbo FAZER é o pronome indefinido QUEM. Como vimos, o verbo SER faculta ; a concordância com o sujeito ou com o predicativo do sujeito, mas algumas regras devem ser i observadas. A primeira exige que se dê prevalência à concordância com o pronome pessoal l reto, onde quer que ele se encontre (sujeito ou predicativo do sujeito). Isso justifica a forma ?;■ do verbo “ser”, em harmonia com o pronome “eu”. De um lado, temos uma oração (“Quem fez t o trabalho”); de outro, um pronome reto (“eu”) — a concordância do verbo SER se faz com o

predicativo do sujeito: Quem fez o trabalho FUI eu.

\ Vamos analisar a troca proposta pela banca: “Por que não fui eu QUEM .... (criar) a Mi- N crosoft?”.

f ■ Nesse caso, o verbo passa a concordar com o pronome “quem” e não mais com o pronome reto | da oração anterior (o antecedente do pronome relativo): “Por que não fui eu QUEM CRIOU a \ Microsoft?”. Alterando a ordem, teríamos: “Por que auem criou a Microsoft não fui et/?”.

. A afirmação de que não haveria modificação das formas verbais está ERRADA. Haveria, sim, L pois a concordância deixaria de ser feita com o antecedente do pronome relativo e passaria | a se realizar com o pronome indefinido “quem”. Item errado.

P%5 (UnB CESPE/TJPA - Anaiista/2006 - adaptada)

1 A democracia do Estado contemporâneo necessita, de maneira imprescindível, da consagração da supremacia constitucional e do respeito aos direitos fundamentais, que 4 somente estarão presentes nos países em que houver um

Judiciário forte> dotado de plena independência e que possa efetivar suas decisões. A independência judiciai constitui 7 direito dos cidadãos, e é triste um país que não a possui.

O magistrado, no momento de julgar, não pode receber

ordens de nenhuma autoridade interna ou externa, sendo essa 10 idéia essencial à independência do Judiciário.

A maioria esmagadora dos juizes brasileiros dedicam suas vidas à luta por uma magistratura independente, 13 democrática, transparente e justa e jam ais se esquecem da

lição do grande Rui: “A autoridade da Justiça é moral, e sustenta-se pela moralidade de suas decisões”.

Alexandre de Moraes. União pelo fortalecimento. In: Folha de S. Paulo, 25/3/2006 (com adaptações).

Julgue as assertivas abaixo a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto:

Nas linhas 4 e 5 , a flexão de singular na forma verbal “possa” indica que o pronome “que” refere-se a “Judiciário” e não a “países”, como poderia ser depreendido da organização textual.

Acordo Ortográfico: houve alteração na grafia de ideia(s) e ünguísíicas.

Como o pronome relativo “que" poderia se referir a qualquer um dos seus antecedentes - : países (linha 4) ou Judiciário (linha 5) a flexão verbal no singular sepulta qualquer dúvida.

Perfeita a assertiva. Item certo.

M l Seria preservada a coerência textual e a correção gramatical também com a alternativa de emprego da forma verbal “dedicam” (R.11) no singular: dedica.

% Damos início ao próximo caso de concordância:

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