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CAPÍTULO TRIGÉSIMO PRIMEIRO

No documento livro2 (páginas 103-107)

CAPÍTULO TRIGÉSIMO PRIMEIRO

DA VIDA E FEITOS DO SEGUNDO CAPITÃO DO FUNCHAL, JOÃO GONÇALVES DE CÂMARA, SEGUNDO DO NOME, CHAMADO DA PORRINHA, E DE ALGUMAS COISAS QUE

EM SEU TEMPO ACONTECERAM (175)

Morto o bem afortunado capitão João Gonçalves Zargo, herdou sua casa e capitania seu primogénito filho, que, como ele, se chamava João Gonçalves de Câmara, segundo do nome e segundo capitão da ilha da Madeira. Chamavam-lhe comummente João Gonçalves da Porrinha, por razão de um pau que costumava trazer na mão em sinal de castigo contra os malfeitores, e, por esta insígnia, se disse o da Porrinha.

Foi este capitão muito cavaleiro e esforçado, como mostrou em muitos serviços, que fez em África a el-Rei, principalmente em Cepta e Arzila, quando el-Rei Dom Afonso, quinto do nome, tomou esta forte vila. Vindo, pois, à ilha, já casado, (porque recebeu sua mulher na cidade de Cepta), por morte de seu pai governou a ilha, no qual tempo havia guerras em Portugal com Castela, pelo que foi àquela ilha, como dantes, uma grande frota de castelhanos de muitas velas, com muita gente, para a senhorear ou destruir e, não havendo naquele tempo mais artilharia na terra que um trabuco, que estava no cabo da vila do Funchal, com esta bombarda, somente, e com seu esforço, com que animava a gente, não somente defendeu a ilha, mas antes fez muito dano aos navios dos castelhanos e os afugentou, sem ousar nenhum deitar gente em terra; com a qual perda os castelhanos, por se refazerem, acossados e quase desbaratados, foram cometer a ilha do Porto Santo, e a tomaram, o que sabido por João Gonçalves, armou certos navios com gente, besteiros e poucos espingardeiros, e foi buscar os castelhanos ao Porto Santo, onde estavam já senhores da terra, e pelejou tão animosamente, que, a mal de seu grado, os fez embarcar com perda de muitos e cativou alguns, além de outros, que feriu e matou, e assegurou a ilha.

No tempo de el-Rei Dom João, segundo do nome, estando a flor da fidalguia de Portugal cercada com muito aperto no rio de Larache por el-Rei de Fez, e tão oprimidos e necessitados, que conveio ao mesmo Rei Dom João ir socorrê-los em pessoa, chegando el-Rei já ao Algarve para passar a África e acudir a esta pressa (sic), um dos senhores, que primeiro foi ter com ele e lhe acudiu com muita gente luzida em uma frota da ilha, foi este capitão João Gonçalves da Porrinha, ao qual el-Rei foi receber a cavalo à praia e lhe teve em grande serviço aquele socorro, largando-lhe palavras de muito agradecimento, dizendo-lhe pubricamente que, estando mais longe dele que todos os outros fidalgos, ele chegara primeiro, e lhe fez, por isso, muitas honras e grandes mercês.

Além deste socorro, fez João Gonçalves outros muitos, por si e por seu filho herdeiro, Simão Gonçalves, como foi em Arzila, e a Graciosa, e o Castelo Real, e Cabo de Guel (176) em que gastou muito de sua fazenda. E no Algarve, onde se ajuntaram todos os senhores de título e grandes do Regno para o socorro acima dito, el-Rei, por fazer honra a João Gonçalves da Porrinha, quis que à mesa lhe deitasse água às mãos, sendo presentes senhores de títulos, e porque el-Rei sabia honrar os cavaleiros, quis dar esta honra a João Gonçalves, que o era singular, e agradecer-lhe o socorro, que lhe fazia com tanta presteza, de tanta e tão boa e luzida gente.

Casou em Cepta João Gonçalves da Porrinha com Dona Maria de Noronha, filha de João Hanriquez, que foi filho de Dom Diogo Hanriquez, Conde de Gigam (177) e filho natural de Dom Hanrique, Rei de Castela. E houve dela os filhos seguintes: João Gonçalves de Câmara, que faleceu moço, andando no Paço, e Simão Gonçalves de Câmara, que herdou a casa por falecimento do pai, e Pero Gonçalves de Câmara, que foi casado com Dona Joana de Sá (178),

filha de João Fogaça e da camareira-mor, que foi da Rainha Dona Caterina, mulher de el-Rei Dom João, terceiro do nome, de que houve António Gonçalves de Câmara, monteiro-mor de

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el-Rei Dom Sebastião, e João Fogaça, que morreu solteiro, e Pero Gonçalves de Câmara, por alcunha o Porrão, e houve três filhas que foram freiras no Funchal, donde levaram duas para reformação do moesteiro (sic) da Esperança em Lisboa, onde uma, que Dona Helena se chamava, foi muitos anos abadessa. Teve mais João Gonçalves da Porrinha o quarto filho, que se chamou Emanuel de Noronha, que foi casado a primeira vez com Dona Breatiz de Meneses, neta do Conde Dom Duarte, de que houve os filhos seguintes: António de Noronha, que casou em Castela, e Dona Maria, que casou com Dom Simão de Castelbranco. Casou a segunda vez com Dona Maria de Taíde (sic), filha do Senhor da Ericeira, da qual teve os filhos seguintes: Luís de Noronha, comendador de S. Cristovão de Nogueira, de Riba do Douro, Dona Ana, mulher de Pedro Afonso de Aguiar, e Dona Joana, Dona Cecília, Dona Elvira, Dona Bartolesa, Dona Constança, Dona Antónia (179).

Este Emanuel de Noronha, filho do capitão da Porrinha, foi mui esforçado cavaleiro e fez muitos e bons serviços a el-Rei, especialmente no cerco de Safim, quando Nuno Fernandes de Taíde, capitão desta cidade, por estar em aperto do grande cerco dos mouros, despachou um navio à ilha da Madeira, donde lhe acudiu com muita gente nobre, e lhe mandou a capitoa (mulher de Simão Gonçalves de Câmara, capitão e governador da justiça, que naquele tempo era naquela ilha, por ele, então, andar na Corte) uma grande companhia de soldados à sua custa, de que ia por capitão Emanuel de Noronha, irmão do mesmo capitão, em companhia do qual foram a Safim muitos parentes seus, fidalgos cavaleiros, que à custa de sua fazenda serviram a el-Rei, porque eram muito ricos; e neste cerco e em outros recontros, em que com os mouros se acharam, deram mostras de singulares cavaleiros. Antre os quais foi Dom João Hanriquez, sobrinho de Emanuel de Noronha e filho de Dona Filipa de Noronha, sua irmã, e mulher de Dom Hanrique Hanriquez, senhor das Alcáçovas, que neste cerco o fez como valoroso cavaleiro. Foi também Dom Francisco de Noronha e Dom João de Noronha, castelhano (que depois se achou também no da Mamora), e foi mais João Dornelas, um esforçado cavaleiro e de muito nome e fama antre os mouros, todos naturais e casados na ilha da Madeira, os quais, por razão de suas pessoas, juntamente com Emanuel de Noronha, Nuno Fernandes de Taíde, capitão de Safim, depois de repartidas as estâncias da cidade, quis que ficassem estes fidalgos com ele de fora da repartição (onde entrava também Nuno Gato e Lopo Barriga), para nos combates acudir aos lugares, onde houvesse mais pressa.

Foram também da ilha outros fidalgos em companhia de Emanuel de Noronha, esforçados cavaleiros naturais da Calheta, para servirem a el-Rei à sua custa neste cerco, antre os quais foi Francisco de Abreu e seus irmãos, António de Abreu e Hierónimo de Abreu, filhos de João Fernandes do Arco, aos quais, por serem estremados cavaleiros e esforçados capitães, deu Nuno Fernandes uma estância da banda da porta da Guz (sic), desde a torre que está junto do mar, até porta de Guarniz, na qual estância havia cinco torres e oitenta braças de muro, que eles, com seus soldados, bem e valorosamente defenderam.

Deu mais Nuno Fernandes a guarda de nove torres e cento e trinta e seis braças de muro a João de Esmeraldo, natural da Ribeira Brava, filho de João Esmeraldo, o Velho. E mais para cima da cidade, guardava Luís de Atouguia, filho de Francisco Álvares, provedor da Fazenda de el-Rei na mesma ilha, natural da Ribeira Brava, em cuja capitania caíam nove torres com cento e três braças de muro. Da primeira torre de Alcáçova até a torre grande era a estância de João de Freitas, que guardou juntamente com seu irmão Antão (180) de Freitas, ambos naturais da ilha, da Vila de Santa Cruz. E porque Pero de Brito, irmão de Jácome (181) Mendes de Brito, da mesma ilha e da Ribeira Brava, um singular e abalisado cavaleiro, chegou a Safim depois de ser feita a repartição das estâncias, Nuno Fernandes lhe deu três torres, antre as de Dom Bernaldo e Dom Garcia.

Neste cerco de Safim, além dos capitães nomeados a que foram repartidas as estâncias, se acharam outros muitos fidalgos e cavaleiros da ilha da Madeira, que o fizeram, como se deles esperava.

Estes foram Hanrique de Betancor, António Mendes e seu irmão (182), e João do Rego da

Madureira, Francisco de Velosa, António Correia, de Câmara de Lobos, Bernaldim de Brito (183) e Cristóvão de Sande, pai de António de Sande, que morreu na Índia, que todos pelejaram como bons cavaleiros, afora outros da ilha, a que não soube o nome, que defenderam mui esforçadamente a cidade dos contínuos e apertados combates que os mouros lhe deram, sem poderem romper lanço de muro; antes se afastavam dele com as diversas máquinas de fogo, que lhe estes cavaleiros lançavam, o que vendo os mouros quão provida estava a cidade de

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socorro e que trabalhavam em balde com o esforço desta nobre gente, houveram por bom conselho levantarem o cerco e foram-se com perda de muitos dos seus.

Depois de levantado o cerco e os mouros recolhidos em sua terra, quis Nuno Fernandes dar mostra desta nobre e luzida gente da ilha da Madeira, para o que, no ano do Senhor de mil e quinhentos e onze, esperando tempo oportuno, foi dar sobre cinco aduares e, antes que a eles chegassem, mandou Manoel (sic) de Noronha (filho do capitão João Gonçalves da Porrinha, de que tratamos) e com ele cento e oitenta de cavalo, os mais deles da ilha, indo-lhe nas costas, e detrás deles, com a peonagem, André Caldeira e João de Freitas, da ilha.

Mas Manuel de Noronha, como era mancebo desejoso de ganhar honra em companhia de seus parentes e homens naturais, se adiantou bem meia légua de toda a outra companhia, dando com tanto ímpeto e esforço nos mouros, que fez estrago neles e destroçou os aduares, matando e cativando muitos, até que chegou Nuno Fernandes, com o seu guião, a tempo que deixava já Manuel de Noronha desbaratados os imigos e trazia obra de cem almas cativas, com muito gado grosso e miúdo, o que fez muita inveja aos outros. Contudo, Nuno Fernandes o recebeu com muita alegria e lhe deu muito louvor, principalmente, porque lhe não mataram mais que um criado de João Dornelas e dois escudeiros da ilha, a que não soube o nome. Os homens da ilha de nome, que se acharam neste feito de Manuel de Noronha foram Pero de Brito e Mem de Brito, seu filho, e Francisco de Abreu e seus irmãos, e João Desmeraldo, e João Dornelas, que veio ferido de uma lançada nos peitos, João de Freitas, João do Rego de Madureira, Francisco de Velosa, António Mendes, Cristóvão de Sande, António Correia, Luís de Atouguia, Hanrique de Betancor e outros cavaleiros, a que não alcancei o nome.

Houve mais João Gonçalves da Porrinha uma filha, por nome Dona Filipa de Noronha, que foi casada com Dom Hanrique Hanriquez, Senhor das Alcáçovas, de quem houve Dom Fernando Hanriquez, e Dom André Hanriquez, e Dom João Hanriquez, que ficou na ilha, pai de Dom Afonso Hanriquez.

Houve mais outra filha o capitão João Gonçalves, por nome Dona Mécia de Noronha, que foi casada com Dom Martinho de Castelbranco, Conde de Vila Nova de Portimão e veador da Fazenda de el-Rei Dom João segundo e de el-Rei Dom Manuel, de que houve os filhos seguintes: Dom Francisco de Castelbranco, que foi o mais velho e herdou sua casa, e foi camareiro-mor de el-Rei Dom João terceiro, e houve Dom Afonso de Castelbranco, meirinho- mor, Dom João de Castelbranco, e a Dom António de Castelbranco, daião (sic) (184) da Sé de Lisboa; e houve filhas: Dona Maria de Noronha, que casou com Dom Nuno Álvares Pereira, irmão do Marquês de Vila Real, e outra filha, que foi mulher de João Roiz de Sá, alcaide-mor do Porto, e outra filha, que casou com Dom Rodrigo de Sá, alcaide-mor de Moura, e outra filha, que foi casada com o pai de Alonso Peres Pantoja.

Houve mais este capitão João Gonçalves de sua mulher Dona Maria de Noronha outra filha, que chamaram, como sua mãe, Dona Maria de Noronha, que foi casada com o Marichal (sic), de que houve os filhos seguintes: o filho mais velho, que herdou a casa, que se chamou Fernão Coutinho, que foi Marichal e morreu na Índia; e houve uma filha, que foi mulher de Luís da Silveira, Conde de Sortelha, e houve outra, que não foi casada e morreu sendo dama do Paço.

Teve mais o capitão João Gonçalves outra filha, que se chamou Dona Constança de Noronha, que nunca quis casar, mas, por falecimento do Capitão, seu pai, se recolheu com as freiras no moesteiro e convento do Funchal, com licença e rescrito que houve do Papa, onde sempre viveu santamente, não querendo ser freira professa, porque sempre era enferma. Outra filha houve também João Gonçalves, que havia nome Dona Isabel, que foi a primeira prelada e abadessa que houve no mesmo moesteiro do Funchal, e afora outras duas filhas, que se chamaram Dona Elvira e Dona Joana, que foram freiras professas (185), houve outra,

que faleceu moça, a que não soube o nome.

Teve mais João Gonçalves da Porrinha um filho natural, por nome Garcia de Câmara, ao qual amava e mandou criar como seu filho legítimo, que foi pai de João Gonçalves de Câmara, de Santa Cruz; e tanto queria a este filho Garcia de Câmara, que não consentia que na criação e tratamento dele houvesse diferença dos legítimos, ainda que bastardo fosse, e até hora de sua morte o teve em sua casa, mui querido da Capitoa e seus irmãos, como o amor que seu pai lhe mostrava o pedia, e ele sempre o soube merecer por sua brandura e cortesia, posto que ficasse pobre a respeito do muito que o pai lhe desejou.

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Querendo este Capitão João Gonçalves ir à Corte, antes que fosse, mandou ordenar a fábrica do moesteiro das freiras do convento de Santa Clara, em Nossa Senhora da Concepção, e acima da vila do Funchal, obra tão necessária, como proveitosa para recolhimento de suas filhas e de outras de homens principais, que fazem santa vida, recolhidas, a imitação da bem-aventurada Santa. E no ano de mil e quatrocentos e noventa e dois começou a edificar esta obra sua filha, Dona Constança de Noronha, com muita diligência, e devação (186), tendo todas as coisas necessárias, que lhe seu pai deixara preparadas. E no ano de mil e quatrocentos e noventa e sete, sendo já vindo do Regno o Capitão, tornou lá por uma filha freira, que tinha na Concepção, em Beja, que havia nome Dona Isabel de Noronha, e com ela trouxe quatro freiras professas no dito moesteiro (187). Ordenado tudo isto pelo

Capitão, por virtude de um rescrito, que impetrou do Papa, para trazer estas freiras, estiveram alguns dias em casa do Capitão com Dona Constança, sua filha, e um domingo, na octava de Todolos Santos, entraram e tomaram posse do moesteiro para sempre. E, juntamente com estas, meteu o capitão outras duas filhas suas, que haviam nome Dona Elvira e Dona Joana, que depois foram professas; as quais, todas, antre si, elegeram por sua prelada e abadessa a Dona Isabel de Noronha, filha do Capitão, pela virtude grande que dela conheciam; e só este moesteiro de religiosas há em toda a ilha.

Este Capitão João Gonçalves foi espelho dos Capitães das ilhas que até seu tempo foram, porque, além de ser esforçado cavaleiro, foi mui devoto e amigo da religião cristã, e sempre procurou aumentar o culto divino, e prosperar sua ilha com religiosos e clérigos letrados, para o que pediu a el-Rei Dom João segundo que, por estar vaga a vigairia (sic) de Santa Maria do Calhau, provesse nela clérigo letrado para doctrina do povo. E no ano de mil e quatrocentos e noventa, por confiar el-Rei muito na consciência de frei Nuno Cão, o mandou à ilha por vigário desta igreja, com bom ordenado, que hoje em dia tem o Daião (sic) da Sé do Funchal, que ele foi o primeiro que serviu, depois de criada a Sé com cónegos e dignidades, sendo mestre em Teologia, mui bom letrado e mui privado de el-Rei; o qual frei Nuno veio confirmado pelo prior e vigairo do convento da vila de Tomar, da Ordem de Cristo, de cujo mestrado é a ilha (188).

Depois de ter ordenado as coisas de sua capitania o Capitão João Gonçalves, e posto em bom estado assim as coisas eclesiásticas como seculares, e a ilha em prosperidade e em crescimento cada vez mais, tendo casados e agasalhados todos seus filhos, foi Deus servido levá-lo para si, para lhe dar o galardão, que suas obras mereciam. Estando ele mui próspero e rico, faleceu uma sexta-feira, vinte e seis de Março, na era do Senhor de mil e quinhentos e um, tendo de sua idade oitenta e sete anos, dos quais governou a ilha trinta e quatro. E, por seu falecimento, ficou muita fazenda de móveis e de raiz, que partiu irmãmente com seus filhos. Faleceu na vila do Funchal, cuja morte foi mui sentida do povo, porque era mui benquisto, e comummente altos e baixos choravam, porque era amparo de muitos. Foi seu encerramento mui solene, como o pedia o tempo, com toda a cleresia e religiosos da vila, e o povo todo, que, com lágrimas e orações, o acompanhava.

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