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13compartilhassem dois de cada três parâme-

Uma comparação lexical de Línguas de Sinais no mundo Árabe

13compartilhassem dois de cada três parâme-

tros. Diferentemente de McKee et al. (2002), Currie et al. (2002) excluíram o quarto parâ- metro de orientação. Os resultados mostra- ram 38% de cognatos para LSM-LSF, 33% de cognatos para LSM-LSE e 23% para LSM-NS. Apesar de haver história de contato entre a LSM e a LSF, fica claro que o desenvolvimen- to histórico não é genético. Eles atribuem a similaridade ao empréstimo. Seus resultados também não apóiam a similaridade entre a LSM e a LSE, embora ela exista em comu- nidades que compartilham a língua falada, a língua espanhola. Finalmente, a comparação entre a LSM e a NS fornece um nível base do grau de similaridade entre quaisquer duas línguas de sinais que possam ter iconicida- de compartilhada. Currie et al. (ibid.) argu- mentam que a modalidade visual-gestual das línguas de sinais e sua capacidade para repre- sentações icônicas dão suporte, no mínimo, a um nível mínimo de similaridade entre as línguas de sinais não relacionadas.

As relações genéticas entre as línguas de sinais nos Estados Unidos, no ocidente euro- peu e nas colônias britânicas coincidem com a história da educação de surdos nessas regiões, mas as relações entre as línguas de sinais do mundo árabe podem seguir um padrão intei- ramente diferente, visto que a escolaridade das crianças surdas foi introduzida muito mais tarde no oriente médio. O Irmão Andrew, um educador pioneiro de surdos no oriente mé- dio, atribui ao Padre Andeweg, um missioná- rio anglicano holandês, a abertura da primeira escola para surdos na região do Líbano, no fim da década de 50. O Irmão Andrew chegou pri- meiro ao Líbano como professor e mais tarde

se mudou para a Jordânia, em 1964, para re- abrir uma escola para surdos, que tinha sido inaugurada pelo Padre Andeweg (Holy Land

Institute for the Deaf, 2004)

O Holy Land Institute of the Deaf (HLID), Instituto dos Surdos da Terra Santa, na cida- de de Salt, na Jordânia, hoje em dia é con- siderado uma escola modelo para os surdos do oriente médio. As escolas para surdos em outros países árabes foram abertas, ape- nas, vários anos e décadas mais tarde. Essas escolas foram fundadas por seus respectivos governos e, em grande parte, sem nenhuma influência dos europeus. Com exceção da HLID, a maioria das escolas para surdos no oriente médio enfatiza métodos orais de co- municação, preferindo esses métodos à lín- gua de sinais. Devido à recente fundação de tais instituições e por seu apoio continuado aos métodos de comunicação oral, seria de se esperar que o desenvolvimento da língua de sinais na região exibisse uma geografia dife- rente daquela na Europa e nos EUA.

Esse artigo explora as similaridades e di- ferenças entre as línguas de sinais no mundo árabe por meio do método léxico-estatístico. As línguas de sinais que serão examinadas em comparação com a Língua de Sinais da Jordânia (LIU)3 são a Língua de Sinais Al-

Sayyid Beduína (ABSL)4, a Língua de Sinais

do Kuwait (KSL), a Língua de Sinais da Líbia (LSL) e a Língua de Sinais Palestina (PSL). A LIU também será comparada com a ASL como linha base, com a expectativa de um percentual de cognatos mais baixo devido à ausência de relação histórica conhecida entre elas. Entretanto, como existem profissionais jordanianos trabalhando com surdos que

3 LIU é a forma abreviada da tradução fonética Árabe-Inglês, Lught il-Ishara il-Urduniyyeh. 4 A ABSL é usada na comunidade Al-Sayyid no Deserto Negev, em Israel.

Kinda Al-Fityani e Carol Padden

Questões T

eóricas das P

esquisas em Línguas de Sinais

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estudaram nos EUA, bem como um núme- ro de surdos jordanianos que estudaram na Gallaudet University, pode haver emprésti- mos lexicais da ASL para a LIU.

3. Metodologia

O vocabulário usado na comparação foi extra- ído de dicionários publicados das respectivas línguas de sinais, com exceção da ABSL onde o vocabulário foi elicitado por meio de uma entrevista gravada em vídeo, com um mem- bro surdo da comunidade Abu Shara5. Todo

o vocabulário no dicionário da LIU e cada um dos outros quatro dicionários foram usados para as comparações. A razão para essa com- paração extensa foi que usar uma lista nuclear modificada ou uma lista de vocabulários se- lecionados aleatoriamente teria resultado em uma série menor de comparação de vocabulá- rios dos dicionários do Kuwait e da Líbia, ou em uma ausência de vocabulário de compara- ção, como foi o caso do dicionário palestino, que tinha por alvo os alunos do ensino médio e da universidade de matemática e ciências, ou era muito focalizado em referências locais, tais como nomes de organizações e realezas, como é o caso do dicionário jordaniano.

Os sinais individuais de línguas diferen- tes foram comparados com base nos qua- tro parâmetros fonêmicos (configuração de mão, movimento, localização, e orientação da palma) seguindo a orientação mais rigo- rosa de McKee et al. (2000). Para McKee et al., os cognatos são sinais que compartilham pelo menos três desses quatro parâmetros. As

diferenças não manuais, tais como as marcas faciais, não foram incluídas na comparação.

4. Resultados

Como ilustrado na Tabela 1, os vocabulários entre 165 e 410 foram examinados para di- ferentes comparações. O número de vocabu- lário é similar ao número nos resultados de pesquisas comparativas anteriores sobre lín- guas de sinais. Como previsto, a relação LIU- PSL alcançou o número mais alto de cogna- tos com 58%, seguida pela relação LIU-KSL, com 40%, a relação LIU-LSL com 34% de cognatos e a relação LIU-ABSL com o índice mais baixo, 24% de cognatos.

Dois sinais de línguas de sinais dife- rentes foram denominados idênticos se eles compartilhassem todos os quatro parâme- tros, como na Figura 1. Foram denomina- dos relacionados se eles se diferenciassem em apenas um dos quatro parâmetros, como na Figura 2, onde a configuração de mão é o ele- mento diferenciador. Foram denominados

diferentes se eles se diferenciassem em dois

ou mais parâmetros.

LIU PSL

Figura 1. KORAN

5 Os dicionários usados para este estudo são: Hamzah (1993) para LIU, Palestine Red Crescent Society (2000)

para PSL, Kuwaiti Sign Language Dictionary (1995) para KSL, Suwayd (1992) para LSL, Tennant e Gluszak Bro- wn (1998) para a ASL.

Uma comparação lexical de línguas de sinais no mundo Árabe

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